segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Observatório da Montanha do Pico


O "Pico Mountain Observatory" — Observatório da Montanha do Pico — é uma estação que permite estudar a poluição atmosférica que circula no Atlântico Norte.

Colocada na cratera da montanha do Pico, esta estação de referência foi reativada em junho de 2017, disponibilizando atualmente (para cientistas de várias universidades) as seguintes medidas:
  • Dispersão e retrodispersão da luz devido a aerossóis em 3 comprimentos de onda diferentes;
  • Contagem de partículas óticas em duas duas medidas (> 0,3 micrómetros e > 0,4 micrómetros);
  • Ozono;
  • Carbono negro;
  • Coleção de amostras de aerossóis para análise microscópica posterior.
Mais informações sobre esta estação podem ser encontradas em: http://pico-mt.mtu.edu/

Haja saúde!

domingo, 20 de agosto de 2017

O passageiro quer, a Atlânticoline esforça-se, a atracagem acontece... em São Roque do Pico!

O passageiro quer, a Atlânticoline esforça-se, a atracagem acontece.
O passageiro sempre quis que a viagem fosse eficiente,
Que chegar de São Jorge ao Pico não demorasse.
Houve, por isso, que tomar uma decisão inteligente.
O Porto do Cais do Pico estava na altura ocupado,
Contentores eram carregados no navio Maria P.
Sair das Velas e ir para a Madalena é mais demorado…
Então, e para satisfazer os passageiros, faz-se o quê?
Atrasar um pouco a partida é a solução original,
O que, na realidade, é bastante profícuo,
Pois o destino da viagem fica igual
E a atracagem acontece em São Roque do Pico!

Inspirado em "O Infante" de Fernando Pessoa, serve este poema para felicitar a Atlânticoline pela solução encontrada relativamente às viagens da Linha Verde e da Linha Lilás no dia 19 de agosto de 2017.

Mais concretamente, quando o Porto do Cais do Pico está ocupado com um navio porta-contentores, geralmente as escalas das ligações entre a ilha montanha e São Jorge são redirecionadas de São Roque do Pico para a Madalena [consultar exemplo do dia 7 de julho de 2017]. Ora, esta situação causa vários transtornos aos passageiros: para além do facto de quem fica nauseado com o balançar de barcos preferir que a viagem de mar seja o mais curta possível, outra desvantagem que surge logo à partida é que a logística dos habitantes, das empresas e dos turistas (tanto no Pico como em São Jorge) tem de ser completamente reformulada — o destino planeado e o real acabam distando 20 km, o que acarreta naturalmente custos imprevistos e incómodos vários (por exemplo, uma viatura própria estar estacionada em São Roque do Pico e o barco afinal atracar na Madalena).

A decisão tomada para o dia 19 de agosto, e que foi de certa forma original face ao historial, foi simples mas muito inteligente: atrasar um pouco a partida da viagem entre São Jorge e a ilha montanha, de forma a que o Porto do Cais do Pico ficasse disponível. Esta solução, devidamente transmitida aos passageiros e comunicada antecipadamente, quer em português, quer em inglês, revela que a empresa pública de transportes marítimos quis bem-servir residentes e turistas, proporcionando-lhes a mais rápida viagem e a que melhor serve as ligações entre São Jorge e o Pico, para além de que, e talvez o mais importante, ninguém teve de refazer planos, pois o destino inicialmente previsto foi mantido.

Através deste blog, algumas críticas já foram feitas ao transporte marítimo de passageiros, inicialmente à Transmaçor, depois à Atlânticoline, devido a alguns cancelamentos de escalas em São Roque do Pico, os quais ocorreram em circunstâncias difíceis de compreender. Como exemplo, destaca-se o post "Dissecando o comunicado da Transmaçor de 7 de setembro de 2015", onde foi analisado um comunicado de cancelamento com horários errados e com base em condições meteorológicas que não correspondiam de todo à realidade. Adicionalmente, também foram feitas algumas rábulas — "Transmaçor ganha prémio no Festival de Cinema de Veneza" e "O "Sei lá!" da Linha Verde da Atlânticoline" — sempre com o intuito de mostrar, através de uma forma mais descontraída, que os passageiros não estavam satisfeitos com as comunicações prestadas pelo operador marítimo.

