domingo, 3 de julho de 2016

Aeroporto do Pico está sem combustível para aviões

O aeroporto da ilha do Pico encontra-se atualmente sem combustível JET A1, o qual é utilizado no abastecimento de aeronaves.

A situação verifica-se desde o passado dia 28 de junho (terça-feira), sendo que, em termos práticos, esta lacuna já afetou duas ligações Lisboa/Pico/Lisboa (na sexta-feira e no sábado), as quais tiveram de escalar outras ilhas dos Açores (São Miguel e Terceira, respetivamente) nas viagens de regresso à capital portuguesa.

Segundo fontes aeroportuárias, a falta de combustível deve-se a atrasos na chegada do navio-tanque que deveria abastecer a ilha montanha.

A NAV Portugal, empresa responsável pelo tráfego aéreo no território nacional, emitiu uma notificação aeronáutica, onde é indicado que esta situação deverá ficar normalizada amanhã (segunda-feira, 4 de julho), ao final do dia. Entretanto, a Secretaria Regional dos Transportes veio informar que a situação iria ficar solucionada durante este domingo, devido à deslocação de um barco propositadamente para regularizar esta falta de combustível.

Tendo em conta que esta segunda-feira de manhã está prevista mais uma ligação Lisboa/Pico/Lisboa, espera-se então que não se aplique o ditado popular "não há duas sem três", o que significaria que um terceiro voo seria afetado e os passageiros no sentido Pico-Lisboa teriam de fazer uma escala não programada noutra ilha.

Por fim, um desabafo pessoal: em pleno "pico" do verão, onde se verifica mais bom tempo e consequentemente menos cancelamentos, quer de escalas de navios, quer ao nível dos aviões, o que também significa que os planeamentos têm uma maior probabilidade de correrem como previsto, não é totalmente compreensível uma falha desta natureza. A situação ainda se torna mais grave quando os vários agentes noticiosos publicitam que esta falta de combustível não é inédita, pois já ocorreu no passado, contribuindo assim para que sobretudo os picarotos sintam que os seus azares tendem a não ter soluções definitivas, mas sim remendos temporários, os quais acabam por ser ainda mais onerosos para todos nós. Ressalvando que de certeza que o desejo de todas as partes envolvidas é que este tipo de ocorrências não volte a ter lugar, há que analisar cuidadosamente se existia algo que poderia ter sido feito para que este desfecho fosse evitado. Em suma, todos os azares são também oportunidades para melhorar procedimentos, por isso faço votos para que este infeliz acontecimento leve a que no futuro o Pico se torne num excelente exemplo de como este tipo de logística deve funcionar.

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