sábado, 23 de junho de 2018

SATA aumenta oferta interilhas em julho e agosto de 2018


A SATA Air Açores acaba de anunciar que, nos meses de julho e agosto de 2018, o número de lugares disponíveis na sua operação interilhas será incrementado. No total, serão realizados 178 novos voos, traduzindo-se em mais 7706 lugares, de forma a permitir uma maior conectividade e mobilidade dentro do arquipélago açoriano.

No caso particular do Pico, a oferta será aumentada em mais 2.877 lugares, através de 29 rotações com as ilhas de São Miguel e Terceira (serão 15 rotações em julho e 14 em agosto — horários em anexo).

Vale ainda a pena analisar, nos contextos temporal e regional, este anúncio de ligações extraordinárias para a ilha montanha. Em primeiro lugar, já vem sendo habitual este reforço de voos interilhas para o Pico em julho e agosto — por exemplo, em 2017 foram efetuados mais 27 rotações para além das programadas inicialmente [saliente-se que este ano foram adicionadas 29 rotações, ou seja, mais duas].

Em segundo lugar, este anúncio ocorre numa época alta onde o Pico já registava um recorde de voos de horário interilhas [27 rotações semanais, quando em 2017 eram 25].

Por último, considere-se os dados do anúncio da SATA relativos ao aumento da oferta:
  • Pico: + 2.877 lugares (37,3% do total do reforço);
  • Flores: + 2.381 lugares (30,9% do total do reforço);
  • S. Maria: + 998 lugares (12,9% do total do reforço);
  • S. Jorge: + 592 lugares (7,7% do total do reforço);
  • Faial: + 592 lugares (7,7% do total do reforço);
  • Terceira: + 185 lugares (2,4% do total do reforço);
  • Corvo: + 81 lugares (1,1% do total do reforço).
Daqui conclui-se que não só a ilha montanha recebe mais de um terço dos lugares agora disponibilizados, bem como é a ilha que tem direito ao maior reforço.

Por outras palavras, o Pico volta a ter direito a mais ligações extraordinárias interilhas na época alta (e com mais voos do que no ano anterior), o Pico tem direito a esse reforço quando os voos de horários são em número elevado e nunca antes visto, bem como o Pico é a ilha que teve direito ao maior número de lugares extra neste ajustamento de verão da SATA — daqui só se pode deduzir que, à semelhança do que se tem verificado sucessivamente ao longo dos últimos anos, a oferta aérea programada inicialmente para a ilha montanha estava claramente abaixo da procura!

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!



Voos extra - julho 2018:

9 julho (2.ª feira), 18 julho (4.ª feira), 20 julho (6.ª feira)
SP2432 PDL PIX 1335 1435 Q200
SP2433 PIX PDL 1455 1545 Q200

11 julho (4.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1630 1730 Q200
SP2437 PIX PDL 1750 1840 Q200

14 julho (sábado)
SP2436 PDL PIX 1515 1605 Q400
SP2437 PIX PDL 1630 1720 Q400

15 julho (domingo)
SP2436 PDL PIX 1540 1640 Q200
SP2625 PIX TER 1700 1735 Q200

SP2624 TER PIX 1755 1830 Q200
SP2437 PIX PDL 1850 1940 Q200

17 julho (3.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1835 1925 Q400
SP2437 PIX PDL 1950 2040 Q400

25 julho (4.ª feira), 27 julho (6.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1345 1445 Q200
SP2625 PIX TER 1505 1540 Q200

SP2624 TER PIX 1600 1635 Q200
SP2437 PIX PDL 1655 1745 Q200

26 julho (5.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1845 1935 Q400
SP2437 PIX PDL 2010 2100 Q400

28 julho (sábado)
SP2436 PDL PIX 1445 1520 Q200
SP2625 PIX TER 1700 1735 Q200

SP2624 TER PIX 1540 1615 Q200
SP2437 PIX PDL 1635 1725 Q200

Voos extra - agosto 2018:

1 agosto (4.ª feira)
SP2432 PDL PIX 1140 1230 Q400
SP2433 PIX PDL 1100 1150 Q200

8 agosto (4.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1345 1445 Q200
SP2625 PIX TER 1505 1540 Q200

SP2624 TER PIX 1600 1635 Q200
SP2437 PIX PDL 1655 1745 Q200

2, 16, 23 agosto (5.ª feiras)
SP2436 PDL PIX 1925 2015 Q400
SP2437 PIX PDL 2040 2130 Q400

