terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Fúria do mar ataca ilha do Pico


No dia de ontem, segunda-feira de Carnaval, 27 de fevereiro de 2017, a costa noroeste da ilha do Pico foi fustigada pela energia das ondas do mar, intempérie esta que causou vários estragos em vários pontos costeiros, levando inclusivamente ao encerramento de algumas estradas.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, esta foi uma situação invulgar e que não estava prevista — as ondas atingiram uma altura de 13 metros, enquanto os modelos matemáticos (que normalmente sobre-estimam a realidade) previram menos de metade desta altura. Para este fenómeno da natureza alcançar este resultado contribuíram também um período de vaga na ordem dos 20 segundos e o efeito de afunilamento que a ondulação de noroeste sofre entre o Faial e São Jorge, concentrando a energia final na costa da ilha montanha.

As condições marítimas adversas levaram igualmente ao cancelamento de várias viagens de barco entre a ilha montanha e as ilhas vizinhas do Faial e de São Jorge, bem como a necessidade de recorrer ao Porto das Ribeiras, situado na costa sul do Pico, de forma a garantir a a realização da última viagem do dia entre o Pico e o Faial.

Apresenta-se de seguida algumas imagens e vídeos da fúria do mar e de alguns dos estragos provocados nos concelhos de São Roque do Pico e da Madalena.

Haja saúde!

Post scriptum: link para notícias relacionadas com esta intempérie.

São Roque do Pico











Madalena














domingo, 26 de fevereiro de 2017

Dia colorido no Porto do Cais do Pico

Aqui ficam algumas imagens, para memória futura, do movimento de navios no Porto do Cais do Pico, vila de São Roque do Pico, em 25 de fevereiro de 2016.

Mais concretamente, regista-se a operação em simultâneo dos navios 'Gilberto Mariano' e 'Amethyst', os quais efetuam o transporte de passageiros e de combustíveis líquidos, respetivamente, e que proporcionaram um colorido a esta infraestrutura portuária condizente com a época carnavalesca em que estamos.

Haja saúde!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Novas grutas vulcânicas descobertas no Pico

© Pedro Silva

No âmbito de uma recente missão às ilhas do "Triângulo", a associação espeleológica "Os Montanheiros" explorou e batizou dois novos algares e um tubo de lava vulcânicos na ilha do Pico: o Algar do Pechita, o Algar dos Paus e o Algar das Faias. Os algares, localizados na zona do Canto da Serra, na freguesia da Candelária, têm aproximadamente 30 e 40 metros de profundidade respetivamente. Já o tubo, o Algar das Faias, localiza-se na freguesia da Piedade.

A missão espeleológica "Espeleo-Triângulo 2017" estendeu-se, também, à freguesia de Santa Cruz das Ribeiras, também no Pico, onde foi explorado o troço norte do Algar do Terreiro. "Infelizmente esse troço não tem um comprimento significativo mas a gruta ficou completamente explorada, sendo esta bastante interessante pela sua beleza e tamanho", avançaram "Os Montanheiros".

De acordo com os responsáveis, há ainda muito por conhecer na ilha montanha. "A ilha do Pico ainda tem muitas cavidades vulcânicas por explorar e mesmo por descobrir. O atual número de grutas inventariado (130) para esta ilha é claramente reduzido em relação ao valor real. É objetivo da associação voltar sempre que possível ao Pico para novas expedições espeleológicas", sustentam.

Ainda no Pico, os três elementos d’ "Os Montanheiros", bem como outros membros dos núcleos de ilha da associação, procederam à verificação do estado de conservação de algumas das cavidades vulcânicas já exploradas em expedições anteriores. Foi o caso da Furna Nova II, da Furna da Ribeira do Fundo, do Algar do Capitão e da Furna do Henrique Maciel. Esta última, localizada em São Roque do Pico, é considerada um dos ex-libris da espeleologia açoriana, sublinham os responsáveis da associação.

[Informação extraída do jornal 'Diário Insular' de 18 de fevereiro de 2017.]

Haja saúde!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Estudo histórico sobre a povoação de São Roque do Pico foi publicado em livro


"Uma Sociedade do Antigo Regime — São Roque do Pico: o território e as famílias" é a mais recente obra do autor Ígor Espínola de França. Uma edição com 250 exemplares que leva o leitor numa viagem aos primórdios da Vila de São Roque do Pico, através do estudo das famílias que aí se fixaram, entre os séculos XV e XVIII.

Esta obra é o resultado de vários anos de investigação, e surge na sequência do estudo publicado em 2014 sobre o mesmo tema.

