sexta-feira, 27 de novembro de 2020

COVID-19 regressa ao Pico


A ilha montanha registou ontem, 26 de novembro de 2020, o reaparecimento de um caso positivo de COVID-19.

Esta ocorrência volta a colocar o Pico como uma das ilhas onde existem casos ativos relacionados com a infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, o qual causa a doença COVID-19, isto menos de uma semana após a recuperação total dos casos anteriormente existentes na ilha montanha.

[Consultar neste link a evolução da COVID-19 no Pico]

De recordar que mais informações sobre esta pandemia podem ser encontradas no seguinte site:



Haja saúde!

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Linguiça do Pico reconhecida como um dos melhores enchidos de Portugal


Nuno Diniz, chef, gastrónomo e professor na Escola de Hotelaria e Turismo e Lisboa, dedicou 14 anos a laborar no livro 'Entre Ventos e Fumos - Fumeiros e Enchidos de Portugal', onde reuniu uma lista dos 120 melhores enchidos e fumeiros portugueses.

Entre os protagonistas desta diversidade ímpar, organizada no livro por região, figura um enchido bem conhecido pelos picarotos: a linguiça do Pico.

Esta iguaria pode ser cozinhada e acompanhada de várias formas — o chef Nuno Diniz até a inclui num cozido denominado "Sul e Ilhas", o qual demora três dias a preparar (!) — mas talvez a forma mais famosa, e que sabe sempre bem, é recriar o tradicional, simples mas saboroso prato "linguiça com inhame".

Haja saúde!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Esqueleto da nova bomba de gasolina


Aqui fica um registo fotográfico (datado de 24 de novembro de 2020) da construção de uma nova bomba de gasolina em São Roque do Pico, mais propriamente na entrada poente desta vila da ilha montanha.

Haja saúde!

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Município do Pico distinguido como uma das Autarquias + Familiarmente Responsáveis 2020


O Observatório das Autarquias + Familiarmente Responsáveis, sob alçada da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, atribuiu recentemente um galardão às autarquias que, ao longo do último ano, desenvolveram políticas transversais capazes de acolher e valorizar a Família, garantindo-lhes o pleno exercício das suas responsabilidades e competências, e prevenindo as situações de risco e vulnerabilidade.

De entre as 81 bandeiras atribuídas em 2020, uma refere-se à ilha montanha, nomeadamente:
De referir ainda que esta distinção foi consagrada como uma bandeira com palma por representar um prémio atribuído por três ou mais anos consecutivos.

Haja saúde!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O pico do RSI e o RSI no Pico


Nos últimos tempos, a Região Autónoma dos Açores tem estado na ribalta a nível nacional, curiosamente não por causa de intempéries, mas sim devido a um dos maiores atos democráticos que existem: as eleições legislativas regionais de 25 de outubro de 2020.

Em particular, um célebre acordo de incidência parlamentar — o qual almeja, entre outros, reduzir a subsidiodependência — trouxe para discussão na praça pública a questão do Rendimento Social de Inserção (RSI) nos Açores. Inúmeros artigos na imprensa nacional têm abordado este tema, revelando importantes dados para perceber o que representa o RSI no arquipélago; porém, uma análise mais fina das estatísticas consegue evidenciar as variações substanciais que existem entre as nove ilhas, as quais também merecem ser destacadas, sob pena de se tomar o todo pela parte.

Comece-se, então, por analisar uma afirmação que corre na opinião pública e na política nacional: será que a frase "os Açores é o sítio do país onde há mais Rendimento Social de Inserção" está correta? Existem duas repostas válidas para a pergunta anterior, dependendo se a análise é feita em termos absolutos ou em termos relativos. No primeiro caso, a resposta é que não é nos Açores que há mais beneficiários do RSI; contudo, e tendo em conta a densidade populacional, a Região Autónoma dos Açores tem a maior percentagem de beneficiários do RSI por cada 100 habitantes.

Vale a pena recordar o que é o RSI: é uma prestação, da Segurança Social, que pretende ser um mecanismo de combate à pobreza, possibilitando a indivíduos, e seus agregados familiares, a obtenção de apoios adaptados à sua situação, facilitando a satisfação das suas necessidades básicas e visando a inserção laboral, social e comunitária. Deste modo, o RSI pode também ser encarado como, indiretamente, um indicador de pobreza.

Assim, será correto afirmar que os Açores são a região mais pobre de Portugal? Efetivamente, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre Rendimento e Condições de Vida indicam que o arquipélago açoriano é aquele que apresenta a maior taxa de pobreza ou exclusão social — quase o dobro (36,7%) da média nacional (21,6%). Face a esta realidade, será natural que o RSI seja mais elevado, em percentagem, nos Açores, de modo a tentar combater a pobreza; as causas para esta falta daquilo que é necessário para a subsistência na região é um dos assuntos que tem merecido a atenção da comunidade científica, isto pelo facto de apresentar peculiaridades assentes na forma como a terra foi distribuída aos povoadores e na adequação perversa entre oferta e procura de empregados com baixas qualificações.

