Blog sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Balanço do ano de 2025
Termina hoje mais um ano civil e, por essa razão, cumpre-se a tradição ininterrupta (com mais de uma década) desde a fundação do blog "Cais do Pico": fazer um balanço anual (neste caso a décima segunda edição) do que se passou neste blog, com especial atenção para os 53 posts anteriormente publicados durante o ano de 2025.
Antes de mais, quero agradecer aos arraigados seguidores deste blog, pois só faz sentido escrever artigos e atualizar páginas se existir alguém desse lado que os queira ler. Recordo que 2025 (à semelhança dos dois anos anteriores) foi marcado por uma atividade bem menos intensa neste blog do que aquela que teve lugar há alguns anos, isto devido à nomeação para um alto cargo público em julho de 2022, renovada em abril de 2024, o que fez diminuir enormemente o meu tempo livre nos últimos três anos e meio. Todavia, pensar em escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico, faz com que surja logo a vontade de, entre o meio de outros afazeres, empregar algum tempo, esforço e dedicação para vos continuar a trazer continua e ininterruptamente aquilo que está subjacente à criação desde blog — em particular, o maior interessado na divulgação contínua feita pelo blog "Cais do Pico" sou eu, daí que é com enorme felicidade e sentimento de dever cumprido que, após mais uma ano, o mesmo continua em atividade, estando permanentemente atualizado — e isso pode ser comprovado por respostas dadas a comentários neste blog, a mensagens para o seu e-mail (mail@caisdopico.pt) e a contactos via Facebook (facebook.com/blogcaisdopico), Instagram (instagram.com/blogcaisdopico) ou X [ex-Twitter] (twitter.com/blogcaisdopico).
Aliás, fazendo uso das estatísticas (e não, hoje não são as oficiais do dia-a-dia profissional :p), é simplesmente extraordinária a conclusão que se extrai quando se analisa este ano aparentemente calmo: foi precisamente no dia de ontem (30 de dezembro de 2025) que este blog superou a marca das 4.000.000 visualizações, ou seja, quatro milhões de visitas! Mais ainda, foram registadas 602 mil visualizações só neste ano, um recorde anual de visitas, ao qual corresponde uma média superior a 50 mil visualizações por cada mês de 2025!
Esta é, indubitavelmente, a maior prova de que manter permanentemente atualizados, num trabalho quase invisível mas muito exigente, os separadores "Barcos", "Aviões" e "Autocarros" — separadores estes cuja informação representa uma enorme responsabilidade para a sociedade e que são não apenas a razão de existência deste blog, mas também uma das suas principais imagens de marca — é altamente reconhecido através do elevadíssimo número de consultas feitas ao "Cais do Pico"; por outras palavras, o blog está vivo e recomenda-se!
Assim, os mais de 3.500 seguidores registados no Facebook, Instagram ou Twitter (64%, 35% e 1% do total, respetivamente), bem como os registados por e-mail (consultem a barra lateral direita ou o final da página deste blog para aderir, consoante estejam a visualizar num computador ou num telemóvel, respetivamente), contaram — e conto que continuem a contar — com um blog permanentemente atualizado, nomeadamente cumprindo a missão de ser um portal onde se pode encontrar os horários dos barcos, aviões e autocarros que servem a ilha montanha, além de algumas informações úteis e curiosidades sobre o Pico — portal este disponível na web em caisdopico.pt e nas redes sociais em @blogcaisdopico.
Continuando com um novo hábito iniciado há exatamente dois anos, neste décimo segundo "ano de vida" do blog "Cais do Pico" vou simbolicamente voltar destacar um e um só post aqui publicado (no início de julho): "6.º voo Lisboa/Pico tem início esta sexta-feira" — este post representa não só (mais uma) demonstração de como "o Pico está na moda!", mas também de como devemos sempre sonhar em altos (e muitos) voos, e o picaroto pode e merece: se no ano de fundação deste blog (2014) havia, durante o verão, dois voos semanais entre a capital portuguesa e a ilha montanha, enquanto no inverno era só um (e com escala na Terceira), a verdade é que a chegada ao sexto voo semanal deve-se à labuta, perseverança e tenacidade das gentes do Pico, algo que também está no ADN deste blog.
Mesmo antes de terminar, gostaria de (voltar a) desafiar os leitores deste blog a consultarem o separador "Sabia que..." e a verificarem se já tinham conhecimento das curiosidades lá apresentadas, pois eu próprio desconhecia inicialmente a maioria delas! Além disso, tomo a liberdade de partilhar, em destaque diferente, imagem que tem acompanhado os momentos festivos deste blog, elevada desta vez a "imagem do ano" em jeito de agradecimento a todos os visitantes do "Cais do Pico", especialmente àqueles que o seguem fielmente e a todas as pessoas que têm ajudado a divulgar o mesmo, pela marca das quatro milhões de visualizações, por estarem sempre aí desse lado e pelas palavras de apreço e apoio contínuo ao longo dos anos que me têm transmitido pessoalmente — obrigado!
Finalmente, e concluindo este longo post, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2026, com muita saúde e boa disposição!
Haja saúde!
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terça-feira, 31 de dezembro de 2024
Balanço do ano de 2024
O ano civil acaba hoje e, por esse motivo, é chegada a hora da tradição ininterrupta (com mais de uma década) desde a fundação do blog "Cais do Pico": fazer um balanço anual (neste caso a décima primeira edição) do que se passou neste blog, com especial atenção para os 49 posts anteriormente publicados durante o ano de 2024.
Em primeiro lugar, agradeço aos perduráveis seguidores deste blog, pois só faz sentido produzir conteúdo se existir alguém desse lado que o queira ler. O ano de 2024 (à semelhança do anterior) foi marcado por uma atividade bem menos intensa neste blog do que ocorreu no passado, isto devido à nomeação para um alto cargo público em julho de 2022, renovada em abril de 2024, o que fez diminuir de forma drástica o meu tempo livre nos últimos dois anos e meio. No entanto, graças à vontade, determinação e satisfação em escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico, houve cá e lá um tempinho, esforço e dedicação bem empregues para vos continuar a trazer sempre e sem interrupções aquilo que levou à criação desde blog — por outro lado, dito de uma forma um tanto ou quanto paradoxal, ninguém sente mais falta do blog "Cais do Pico" do que eu próprio, mas apraz-me ver que o mesmo continua em atividade, estando permanentemente atualizado — e isso pode ser comprovado por respostas dadas a comentários neste blog, a mensagens para o seu e-mail (mail@caisdopico.pt) e a contactos via Facebook (facebook.com/blogcaisdopico), Instagram (instagram.com/blogcaisdopico) ou X [ex-Twitter] (twitter.com/blogcaisdopico).
Metaforicamente, blog está como o mar naqueles dias de acalmia, sem levantar grandes ondas, mas que continua a ser olhado permanentemente, ou seja, o blog não se evaporou e mantém o interesse de quem o procura, os quais contribuiram, nos últimos 11 anos e até ao momento, com mais de 3,40 milhões de visualizações! Mais concretamente, apresentando algumas estatísticas, estamos a falar de 250 mil visitas durante este ano, o que corresponde a uma média superior a 20 mil visualizações por cada mês de 2024 — um valor curiosamente superior ao registado em muitos outros anos da primeira década de existência do blog.
Este resultado demonstra claramente como o "Cais do Pico" nunca parou a sua atividade, tendo eu mantido permanentemente atualizados os separadores "Barcos", "Aviões" e "Autocarros", separadores estes cuja informação representa uma enorme responsabilidade para a sociedade e que são não apenas a razão de existência deste blog, mas também uma das suas principais imagens de marca — este é um trabalho porventura menos visível, mas constante na sua exigência.