Haja saúde!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Do Pico para Marrocos: primeira exportação dos Açores de bovinos vivos para fora da Europa


A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, em articulação estreita com o operador, viabilizaram a primeira exportação de bovinos vivos dos Açores para Marrocos.

Os 58 bovinos machos cruzados de raças de carne, com idades entre 8 e 12 meses, provenientes de duas explorações da ilha do Pico, chegaram quarta-feira àquele país africano.

Esta é uma operação muito relevante para a agropecuária açoriana, numa altura em que as barreiras sanitárias são cada vez mais um sério entrave à movimentação de animais e, deste modo, ao comércio de animais vivos e seus produtos.

O reconhecido estatuto sanitário dos efetivos bovinos dos Açores tem permitido o envio de animais vivos para a União Europeia (Espanha) e agora, pela primeira vez, possibilitou que fossem exportados para Marrocos.

Numa época em que não existem fronteiras físicas entre os Estados Membros, este progresso é assim de vital importância para o desenvolvimento de novas relações comerciais dos empresários açorianos, neste caso com países terceiros.

Está já em preparação outro processo de exportação para o mesmo destino de um novo lote de animais.

A conquista de novos mercados, como o de Marrocos, pode constituir um importante estímulo para a produção de bovinos nos Açores, quer para produção de carne, quer para a reprodução, sejam eles de vocação de leite ou de carne, podendo representar um importante incentivo à melhoria dos preços pagos aos produtores açorianos, aumentando os seus rendimentos, particularmente num período desafiante para a agropecuária açoriana.

Este facto é também um sinal aos operadores económicos europeus e estrangeiros para a qualidade e potencialidades dos animais açorianos, podendo indicar o ponto de partida para novas realidades no comércio e na produção de carne e de genética na Região.

[Fonte da notícia: GaCS]

Recorde-se que do total de explorações dos Açores que se dedicam à produção de gado de carne com Identificação de Origem Protegida (IGP), é na ilha do Pico que se situa a grande maioria destas explorações (quase 40% do todo regional), o que significa que esta é a ilha que mais produz carne nos Açores.

Haja saúde!


© Taus

sábado, 18 de fevereiro de 2017

500.000 visualizações



Há momentos simbólicos que merecem ser celebrados e este é um deles: o blog "Cais do Pico" acaba de superar a marca das 500.000 visualizações!

É simplesmente fantástico saber que o tempo, esforço e dedicação despendidos para escrever sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico, tiveram como retorno que meio milhão de visitas já foram feitas a esta página em pouco mais de três anos desde a sua fundação!

O meu muito obrigado a todos os visitantes do blog "Cais do Pico", especialmente àqueles que o seguem fielmente e a todas as pessoas que têm ajudado a divulgar o mesmo — esta comemoração também é vossa!

Haja saúde!


Post scriptum: Imagem oferecida por Luís Paulo Ferreira como prenda pelas 500.000 visualizações — Obrigado!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Parecer sobre projeto de novo hotel no Pico


Um grupo de empresários apresentou recentemente um projeto de construção de um novo hotel na ilha do Pico, projeto este orçado em 6 milhões de euros. Segundo o que foi dado a conhecer publicamente através da comunicação social, pretende-se construir uma unidade hoteleira de 4 estrelas na zona da Areia Larga, na Madalena, a qual prevê 83 quartos, um SPA, uma área comercial e uma sala para conferências e eventos, sendo a forma do edifício baseada nos maroiços.

As principais atrações deste hipotético futuro hotel resultam da sua localização privilegiada em plena Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico, com uma vista magnífica para:
  • As vinhas classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade;
  • A montanha do Pico;
  • A ilha do Faial.



O projeto para a construção da nova unidade hoteleira foi já entregue na Câmara Municipal da Madalena, a qual está agora a analisar o documento e a solicitar pareceres a várias entidades públicas, com vista à sua aprovação e eventual financiamento.

Por outro lado, e desde que foi conhecida a intenção de edificar um hotel em plena Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico, algumas vozes têm emitido opiniões desfavoráveis à concretização deste projeto, invocando sobretudo o desenquadramento na paisagem e a eventual destruição de património mundial; inclusivamente, encontra-se a decorrer uma petição pública intitulada "A Ilha do Pico não é para ser destruída".

De forma a perceber tudo o que está em causa, impõe-se então uma análise contextual das leis atualmente em vigor e quais as condicionantes que se aplicam à construção desta nova unidade hoteleira. Assim, apresenta-se de seguida um parecer sobre este projeto, o qual é baseado apenas e só nas informações divulgadas publicamente, mas que, no entanto, permite responder a algumas questões concretas.