5, 12 agosto (domingos)
SP2436 PDL PIX 1530 1630 Q200
SP2625 PIX TER 1650 1725 Q200

SP2624 TER PIX 1745 1820 Q200
SP2437 PIX PDL 1840 1930 Q200

7, 28 agosto (3.ª feiras)
SP2436 PDL PIX 1835 1925 Q400
SP2437 PIX PDL 1950 2010 Q400

20 agosto (2.ª feira)
SP2436 PDL PIX 1450 1550 Q200
SP2625 PIX TER 1605 1640 Q200

SP2624 TER PIX 1705 1740 Q200
SP2437 PIX PDL 1805 1900 Q200


sexta-feira, 22 de junho de 2018

A migração dos baleeiros do Cais do Pico na década de 1950


Até cerca de 70 anos atrás, uma migração interilhas ocorria anualmente, mais concretamente entre o Pico e o Faial: durante a "Campanha de Verão", os baleeiros das Armações Baleeiras Reunidas, do Cais do Pico, baleavam na parte oeste da ilha do Faial por falta de baleias no Canal Pico / São Jorge, de parceria com as Armações do Faial que também para ali se deslocavam.

Esta caça à baleia baseada no Capelo levava a que não só baleeiros, mas também as respetivas famílias, se estabelecessem temporariamente no Faial, alojando-se em casas construídas em pedra cobertas de palha de trigo, a que chamavam palhotas.

Na madrugada do dia 27 de setembro de 1957, com a erupção do Vulcão dos Capelinhos, desapareceu aquela que foi conhecida como "a maior Estação Baleeira do Arquipélago dos Açores"; grande parte dos baleeiros e suas famílias "abandonaram imediatamente aquela estação, seguindo uns diretamente para o Cais do Pico", tal como relatou um jornal da época.

Felizmente, e graças aos registos escritos, fotográficos e em vídeo [alguns em anexo], esta epopeia da migração dos baleeiros do Cais do Pico na década de 1950 pode ser, de certa forma, revivida.

Haja saúde!









A estação baleeira dos Capelinhos na ilha do Faial
(por Francisco Medeiros in À sombra do Vulcão)

O Porto Baleeiro do Comprido, na parte Oeste da Ilha do Faial foi a maior estação baleeira e a mais produtiva na caça à baleia do Arquipélago dos Açores.

Até ao ano 1957, durante a Campanha de Verão, os baleeiros alojavam-se em casas construídas em pedra cobertas de palha de trigo a que chamavam palhotas. Na rampa do porto varavam cerca de 20 botes baleeiros, pequenas embarcações de pesca e na sua pequena baia ancoravam 7 lanchas baleeiras a motor.

Parte destas embarcações, pertenciam às Armações baleeiras Reunidas, do Cais do Pico, Ilha do Pico, que por falta de baleias no Canal Pico / São Jorge, baleavam de parceria com as Armações do Faial que também para ali se deslocavam.

Para se fazer uma ideia em 1945 os botes daquela estação caçaram 67 baleias, que produziram 180 toneladas de óleo, vendidos a 4$00 o quilo.

Por aquela estação baleeira, passaram os mais afamados oficiais, trancadores e mestres baleeiros do Pico e do Faial.

Para mencionar alguns, recordo-me de José Brum, mais conhecido por José Batata que baleou no Capelo 22 anos, o irmão deste, Francisco Brum de Simas, o Pé Leve, nascidos na Ribeira do Meio; os filhos deste, o João Pé Leve que foi mestre da lancha 'Garota' e o Alberto Pé Leve.

Do Cais do Pico, o António Joaquim Madruga pai e filho, os irmãos António e Manuel Fula, este com 6 filhos todos baleeiros, dos quais o José Fula, também oficial, fez a proeza de caçar 4 baleias num só dia, o Manuel Fula que foi mestre de lancha baleeira; os mestres José Caneca e os filhos João que foi maquinista e o José também oficial baleeiro; o Manuel Peixe Rei; os Januários, oficiais e trancadores, estes também proprietários de armação baleeira; os Cristianos, mestres e maquinistas; os Aldeias, com destaque para o Tomé Carapinha que foi trancador, oficial e mestre de lancha; os Bispos, o João que foi mestre de lancha, o Edmundo maquinista, o António que foi o último trancador do Cais do Pico, e o José remador.