Assim, os mais de 3.500 seguidores registados no Facebook, Instagram ou Twitter (64%, 35% e 1% do total, respetivamente), bem como os registados por e-mail (consultem a barra lateral direita ou o final da página deste blog para aderir, consoante estejam a visualizar num computador ou num telemóvel, respetivamente), contaram — e conto que continuem a contar — com um blog permanentemente atualizado, nomeadamente cumprindo a missão de ser um portal onde se pode encontrar os horários dos barcos, aviões e autocarros que servem a ilha montanha, além de algumas informações úteis e curiosidades sobre o Pico — portal este disponível na web em caisdopico.pt e nas redes sociais em @blogcaisdopico.
Continuando com um novo hábito iniciado há exatamente um ano, neste décimo primeiro "ano de vida" do blog "Cais do Pico" vou simbolicamente voltar destacar um e um só post aqui publicado: 'Megaiate Aquarius visita o Cais do Pico' — este post acaba representando o seguinte: por um lado, como "o Pico está na moda!", pois certamente quem é dono ou alugou este megaiate tem capacidade (leia-se tempo e dinheiro) para ir a qualquer parte do mundo (e quicá até ao espaço!), mas mesmo assim decidiu passar alguns dias de vida nesta ilha montanha no meio do Atlântico, a qual tem menos de 15 mil habitantes (ou seja, um dos locais mais remotos e menos populosos do país e da Europa); por outro, como vale sempre a pena visitar o "Cais do Pico" — uma bela silepse que se aplica tanto ao local físico, como a este blog!
Mesmo antes de terminar, gostaria de (voltar a) desafiar os leitores deste blog a consultarem o separador "Sabia que..." e a verificarem se já tinham conhecimento das curiosidades lá apresentadas, pois eu próprio desconhecia inicialmente a maioria delas! Além disso, tomo a liberdade de partilhar, em destaque diferente e inovador (embora seguindo tendências atuais), o que a inteligência artificial entendeu ser uma imagem que representa a essência do blog "Cais do Pico", de forma a ser aqui divulgada como "imagem do ano" — em particular, a resposta do ChatGPT foi um cais de pedra vulcânica com a majestosa montanha do Pico ao fundo, traduzindo assim o nome do blog; o mar tranquilo (tal como a fase atual do blog) contendo um barco e o céu contendo uma ave em grande destaque, símbolos dos primeiros separadores do blog (e a razão da sua existência); e por fim um farol, representando a ligação entre o "Cais do Pico" e as pessoas que o visitam, nomeadamente apontando horários, informações úteis, curiosidades, etc.
Finalmente, e concluindo este longo post, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2025, com muita saúde e boa disposição!
Haja saúde!
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domingo, 31 de dezembro de 2023
Balanço do ano de 2023
Neste último dia do ano cumpre-se, mais uma vez, com a tradição ininterrupta desde a fundação do blog "Cais do Pico": fazer um balanço anual (neste caso a décima edição) do que se passou neste blog, com especial atenção para os 46 posts anteriormente publicados durante o ano de 2023.
A primeira palavra é de agradecimento para os perseverantes seguidores deste blog, pois só faz sentido aqui escrever se existir alguém desse lado que tenha interesse em ler. Em particular, 2023 foi marcado pela atividade menos intensa de sempre neste blog durante um ano civil, fruto da nomeação para um alto cargo público em julho de 2022, o que fez diminuir o meu tempo livre drasticamente desde então, tal como já havia dado nota há exatamente um ano. Mesmo assim, tendo subjacente o enorme gosto e prazer de escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico, houve cá e lá tempo, esforço e dedicação bem empregues para vos continuar a trazer a essência do que conduziu à criação desde blog — aliás, apesar de ter recebido várias manifestações de que sentem falta das publicações do blog "Cais do Pico", a resposta tem sido sempre a mesma: "Embora eu também tenha saudades de ter mais algum tempo livre para poder escrever mais coisas, o blog continua em atividade, estando permanentemente atualizado" — e isso pode ser comprovado por respostas dadas a comentários neste blog, a mensagens para o seu e-mail (mail@caisdopico.pt) e a contactos via Facebook (facebook.com/blogcaisdopico), Instagram (instagram.com/blogcaisdopico) ou X [ex-Twitter] (twitter.com/blogcaisdopico).
Curiosamente, foi durante este período de acalmia que se alcançou as três milhões de visualizações, uma marca simbólica que comprova não só como este blog está vivo, mas também como ele mantém o interesse da sua audiência, a qual até ao momento contribuiu com mais de 3,15 milhões de visualizações!
Este resultado é o retorno indireto de o "Cais do Pico" nunca ter parado a sua atividade, tendo eu mantido permanentemente atualizados os separadores "Barcos", "Aviões" e "Autocarros", separadores estes cuja informação representa uma enorme responsabilidade para a sociedade e que são não apenas a razão de existência deste blog, mas também uma das suas principais imagens de marca — este é um trabalho porventura menos visível, mas constante na sua exigência.
Assim, os cerca de 3.500 seguidores registados no Facebook, Instagram ou Twitter (63%, 36% e 1% do total, respetivamente), bem como os registados por e-mail (consultem a barra lateral direita ou o final da página deste blog para aderir, consoante estejam a visualizar num computador ou num telemóvel, respetivamente), contaram — e conto que continuem a contar — com um blog permanentemente atualizado, nomeadamente cumprindo a missão de ser um portal onde se pode encontrar os horários dos barcos, aviões e autocarros que servem a ilha montanha, além de algumas informações úteis e curiosidades sobre o Pico — portal este disponível na web em caisdopico.pt e nas redes sociais em @blogcaisdopico.
Ao contrário do habitual, neste décimo "ano de vida" do blog "Cais do Pico" vou simbolicamente destacar um e um só post aqui publicado: 'Pico volta ao Guiness World Records com a Maior Roda de Chamarrita do Mundo' — este post acaba sendo uma metáfora de como o viver e o fazer do picaroto volta a reforçar como "o Pico está na moda!", de como uma ilha no meio do Atlântico, a qual tem menos de 15 mil habitantes (ou seja, um dos locais mais remotos e menos populosos do país), consegue ombrear com qualquer parte do mundo, e de como, mais pessoalmente, um dia, no futuro, certamente voltará a haver mais tempo livre para se bater novos recordes estatísticos neste blog.
Mesmo antes de terminar, gostaria de (voltar a) desafiar os leitores deste blog a consultarem o separador "Sabia que..." e a verificarem se já tinham conhecimento das curiosidades lá apresentadas, pois eu próprio desconhecia inicialmente a maioria delas! Além disso, tomo a liberdade de partilhar, em destaque diferente, a capa que tem acompanhado o "Cais do Pico" ao longo dos últimos 10 anos e que simbolicamente é desta vez batizada como "imagem do ano" — ela tem nos acompanhado, a mim e a vocês, nesta última década, sendo que ela continuará por aí, pois mesmo com uma atividade mais reduzida deste blog e mesmo com menos tempo livre, haverá sempre algum para dedicar ao "Cais do Pico"!
Finalmente, e concluindo este longo post, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2024, com muita saúde e boa disposição!
Haja saúde!
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sábado, 31 de dezembro de 2022
Balanço do ano de 2022
Chega hoje ao fim mais um ano civil e, por essa razão, é chegada a hora de cumprir com a tradição ininterrupta desde a fundação do blog "Cais do Pico", ou seja, fazer um balanço anual (neste caso a nona edição) do que se passou neste blog, tendo em atenção os 180 posts anteriormente publicados durante o ano de 2022.
Começo por agradecer aos fiéis seguidores deste blog, pois só faz sentido aqui escrever se existir alguém desse lado que tenha interesse em ler. Em particular, 2022 ficou marcado neste blog por dois períodos distintos — já lá irei — mas sempre tendo subjacente o enorme gosto e prazer de escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico: é tempo, esforço e dedicação bem empregues, sentindo esse retorno através de comentários neste blog, mensagens para o seu e-mail (mail@caisdopico.pt), contactos via Facebook (facebook.com/blogcaisdopico), Instagram (instagram.com/blogcaisdopico), Twitter (twitter.com/blogcaisdopico) ou abordagem pessoal, pois várias foram as pessoas que tiveram palavras muito simpáticas para comigo devido ao blog, bem como houve quem demonstrasse publicamente saudades do mesmo quando este ficou menos ativo.
