terça-feira, 16 de março de 2021

Abandono ou substituição, eis a questão (sobre a Cofaco no Pico) daqueles que de promessas fartos estão


Passados cerca de três anos sobre o encerramento da conserveira Cofaco na ilha do Pico, encerramento esse que se esperava temporário, tendo em vista a promessa da construção de uma nova unidade fabril na ilha montanha, eis que surge a notícia menos desejada (mas um tanto ou quanto esperada): a Cofaco cancelou a construção de uma fábrica no Pico.

Vale a pena recordar o impacto deste encerramento, bem como situações relacionadas que ocorreram:
Como se pode verificar, as únicas certezas deste longo processo foram mesmo os despedimentos; por outro lado, as promessas falsas da empresa e o incumprimento da lei por parte do poder executivo quebram a confiança das pessoas, quer no investimento futuro de privados, quer nos próprios políticos — aliás, é quase anedótico, se não mesmo vergonhoso, contar a alguém que um investidor prometeu e assegurou algo, mas depois não fez nada por causa dos custos de construção, bem como que o Governo tem uma lei para cumprir, mas não o faz! E no final, quem sofre com tudo isto? O privado? O Governo? Não, sofrem os picarotos!

'Alto e pára o baile' dirão alguns, pois o Governo Regional dos Açores adiantou no início desta semana que "há uma empresa interessada em instalar uma fábrica de transformação de pescado na ilha do Pico". No entanto, de concreto apenas uma coisa se sabe: quem quiser investir e quiser usufruir de fundos comunitários terá de executar um projeto até final de 2022.

Em suma, ao fim de três anos de promessas e incertezas, a Cofaco abandona o Pico, mas não se sabe ainda se será substituída; essa será a nova novela dos próximos dois anos, a ter lugar na ilha montanha bem perto de todos nós... Em todo o caso, qualquer que seja o guião que venha a ser seguido, uma coisa pode já ser revelada: o elenco picaroto — "o Homem e a Mulher do Pico" — irão continuar a fazer jus ao seu passado, lutando contra as vicissitudes e dureza acrescida que a vida na ilha montanha acarreta, sendo que certamente irão conseguir dar a volta por cima e superar estas novas adversidades!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 42.432 do 'Diário dos Açores', de 20 de março de 2021.

Post post scriptum: Substituta da Cofaco à vista!

1 comentário:

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