Do Faial, os Serpas da freguesia das Angústias, João Serpa, pai e os filhos Mário e Jaime Serpa, este também com descendência de baleeiros tinham o alcunha de Cabritos, de onde saíram um mestre de lancha e trancadores; o Mestre Manuel Santa Barbara, oficial baleeiro de que foi seu trancador um dos grandes baleeiros do Faial, o José de Jesus conhecido pelo José Rofino, que terá sido o último oficial a exercer a actividade baleeira na Ilha do Faial.

Por ali passaram muitos outros do Pico e Faial que não conheci: Mestre João Lelé, Mestre João Maurício e outros das Lajes e das Ribeiras do Pico.

Muitos outros baleeiros do Cais do Pico se deslocavam para o Capelo, acompanhados da família: lavavam as suas embarcações de pesca, para ali pescarem e, quando tempo não estava de feição, pescavam na costa, vendiam o peixe na freguesia do Capelo ou salgavam-no para trocar por milho. Outros ajudavam os agricultores daquela freguesia, muitos deles também baleeiros. As carências eram tantas que estavam sempre preparados para a sua sobrevivência.

Como disse o Poeta tinham sempre "um pé em Terra, outro no Mar". Quando regressavam no fim da campanha, já traziam o milho, para sustento da família.

Recordo-me de um oficial Baleeiro, o Luisinho, de pequena estatura natural e residente no Capelo. Vinha à cidade com frequência. Certo dia, na taberna do João de São Mateus, junto ao Canto da Doca, ali junto à Igreja das Angústias no Faial, o José Cardoso, oficial baleeiro, homem forte, que também estacionou no Porto do Comprido, convidou o Luisinho para tomar um copo; ao chegar perto do balcão, agarrou-o pela roupa com uma só mão e sentou-o em cima do balcão.

Nas vigias de baleia do Costado da Nau, sobranceiras ao Farol dos Capelinhos que apoiavam os baleeiros do Porto do comprido, passaram muitos vigias de grande fama. O Izaias, o Rosairinha, os Caldeiras, o António Jezinho, o João Lúcio e muitos outros.

Na madrugada do dia 27 de Setembro de 1957, com a terra balançando continuamente, os vigias de baleia do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Desceram do Costado da Nau pela última vez, alertaram os faroleiros e os baleeiros estacionados no Porto do Comprido ali próximo. Tinha-se extinguido a maior Estação Baleeira do Arquipélago dos Açores.

O mar entrava em ebulição e havia cheiros fétidos. O Vulcão dos Capelinhos tinha entrado em actividade.



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Mais do que viagens, são decisões verdadeiramente extraordinárias!


A Atlânticoline, empresa pública açoriana de transportes marítimos, decidiu muito recentemente (há cerca de uma semana atrás) anunciar a realização de mais três viagens "extra" entre o "Triângulo" (ilhas do Faial, Pico e São Jorge) e a ilha Terceira, justificando as mesmas com a ocorrência das festas "Sanjoaninas" nesta última ilha, e recorrendo para o efeito ao navio 'Gilberto Mariano' — o qual efetua habitualmente o transporte regular de passageiros e viaturas no "Triângulo".

Mais concretamente, as três viagens em questão, entre os portos de Horta (Faial), São Roque (Pico), Velas (São Jorge), Calheta (São Jorge) e Angra do Heroísmo (Terceira), e vice-versa, foram programadas para os dias 18 de junho, 25 de junho e 2 de julho de 2018.

Em primeiro lugar, convém referir que as "Sanjoaninas" decorrem de 22 de junho a 1 de julho, o que significa que a viagem "extra" do dia 18 de junho ocorreu com bastante antecedência face aos dias de festa. Perceber esta antecipação de chegada às "Sanjoaninas" torna-se difícil, a não ser que existisse uma elevada procura por esta rota entre o "Triângulo" e a ilha Terceira...

Contudo, e segundo o que foi relatado nas redes sociais, nesta viagem "extra" do dia 18 de junho desembarcaram em Angra cinco (5) passageiros e embarcaram três (3)... Por outras palavras, o navio 'Gilberto Mariano' esteve várias horas fora do "Triângulo" (note-se que demora 3h a viagem, num sentido, entre a Calheta e Angra) para transportar somente oito (8) pessoas entre o "Triângulo" e a Terceira (isto já considerando ambos os sentidos)!

