terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Houve fogo no Piquinho do Pico


"Já vi montanhas nas cartas de postal que a família manda quando viaja. Já vi montanhas nos filmes e séries que passam na televisão e que nos fazem acreditar que poderíamos sobreviver a todos os acontecimentos se fôssemos um super herói. Mas melhor que ver foi sentir, sentir a sintonia e harmonia que existia entre a natureza e nós, na nossa performance..."

Foi assim que Christophe Kerbourch começou por descrever a sua experiência de cuspir fogo no ponto mais alto de Portugal. "Fui ajudante do Piquinho. Não cuspi lava nem fumo, nem fiz chamas do tamanho das dele, mas subi até lá e mandei umas chamas, para ver se não se sente só."

Este foi um evento especial da sexta edição do Montanha Pico Festival. Eram 08h da manhã, neste passado domingo [12 de janeiro de 2020], e a Casa da Montanha estava abarrotada de gente, gente aventureira, que queria ajudar nesta caminhada de arte e com artistas por esta montanha do hemisfério norte atlântico.

A bailarina Sofia Santos, o saxofonista Luis Senra e o artista circense Christophe Kerbourch estavam preparados para atuar na Furna de Abrigo e depois só a Mãe Natureza e o seu clima iriam ditar se haveria oportunidade de subir um pouco mais. A manhã estava fria e as pedras vulcânicas da montanha, com uma camada de gelo, poderiam afetar a escalada.

"As minhas mãos congelaram, doíam, senti vontade de chorar, a dor era aguda devido ao vento. Mas sabia que oportunidades como esta só existem uma vez na vida" partilha Christophe da sua experiência [link para crónica completa]. "Despi-me. Sim, eu despi-me naquele frio enorme que ali estava, assim ficando em tronco nu. Acendi a tocha e cuspi fogo, cuspi fogo 4 vezes mais precisamente - que sorte - foi das melhores experiências da minha vida."

O Montanha Pico Festival continua até ao final de janeiro com muita arte e aventura, sendo que mais informações podem ser encontradas em: www.picofestival.com

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