O primeiro instrumento legal que deve ser consultado é o Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (abreviado por POPPVIP e cuja versão mais recente se encontra plasmada no Decreto Regulamentar Regional n.º 7/2014/A, de 6 de maio) — este plano foi elaborado visando a salvaguarda dos valores ambientais, de paisagem, de conservação da biodiversidade e de fomento ao desenvolvimento sustentável da ilha do Pico, tendo como objetivos estratégicos a recuperação, reabilitação e conservação da paisagem da cultura tradicional da vinha do Pico em currais, a promoção do crescimento da atividade vitivinícola, o incentivo da complementaridade com o turismo e outras atividades económicas, e a promoção de uma gestão integrada da área de Paisagem Protegida.

O POPPVIP apresenta uma série de condicionantes, as quais dependem da localização específica do objeto em análise. Assim, é necessário identificar com clareza onde se pretende construir o novo hotel. Através do cruzamento das imagens do projeto com os mapas de condicionantes (o Sistema Regional de Informação Territorial apresenta-se como a ferramenta ideal para este tipo de cruzamento de informações), é possível concluir que a hipotética futura unidade hoteleira ficará situada numa área denominada "Espaços Agrícolas de Proteção Elevada — Zona C".


Segundo o artigo 50.º do POPPVIP, um espaço agrícola na zona C constitui uma "área tampão da área de proteção muito elevada, onde o uso e a transformação do uso do solo são condicionados a esta função de proteção às zonas B e C". Por outras palavras, pretende-se edificar o hotel na área tampão (área constituída pelas zonas C e D) da área Património Mundial da UNESCO (área constituída pelas zonas A e B).

O POPPVIP apresenta também os parâmetros urbanísticos que devem ser seguidos em cada zona. No caso particular dos "Espaços Agrícolas de Proteção Elevada — Zona C", o artigo 56.º do POPPVIP indica o seguinte:
1 — Nos Espaços Agrícolas de Proteção Elevada — Zona C, as edificações devem cumprir com os seguintes parâmetros urbanísticos:
a) Índice de construção — 0,04;
b) Índice de implantação — 0,04;
c) Índice de impermeabilização — 1,3 da área de implantação;
d) Área máxima de construção — 237 m²;
e) Nas parcelas com dimensão entre 1.000 m² e 2.500 m² é permitida a construção de 52 m²;
f) Volumetria — edificações adossadas ou isoladas, com 70 m² por bloco, admitindo-se:
i) 75m²/bloco no caso de armazéns, em parcelas de dimensão inferior a 7.000 m²;
ii) 100m²/bloco no caso de armazéns, em parcelas de dimensão superior a 7.000 m².
g) Comprimento máximo das empenas:
i) 5 m para parcelas com dimensão inferior a 2.500 m²;
ii) 6,5 m para parcelas com dimensão entre 2.500 m²e 5.000 m²;
iii) 8 m para parcelas com área superior a 5.000 m².
h) Número máximo de pisos — um, sendo admitido dois pisos quando a inclinação do terreno o permitir, não podendo o piso inferior exceder 30 % da área bruta construída;
i) Cércea máxima de 2,8 m, admitindo-se 3,5 m no caso de armazéns;
j) Implantação de edifício consoante a topografia e orientação da parcela, respeitando os alinhamentos de muros existentes e a paisagem envolvente, com afastamento mínimo de 3 m das extremas.
2 — As construções referidas no número anterior estão, ainda, sujeitas às seguintes características:
a) Coberturas de duas águas com a inclinação máxima de 23°, revestidas no canal e cobrideira a telha cerâmica de canudo. Excecionalmente, pode ser admitida a utilização de telha de aba e canudo e telha de argila e cimento ondulada, na cor da telha tradicional;
b) Paramentos exteriores de alvenaria irregular de basalto aparente, formando parede, ou alvenaria rebocada, com acabamento areado fino ou liso, pintada a tinta de água ou caiada na cor branca;
c) Beirados executados com fiada simples de telha respeitando os remates tradicionais;
d) Alpendres abertos na continuação do plano de cobertura obedecendo ao desenho tradicional, construídos em madeira, ou betão armado rebocado e pintado, desde que a dimensão máxima da secção dos elementos estruturais não ultrapasse 15 cm, pintados na cor branca, verde-escura, vermelha, damasco, cinzenta ou castanha;
e) Guarda-corpos opacos nos mesmos materiais utilizados nos paramentos exteriores;
f) Chaminés não originando planos autónomos de fachada, rebocadas e pintadas ou caiadas a tinta de água de cor branca ou cinzenta, ou alvenaria irregular de basalto aparente;
g) Janelas nas proporções e tipologias tradicionais, em madeira pintada na cor branca, verde-escura, vermelha, damasco, cinzenta ou castanha, sendo admitido o alumínio termo lacado ou o PVC em janelas nas mesmas cores;
h) Vãos com a largura máxima de 1,1 m, sendo admitidas outras dimensões, desde que daí não resultem inconvenientes de ordem plástica para o edifício e não se comprometa o equilíbrio arquitetónico da zona, admitindo-se uma largura máxima de 3,5 m no caso de portas de garagem e portões;
i) Portas e portões de madeira pintada na cor branca, verde-escura, vermelha, damasco, cinzenta ou castanha, de uma a quatro folhas de abrir;
j) Janelas de peito de guilhotina;
k) Obscurecimento através de portadas de madeira, alumínio termo lacado ou PVC, na cor branca, verde-escura, vermelha, damasco, cinzenta ou castanha. Admitem-se gelosias do tipo “veneziana”, desde que daí não resultem inconvenientes de ordem plástica para o edifício e se não comprometa o equilíbrio arquitetónico da zona;
l) Cisternas de acordo com a tipologia tradicional, térreas e contíguas à edificação;
m) Cisternas em alvenaria irregular de basalto aparente, ou alvenaria rebocada, com acabamento areado fino ou liso, pintada a tinta de água ou caiada na cor branca;
n) Contadores em fachadas ou muros, com ou sem visor, em madeira pintada na cor branca, verde-escura, vermelha, castanha, damasco ou cinzenta;
o) Pérgola ou latada em madeira pintada na cor branca, verde-escura, vermelha, castanha, damasco ou cinzenta.
Como é possível observar, a lista de condicionalismos urbanísticos é extensa e detalhada. Cruzando estas condicionantes novamente com as as imagens do projeto, a conclusão a que se chega é que a hipotética futura unidade hoteleira não cumpre vários requisitos — a título de exemplo, e segundo o ponto 1-h), o número máximo de pisos pode chegar até dois e o projeto do novo hotel apresenta quatro.