Não está em causa impedir uma ligação marítima entre o "Triângulo" e a Terceira, mas até considerando que não é possível desembarcar/embarcar viaturas em Angra no 'Gilberto Mariano', torna-se incompreensível o porquê de retirar um navio importantíssimo para a dinâmica do "Triângulo", reduzindo drasticamente o transporte de viaturas entre Faial, Pico e São Jorge, quando a Linha Amarela da Atlânticoline (que abrange todos os Açores, excepto o Corvo) também liga, por via marítima, estas três ilhas à Terceira (e permite o transporte de muitas mais pessoas, bem como o transporte de viaturas para todos os portos)!

Aliás, e atendendo às viagens "extra" de 25 de junho e 2 de julho, estas fogem completamente à lógica praticada pela própria Atlânticoline: nestes dias, através da Linha Amarela, é possível sair de (ou chegar a) qualquer ilha do "Triângulo" e chegar à (partindo da) Terceira, o que significa que existe duplicação da oferta!

Ora bem, a Atlânticoline tem o cuidado de evitar a duplicação da oferta na sua Linha Verde (que liga Faial, Pico e São Jorge) quando existem viagens equivalentes na Linha Amarela — o que, na prática, torna os horários nuns "horror-ários" verdadeiramente complexos, onde não existe regularidade na hora de escala (e às vezes nem no porto). Mas, pelos vistos, a empresa pública açoriana de transportes marítimos não aplica essa regra da não duplicação da oferta no caso destas viagens "extra"...

Resumindo tudo o que foi dito até agora, fica a questão se o dinheiro público está a ser bem aplicado com estas decisões; o mesmo deve servir para criar coesão entre ilhas, sendo que todos os intervenientes naturalmente têm de ceder quando os recursos são limitados — como é a situação atual, que se faz sentir com maior intensidade devido ao encalhe do navio 'Mestre Simão' em janeiro passado.

Por outras palavras, o navio 'Gilberto Mariano' deve estar maioritariamente a servir o "Triângulo", sendo que em situações excecionais também deve ligar a Calheta a Angra. Mas, então, quando é que se aplicam essas situações excecionais? A resposta é simples: em situações de procura intensa, como festividades, e onde não existe oferta disponível através da Linha Amarela. Um exemplo em concreto é dado pela própria Atlânticoline: nos dias 13 e 15 de julho estão previstas ligações do 'Gilberto Mariano' entre o "Triângulo" e a Terceira, numa altura em que decorre o "Festival de Julho" na Calheta e em dias onde os navios da Linha Amarela não escalam qualquer porto do "Triângulo" ou da Terceira.

Em suma, da mesma forma que se criticam as más decisões, também se elogiam as que fazem sentido; o que não se compreende é que seja a mesma entidade a dar, simultaneamente, bons e maus exemplos, bem como a criar exceções à sua própria política, isto tudo com custos para o erário público e, consequentemente, para todos nós.

Haja saúde!




quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vinha do Pico também participa no Mundial 2018


Ramenskoie, cidade que recebe o estágio de Portugal no Mundial 2018 de futebol, inaugurou uma exposição com os 15 locais portugueses Património Mundial da UNESCO. Entre eles está, naturalmente, a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico.

Não deixa de ter um significado especial esta "participação" da vinha do Pico no Mundial 2018, o qual se disputa na Rússia: os antigos czares deste país apreciavam muito o vinho licoroso produzido na ilha montanha, tendo estas majestades enviado propositadamente barcos à ilha do Pico para ir buscar o vinho, não só para degustação mas também para receitas médicas.

Haja saúde!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Grupo Desportivo da Casa do Povo de Santo António sagra-se campeão nacional de kickboxing


O Grupo Desportivo da Casa do Povo de Santo António (GDCPSA) conquistou, pela terceira vez, o título nacional de kickboxing em cadetes, juvenis e juniores. Depois de ter ganho em 2014 e 2015 e de ter ficado em segundo lugar nos anos seguintes, o GDCPSA recuperou o título em Guimarães, onde decorreu o campeonato nos dias 9 e 10 de junho.

Em cadetes, menos de 30 quilos, Samuel Maciel sagrou-se vice-campeão nacional e João Goulart foi eliminado já nos quartos de final; em juvenis, Tomás Dinis foi campeão nacional em menos de 42 quilos, em menos de 50 quilos Érica Jorge foi campeã nacional e Patrícia Silva vice-campeã, em menos de 60 quilos Érica Tomé conquistou o primeiro lugar do pódio e Ana Barbosa o segundo lugar e, em menos de 69 quilos, Niquita Fernandes foi vice-campeã e Ricardo Rocha conseguiu a terceira posição; já em juniores, menos de 60 quilos, Nádia Raposo trouxe o principal troféu para casa e Érica Pacheco conquistou o segundo lugar, enquanto, em menos de 63 quilos, Pedro Pires sagrou-se vice-campeão nacional.

