quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

SATA e o seu bailinho da Madeira a quatro ilhas dos Açores


A transportadora aérea regional açoriana lançou recentemente uma campanha publicitária intitulada "Açores e Madeira", a qual se reproduz, ipsis verbis, de seguida: 
Paisagens de cortar a respiração, experiências únicas e uma gastronomia de deixar “água na boca” são apenas algumas das maravilhas em comum entre os Açores e a Madeira. Os dois arquipélagos portugueses são únicos e conquistam amantes de viagens por todo o mundo. 
Se precisa de mais razões para conhecer estes dois fantásticos destinos, a SATA Azores Airlines dá-lhe mais uma: de 01 de junho a 30 de setembro, existirão ligações diárias entre todas as ilhas dos Açores e a Madeira. 
Aproveite e explore o que de melhor as ilhas portuguesas têm para oferecer. Reserve já!
Em primeiro lugar, saúde-se esta iniciativa: ligar de forma mais fluida as ilhas açorianas à Madeira não só contribui para uma maior coesão nacional, mas também é mais uma forma de os ilhéus portugueses conhecerem mais 'paisagens de cortar a respiração, experiências únicas e uma gastronomia de deixar “água na boca”', tal como refere, e bem, a SATA Azores Airlines.

No entanto, a campanha publicitária ficou incompleta, pois não veio acompanhada das "letrinhas pequeninas". Concretizando, é mencionado que 'de 01 de junho a 30 de setembro, existirão ligações diárias entre todas as ilhas dos Açores e a Madeira', uma afirmação que lhe falta um asterisco no fim, nomeadamente qualquer coisa do género "exceto Pico, Corvo, Graciosa e São Jorge".

Explicitando esta situação, não é possível reservar, para o período supracitado, um voo que parta da Graciosa ou de São Jorge aos domingos e que chegue no mesmo dia ao Funchal; idêntica situação ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras, desta vez recorrendo a voos SATA com partida no Corvo ou no Pico.

Dito de outra forma, esta campanha publicitária não se aplica na totalidade à Graciosa e a São Jorge, e muito menos ao Corvo e ao Pico (as duas ilhas mais prejudicadas), pois embora no futuro esta lacuna possa ser resolvida (eventualmente), a verdade é que o "Reserve já!" da SATA não é integralmente possível agora!

Enfim, esperemos que tudo não passe de uma campanha que se antecipou ao planeamento final de voos do próximo verão deste ano de 2021; por outro lado, enquanto não se corrige este anacronismo, estas quatro ilhas açorianas já cantam uma nova versão do bailinho da Madeira, patrocinada pela SATA:

Deixaram passar
Esta linda brincadeira
E a SATA aqui não vai voar
P'ra gentinha da Madeira

Haja saúde!


Exemplo de impossibilidade de ligação no mesmo dia, entre Açores e Madeira, partindo da ilha do Pico.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Teleférico na montanha do Pico?!


Está lançada a discussão: investigadores da Universidade dos Açores consideram que a instalação de um teleférico na montanha do Pico poderá ser uma solução para reduzir os impactos ambientais, causados pelo aumento do número de visitantes; por outro lado, a Associação de Guias de Montanha está contra e avisa que o teleférico terá um impacto paisagístico negativo.

Analisemos, então, alguns factos sobre esta proposta. Em primeiro lugar, vale a pena recordar que, entre muitas outras coisas, a montanha da ilha do Pico é uma Zona Especial de Conservação da Rede Natura 2000 e uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, distinções estas que poderiam ter de ser reavaliadas com o eventual impacto causado por um teleférico. Ademais, o trilho de acesso ao topo, ao ponto mais alto de Portugal, foi considerado como estando no top 10 mundial, bem como esta subida integra o restrito lote das 40 experiências em Portugal para se fazer pelo menos uma vez na vida — isto significa que, com um teleférico (e com o consequente fecho do trilho), o Pico deixaria de ter algo único no mundo, para passar a ser apenas mais um ponto de elevada altitude ao qual se sobe facilmente, ou seja, igual a tantos outros por esse planeta fora.