Contudo, o POPPVIP contempla ações de relevante interesse público, mais concretamente no artigo 13.º:
1 — Na área de intervenção do POPPVIP, com exceção dos Espaços Agrícolas de Proteção Total — Zona A, e desde que não se coloque em causa os pressupostos que levaram à classificação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como área protegida e como património mundial, podem ser realizadas ações de relevante interesse público que sejam reconhecidas como tal por Resolução do Conselho do Governo Regional.
2 — A Resolução referida no número anterior pode estabelecer, quando necessário, condicionamentos e medidas de minimização de afetação para execução de ações na área de intervenção do POPPVIP.
Por outras palavras, o Conselho do Governo Regional pode emitir uma resolução a indicar que o projeto do novo hotel é de relevante interesse público, o que permitiria a sua execução sem entrar em conflito com os condicionalismos urbanísticos elencados anteriormente.

Resumindo tudo o que foi mencionado neste parecer, algumas questões podem ser imediatamente respondidas:
  • O hipotético novo hotel está projetado para ser edificado dentro ou fora da zona património mundial? Apesar de a localização da unidade hoteleira em questão se situar dentro de uma zona protegida da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, essa zona é a denominada "zona tampão", ou seja, não é diretamente zona património mundial mas sim a zona que faz fronteira com esta última.
  • As leis atuais impedem automaticamente a concretização do projeto do novo hotel? Não, pois isso só ocorre em certas zonas consideradas de "protecção total", sendo que a unidade hoteleira em questão está projetada para se situar numa zona de "proteção elevada".
  • O que pode impedir que este projeto não veja a luz do dia? Para além de todos os trâmites legais associados a um qualquer licenciamento para construção, o hipotético novo hotel necessita de uma autorização adicional e específica que só pode ser dada por resolução do Conselho do Governo Regional, resolução esta que tem de ter como pressuposto base que nunca pode estar em causa a classificação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como área protegida e como património mundial.