Contudo, da mesma forma que foram feitas críticas, é mais do que justo reconhecer publicamente e mais uma vez quando algo é bem feito.

Haja saúde!


sábado, 19 de agosto de 2017

Remando num bote baleeiro ao som de Daniela Mercury


A ilha do Pico recebeu recentemente a visita da cantora e compositora Daniela Mercury. No entanto, a famosa artista brasileira não se limitou a apreciar a paisagem: ela embarcou num bote baleeiro e, em conjunto com uma companha feminina, remou ao largo da ilha montanha.

Este momento foi acompanhado de banda sonora ao vivo proporcionada pela própria Daniela Mercury e pelas restantes remadoras, tendo ficado tudo registado no vídeo em anexo.

Haja saúde!


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Pico tem um dos alojamentos mais ecológicos do País


A ZERO — Associação Sistema Terrestre Sustentável — elaborou um ranking dos 15 hotéis mais sustentáveis do País, o qual foi publicado na VISÃO Se7e. Segundo os autores, nestes alojamentos "respeita-se a tradição local e a paisagem envolvente, evita-se o desperdício e a produção industrial e, também por isso, se respira mais fundo".

Um dos alojamentos que integra esta lista situa-se na ilha do Pico: a 'Aldeia da Fonte' foi identificada por fazer um esforço significativo na redução de consumos, considera a associação ZERO. Além disso, os autores do ranking referem ainda que "ao todo são 40 quartos, mas, lá está, parecem muito menos, até porque tudo aqui fica tão pequeno, quando comparado com a imensidão do oceano ou com a imponente montanha do Pico".

Haja saúde!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Subidas diárias à montanha do Pico atingiram novo recorde


O ponto mais alto de Portugal — a montanha da ilha do Pico — registou na passada terça-feira, 15 de agosto de 2017, um novo recorde diário de subidas, mais concretamente 384.

Outras estatísticas mostram igualmente como subir a montanha do Pico é uma atividade cada vez mais procurada: neste mês de agosto de 2017 já foram ultrapassadas as dez mil subidas desde 1 de janeiro, valor esse que em 2015 fora atingido em outubro, enquanto no ano passado tal sucedeu no mês de setembro.

Quem quiser usufruir da experiência mais inesquecível e única que a ilha do Pico tem para oferecer aos seus visitantes, convém agendar, reservar e garantir previamente a subida (de forma a evitar horas de espera quando se atinge a capacidade de carga máxima da montanha) — consultar o regulamento de acesso à montanha do Pico.

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Viagem fotográfica por São Roque do Pico — o antes e o depois

Apresenta-se de seguia um vídeo, da autoria de Rúben Alves, o qual contém uma coletânea de fotografias da Vila de São Roque do Pico: desde verdadeiras antiguidades até ao presente, as imagens cobrem festas, construções emblemáticas e intempéries, para além de várias paisagens desta vila nortenha da ilha montanha.

Haja saúde!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Construindo o Azores Fringe 2018


A sexta edição do festival internacional de artes "Azores Fringe", a ter lugar em junho de 2018, já está a ser preparada. Nesta explosão artística dos Açores para o mundo, a Arte Performativa terá direito a uma secção especial.

Em todo o caso, encontra-se aberta, até 1 de janeiro de 2018, a submissão de novas propostas, seja de ideias, projetos ou artes, pois, segundo a organização, "o Fringe é para tod@s".

Mais informações em: www.azoresfringe.com

Haja saúde!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Retrato estatístico de São Roque do Pico


Apresenta-se em anexo uma análise estatística ao concelho de São Roque do Pico, a qual foi elaborada pelo 'Diário Insular', tendo por base os dados do PORDATA, e publicada na edição 22.167, de 9 de de agosto de 2017.

