sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O verão de São Martinho no aeroporto do Pico


O Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) divulgou recentemente os dados relativos ao transporte aéreo em novembro de 2019 no arquipélago dos Açores, dados estes que revelam tendências interessantes e que merecem uma análise.

Considerando o movimento de passageiros aéreos de e para cada uma das ilhas (i.e., embarcados + desembarcados), verifica-se que houve um crescimento em todos os aeroportos regionais, o qual atingiu 10,8% como valor médio (face ao período homólogo anterior).


Analisando com mais detalhe, verifica-se que houve duas ilhas que cresceram, em termos percentuais, na casa duns impressionantes vinte por cento, nomeadamente Pico (28,0%) e Flores (25,1%). Por outro lado, e considerando números absolutos, o pódio das ilhas que tiveram maior crescimento de passageiros movimentos vai para São Miguel (+12.516), Terceira (+3.398) e Pico (+1.600).

Esta análise de tendências comprova que, como já vem sendo hábito ao longo dos últimos anos, a ilha montanha merece uma atenção especial no que respeita ao transporte aéreo, pois quer em termos relativos, quer mesmo em absolutos, o Pico esteve mais uma vez em grande destaque no panorama regional.

Existe, ainda, mais um dado estatístico digno de realce: em novembro de 2019, os passageiros nos voos Lisboa-Pico cresceram 51,7% face ao mesmo período do ano passado, tendo estes voos atingido uma taxa de ocupação média de 81,8%. Ora bem, isto demonstra como as ligações aéreas entre a capital portuguesa e a ilha montanha são um sucesso também na época baixa, e não apenas no verão — em todo o caso, como a análise se refere ao mês de novembro, pode-se também alegar que houve um verão de São Martinho no Aeroporto da ilha do Pico...

Uma coisa é certa, e está de acordo com o adágio "no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho": houve um novo recorde de pessoas a viajar de avião de e para o Pico em novembro, ilha esta que é, por excelência, a ilha das adegas e do vinho!

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 42.051 do 'Diário dos Açores', de 15 de dezembro de 2019.

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