Considerando agora as motivações para a sugestão de um teleférico na ilha montanha, elas baseiam-se no crescimento dos visitantes, os quais já ultrapassaram os 20 mil por ano, "o suficiente para tornar viável a construção de um teleférico", isto com o intuito de "reduzir as subidas a pé e promover as subidas pelo menos até à cratera"; além disso, o cliente pagaria "20 a 30 euros", evitava-se a "degradação ambiental", bem como estaria no topo "uma estação científica que sirva o mundo", tudo isto através de um investimento de "5 milhões de euros", estimando-se um "aumento de 60% de subidas à montanha". Vale a pena examinar agora com mais detalhe estas motivações.

A montanha da ilha do Pico não tem representado uma fonte de receita líquida para os cofres públicos, sendo que para esse efeito não seria necessário um teleférico, bastando aumentar as taxas associadas a quem quer subir a montanha — por outras palavras, se existe procura pelo ponto mais alto de Portugal, então um aumento do valor das taxas de escalada traria mais receita sem grandes impactos na procura. Adicionalmente, numa visão unicamente mercantilista, os hipotéticos 5 milhões a investir demorariam cerca de 30 anos para serem pagos na íntegra (isto assumindo um lucro líquido de 5 euros por subida e já contanto com o aumento estimado de 60%). Em termos de degradação ambiental, a maior preocupação atual é para com o Piquinho, o qual já conta com vários fatores de dissuasão para quem sobe, tais como uma taxa adicional e uma limitação temporal de permanência; ao se subir de teleférico até à cratera (e mesmo se não houvesse o aumento estimado de 60%), certamente muitos mais seriam aqueles que, em termos de esforço físico, apenas teriam de subir o Piquinho para chegar ao ponto mais alto de Portugal, o que naturalmente aumentaria a sobrecarga sobre esta preciosidade natural. Sobre uma estação científica presente na montanha do Pico, vale a pena recordar que já houve uma estação de observação da atmosfera do Atlântico Norte implantada na cratera, a qual não necessitou de um teleférico para lá chegar, mas sim de um helicóptero apenas.

Por fim, mas não menos importante, há que referir os factores de impacto ambiental, quer do ser humano na natureza, quer desta nas infraestruturas: o que seria da montanha do Pico com as "artificialidades" das estruturas de um teleférico, continuaria a ser olhada como uma montanha totalmente natural? A sua sombra, que se projeta na terra e no mar, tão característica, tão bela e tão fotogénica, não passaria a incluir umas torres cá e lá? E as intempéries que assolam a montanha, não poderiam danificar o teleférico, eventualmente necessitando de inúmeras reparações anuais?

Em suma, propõe-se trocar pegadas por cabos aéreos, bem como uma experiência de montanhismo por comodismo, isto na Reserva Natural da Montanha do Pico, para depois se manter o convite a um turismo de natureza... Enfim, há muitas ideias que sobem à cabeça de alguns, mas esta parece daquelas que vêm de teleférico, daqueles que sobem... mas logo depois descem!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 42.381 do 'Diário dos Açores', de 20 de janeiro de 2021.


sábado, 16 de janeiro de 2021

COVID-19 está de volta ao Pico


A ilha montanha registou ontem, 15 de janeiro de 2020, o reaparecimento de um caso positivo de COVID-19.

Esta ocorrência volta a colocar o Pico como uma das ilhas onde existem casos ativos relacionados com a infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, o qual causa a doença COVID-19, isto cerca de uma semana após a recuperação total dos casos anteriormente existentes na ilha montanha.

[Consultar neste link a evolução da COVID-19 no Pico]

De recordar que mais informações sobre esta pandemia podem ser encontradas no seguinte site:



Haja saúde!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

"O Triângulo Perfeito" @ Revista CRISTINA

As três ilhas [Pico, São Jorge e Faial] são as mais próximas do grupo central e as ligações diárias, a bordo dos barcos da Atlânticoline, permitem uma deslocação rápida e segura, tornando a visita conjunta uma combinação perfeita para as férias. O mais curioso é, apesar da proximidade, terem características tão diferentes, que só vão enriquecer mais a viagem.
É assim que se inicia um artigo na revista CRISTINA, intitulado "O Triângulo Perfeito", onde a ilha montanha aparece em grande destaque.