Concretizando, e como notou quem segue este blog, a atividade no primeiro semestre de 2022 foi bem mais intensa (162 posts nesses seis meses) do que na segunda metade do ano (somente 18 posts).
Tendo presente uma resolução de 2021, na qual lancei o desafio pessoal de ter um post diário neste blog pelo menos até ao final desse ano, a verdade é que, excetuando o primeiro dia de 2022, isso foi mantido até meados de maio do ano que agora finda — ou seja, foram 147 publicações consecutivas; se juntarmos às 311 consecutivas que terminaram em 2021, obtém-se um total de 458 posts em 459 dias! Curiosamente, foi durante este período de intensidade recorde do blog que se alcançou o simbólico 2351.º post, uma marca que representa a superação de ter alcançado uma "montanha" de publicações, as quais tiveram, no seu todo e até ao momento, mais de 2,92 milhões de visualizações!
Recordando agora o que disse no passado:
À primeira vista, parece um tanto ou quanto impossível escrever regularmente só sobre uma ilha no meio do Atlântico, a qual tem menos de 15 mil habitantes (ou seja, um dos locais mais remotos e menos populosos do país), recorrendo para isso apenas ao tempo livre e tendo em consideração que passo grande parte do ano fisicamente ausente da ilha montanha...Aconteceu que, fruto da nomeação para um alto cargo público em julho de 2022, o meu tempo livre diminuiu drasticamente, o que se refletiu na atividade do blog e no menor número de publicações num ano desde a sua fundação.
No entanto, o "Cais do Pico" nunca parou a sua atividade, tendo eu mantido permanentemente atualizados os separadores "Barcos", "Aviões" e "Autocarros", separadores estes cuja informação representa uma enorme responsabilidade para a sociedade e que são não apenas a razão de existência deste blog, mas também uma das suas principais imagens de marca — este é um trabalho porventura menos visível, mas constante na sua exigência.
Assim, os mais de 3.200 seguidores registados no Facebook, Instagram ou Twitter (62%, 37% e 1% do total, respetivamente), bem como os registados por e-mail (consultem a barra lateral direita ou o final da página deste blog para aderir, consoante estejam a visualizar num computador ou num telemóvel, respetivamente), contaram — e conto que continuem a contar — com um blog permanentemente atualizado, nomeadamente cumprindo a missão de ser um portal onde se pode encontrar os horários dos barcos, aviões e autocarros que servem a ilha montanha, além de algumas informações úteis e curiosidades sobre o Pico — portal este disponível na web em caisdopico.pt e nas redes sociais em @blogcaisdopico.
Tomo agora a liberdade de recordar alguns temas abordados durante o nono "ano de vida" do blog "Cais do Pico", um ano onde se antevia que os efeitos da pandemia de COVID-19 se fossem esfumando, melhorando assim a vida em sociedade, mas que ficou marcado a nível mundial por uma guerra na Europa e, a nível mais local, pela crise sismovulcânica na vizinha ilha de São Jorge — onde a ilha montanha serviu de apoio logístico até para o Presidente da República.
Poderia começar por destacar publicações que demonstraram como "o Pico está na moda!", bem como os seus produtos, mas foram tantas que seria exaustivo e maçudo — assim, ilustro este sentimento de qualidade superior e de reconhecimento através do vinho do Pico, o qual está cada vez mais forte, consistente e com um legado para defender e levar mais longe, fazendo igualmente dele uma marca valiosa não apenas para os respetivos proprietários, mas também para a história nacional.
No tema das acessibilidade aéreas para a ilha montanha, um dos destaques vai para um novo recorde de voos de horários por semana na época alta, o que representou um incremento muito significativo de movimentos de aviões na infraestrutura aeroportuária do Pico, isto no ano em que celebrou o seu 40.º aniversário. Por outro lado, houve uma decisão unânime na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para que a ampliação da pista do aeroporto do Pico avance, uma decisão histórica e que certamente vincula os decisores políticos ao futuro a dar à maior infraestrutura aeroportuária totalmente gerida e detida pela Região.
Passando do ar para o mar, o Porto do Cais do Pico e o seu movimento também não foram esquecidos, tema este que tem sido recorrente neste blog desde a sua fundação. Em particular, duas notas merecem ser destacadas: primeiro, o novo Terminal Marítimo foi inaugurado em junho, o que veio trazer conforto e qualidade aos passageiros marítimos que entram ou saem da ilha montanha pelo seu lado norte; segundo, a criação de uma ligação marítima dedicada Pico / São Jorge, ligação esta que corresponde à histórica linha Cais do Pico / Velas.
Aproximando-me do final deste balanço anual, quero ainda mencionar alguns posts que me despertaram alguma curiosidade e/ou de índole mais humorística; em concreto, refiro-me a "A montanha do Pico vê-se de São Miguel?! E das Flores?", "Solução para a praga de ratos que está a invadir o Pico", "O caracol esbranquiçado do Cais do Pico", "Jornais históricos do Caes do Pico" e "O Pico lunar". Quero igualmente fazer referência a outros posts que pretenderam ser um contributo para que se perceba melhor, sobretudo para quem é de fora, a realidade picarota: "A insensibilidade de um sindicato", "Uns envelopes para os apanhados" e "Uma revista com miopia". Outro contributo que foi dado por este blog, neste caso como forma primordial de promoção, refere-se a uma proposta vencedora da quarta edição do Orçamento Participativo dos Açores, designadamente "Bicicletas Elétricas Públicas Inteligentes na ilha do Pico".
Mesmo antes de terminar, gostaria de (voltar a) desafiar os leitores deste blog a consultarem o separador "Sabia que..." e a verificarem se já tinham conhecimento das curiosidades lá apresentadas, pois eu próprio desconhecia a maioria delas! Além disso, tomo a liberdade de partilhar de novo duas das fotos aqui apresentadas durante 2022, as quais não são estreias, mas que representam, para mim, as "imagens do ano": refiro-me às fotos presentes nos separadores "Barcos" e "Aviões", as quais também são usadas aquando de posts sobre alterações aos horários dos respetivos transportes que servem a ilha do Pico; estes foram os dois primeiros separadores a serem criados neste blog (tal como comprova o segundo post de sempre), são a (já supramencionada) razão de existência do "Cais do Pico" e, mesmo com uma atividade mais reduzida deste blog, estes separadores mantiveram-se constantemente atuais — uma prova, para mim, de que mesmo com menos tempo livre, houve e haverá sempre algum para dedicar a este blog!
Finalmente, e concluindo este longo post, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2023, com muita saúde e boa disposição!
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
Montanha a branco e preto
Sempre que cai neve sobre a montanha da ilha do Pico, o encanto é garantido; desta vez, apresenta-se aqui um registo fotográfico do passado dia 26 de dezembro de 2022, com um magnífico enquadramento dado pela Lagoa do Capitão, onde o ponto mais alto de Portugal se apresenta vestido de branco a partir da altitude indicada pela nuvem que rodeia a montanha.
Haja saúde!
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quinta-feira, 26 de maio de 2022
Montanha do Pico, os humores da montanha [by National Geographic]
Todos os dias, o Pico parece diferente. Um viajante descreve a sua ascensão nocturna, procurando chegar ao cume antes de o Sol nascer.
É assim que António Luís Campos inicia a descrição, na prestigiada revista National Geographic, da sua 12.ª ascensão ao ponto mais alto de Portugal — link para artigo na íntegra.
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quarta-feira, 25 de maio de 2022
Azores Fringe Festival 2022
De 1 a 30 de junho de 2022 é Fringe nos Açores, este ano a celebrar 10 anos de vida, e com foco no seu epicentro, a ilha montanha. São 60 eventos nas 9 ilhas e a apresentação de 56 filmes curtas, incluindo uma sessão especial com o novo trabalho de Margarida Gil, que foi filmado na ilha do Pico.
