quarta-feira, 23 de março de 2016

Regulamento de acesso à montanha do Pico

A montanha da ilha do Pico reúne uma série de curiosidades, destacando-se as seguintes:
Não só por estas razões, mas sobretudo pelas paisagens de tirar a respiração, a subida ao cimo da montanha do Pico tem tido uma crescente procura nos últimos anos, tendo sido registado, em 2016, um valor recorde de 12.317 pessoas que escalaram esta montanha, bem como foi atingido um recorde de 384 subidas num só dia em agosto de 2017.

O mais recente Regulamento de acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico (publicado na portaria n.º 29/2016, de 22 de março, e que entrou em vigor a 1 de maio de 2016) veio estabelecer as regras e taxas para todos aqueles que pretendem alcançar o ponto mais alto de Portugal. De seguida apresenta-se um resumo destas regras.

A subida tem início na Casa da Montanha, ponto de paragem obrigatório situado a cerca de 1.200 metros de altitude, sendo neste local disponibilizado informação sobre a geologia, biologia, história e clima da montanha do Pico, quer em painéis informativos, quer em formato de vídeo que pode ser visualizado no auditório. Adicionalmente, é na Casa da Montanha que é efetuado o registo e controlo das subidas, também como forma de garantir que a capacidade de carga máxima da montanha não é ultrapassada (pode ser necessário esperar algumas horas até ser permitida a subida quando se atinge a capacidade de carga máxima da montanha). Contudo, pode-se agendar, reservar e garantir previamente a subida ao ponto mais alto de Portugal através do seguinte link:
http://servicos-sraa.azores.gov.pt/gamp/


Existem três variantes na escalada da montanha do Pico, cada uma apresentando diferentes taxas:
  • Subida à Furna Abrigo (percurso mais pequeno, adequado aos visitantes que não pretendam ou não tenham condições de subir até ao cimo, possibilitando assim uma experiência na montanha) - taxa de 2,00 € por cada visitante (gratuito para os portadores do cartão "Amigo dos Parques");
  • Subida à cratera da montanha - taxa de 10,00 € por cada visitante que efetue a escalada de forma autónoma ou de 5,00 € caso seja acompanhado de um guia credenciado (os portadores do cartão "Amigo dos Parques" têm um desconto de 50%);
  • Subida ao Piquinho (implica subida à cratera e respetivas taxas, bem como apresenta a dificuldade mais elevada) - taxa extra de 2,00 € somente para os visitantes que estejam a fazer a escalada de forma autónoma.

Aos visitantes será fornecido equipamento de rastreio e prestada informação sobre o regulamento, as condições e duração média do percurso, as regras de comportamento e de segurança, a previsão meteorológica, e os termos e condições das operações de resgate.

O acesso à montanha é interdito a todos os visitantes que não possuam o equipamento adequado para efetuar o percurso.

Adicionalmente, é vedado o acesso a visitantes que se façam acompanhar de criança de colo, a visitantes que apresentem anomalia psíquica, ou sintomas de embriaguez ou de estarem sob o efeito de substâncias psicotrópicas.

Os visitantes com idade inferior a 16 anos devem ser acompanhados por titular do poder paternal ou de indivíduo maior de idade, devidamente autorizado por declaração escrita daquele.

Caso seja acionada uma operação de resgate, o custo da mesma poderá ser imputado ou ao visitante que efetue a escalada de forma autónoma ou ao guia credenciado, caso haja incumprimento do regulamento, incluindo o desrespeito pelas normas de segurança aplicáveis ao montanhismo e pelas normas de conduta na montanha do Pico, ou caso o resgate tenha sido solicitado sem justificação.

Para mais informações contacte a Casa da Montanha:
Horário de funcionamento:
  • De 1 de junho e 30 de setembro — todos os dias durante 24h;
  • De 1 a 31 de maio e de 1 a 15 de outubro — ininterruptamente das 8h de sexta-feira às 20h de domingo e nos restantes dias das 8h às 20h;
  • De 16 de outubro a 30 de abril — todos os dias das 8h às 18h.

Haja saúde!

[Post relacionado: Subida à montanha mais alta de Portugal]


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