Haja saúde!



quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Andamento da requalificação da Praceta dos Baleeiros (4) [e estabilização da zona costeira ]


Apresenta-se, em anexo, um conjunto de fotografias (datadas de 13 de janeiro de 2021) relativas ao andamento da empreitada de requalificação da Praceta dos Baleeiros, no Cais do Pico, vila de São Roque do Pico [link para fotos mais antigas].

Esta obra, orçada em quase 235 mil euros (sem IVA) e que inicialmente tinha um prazo de execução de cinco meses (a contar desde o início de julho de 2020), assenta essencialmente na requalificação de pavimentos, nomeadamente na cobertura do pavimento com um tapete betuminoso de cor avermelhada, salvaguardando-se o lajeado de pedra remanescente do antigo pátio de desmancha; adicionalmente, a plataforma contígua aos balneários será pavimentada com um deck a imitar madeira. Serão ainda construídos novos muros ao longo da plataforma contígua aos balneários e junto à estátua do Velho Baleeiro, bem como haverá um reforço dos muros laterais da antiga rampa de varagem das baleias. O projeto inclui igualmente a construção de passeios e a recuperação e replicação dos antigos candeeiros de betão existentes na zona [link para o projeto].

Apresenta-se igualmente um destaque fotográfico para a estabilização da zona costeira adjacente, empreitada esta orçada em cerca de 125 mil euros e com um prazo de execução de 120 dias.

Haja saúde!









terça-feira, 12 de janeiro de 2021

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

domingo, 10 de janeiro de 2021

Também houve neve na montanha do Pico


O dia 9 de janeiro de 2021 ficou marcado por temperaturas relativamente baixas e pela queda de neve em inúmeras zonas do país, desde a Serra da Estrela ao Alentejo; o ponto mais alto de Portugal também não fugiu a esta regra, pois neste mesmo dia foi possível comprovar que, tal como as imagens demonstram, também houve neve na montanha do Pico!

Haja saúde!


sábado, 9 de janeiro de 2021

Lista de águas balneares dos Açores a identificar em 2021


Encontra-se em consulta pública, até 31 de janeiro, a lista de águas balneares açorianas a identificar em 2021.

Em relação à ilha montanha, propõe-se a introdução de cinco novas águas balneares — nomeadamente três em São Roque do Pico e duas nas Lajes do Pico — mantendo-se igualmente as zonas balneares oficiais de 2020 (três em São Roque do Pico, sete nas Lajes do Pico e sete na Madalena).

Clique aqui para consultar a lista das águas balneares a identificar em 2021.

Para efetuar a sua consideração sobre esta consulta pública, poderá enviar o seu contributo utilizando o endereço:

Direção Regional dos Assuntos do Mar
Rua Cônsul Dabney, Colónia Alemã
9900-014 HORTA

Ou, preferencialmente, através do endereço de correio eletrónico: info.dram@azores.gov.pt

Mais informações sobre as zonas balneares açorianas podem ser encontradas em: aguasbalneares.azores.gov.pt

Haja saúde!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Pico novamente sem casos de COVID-19


A ilha montanha deixou de registar ontem, 7 de janeiro de 2021, qualquer caso positivo de COVID-19.

Esta é uma magnífica notícia, a qual se soma a algumas outras estatísticas favoráveis que se podem extrair baseado no que aconteceu no Pico nos últimos 20 dias, isto é, desde a confirmação do primeiro caso positivo da quarta vaga na ilha montanha:

Resta agora esperar que esta pandemia de COVID-19 tenha efetivamente ido embora da ilha montanha, de forma a que se possa afirmar que não só o pico da pandemia já passou, mas também que a pandemia, no Pico, já passou!

De recordar que mais informações sobre a COVID-19 podem ser encontradas no seguinte site:


Haja saúde!