Além das sessões de SHORTS@FRINGE, que levam imagens de todo o mundo pelo arquipélago, o programa acolhe artistas de desenho, ilustração e pintura, performance às terças no Museu dos Baleeiros do Pico, o Encontro Pedras Negras com uma dúzia de escritores, e ainda música incluindo as bandas Urro das Marés e WE SEA, para celebrar o décimo aniversário Fringe na Praça da Madalena, e Wave Jazz Ensemble, que pisam o palco do Auditório da Madalena. Programas de desenvolvimento com artistas a construir instalações e peças de arte para alimentar a MiratecArts Galeria Costa trazem artistas familiares à ilha mas também novos rostos. Visitarte, uma secção do festival que visita as oficinas de artistas e apresenta online, começou por causa da pandemia mas veio para ficar devido ao interesse de promover o que se faz em cantinhos desconhecidos. Diogo Rola acompanha o festival, criando um vídeo diário a ser partilhado através da página do facebook da MiratecArts e ainda na RTP Açores.
Visite www.azoresfringe.com e junte-se nas redes sociais para seguir o festival "de um ponto de vista diferente", porque o Azores Fringe é "uma explosão artística dos Açores para o mundo", como o seu mote diz. Vamos ao Fringe!
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segunda-feira, 16 de maio de 2022
A montanha do Pico vê-se de São Miguel?! E das Flores?
Os Açores são, por definição da própria palavra arquipélago, um grupo de ilhas pouco distantes umas das outras. Assim, sobretudo para quem não conhece a Região, muitos poderiam esperar que de uma ilha se conseguisse ver outra qualquer, o que não acontece. Aliás, devido à dispersão geográfica do arquipélago açoriano ser de 617 km, ou seja, superior à do continente português (589 km), a noção de proximidade entre ilhas torna-se relativa e daí os Açores serem tipicamente subdivididos nos Grupos Oriental (Santa Maria e São Miguel), Central (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) e Ocidental (Flores e Corvo) — em cada um destes é possível, com elevadíssima probabilidade, ver uma(s) ilha(s) estando noutra ilha do respetivo grupo.
Vem isto a propósito da questão que não raras vezes algumas pessoas fazem sobre os Açores: será possível ver ilhas de outro grupo que não daquele onde estamos?
Ora bem, devido à curvatura da Terra, a observação de pontos muito distantes só pode ocorrer se estes forem elevados ou, em alternativa, se se estiver num ponto elevado. Assim, atendendo ao facto de que a montanha do Pico é o ponto mais alto de Portugal, o desafio é então tentar saber se é possível ver a ilha montanha estando fora do Grupo Central.
Começando pelo Grupo Oriental, uma resposta muito bem enquadrada já foi dada em 2019 no blog 'O Pico e os Aviões', cuja imagem aqui se anexa: a ilha montanha vista de São Miguel. Esta é uma observação verdadeiramente espetacular, não só por não ser fácil de observar no dia a dia (têm de estar condições meteorológicas favoráveis), mas também por se estar a falar de visionar algo que está a cerca de 230 km de distância!
No caso do Grupo Ocidental, não há registo público de se observar o Pico a partir das Flores ou do Corvo; porém, segundo o site www.heywhatsthat.com , é possível ter linha de vista da ponta do Pico para a ilha das Flores (designadamente para a zona do Morro Alto, o que corresponde a cerca de 260 km).
Assim, fica aqui o desafio: tentar observar a montanha do Pico a partir das Flores ou, em alternativa, tentar ver esta última a partir do ponto mais alto de Portugal, de forma a reforçar o estatuto da ilha montanha como Farol dos Açores!
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domingo, 20 de fevereiro de 2022
Nevou no Pico e não só (será um OVNI?)
Neste fim de semana de 19/20 de fevereiro de 2022, a ilha do Pico acordou com a respetiva montanha coberta de neve. As imagens desta paisagem, sempre fantásticas e que valem mais do que mil palavras, podem ser encontradas em anexo.
Todavia, ampliando um pouco uma das fotografias, aparece um elemento não identificado; entre as inúmeras possibilidades, não é de excluir, à semelhança do que verificou em agosto de 2016, que alguém ou alguma outra forma de vida inteligente estivesse a sondar a montanha do Pico como hipotético local de aterragem, consolidando assim o seu estatuto de "cais do céu".
Haja saúde!
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Cais do Pico, Portugal
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Nascer do sol sem palavras [no topo de Portugal]
Um dos mais espetaculares espetáculos da natureza que se pode observar em Portugal é o nascer do sol no topo da montanha da ilha do Pico, ou seja, no ponto mais alto do país.
Graças à Friends House 'Up2Pico', é possível viver um pouco dessa experiência através do vídeo anexo; contudo, não há nenhum registou audiovisual nem outro que supera a sensação de observar este fenómeno in loco, pois ele deixa qualquer um sem palavras!
Haja saúde!
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Cais do Pico, Portugal
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Poeiras do Saara chegam ao Pico
Por estes dias o céu sobre a ilha montanha ficou com tons castanhos e, em alguns casos, houve poeiras a cobrir ruas, carros e casas; este não é um fenómeno inédito e deve-se à invasão de poeiras do deserto Saara nos Açores, as quais devem desaparecer em breve.
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Cais do Pico, Portugal
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
O concerto de violino mais alto de Portugal
No âmbito do Montanha Pico Festival 2022, Nuno Santos subiu à montanha da ilha do Pico, acompanhado pelo seu violino; chegado ao topo, este talentoso violinista português interpretou o fado no ponto mais alto de Portugal.
O artista é conhecido por atuar em locais improváveis, de forma a originar fusão da arte com a aventura e cultura, sendo que esta atuação certamente será uma bela imagem de marca do seu portfólio, como os registos em anexo comprovam.
Haja saúde!
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Subir a montanha do Pico durante a noite integra lista de experiências únicas em Portugal para fazer em 2022
De entre as mais variadas curiosidades sobre a montanha da ilha do Pico, talvez a que mais se destaca é o facto de ser o ponto mais alto de Portugal.
No entanto, o portal 'Sapo Viagens' adicionou mais um atributo a esta montanha: a sua subida noturna integra o restrito lote das 22 experiências únicas em Portugal para fazer em 2022!
Para todos aqueles que queiram subir ao ponto mais alto de Portugal, recomenda-se a leitura do regulamento de acesso à montanha da ilha do Pico, o qual pode ser encontrado clicando neste link.
Haja saúde!
Local:
Cais do Pico, Portugal
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Montanha,
Turismo
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Plano Regional Anual 2022 — investimentos/ações para o Pico
O Plano Regional Anual para 2022 contempla os vários investimentos públicos e ações que estão previstos nos Açores para este ano [link para consultar este plano na íntegra].
No caso da ilha do Pico, os destaques vão para (por ordem decrescente do valor de investimento/ação):
- Aeroporto da ilha do Pico: apoio aos investimentos a realizar no aeródromo visando a melhoria da sua operacionalidade e segurança, destacando-se os estudos, projetos e expropriações para ampliação e requalificação da pista, a empreitada de remodelação do SSCLI e a ampliação do parque de estacionamento para viaturas [2.255.000 €].
- Porto de São Roque do Pico: apoio aos investimentos a realizar no porto, destacando-se o novo terminal de passageiros, pavimentação da atual zona do parque de contentores e criação do acesso a embarcações na área de recreio náutico [895.039 €].
- Centro de Saúde das Lajes do Pico: início da empreitada de beneficiação deste centro de saúde [752.360 €].
- Circular à Vila da Madalena: construção deste circuito logístico terrestre [700.000 €].
- Porto da Madalena: apoio aos investimentos a realizar no porto, destacando-se o reordenamento do porto Velho e os trabalhos para regularização do saco do porto Velho para resolução da putrefação de algas [170.000 €].