Recorde-se ainda que, nos últimos seis anos, este clube sediado em São Roque do Pico conquistou os seguintes títulos:

[Fonte: Jornal do Pico | Facebook]

Haja saúde!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Alterações à regulamentação da apanha de espécies marinhas no mar dos Açores


A Portaria n.º 57/2018 (de 30 de maio) veio proceder a uma revisão das regras referentes à apanha de espécies marinhas no mar dos Açores, compilando, ao mesmo tempo, num único documento as regras referentes ao exercício desta atividade.

Neste blog já foi apresentado um post sobre este assunto, no qual é possível encontrar um resumo das regras relacionadas com a apanha de espécies marinhas no mar dos Açores, tendo como referência a apanha lúdica e para consumo humano; esse post foi agora atualizado em conformidade, podendo ser acedido clicando na imagem ou através do link seguinte:

Apanha de espécies marinhas no mar dos Açores

Haja saúde!

domingo, 17 de junho de 2018

Recorde de voos semanais de horário no aeroporto do Pico


Ontem, 16 de junho, terminou aquela que poderia ter sido apenas mais uma semana de 2018, mas que não foi: o Aeroporto da ilha do Pico recebeu os 31 voos previstos de horário, representando este um novo recorde para a infraestrutura aeroportuária da ilha montanha!

Por outras palavras, nunca o aeroporto do Pico teve tantos voos semanais de horário, sendo que esta situação repertir-se-á durante as próximas 11 semanas, ou seja, até final de agosto de 2018. Mais concretamente, estão disponíveis os seguintes voos [cujos detalhes podem ser encontrados no separador "Aviões" deste blog]:
  • 11 ligações semanais com a ilha Terceira (um voo por dia, reforçado com um segundo voo às segundas, quartas, sextas e sábados);
  • 16 ligações semanais com a ilha de São Miguel (dois voos por dia, reforçados com um terceiro voo às segundas e sextas);
  • 4 ligações semanais com Lisboa (voos às segundas, quartas, quintas e sábados).

Este novo recorde deve-se, sobretudo, ao aumento que se tem verificado, ano após ano, nas rotas envolvendo Ponta Delgada e Lisboa. Aliás, esta última rota entre a capital portuguesa e a ilha montanha merece uma nota de destaque: em junho de 2014, a notícia era a supressão da escala na ilha Terceira do único voo semanal (só em julho e agosto havia lugar a um segundo voo semanal); agora, em junho de 2018, celebra-se o quarto voo semanal Lisboa/Pico/Lisboa (às quintas-feiras). Dito de outra forma, a oferta nas ligações entre Lisboa e o Pico, de certa forma, quadruplicou, o que mostra como o crescimento desta rota tem sido constante e sustentável.

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!



Voos regulares
(clique na origem/destino para mais detalhes)

Chegadas ao Pico
HorárioDom.2.ª3.ª4.ª5.ª6.ªSáb.
08h ― 11h
TER
PDL
LIS
TER
PDL

 
PDL

TER
LIS
PDL
 
PDL

TER
PDL
LIS
 
11h ― 13h PDL PDL TER

  TER

PDL TER
 
13h ― 15h
 


        PDL
15h ― 17h
PDL
TER   TER
LIS

 
TER
17h — 19h

PDL PDL
 
PDL PDL
 
PDL TER
 

Partidas do Pico
HorárioDom.2.ª3.ª4.ª5.ª6.ªSáb.
08h ― 11h
TER
PDL
LIS
PDL
 
PDL
 
PDL
LIS
PDL
 
PDL
LIS
11h ― 13h
PDL
TER
PDL
TER TER
 
TER TER
PDL
TER
13h ― 15h
 



 

 
PDL
15h ― 17h  
TER
 
TER

 

TER
17h — 19h PDL


PDL
PDL LIS
PDL
PDL
PDL
TER

Legenda: TER - Terceira | PDL - Ponta Delgada | LIS - Lisboa


sábado, 16 de junho de 2018

Início do "barco das 9 da manhã" e mais outras ligações na Linha Azul - verão 2018


Com o início da segunda metade de junho, a Linha Azul da Atlânticoline sofre um reajustamento, passando a ilha do Pico a dispor de mais duas ligações marítimas nesta rota.