Por fim, e como parecer pessoal, o mais importante será sempre sentir que a essência de um qualquer património deixado pelos nossos antepassados é preservada — isto não significa que o mesmo não possa ser tocado, mas sim que qualquer introdução ou remoção feita a esse património não o desvirtua, ou seja, que tudo pareça sempre no sítio certo e que nada pareça que não faz parte desse lugar. Dito isto, as imagens conhecidas do projeto do novo hotel mostram grandes áreas com tonalidades brancas ou muito claras, o que claramente não é característico daquela paisagem, destacando-se assim de uma forma não natural; por outro lado, e a título de exemplo, se o número de pisos fosse reduzido, se houvesse um revestimento com pedra basáltica e se fosse adicionada telha tradicional ao topo da unidade hoteleira, provavelmente o enquadramento paisagístico seria muito melhor — estas são apenas algumas sugestões e, porventura, muitas mais poderiam ser dadas pela sociedade civil, caso lhes seja dada a oportunidade de uma consulta pública a um empreendimento que necessita de uma autorização especial dada pelo Governo Regional, consulta pública esta que também permitiria evitar situações como a que ocorreu com um Armazém Património Mundial...

Haja saúde!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Aeroporto do Pico começa 2017 na liderança regional


O Serviço Regional de Estatística dos Açores divulgou recentemente os primeiros dados de 2017 relativamente ao transporte aéreo, os quais revelam que, à semelhança do verificado em 2016, a ilha do Pico registou, de forma destacada face às restantes ilhas açorianas, o maior crescimento percentual de passageiros aéreos!


Atendendo à média regional (14,2%) do crescimento dos passageiros aéreos de e para as ilhas açorianas, apenas Pico (29,5%), Terceira (18,2%), Corvo (17,7%) e São Miguel (14,3%) superaram esta média.

Por outro lado, somente na ilha do Faial se registou um crescimento negativo, ou seja, esta foi a única ilha dos Açores onde houve menos desembarques e embarques de passageiros aéreos em janeiro de 2017 face ao mesmo período do ano passado.

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Cemitério de São Roque do Pico vai ser reabilitado


Em novembro de 2005 foi inaugurado um "cemitério inovador" em São Roque do Pico, o qual é baseado num modelo canadiano, sendo constituído por nichos de betão em vez das tradicionais sepulturas. Este projeto foi uma das 80 obras selecionadas à data pela exposição "Habitar 2003-2005", organizada pela Ordem dos Arquitetos.

Devido à necessidade de aquisição de equipamentos e materiais específicos para o funcionamento correto deste cemitério, devido à falta de formação adequada para os funcionários e devido à inexistência de uma manifestação de simpatia pelo novo cemitério, o mesmo nunca entrou em funcionamento.

Agora, passados mais de 11 anos, pretende-se colocar o novo cemitério em funcionamento ainda durante este ano de 2017, o que, por outro lado, irá aliviar o uso do antigo cemitério, o qual continua a ser utilizado, apesar dos riscos de ruína da parte situada junto à encosta virada para o mar.

Haja saúde!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Índice de Transparência Municipal 2016 das Câmaras Municipais da Ilha do Pico


O Índice de Transparência Municipal (ITM) mede o grau de transparência das Câmaras Municipais através de uma análise da informação disponibilizada aos cidadãos nos seus websites. O ITM é composto por 76 indicadores agrupados em sete dimensões:
  1. Informação sobre a Organização, Composição Social e Funcionamento do Município;
  2. Planos e Relatórios;
  3. Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos;
  4. Relação com a Sociedade;
  5. Contratação Pública;
  6. Transparência Económico-Financeira;
  7. Transparência na área do Urbanismo.
Desta forma, o ITM permite medir a disponibilização de informação de interesse público nos sites dos 308 municípios portugueses.

Em relação à ilha do Pico, o ITM relativo ao ano de 2016 deu origem às seguintes classificações:

ConcelhoWebsiteITM 2016
(em 100)
Ranking
Nacional
(em 308)
Ranking
Regional
(em 19)
São Roque do Picowww.cm-saoroquedopico.pt59,89102.º6.º
Lajes do Picowww.cm-lajesdopico.pt56,86111.º8.º
Madalenawww.cm-madalena.pt22,94300.º18.º

A média nacional do ITM foi de 52 pontos, tendo sido atingida a mesma pontuação média a nível regional. De realçar, face a 2015, que o município de São Roque do Pico foi dos mais subiu no ranking a nível nacional, mais concretamente 206 posições, o município das Lajes do Pico subiu 28 lugares, enquanto o município da Madalena desceu 29 posições.

Todos os detalhes metodológicos do ITM, bem como os resultados globais, podem ser consultados em: poderlocal.transparencia.pt

Haja saúde!