- Centro de Alojamento Temporário da Santa Casa da Misericórdia de São Roque do Pico: reconstrução e ampliação da Estrutura Residencial para Idosos para criação da valência do Centro de Acolhimento Temporário em São Roque do Pico [150.000 €].
- Centro de Apoio ao Idoso da Santa Casa da Misericórdia da Madalena: ampliação deste centro [150.000 €].
- Estradas Regionais da ilha do Pico: continuação da empreitada de consolidação do talude da Estrada Regional 1-2.ª, sobranceiro à Vila das Lajes; empreitada de construção de muros de suporte da Estrada Regional 1-2.ª; alargamento e asfaltagem de bermas da Estrada Regional 1-2.ª; reparação estrutural de pavimento nas Estradas Regionais [101.126 €].
- Baía do Cais do Pico: projeto do ordenamento da baía e proteção da orla marítima do Cais do Pico [100.000 €].
- Infantário da Santa Casa da Misericórdia das Lajes do Pico: reabilitação do edifício do infantário «Arco-Íris» [100.000 €].
- Centro de Atividades Ocupacionais no Pico - Santa Casa da Misericórdia da Madalena: este investimento visa colmatar a necessidade de reinstalação da valência de Centro de Atividades Ocupacionais, uma vez que se encontra em edifício pré-fabricado [100.000 €].
- Grua para o porto de pesca do Calhau da Piedade: aquisição de uma grua para este porto de pesca [65.000 €].
- Orla costeira da Barca: proteção desta orla costeira [40.000 €].
- Orla costeira do Cais Mourato: proteção desta orla costeira [20.000 €].
- Porto das Ribeiras: projeto de requalificação deste porto [15.000 €].
- Plataforma costeira das Lajes do Pico: construção de circuito interpretativo desta plataforma (no âmbito da rede de observação e centros de reabilitação de aves selvagens) [13.938 €].
- Porto de São Caetano: projeto de ampliação do molhe deste porto [10.000 €].
Outras ações que também estão contempladas no Plano Regional Anual para 2022 e que estão associadas à ilha do Pico são:
- Matadouro do Pico: melhoramento desta infraestrutura [6.609.500 € a dividir também pela construção do novo Matadouro de São Jorge e pela construção do Novo Edifício SERCLASM, a par da promoção de uma campanha institucional dos laticínios dos Açores].
- Evacuações marítimas do Pico para o Faial: apoios a estas evacuações de emergência [5.160.750 € a dividir também por comparticipação nos encargos com os tripulantes de ambulância, tais como remunerações quilómetros percorridos e seguros das ambulâncias].
- Cultura da vinha na ilha do Pico: apoios à reabilitação da paisagem tradicional da cultura da vinha em currais na ilha do Pico e à manutenção de paisagens [1.850.000 € a dividir também por sistema de incentivos à manutenção de paisagens tradicionais da cultura da vinha, em currais e em socalcos, e de pomares de espécies tradicionais, situadas em áreas de paisagem protegida e em fajãs costeiras, integradas nos parques naturais de ilha, e em reservas da biosfera].
- Casa dos Botes nas Lajes do Pico: desenvolvimento deste projeto [663.500 € a dividir também por desenvolvimento de ações de relações públicas por ocasião da realização de eventos turísticos de grande notoriedade e dinamização de projetos de qualificação do destino e de sensibilização dos açorianos para a importância do turismo].
- Igrejas e estruturas pastorais da ilha do Pico: apoio à reconstrução das igrejas e estruturas pastorais danificadas pelo sismo de 9 de julho de 1998 [420.000 € a dividir também pela ilha do Faial].
- Espécies protegidas no Pico: desenvolvimento do projeto LIFE BEETLES, visando a atenuação das ameaças ambientais e ecológicas para espécies protegidas [52.126 € + 314.647 € (Componente do Beneficiário Coordenador) a dividir também pelas ilhas das Flores e Terceira].
- Montanha do Pico: ações de busca e socorro, nomeadamente o resgate de visitantes nesta Reserva Natural e o funcionamento e monitorização do sistema de videovigilância e rastreio de visitantes na montanha (CICLOPE) [179.250 € a dividir também por outras ações de busca e socorro, apoio às atividades das Organizações Não Governamentais de Ambiente, prémios «Espírito Verde» e Linha SOS Ambiente/Na Minha Ilha, bem como pelo Galardão Miosotis Azores].
- Lagoas da ilha do Pico: monitorização do estado trófico das lagoas através da realização de amostragens físico-químicas das massas de água das lagoas [71.240 € a dividir também pelas lagoas de São Miguel, das Flores e do Corvo, bem como pelo sistema de arejamento da Lagoa das Furnas e pelo equipamento e funcionamento do Laboratório dos Recursos Hídricos].
- Jardim dos Maroiços: manutenção deste espaço público na Madalena [58.775 € a dividir também pelo Monumento à Autonomia e Parque Século XXI].
- Instrumentos de Gestão Territorial do Pico: avaliação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira do Pico e do Plano de Ordenamento das Bacias Hidrográficas das Lagoas do Caiado, do Capitão, do Paul, do Peixinho e da Rosada [5.000 € a dividir também pela avaliação do Plano Regional do Ordenamento do Território dos Açores e pelos Planos de Ordenamento das Orlas Costeiras das ilhas Santa Maria, Graciosa, Faial, Flores e Corvo].
Por fim, e para quem tiver curiosidade de verificar o que transitou do ano passado para o presente plano, aqui fica o link para os investimentos/ações para a ilha do Pico contemplados no Plano Regional Anual de 2021.
Haja saúde!
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Cais do Pico, Portugal
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domingo, 16 de janeiro de 2022
Uma vez a caminho, não há volta atrás: a experiência de uma sedentária que subiu o Pico para ver o nascer do sol
Foi há mais ou menos um mês que subi a montanha do Pico. A experiência traz boas memórias e vontade de soltar uma gargalhada devido às alturas em que “odiei” o guia que nunca me deixou parar. É que, um mês depois, já não me lembro das dores musculares e do cansaço, só me recordo de estar no ponto mais alto de Portugal, acima das nuvens e de braços abertos para o sol que nascia e que iluminaria um dos (meus) melhores dias de 2021.
É desta forma que Ana Oliveira começa um artigo [disponível neste link] onde descreve a sua experiência de subida da montanha do Pico, um relato que certamente é comum a muitos dos que se aventuram nesta caminhada e que, regra geral, acabam no fim por dizer o mesmo do que ela: "Ao longo do caminho, disse, várias vezes, que se soubesse o que me esperava não me tinha aventurado, mas, a verdade, é que consegui e valeu a pena."
Haja saúde!
Local:
Cais do Pico, Portugal
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Montanha
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
Estreia mundial cinematográfica abre Montanha Pico Festival 2022
“A Vaguear pelo Oceano” do realizador croata Toma Zidic é o filme que abre a oitava edição do Montanha Pico Festival. A grande tela no Auditório da Madalena tem a responsabilidade da estreia mundial, esta sexta-feira, 7 de janeiro de 2022, no arranque do festival de arte e aventura com temática de cultura montanhosa.
O filme reflete a nossa relação e conflito com o meio ambiente no dia a dia. Através da vida de seus habitantes, tradições e mistérios de várias ilhas no arquipélago, surge a exploração espiritual da natureza.
Tudo começou com uma residência artística na MiratecArts. “Em novembro de 2018, descobri os Açores através do concurso para um programa de Residência Artística no festival Montanha,” explica Toma Zidic. “O que me intrigou foi o título - O caso da Atlântida. Hoje, depois de mais de três anos de dedicação a esta história, admito que foram os Açores que me descobriram e ao mesmo tempo convidaram-me, um chamado espiritual profundo que eu precisava atender.”