Mais concretamente, passa a existir o "barco das 9 da manhã" entre as ilhas do Pico e do Faial, bem como novas viagens às 13h e às 15h (sendo que estas últimas substituem a viagem das 14h). Esta situação manter-se-á até meados de setembro.

Recorde-se que no separador "Barcos" deste blog é possível encontrar os horários dos navios de passageiros que servem a ilha do Pico de forma regular, bem como os horários dos navios de mercadorias que escalam o principal porto comercial da ilha montanha.

Haja saúde!



Rotas de passageiros:
Rotas de mercadorias:
Previsão de entradas e saídas de navios - Porto do Cais do Pico:


Seguimento, em tempo real, dos navios em redor da ilha do Pico.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Marisco do Pico chega a Hong Kong


Num mundo globalizado, a procura por produtos de excelência não tem fronteiras e se o melhor está do outro lado do mundo, então é de lá que tem de vir! É com base nesta premissa que logísticas verdadeiramente espetaculares são montadas, de forma a que a qualidade do produto original chegue ao consumidor final.

Vem isto a propósito da mais recente exportação com origem na ilha montanha: a Pico Crab Company começou enviar para Hong Kong os seus produtos, numa logística proporcionada pela SATA Cargo e pela Emirates SkyCargo.

Apesar de envolver uma distância de 12.200 km, esta operação mostra como quando um produto tem qualidade mundial, é possível partir de uma pequena ilha no meio do Atlântico e chegar até ao mercado de uma das cidades mais importantes no contexto internacional!

Vale a pena recordar que esta exportação não é um caso isolado na história da ilha montanha: se no passado o vinho do Pico chegou à mesa dos Czares da Rússia, mais recentemente a carne do Pico chegou a Marrocos.

Além disso, outros produtos como o mel e o queijo do Pico já mereceram várias distinções, o que permite afirmar que a qualidade dos produtos da ilha montanha é de excelência a nível mundial, e isso merece ser reconhecido!

Haja saúde!


terça-feira, 12 de junho de 2018

Orçamento Participativo Municipal de São Roque do Pico 2018


O Orçamento Participativo Municipal (OPM) é uma iniciativa da Câmara Municipal de São Roque do Pico que pretende aprofundar a ligação da autarquia com os seus munícipes, visando o envolvimento de todo o concelho, através da participação dos cidadãos nas políticas governativas locais, fomentando uma cidadania ativa e participativa.

O OPM é a oportunidade de cada cidadão fazer a diferença e de decidir sobre os investimentos públicos a aplicar nas diversas áreas do concelho, permitindo aos munícipes decidir como investir os 15.000 € disponíveis, quer através da apresentação de propostas de investimento, quer na escolha, através do voto, das propostas a implementar.

Inspirado nos princípios da democracia participativa, com OPM pretende-se reforçar a qualidade da democracia, envolver os cidadãos nos processos de decisão da vida municipal, promovendo uma participação informada e consciente e permitir a transparência no exercício publico do poder local. Para mais informações pode consultar o regulamento.

PARTICIPAR (+ Info)
  1. O processo do OPM é aberto à participação de todos os cidadãos, com mais de 18 anos, que sejam recenseados no Município de São Roque do Pico;
  2. Só poderão participar pessoas em nome individual. Isto significa que não serão aceites participantes em representação de organizações ou de outras entidades coletivas;
  3. A participação pode ser efetuada em dois períodos distintos, na fase de Recolha de Propostas, através do envio de propostas e na fase de Votação através do voto;
  4. Na fase de Recolha de Propostas cada munícipe pode apresentar uma única proposta;
  5. Na fase de Votação cada munícipe tem direito a um voto;
  6. Será utilizada uma diversidade de instrumentos de participação, através da participação online bem como participação presenciais como as Assembleias Participativas, de modo a assegurar a comunicação com diferentes grupos socioeconómicos e faixas etárias, assim como para assegurar a representatividade geográfica dos cidadãos.

Apresentação de propostas:
Formulário online ou em assembleias participativas:
  • Freguesia de São Roque - 18 de junho às 21 horas, na sede da junta de freguesia;
  • Freguesia da Prainha - 20 de junho às 21 horas, na sede da junta de freguesia;
  • Freguesia de Santo Amaro - 22 de junho às 21 horas, na sede da junta de freguesia;
  • Freguesia de Santa Lúzia - 25 de junho às 21 horas, na sede da junta de freguesia;
  • Freguesia de Santo António - 27 de junho às 21 horas, na sede da junta de freguesia.

Haja saúde!