No entanto, os números apresentados anteriormente sobre o RSI nos Açores podem, à primeira vista, ser enganadores. De facto, receber o RSI não é sinónimo de não trabalhar, como os beneficiários açorianos o demonstram: não só os Açores são a região do país onde as pessoas mais apresentam outros rendimentos, mas também a prestação média do RSI é a mais baixa a nível nacional (86,11 euros por beneficiário). Por outras palavras, apesar de cerca de 30% das pessoas que recebem o RSI nos Açores também trabalharem, a instabilidade, irregularidade e baixos salários associados não são suficientes para os colocarem acima do limitar da pobreza.

É chegada a hora de chamar a atenção para o óbvio — porque o que é óbvio para uma pessoa pode não o ser para outra: os Açores são nove ilhas e, à semelhança da sua geografia, também em termos do RSI existem diferenças significativas entre ilhas. Em particular, apesar de a média regional da percentagem de beneficiários do RSI ser de 10,2% (dados Pordata), apenas a ilha de São Miguel regista um valor superior à média regional, nomeadamente 14,1%; como esta ilha concentra mais de metade da população açoriana (cerca de 56,5%), os números globais dos Açores habitualmente veiculados nas notícias (e a respetiva análise) estão desajustados face à realidade das outras ilhas, tal como o gráfico em anexo demonstra [Beneficiários do RSI no total da população residente — com 15 e mais anos (%)].


Apresentando por ordem decrescente da percentagem de beneficiários do RSI, depois de São Miguel (14,1%) vem Graciosa (7,1%), seguindo-se Terceira (6,9%), Santa Maria (5,1%), São Jorge (3,6%), Faial (2,9%), Flores (2,9%), Pico (2,5%) e Corvo (0,0%) — note-se ainda que estas últimas quatro ilhas apresentam percentagens de beneficiários do RSI mais baixas do que a média nacional (3,0%). Tal como os números comprovam, as variações substanciais existentes no arquipélago são reveladores de que a questão do RSI, nomeadamente a pobreza, não pode ser resolvida com uma solução única para todas as ilhas.

Por outro lado, mas igualmente importante, apesar de o RSI ser um indicador indireto da pobreza, ele não o é da riqueza, certamente; exemplificando, o Corvo não é decerto o sítio com mais riqueza (em termos de bens económicos) de Portugal, pese embora esta ilha tenha a mais baixa percentagem de beneficiários do RSI do país! Aliás, nos Açores só existe um concelho com poder de compra superior à média nacional, o qual fica... em São Miguel!

Esta aparente contradição que se verifica na maior ilha açoriana é reveladora das assimetrias lá existentes: se, por um lado, São Miguel tem o município com o maior poder de compra dos Açores, outros quatro concelhos desta mesma ilha integram a lista dos cinco com menor poder de compra no arquipélago — assim talvez se entenda melhor como, dentro dos Açores, muita gente enxergue São Miguel como a ilha mais rica, ao mesmo tempo que muitos outros dizem ser a ilha com maior pobreza, constituindo isto duas visões plenamente válidas.

Alguns leitores poderão agora estar a interrogar-se em que ilha fica o "intruso" da lista dos cinco concelhos com menor poder de compra nos Açores... Pois bem, fica na ilha montanha, a mesma que, à exceção do caso particular do Corvo (que apresenta uma taxa de desemprego de zero por cento), tem a mais baixa taxa de beneficiários do RSI no arquipélago (a qual é, recorde-se, inferior à media nacional)!

Posto isto, os dados que se registam no Pico mostram como pode existir um baixo poder de compra e, ao mesmo tempo, uma baixa taxa de beneficiários do RSI; será isto contraditório? Não, significa apenas que os rendimentos dos picarotos, embora baixos, conseguem mesmo assim colocar quem os recebe acima do limiar da pobreza. Ademais, o caso da ilha montanha é ainda mais paradigmático: segundo estatísticas do rendimento ao nível local do INE, o Pico é a ilha onde se regista o mais baixo coeficiente de Gini no arquipélago, ou seja, é onde existe menor desigualdade salarial nos Açores. Daqui extrai-se uma outra conclusão: rendimentos semelhantes na sociedade tendem a reduzir a pobreza extrema, mas, à semelhança do RSI, também não são um indicador de riqueza.

Em suma, os dados aqui expostos comprovam como é necessário um combate à pobreza existente nos Açores, combate esse que, mais importante do que se focar na redução da subsidiodependência, deve ter em atenção as especificidades e potencialidades de cada uma das ilhas, de forma a se trabalhar em conjunto e de uma forma verdadeiramente coesa, tendo em vista um desenvolvimento económico e social que seja equilibrado e equitativo em todo o arquipélago, resultando assim numa maior riqueza efetiva para todos.

Haja saúde!

domingo, 22 de novembro de 2020

Pico volta a ficar sem COVID-19


A ilha montanha deixou de registar ontem, 21 de novembro de 2020, qualquer caso positivo de COVID-19.