Além da história e do esqueleto etnológico e antropológico, o artista estava profundamente interessado em construir uma linguagem sutil e poética com os elementos da natureza. “A investigação foi extensa e graças à professora Nikica Talan, maior especialista croata em estudos portugueses, consegui mergulhar na história e tradições dos Açores,” explica o cineasta, admitindo esta parte ser fundamental porque, “assim que cheguei ao Pico, me senti em casa e bem preparado.” No entanto, a maior surpresa para o cineasta aconteceu alguns dias depois da sua chegada à ilha, mesmo antes de começar a filmar. "No 1º dia de janeiro de 2020, logo após a meia-noite, fui dar um passeio e senti uma imensa vontade de ver o oceano. Caminhei do centro da freguesia da Candelária até ao Guindaste. Havia um poste iluminando a estrada. Tudo atrás dele estava escuro como breu, mas podia-se ouvir o vento soprando, e o oceano. Decidi seguir o rumo. Quando descobri que estava caminhando sobre as rochas de lava, emergindo do mar, senti uma onda de energia que tomou conta de mim. O tempo desapareceu, fiquei pasmo, profundamente grato por tudo. No caminho de volta a casa, escorreguei e decidi caminhar descalço. Foi naquele momento que todas as minhas pesquisas foram para o lixo e resolvi seguir meu coração. Ao longo dos meses seguintes e no ano seguinte, na minha segunda visita, o filme moldou-se nesse formato, a partir do coração.”
As audiências do Pico têm assim o direito à apresentação de estreia. O filme vai ser apresentado em várias ilhas incluindo o Teatro Faialense, e o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, ainda este mês, e depois segue para festivais internacionais. Para os eventos no Montanha Pico Festival, a audiência apresenta-se com máscara e tem que mostrar teste covid válido e negativo, assim seguindo as últimas regras da DGS para eventos culturais.
Visite www.picofestival.com para mais informações de programação.
Haja saúde!
Post scriptum:
O programa de grandes filmes no Auditório da Madalena continua às sextas-feiras em janeiro, e ainda há programação de curtas e documentários no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, às terças-feiras. Com cenário em montanhas, ou temas da cultura montanhosa, a mostra de 14 filmes nas noites de cinema no Montanha Pico Festival inclui ficção, assim como histórias baseadas em eventos reais e ainda documentários.
Depois da estreia mundial na abertura do festival a 7 de janeiro, "A Vaguear pelo Oceano" com a presença do cineasta croata Toma Zidic no Auditório da Madalena, a maior tela do triângulo açoriano recebe a comédia “Mulher em Guerra” no dia 14. Vencedor do Prémio Lux, o filme conta a história de uma ecologista em Reiquiavique, que decide enfrentar a indústria do alumínio num ato de justiça solidária, em prol da defesa do ambiente e contra o aquecimento global. No dia 21, é a ante-estreia portuguesa de "Cordeiro", o filme vencedor do Prémio de Originalidade, Un Certain Regard, Festival Internacional de Cinema de Cannes 2021. Esta é uma experiência cinematográfica cativante com uma história de família nas montanhas da Islândia. No dia 28, duas curtas e uma longa preenchem o programa com a estreia açoriana de “Espíritos e Rochas: um mito açoriano”, por Aylin Gokmen, e ainda “O Que Não Se Vê” por Paulo Abreu, com o documentário “I Am Greta”, por Nathan Grossman.
O Auditório do Museu dos Baleeiros abre as portas a três sessões de curtas às terças-feiras. O programa do dia 11 de janeiro é dedicado a obras de Portugal para o mundo com "Histórias de Lobos" por Agnes Meng e "A Alma de um Ciclista" do açoriano Nuno Tavares. No dia 18, o festival apresenta uma noite em inglês com "The Farmer" de Michael James Brown, "Subtle Body" de Robin Bisio, e o filme que acabou de ganhar o Prémio de Melhor Filme no Festival Montanha de Torello, "The Icefall Doctor" de Sean Burch. A 25 de janeiro o francês é a língua que lidera com o filme canadiano "Tempête Yukon" de Frederic Dion, e de cineastas franceses vamos ver "Home Lines" da Yucca Films e "Les nouveaux siffleurs d'Aas" de Richard Martin-Hordan.
Montanha Pico Festival apresenta de 7 a 30 de janeiro uma programação por toda a ilha do Pico. Além do cinema há lançamentos de livros, workshops, exposições e ainda um evento musical no topo da montanha mais alta de Portugal. Neste primeiro fim de semana, a programação continua no sábado com duas visitas a Grutas e o projeto do saxofonista Luis Senra "Abaixo da Superfície", com a poesia de Filipa Gomes. A tarde de domingo é na Casa da Montanha com o encontro para a expedição fotográfica anual do festival.
Local:
Cais do Pico, Portugal
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Balanço do ano de 2021
Mantendo a tradição de fim de ano, ininterrupta desde a fundação do blog "Cais do Pico" e que, por essa razão, corresponde à oitava edição, é chegada a hora de fazer um balanço anual do que se passou neste blog, tendo em atenção os 346 posts anteriormente publicados durante o ano de 2021.
Agradeço, em primeiro lugar, a todos os leitores deste blog, pois só faz sentido aqui escrever se existir alguém desse lado que tenha interesse em ler. Em particular, tem sido contínuo o sentimento de que escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico, é tempo, esforço e dedicação bem empregues, porque o retorno é fantástico; mais precisamente, seja através de comentários neste blog, mensagens para o seu e-mail (mail@caisdopico.pt), contactos via Facebook (facebook.com/blogcaisdopico), Instagram (instagram.com/blogcaisdopico), Twitter (twitter.com/blogcaisdopico) ou abordagem pessoal, várias foram as pessoas que tiveram palavras muito simpáticas para comigo devido ao blog.
Em segundo lugar, não esqueço os internautas que recorrem a este blog para os mais variados fins e que fazem uso regular dos separadores "Barcos", "Aviões" e "Autocarros", separadores estes que mantenho permanentemente atualizados pela enorme responsabilidade que a sua informação já representa para a sociedade, comprovado pelo facto de serem das páginas mais visitadas — a título de exemplo, houve um comerciante que me indagou sobre se eu podia atualizar a previsão das escalas dos navios de mercadorias que servem o Pico ainda mais cedo, pois essa informação lhe era muito importante para dar a previsão de entrega de encomendas aos seus clientes. Outros leitores não raramente partilham e/ou comentam como os post aqui publicados "trazem a ilha montanha ao coração dos que estão longe"; há ainda os que fazem uso desta página para preparar a sua primeira visita à ilha montanha, recorrendo para isso ao separador "Informações úteis". De certa forma relacionado com o que foi mencionado anteriormente, posso revelar que, através do blog, recebi e-mails que perguntavam desde os preços de bilhetes nos barcos de passageiros até como funcionavam os testes à COVID-19 no Pico; outros houve que pediam esclarecimentos de matérias aqui abordadas ou mesmo uma autorização para divulgarem histórias relatadas neste blog, como foi exemplo um contacto vindo de Espanha. Não esqueço igualmente um antigo professor da Universidade dos Açores, o qual me procurou pessoalmente para me dar os parabéns por um artigo publicado no final de 2020 e para me transmitir, para uso futuro, mais ferramentas e técnicas de abordagem para artigos de índole semelhante.
Reitero o que aqui já mencionei no passado: o retorno obtido continua a superar tudo aquilo que alguma vez poderia imaginar; digo isto porque, à primeira vista, parece um tanto ou quanto impossível escrever regularmente só sobre uma ilha no meio do Atlântico, a qual tem menos de 15 mil habitantes (ou seja, um dos locais mais remotos e menos populosos do país), recorrendo para isso apenas ao tempo livre e tendo em consideração que passo grande parte do ano fisicamente ausente da ilha montanha... Contudo, as estatísticas têm demonstrado que esse desafio quase impossível tem sido superado com distinção: 2021 representou um novo recorde de posts num só ano, pois contando com este são 347! Por outras palavras, só em 18 dias deste ano não houve uma nova publicação neste site. Tenho a confessar uma coisa: no início do ano, mais precisamente a meio de fevereiro, notei que a média de novos posts estava muito aquém do habitual, tendo então lançado um novo desafio pessoal, o qual consistia em publicar um post diário até ao final do ano; hoje, passados 311 dias desde essa resolução, orgulho-me das respetivas 311 publicações consecutivas, onde se inclui o simbólico 2000.º post, superando assim mais um desafio, o qual tem agora o merecido remate — no próximo ano não perspetivo bater este recorde, mas daqui a um ano faremos as contas :) Do vosso lado, as estatísticas são ainda mais impressionantes, pois é graças a vocês que o blog "Cais do Pico" alcançou, no verão passado, a marca simbólica de dois milhões e meio de visualizações, sendo que atualmente já foram superadas as 2,65 milhões de visitas!
