quinta-feira, 18 de junho de 2020

Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores avança com sede no Pico


O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou ontem que está concluído o processo para a criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, de abrangência regional, que terá sede na ilha do Pico, para melhor responder aos desafios do setor vitivinícola.

Com esta estrutura pretende-se obter ganhos de eficiência e eficácia na resposta às necessidades existentes, bem como reforçar a aposta na qualidade, na autenticidade e na genuinidade do vinho dos Açores.

“Além da elaboração de um estudo sobre a necessidade da criação deste Instituto e sobre os seus efeitos relativamente ao setor onde vai exercer a sua atividade, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, com o apoio de um grupo de trabalho criado para o efeito, também já concluiu a proposta de Decreto Legislativo Regional que cria o Instituto da Vinha e do Vinhos nos Açores e o Decreto Regulamentar Regional que aprovará os respetivos estatutos”, afirmou João Ponte, acrescentando que os diplomas serão em breve remetidos ao Conselho do Governo.

O governante adiantou que o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores terá por missão a definição, coordenação e execução da política de valorização e preservação da vinha, do vinho e das bebidas espirituosas produzidas na Região Autónoma dos Açores, assim como da política de promoção e divulgação dos respetivos produtos vitivinícolas.

O Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores vai integrar instituições ligadas ao setor, nomeadamente a CVR Açores e o Laboratório Regional de Enologia, bem como as competências das direções regionais da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário afetos ao setor da viticultura.

Para João Ponte, justifica-se, assim, a existência de um organismo que funda as competências pertencentes a algumas das estruturas que atualmente trabalham de forma independente, que racionalize e rentabilize os meios e os recursos afetos às mesmas, que permita uma maior integração e interligação de todas as respostas que o setor necessita e que promova os produtos vitivinícolas regionais de forma concertada, em suma, que potencie sinergias, com benefícios acrescidos para todos os agentes intervenientes no setor.

O Secretário Regional salientou que a vitivinicultura é um setor altamente concorrencial que, à medida que ganha escala e conquista prestígio, responsabiliza cada vez mais todos os agentes e entidades envolvidos na respetiva fileira, pelo que é necessário a Região dar este passo, que se enquadra no processo de modernização e de otimização do funcionamento da Administração Pública Regional.

“O setor vitivinícola regional depara-se com importantes desafios, fruto do forte impulso que conheceu nos últimos anos, quer por força da reabilitação de muitos hectares de vinha, surgimento de novos vinhos e produtos vitivinícolas que se têm vindo a afirmar no mercado devido à sua singularidade e qualidade", afirmou João Ponte.

O Secretário Regional acrescentou que, "além disso, a pandemia trouxe-nos novos desafios, desde logo ao nível da comercialização e da sustentabilidade do setor”, referiu João Ponte, considerando que se impõe uma nova estrutura para todo este setor, moderna e capaz de dar uma resposta adequada a todos os agentes envolvidos, desde a produção, passando pela transformação e até à comercialização.

[Fonte: GaCS]

Nota final para o facto de este ser um momento histórico: pela primeira vez não só a ilha montanha terá a sede de um instituto da Administração Pública Regional, mas também este instituto será o único que estará localizado fora das ilhas onde se situavam as antigas capitais de distrito (S. Miguel, Terceira e Faial). Por outras palavras, a ilha do Pico passará assim a ser um centro de decisão regional, nesta caso no âmbito da vitivinicultura, o que também contribui para um desenvolvimento mais harmonioso dos Açores.

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1 comentário:

  1. "Com esta estrutura pretende-se obter ganhos de eficiência e eficácia na resposta às necessidades existentes, bem como reforçar a aposta na qualidade, na autenticidade e na genuinidade do vinho dos Açores.".

    Como se pode reforçar a autenticidade e a genuinidade do vinho dos Açores, quando estão a ser introduzidas castas de outras regiões do País?

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