terça-feira, 17 de julho de 2018

Pico agradece ao eng. Paulo Menezes


Numa altura em que se procede à substituição do presidente do Grupo SATA, é chegada a hora de um pequeno balanço e do enaltecer de inúmeros aspetos positivos durante o mandato do Eng. Paulo Menezes na Presidência do Grupo SATA. É certo que este grupo empresarial, estratégico e essencial para a nossa região padece de muitos problemas, mas a ilha do Pico deve muito à coragem do Eng. Paulo Menezes na melhoria substancial das ligações aéreas inter-ilhas e com Lisboa, apesar dos constrangimentos que ocorreram nos últimos anos.

Até à entrada da SATA/Azores Airlines na rota Lisboa-Pico-Lisboa em 2015 (após a liberalização das gateways de Ponta Delgada e Terceira e a saída da TAP do Pico e Horta), o Pico tinha 2 voos semanais com Lisboa circulares (via Terceira) durante quase todo o ano. Atualmente, o Pico tem 2 voos semanais diretos com Lisboa durante todo o ano, que passam a 3 voos em abril, maio, setembro e outubro e 4 voos no “pico” da época alta (junho a agosto). A eliminação da escala na Terceira nos voos entre Lisboa e o Pico resultou numa clara e óbvia diminuição dos passageiros em trânsito, traduzindo-se no aumento do número de lugares e correspondente ocupação dos passageiros com destino à/origem na ilha montanha.

Também nos voos inter-ilhas o Pico teve um importante reforço, passando, em 2015, de 2 voos diretos com Ponta Delgada no Inverno IATA para 4 voos diretos. De Verão o número de voos subiu de 7 para 10 semanais com Ponta Delgada em abril, maio e outubro, enquanto de junho a setembro o número passou de 10 para 16 voos semanais. Também entre o Pico e a Terceira foram aumentadas as frequências de 7 para 11 voos semanais de junho a setembro.

As apostas mencionadas não foram caprichos, corresponderam ao aumento da procura interna e turística pela ilha do Pico em particular e pelo Triângulo dos Açores (Pico - São Jorge - Faial), um produto (um bilhete, 3 ilhas) cada vez mais atrativo no contexto do Turismo dos Açores. Os números (SREA) não enganam.


A presidência do Eng. Paulo Menezes à frente do Grupo SATA corresponde, então, a um periodo de grande crescimento do Aeroporto do Pico, quer no número de voos e passageiros movimentados, quer nas próprias infraestruturas, destacando-se a intervenção em curso de "Grooving" da pista, que permitirá uma melhoria bastante significativa na operação das aeronaves A320 em dias de chuva.

Em 2018 e até à data, os números têm sido bastante positivos, com a continuidade da tendência de crescimento. Como exemplo concreto, a 16 de Junho de 2018 terminou uma semana recorde para o Aeroporto do Pico, com o movimento de 31 voos inter-ilhas, incluíndo vários voos extra/reforço. Poucos dias depois (a 22 de Junho) a SATA anunciava, mais uma vez, um reforço de voos inter-ilhas para o Pico, o maior reforço no contexto regional para o “pico” do Verão. A procura pela rota do Pico tem sido de tal maneira elevada que os voos extra de 9, 11, 14, 15, 17, 18, 20, 22 e 25 julho no sentido Ponta Delgada-Pico encheram, perspectivando-se um Verão (aliás um ano) recorde para o Aeroporto do Pico, que pelo terceiro ano consecutivo irá ultrapassar os 100 mil passageiros movimentados no seu aeroporto, tudo em voos do grupo SATA e sob a presidência do Eng. Paulo Menezes.

Fonte: Grupo Aeroporto do Pico (Facebook)

A Sociedade Picoense (e pensamos que a região em geral) esperam que o próximo presidente do Grupo SATA tenha abertura, à semelhança do Eng. Paulo Menezes, e promova o diálogo com as forças vivas locais, bem como compreenda rapidamente as dinâmicas específicas do Triângulo dos Açores e, sobretudo, a complementariedade entre os seus aeroportos. Dificilmente se poderá livrar de pressões exteriores (políticas e não-políticas) e terá um trabalho certamente complicado dada a situação do Grupo SATA em todos os domínios.

Os próximos passos nesta história de sucesso do Pico e do seu Aeroporto pertencem ao Grupo SATA, que tem muito a melhorar, não apenas na resposta à procura de voos, mas também no serviço ao cliente, na pontualidade, na relação com os seus trabalhadores e parceiros sociais. Não é pelo Pico que o Grupo SATA se encontra na situação difícil em que está; aliás, o Pico é certamente um dos pilares para dar a volta à situação, oferecendo uma montanha de oportunidades para o Grupo SATA.

Ao Governo dos Açores, principal (e até à data único) acionista do Grupo SATA, cabe uma fatia superior de responsabilidade quanto ao futuro do maior aeroporto gerido totalmente pela região — o Aeroporto do Pico não pode continuar orfão de uma pista curta que tantos dissabores traz aos seus utilizadores e tantas dores de cabeça (logísticas e operacionais) traz à própria SATA, tendo também afastado a promissora operação charter da TUI em 2016 (voos diretos Amesterdão/Pico). É também necessário dar os passos necessários para a operação nocturna de aeronaves tipo A320 no Aeroporto do Pico. Com o ILS certificado (a funcionar ele está...) está dado mais um passo decisivo nesse sentido se subir o Aeroporto do Pico de categoria, de modo a possibilitar operações pós pôr-do-sol (sobretudo no inverno) e evitar desdobramentos pela noite dentro em Dash Q400 a partir de Ponta Delgada, como já aconteceu por diversas vezes. O próprio Eng. Paulo Menezes admitiu logo no início do seu mandato (sem se comprometer com um prazo) certificar os pilotos da Azores Airlines para manobrar no aeroporto do Pico após o pôr-do-sol. Esperemos que o novo Conselho de Administração prossiga com esses esforços.

Haja coragem política para colocar em prática este investimento reprodutor e mais do que justificado (mesmo em termos de custo final de obra): a ampliação da pista do Aeroporto do Pico para operação de aeronaves A320/B737 (as mais populares do planeta) sem limitações de payload, abringo novos horizontes para o Pico e para o Triângulo dos Açores.

Mais uma vez, a ilha do Pico deve muito à coragem do Eng. Paulo Menezes na melhoria substancial do transporte aéreo envolvendo a ilha montanha, sendo que este decisor percebeu que o Pico cresce e está na moda, e por isso é-lhe devida esta palavra de agradecimento: obrigado!

Bruno Rodrigues
Ivo Sousa
Luís Ferreira

Haja saúde!

Post scriptum: Este texto foi igualmente publicado na edição n.º 41.619 do 'Diário dos Açores', de 16 de julho de 2018.

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