É igualmente justo reconhecer que todas estas marcas também se devem a todos aqueles que deram a conhecer este blog, mais concretamente a outros blogs que incluem o "Cais do Pico" na sua lista de leituras, a quem passou a palavra de boca em boca dos posts aqui publicados e a quem partilhou os mesmos no Facebook/Instagram/Twitter, sendo que a todas estas pessoas renovo o meu agradecimento pela divulgação efetuada.
Em termos de acesso à informação, o blog não registou alterações durante o ano de 2021: o link de acesso continua simples de memorizar — caisdopico.pt — e basta procurar por @blogcaisdopico nas sociais em voga — Facebook, Instagram ou Twitter — para poder facilmente seguir a informação aqui disponibilizada (estas redes sociais juntas somam mais de 3.000 seguidores, contabilizando cada uma 62%, 37% e 1% do total, respetivamente); em alternativa, é possível registar um e-mail e receber automaticamente uma mensagem sempre que existir um novo post (consultem a barra lateral direita ou o final da página deste blog para aderir, consoante estejam a visualizar num computador ou num telemóvel, respetivamente). Por outro lado, alguns dos temas aqui abordados tiveram direito a voz (literalmente) através das Crónicas na Rádio Pico e do Jornal da Ilha — este último um programa de rádio que une as três radiodifusoras locais do Pico, as quais tornam efetivamente esta ilha numa ilha radiofónica.
Tomando agora a liberdade de destacar algumas das publicações efetuadas durante o oitavo "ano de vida" do blog "Cais do Pico", e apesar da pandemia de COVID-19 que continuou a assolar todo o mundo (já lá irei), houve um conjunto alargado de posts que terminaram com uma frase comum (para além do habitual "Haja saúde!") e que traduziram aquilo que se sente na ilha montanha: "o Pico está na moda!" Mais precisamente, a ilha montanha está de tal forma no centro das atenções que voltou a merecer referências por parte de prestigiados jornais e revistas internacionais, tais como 'The Telegraph', 'Financial Times', 'Condé Nast Traveler', 'Forbes', 'Travel + Leisure' e 'Esquire', entre outros. Aliás, mais do que estar na moda, o Pico afirmou-se definitivamente como uma referência mundial do turismo ao ser incluído numa famosa e restrita lista dos 50 melhores destinos do mundo para visitar em 2022, isto por ser "um local sedutor de outro mundo coberto com rochas vulcânicas pretas"; outros disseram que o Pico é "a ilha que reescreve a definição de luxo e de ilha paradisíaca", tendo igualmente a televisão aberta portuguesa destacado como o Pico é caso de sucesso do turismo rural — não por acaso, fica nesta ilha o melhor alojamento português de turismo rural dos que abriram em 2021. No mundo online também não faltaram menções elogiosas à ilha montanha, desde a vinha do Pico em destaque na plataforma de Artes e Cultura da Google até recomendações de websites de pesquisa de viagens em como o Pico é um das melhores ilhas da Europa para umas férias longe das multidões — note-se que até foram feitos vídeos promocionais por parte de influencers digitais, alguns dos quais consideraram o Pico como "provavelmente, a ilha mais completa dos Açores". Tudo isto comprova o potencial turístico da ilha montanha, algo que se traduziu em números, como é exemplo o facto de o Museu do Pico ter sido o quarto espaço museológico mais visitado de Portugal, ou em visitas de figuras mais ou menos conhecidas do público em geral, desde o homem mais rico do Brasil que fundeou, no seu mega-iate, ao largo da ilha montanha até aos Duques de Bragança, passando até por um antigo astronauta da NASA — o qual disse que subir à montanha mais alta de Portugal foi mais complicado do que ir ao espaço! Em suma, e como desabafou um conhecido locutor de rádio, "ali [no Pico] está-se bem"!
Mas não só no turismo o Pico mostrou a sua pujança: esta foi a única ilha dos Açores que não registou uma quebra nos nascimentos nas últimas duas décadas, além de que, tal como revelaram os Censos 2021, ter sido a única ilha dos Açores que perdeu menos população do que a média nacional — inclusivamente, fica no Pico o único concelho dos Açores que registou crescimento da população ao longo dos últimos dez anos. Estas são algumas razões para outra estatística impressionante: o preço das casas no Pico foi o que mais disparou em Portugal!
A gastronomia picarota mereceu igualmente um elevado destaque: seguindo a ordem normal de uma refeição, pode-se começar por falar de uma manteiga de sonho (mas não só) como entrada, passando depois ao polvo guisado à moda do Pico em destaque no Brasil, tudo isto acompanhado pelos vinhos do Pico que atraem investidores estrangeiros (pois a alma desta ilha está também nos vinhos); para finalizar, porque não apreciar um licoroso excecional e/ou a melhor aguardente de Portugal, ambos produzidos na ilha montanha. Dito de outra forma, o Pico está na moda também na restauração — pois o seu estranho poder de atração coloca uma ilha à mesa e uma montanha no coração — não sendo de admirar que o Pico se tenha tornado também no novo destino "foodie" da Europa — para usufruir destas iguarias ainda é preciso ir a um restaurante ou confecionar as mesmas, isto apesar de rumores que apontavam para a iminência da chegada da Uber Eats à ilha montanha.
Houve ainda espaço para outras notícias positivas, como é exemplo a implementação de um serviço audioguia pioneiro a nível regional no Museu da Indústria Baleeira — este foi o culminar de uma das propostas vencedoras do primeiro Orçamento Participativo dos Açores (de 2018), tendo sido igualmente uma das causas deste blog [nem a propósito, no âmbito do Orçamento Participativo dos Açores 2021, duas novas propostas são patrocinadas por este site, designadamente "Bicicletas Elétricas Públicas Inteligentes na ilha do Pico" e "Aeroportos dos Açores Online", convidando todos a votar nas mesmas]; outro exemplo foi o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, que terá sede no Pico e que começou a ganhar forma legal. Em termos desportivos, equipas picarotas conquistaram a Taça de Portugal de ténis de mesa masculino, o Campeonato Açoriano de kickboxing e o título de Campeão Nacional também de kickboxing — de certa forma, estas equipas perpetuam o legado vencedor deixado por Manuel da Silveira, o picaroto que já foi o homem mais forte do mundo e cuja história de vida aqui se partilhou. Merece igualmente nota de destaque o que (novamente) uma pessoa com mobilidade muito reduzida demonstrou: o que é preciso para subir a montanha do Pico é força de vontade! Enfim, é por estas e por outras que uma imagem do Pico é utilizada para inspirar milhões de internautas por esse mundo fora.