Haja saúde!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O verdadeiro significado do crescimento negativo aéreo no Pico


Segundo os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) relativos ao transporte aéreo, a ilha do Pico foi a única do arquipélago que registou um crescimento negativo no que se refere aos passageiros aéreos desembarcados em julho de 2017 (quando comparado com o período homólogo de 2016).


Contudo, este resultado é totalmente inesperado face à realidade verificada na ilha montanha: o Pico tem os carros de aluguer esgotados, os restaurantes apresentam filas de espera, bem como alguns locais turísticos só estão disponíveis após reserva com alguns dias de antecedência. Mais do que isso, os voos para a ilha montanha têm estado completamente cheios, sendo que o destino Pico é aquele que esgota mais rapidamente nos Açores.

Mas como é possível, então, o Pico apresentar um crescimento negativo se está tudo esgotado? Analisando com mais calma os voos efetuados para a ilha montanha, em julho de 2017, é possível chegar a uma conclusão surpreendente...

No mês em questão, foram efetuados 145 voos para a ilha montanha, todos operados pelo Grupo SATA: 16 territoriais (rota Lisboa/Pico — equipamento A320) e 129 interilhas (56 em equipamento Q200 e 73 em equipamento Q400) [dados obtidos através da app da SATA para iOS]. Atendendo aos lugares oferecidos em cada aeronave (160, 37 e 80 para o A320, Q200 e Q400, respetivamente), bem como aos passageiros desembarcados em cada tipo de voo (segundo dados do SREA), obtém-se uma taxa de ocupação de 98,2% nos voos Lisboa/Pico e de 95,5% nos voos interilhas, o que corresponde a uma taxa de ocupação global de 96,2% — vide tabela.

Voos Pico — julho 2017TerritoriaisInterilhasTotal
Lugares oferecidos2.5607.91210.472
Passageiros desembarcados2.5137.55610.069
Taxa de ocupação98,2%95,5%96,2%

Os dados são claros e objetivos: os voos com destino ao Pico estão cheios, o que reforça a surpresa pelo crescimento negativo verificado em julho de 2017. No entanto, falta fazer uma pequena mas significativa comparação: analisar o número total de lugares oferecidos em julho de 2017 nos voos para o Pico, 10.472, face aos passageiros desembarcados em julho de 2016 na ilha montanha, 10.896. Já descobriram a resposta ao porquê do crescimento negativo?

Em julho de 2017 foram oferecidos menos lugares nos voos para a ilha montanha do que os passageiros desembarcados em julho de 2016!

Por outras palavras, mesmo que todos os voos que aterraram no Pico em julho de 2017 estivessem lotados, seria sempre obtido um decréscimo nos passageiros desembarcados (-3,9%) face ao período homólogo de 2016!

Este é o verdadeiro significado do crescimento negativo aéreo no Pico: por mais que crescesse a lotação nos voos, as estatísticas diriam sempre que os passageiros decrescem! Esta conclusão, apesar de parecer absurda e de não se verificar em mais nenhuma ilha açoriana, é um facto bem real e comprova que não só a oferta aérea para o Pico não está ajustada à procura, bem como a ilha montanha é claramente a mais prejudicada no contexto regional em plena época alta!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi publicado na edição n.º 22.169 do 'Diário Insular', de 11 de agosto de 2017, na edição n.º 41.347 do 'Diário dos Açores', de 13 de agosto de 2017, e na edição n.º 694 do 'Jornal do Pico', de 18 de agosto de 2017. Adicionalmente, este artigo foi mencionado na edição n.º 1.235 do 'Ilha Maior', de 18 de agosto de 2017.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Geoparque Açores — Pico


Sob o lema "9 ilhas, 1 Geoparque", a série "Geoparque Açores", atualmente em exibição na RTP-Açores, pretende mostrar os vários geossítios do arquipélago açoriano e não só, recorrendo sobretudo a imagens deslumbrantes das várias ilhas.

O terceiro episódio deste série foi dedicado à ilha do Pico, incluindo assim o "local mais emblemático dos Açores": a montanha do Pico.

O episódio em causa está disponível online através do seguinte link: Geoparque Açores — Pico.

Haja saúde!