quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Novo grande empreendimento turístico em vista na ilha montanha porque "Pico é a segunda ilha mais procurada, do ponto de vista turístico, dos Açores"


Encontra-se em consulta pública, até 14 de janeiro de 2021, o Estudo de Impacte Ambiental do 'Empreendimento Turístico Caminho da Barca', um projeto que se encontra atualmente em fase de estudo prévio e que se localiza na freguesia de Santo António, concelho de São Roque do Pico.

Da autoria da empresa Caminho da Barca, Lda. (anteriormente designada Champalimaud Jardim, Investimentos Turísticos Imobiliários, Lda.), o projeto corresponde a um empreendimento turístico do tipo Apartamentos Turísticos de 4 estrelas, com unidades de alojamento de diferentes tipologias (T1, T2, T3 e um Edifício Principal), as quais totalizam 108 camas, integradas num complexo de gestão comum (que inclui ainda piscina e spa), com uma exploração agrícola de vinhas e figueiras [descrição detalhada em anexo].

O local de implantação do futuro empreendimento é "duma paisagem deslumbrante": é possível desfrutar, a sul, de uma vista para a montanha do Pico, e a norte, vista para o mar e para as ilhas de São Jorge (a totalidade da ilha pode ser observada de algumas zonas do terreno do futuro empreendimento turístico) e da parte norte da ilha do Faial, por vezes em simultâneo.

É ainda de salientar que a paisagem em questão se caracteriza por ser uma paisagem típica da vitivinicultura tradicional da ilha do Pico, com estatuto de proteção, sendo Zona Tampão da área classificada como Património Mundial da Humanidade, recentemente reabilitada após décadas de abandono.

No entanto, a principal justificação para a viabilidade económica deste projeto é apresentada da seguinte forma pelo promotor:
A ilha do Pico é a segunda ilha mais procurada, do ponto de vista turístico, dos Açores, havendo, com frequência, voos diretos entre Portugal continental e a ilha do Pico, um fator de elevada contribuição para o incremento de visitantes a esta ilha, contribuindo para a viabilidade económica do presente Projeto.

Assim, não só fica comprovado, mais uma vez, o potencial turístico da ilha montanha, mas também aquilo que todos os picarotos já sabem: o Pico está na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 865 do 'Jornal do Pico', de 4 de dezembro de 2020, e na edição n.º 42.347 do 'Diário dos Açores', de 6 de dezembro de 2020.


Empreendimento Turístico Caminho da Barca

O acesso ao interior do terreno do empreendimento é feito através da Estrada Regional ER1, que liga Santana a Santa Luzia. Os clientes são recebidos na receção, localizada no edifício principal, dispondo na sua proximidade de cerca de 40 lugares de estacionamento destinados a visitantes e hóspedes.

O Edifício Principal marca o começo do empreendimento, tendo uma implantação linear, típica da arquitetura tradicional açoriana. De seguida, encontra-se o assentamento das moradias isoladas do tipo T3 e T2, e distribuídas por duas aldeias do tipo T1.

As tipologias mais pequenas (T1) serão agrupadas em pequenos aldeamentos de apenas quatro moradias, com uma piscina, tipo cisterna, para convívio comum dos utilizadores. Algumas destas moradias terão a possibilidade de desfrutar de um mezanino estendendo a sua capacidade de dormidas em mais duas pessoas. Estarão localizadas nas zonas de arvoredo e serão acessíveis através de percursos de bagacina entre os currais de vinha existentes.

As tipologias T2 fazem parte do conjunto de moradias isoladas distribuídas pelas parcelas. Tal como nas aldeias, a entrada é feita pelo lado sul, onde se acede à cozinha com sala de jantar através de meios pisos, cujas altimetrias variam consoante o local onde a moradia está implantada. A cozinha encontra-se aberta em open space para a sala de estar com acesso ao terraço. Da sala, surge o corredor de distribuição para a instalação sanitária comum, um quarto e uma suite com mezanino. Todas as divisões interiores apresentam vãos a norte, onde se pode contemplar uma vista desimpedida para o oceano.

As tipologias maiores (T3), seguem a mesma distribuição das T2, havendo uma ampliação modular dentro da volumetria linear, onde surge o terceiro quarto que as completa. Mantém-se a distribuição em meios pisos e zonas comuns em open space, bem como a instalação sanitária comum no corredor de acesso a um quarto e duas suites, sendo que apenas a última, nesta tipologia, apresenta mezanino.

O empreendimento ainda desfrutará de uma piscina e spa. A sua localização resulta da relação direta com a água, permitindo a sua contemplação enquanto se usufrui das áreas lúdicas do empreendimento.

O empreendimento terá uma capacidade de 30 unidades de alojamento, com um total de 108 camas fixas: 20 moradias dispersas no terreno (4+4 T1, 8 T2 e 4 T3) e 10 quartos incorporados no edifício principal.






1 comentário:

  1. Architects and planners need to learn the simple fact that unless they build PICTURESQUE, they have negative impact and drag a place down.

    Just look at the horror of the Madalena maritime terminal and the Lajes school. Now even the view over the Canal from the casa da Montanha has a great big ugly rectangular car park dumped right in front of it!

    The essence of "picturseque" is irregular shapes.

    Regular shapes look "tidy" but on a large scale are just a boring, obviously artificial, bricks with no interesting features which do not blend into an irregular landscape. The best houses are those that you don't see.



    Sharp rectangles and regular shapes are for lazy designers only capable of using computer programs and people with no imagination. Go to a city and you enter a world almost completely made of them. Those are the places people want to get away from when they come to Pico!
    Pico IS irregular shapes, don't infest it with even more square block garbage. Get some real Architects that are actually capable of creating Picturesque. *THAT* is what attracts Tourists!

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