No entanto, o blog "Cais do Pico" também acompanhou alguns dos azares e notícias menos boas para os picarotos, em particular, e para todos, em geral. Mais concretamente, e à semelhança do ano passado, 2021 ficou marcado pela pandemia de COVID-19, tendo os respetivos impactos na ilha montanha merecido aqui a cobertura adequada: apesar da chegada da respetiva vacina ao Pico em fevereiro, da boa adesão da população à mesma — quer numa fase inicial, quer aquando da "Operação Periferia", o que permitiu à ilha montanha alcançar a imunidade de grupo em julho, as grandes festividades de verão da ilha montanha acabaram canceladas, bem como as Festas do Divino Espírito Santo. Todavia, a estratégia de combate à COVID-19 no Pico continua a dar os seus frutos, pois esta ilha foi (e continua a ser) um dos lugares do mundo menos afetado pela pandemia, não registando (até à data) qualquer óbito relacionado — todas as estatísticas relacionadas com a COVID-19 no Pico podem ser encontradas neste link. Outro imbróglio que teima em não ter fim é o tema Cofaco: esta conserveira anunciou em março o que muitos já esperavam, nomeadamente o cancelamento da construção de uma nova fábrica no Pico; surgiu então, nem um mês depois, uma substituta, a Conseran, a qual apresentou em setembro o seu projeto industrial. No entanto, e apesar de o Conselho de Ministros ter finalmente aprovado a majoração de apoios aos ex-trabalhadores da Cofaco em agosto, até à data estes continuam sem acesso a esses apoios, isto mais de três anos depois dessa promessa política.
Em todo o caso, e à semelhança dos anos anteriores, houve um tema que continuou a merecer destaque aqui: o Aeroporto da ilha do Pico e o movimento aéreo que serve a ilha montanha. O ano começou com alguma turbulência, onde teve lugar um voo descancelado e um bailinho da Madeira a quatro ilhas dos Açores, isto para não falar dos rumores de que a gateway do Pico estaria em risco por estar incerto o futuro no que respeita às Obrigações de Serviço Público do Transporte Aéreo entre Lisboa e Açores. Entretanto, passaram a existir ventos mais favoráveis, os quais levaram a uma relação próxima e profícua com a transportadora aérea regional; a partir daí os resultados foram deveras muito positivos e até surpreendentes: pela primeira vez, o Pico teve cinco ligações semanais aéreas com Lisboa, no que resultou num momento histórico associado a 2021, pois existiram mais voos diretos Lisboa/Pico do que antes da pandemia! Ademais, a ilha montanha foi o destino em destaque aquando do surgimento da "Tarifa Açores", comprovando assim a procura interna pelo Pico, bem como não foram raros os dias onde se gerou uma autêntica hora de ponta na infraestrutura aeroportuária da ilha montanha. Tudo somado, o aeroporto do Pico acabou batendo o recorde de voos programados num só dia, registando igualmente uma procura acima do habitual em termos de jatos privados.
Ainda dentro do tema das acessibilidade aéreas para o Pico, durante o primeiro trimestre nada de novo se soube sobre o estudo de operacionalidade da pista do aeroporto do Pico... Mas eis que de repente tudo mudou: em abril foram reveladas as partes essenciais do estudo supracitado, nomeadamente que custa 30 milhões a solução adequada para a pista do aeroporto do Pico; com base nestas informações, foi aqui apresentado uma análise comparativa de soluções possíveis para a pista do aeroporto do Pico, a partir da qual se concluiu que a solução adequada consiste no aumento desta pista em cerca de 700 m para oeste, solução esta que criaria um aeroporto capaz de servir condignamente as necessidades atuais e futuras da ilha montanha; seguidamente, e com o apoio deste blog, o Grupo 'Aeroporto do Pico' promoveu um debate online sobre a infraestrutura aeroportuária da ilha montanha aberto a toda a sociedade, bem como uma ronda de reuniões com representantes políticos — designadamente com o Presidente do Governo Regional dos Açores, com os deputados regionais eleitos pela ilha do Pico e com os presidentes dos municípios da ilha montanha. Quiçá fruto destes contactos, a verdade é que a ampliação da pista do aeroporto do Pico veio mencionada explicitamente na proposta do Plano Anual Regional para 2022. Por outro lado, a SATA admitiu num parecer que a proposta de ampliação da pista do Pico, apresentada igualmente na Assembleia Regional sob a forma de projeto de resolução, permite a operação das aeronaves daquela companhia sem limitações de perfomance.
O Porto do Cais do Pico e o seu movimento também não foram esquecidos, tema este que tem sido recorrente neste blog desde a sua fundação. A primeira nota vai para o facto de que este ano não houve qualquer tipo de operação por parte de barcos associados ao transporte marítimo regular de passageiros, pois ainda se encontra a decorrer a construção do novo Terminal Marítimo de Passageiros de São Roque do Pico (gare e espaços envolventes) — uma empreitada que tem sido acompanhada fotograficamente aqui (incluindo a respetiva grua dançante). No entanto, não faltaram (as já habituais) promessas de melhoria das condições de operacionalidade neste porto; mais concretamente, primeiro surgiu (em abril) uma menção para um "estudo de ordenamento da baía e proteção da orla marítima do Cais do Pico" no Plano da Região 2021; depois soube-se (também em abril) que a frente marítima do Cais do Pico está em risco de inundação, necessitando por isso de proteção num futuro próximo [como curiosidade, a comissão consultiva do Plano de Gestão de Riscos de Inundações não incluía inicialmente o município de São Roque do Pico, um lapso entretanto corrigido mas que foi denunciado publicamente e em primeira mão neste blog]; por fim, (em setembro) foi lançado o projeto de execução de proteção da orla marítima e ordenamento da baía do Cais do Pico — o que por sua vez significa, traduzindo por miúdos, mais um estudo! Todavia, há a destacar um momento que teve lugar em 2021 e que fica para a história do Porto do Cais do Pico: com 138,77 metros de comprimento de fora-a-fora, 22,29 metros de ‘boca’ e 16.100 toneladas de arqueação bruta, o "Hanseatic Inspiration" acostou no Cais do Pico em outubro e assim se tornou, até à data, o maior navio a atracar na ilha do Pico.
Aproximando-me do final deste balanço anual, quero ainda mencionar alguns posts relacionados com o património e a história da ilha montanha, nomeadamente os três órgãos históricos do Pico (incluindo o mais antigo dos Açores) classificados como bem móvel de interesse público, a nova espécie do mar profundo descoberta ao largo da ilha montanha e o laurocho — o escaravelho endémico em conservação no Pico — por falar em animais, uma das notícias do ano foi o resgate de uma baleia junto à costa da ilha montanha; outros artigos versaram a Longitudinal — a estrada mais bonita de Portugal e a extinta Caixa Económica Picoense, bem como estudos científicos que sugerem que os vikings foram os primeiros humanos a chegar ao Pico e que a ilha montanha é geologicamente africana.
Gostaria ainda realçar uns posts que me despertaram alguma curiosidade e/ou de índole mais humorística; em concreto, refiro-me a "A ironia de era uma vez o muro da escola", "Picarotos são as pessoas mais pacientes do mundo", "Caminhos de ferro do Cais do Pico", "Também D. Dinis o diz: Força Sporting Allez!", "Será a ilha do Pico a mais quente dos Açores?" e "A química da ilha montanha". Quero igualmente fazer referência a outros posts que pretenderam ser um contributo para que se perceba melhor, sobretudo para quem é de fora, a realidade picarota: "Teleférico na montanha do Pico?!", "Estará uma delegação da IROA a caminho do Pico?" e "A insciência da televisão pública sobre onde fica o Pico".
Mesmo antes de terminar, gostaria de (voltar a) desafiar os leitores deste blog a consultarem o separador "Sabia que..." e a verificarem se já tinham conhecimento das curiosidades lá apresentadas, pois eu próprio desconhecia a maioria delas! Além disso, tomo a liberdade de partilhar de novo uma das fotos originais aqui apresentadas durante 2021 (uma espécie de "imagem do ano", tal como foi feito em balanços anteriores): um beijo da Lua na montanha do Pico, para mim uma bela metáfora deste ano que agora termina, onde no meio da "escuridão" da pandemia foi possível encontrar belos momentos, partilhar os mesmo com quem mais se gosta, e saber que num futuro não muito distante (esperemos que já para o ano) irá surgir um "novo dia", desta vez pós-COVID [imagem em anexo].
Finalmente, e concluindo este longo post, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2022, com muita saúde e boa disposição!
Haja saúde!
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Cais do Pico, Portugal
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