Esta é uma magnífica notícia, a qual se soma a algumas outras estatísticas favoráveis que se podem extrair baseado no que aconteceu no Pico nos últimos 94 dias, isto é, desde a confirmação do primeiro caso positivo da segunda vaga na ilha montanha:
  • Foram confirmados 15 casos positivos de COVID-19 no Pico, sendo que, felizmente, todos recuperaram;
  • O primeiro caso foi registado a 20 de agosto e o último a 12 de novembro;
  • A primeira recuperação teve lugar a 14 de setembro e a última a 21 de novembro, sendo necessário cerca de 22 dias (em média) por recuperação;
  • Todos os concelhos do Pico registaram casos positivos de COVID-19;
  • Três dos casos confirmados ausentaram-se da ilha montanha antes de serem dados como recuperados;
  • Dois terços dos infetados foram homens, dos quais o mais velho tinha 61 anos e o mais novo 10 meses de idade;
  • De todas as mulheres infetadas (um terço do total), a mais velha tinha 62 anos e a mais nova 17 anos de idade.

  • [Consultar neste link estatísticas da COVID-19 no Pico (1.ª vaga)]
    [Consultar neste link a evolução da COVID-19 no Pico]

Resta agora esperar que esta pandemia de COVID-19 tenha efetivamente ido embora da ilha montanha, de forma a que se possa afirmar que não só o pico da pandemia já passou, mas também que a pandemia, no Pico, já passou!

De recordar que mais informações sobre a COVID-19 podem ser encontradas no seguinte site:


Haja saúde!

Post scriptum: Em 26 de novembro de 2020, COVID-19 regressou ao Pico.

sábado, 21 de novembro de 2020

Andamento do novo Terminal Marítimo de Passageiros de São Roque do Pico (2)


Apresenta-se, em anexo, um conjunto de fotografias (datadas de 20 de novembro de 2020) relativas ao andamento da empreitada do novo Terminal Marítimo de Passageiros de São Roque do Pico [link para fotos mais antigas].

Esta obra, orçada em quase 3,5 milhões de euros (sem IVA) e que tem um prazo de execução de 20 meses (a contar desde o início de setembro de 2020), prevê a construção de uma nova gare de passageiros, a reorganização geral dos espaços exteriores ao nível das circulações pedonal e automóvel, introduzindo-se maior capacidade de estacionamento e de lugares de espera para embarque de viaturas [link para o projeto].

Haja saúde!

Post scritpum: Adicionadas duas fotografias referentes ao dia 22 de novembro de 2020, nas quais é visível a demolição total da antiga gare marítima.

Post post scritpum: Adicionadas três fotografias referentes ao dia 24 de novembro de 2020, nas quais é visível (de forma ainda mais notória) a demolição total da antiga gare marítima.








quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Estreia do navio "BMI Express" no Pico


Apresentam-se aqui algumas fotografias, da autoria do amigo Rui Miranda, relativas à estreia do navio porta-contentores "BMI Express" na passada quinta-feira (12 de novembro de 2020) no porto comercial do Cais do Pico, situado na vila de São Roque do Pico.

Este é um navio construído em 2000, na Turquia, tem 114 m de comprimento, 16 m de boca e uma tonelagem bruta de 4721 ton, o que lhe permite ter uma capacidade de 465 teus.

Recorde-se que as previsões de entrada e de saída de navios no principal porto comercial da ilha montanha, bem como os horários dos navios de passageiros que servem a ilha do Pico de forma regular, podem ser encontrados no separador "Barcos" deste blog.

Haja saúde!









quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Radar da PSP no Pico — novembro 2020


Segundo a PSP, neste mês de novembro de 2020 serão efetuadas algumas operações de controlo de velocidade por radar na ilha do Pico, nomeadamente em:

  • 20 de novembro (sexta-feira) / 18h00 / São Mateus (Madalena).

Haja saúde!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Cais do Pico visto ao fundo (há 100 anos)


Imaginar como era, no início do século XX, o lugar do Cais do Pico, em São Roque do Pico, é sempre mais fácil quando se tem acesso a memórias fotográficas, tais como as que se apresentam em anexo.

Em particular, e graças à plataforma "AZoreana - Património Digital Açores" (recentemente disponibilizada online), partilham-se aqui três fotografias da autoria de Francisco Afonso Chaves, tiradas em 1903, do mar para a terra, e com o 'Cais do Pico visto ao fundo'.

Alguns marcos icónicos da paisagem são evidentes, desde o Convento de São Pedro de Alcântara até à Rua do Cais, passando pelo atual "Cais Velho", os quais ainda hoje são uma parte fulcral da vista da frente marítima do Cais do Pico.

Por fim, e como forma de comparar o antes e o depois (após cem anos), apresenta-se igualmente em anexo uma fotografia com o Cais do Pico ao fundo, mas desta vez já tirada no século XXI.

Haja saúde!