Blog sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Parlamento dos Açores aprova criação do Instituto da Vinha e do Vinho
O parlamento dos Açores aprovou neste período legislativo de fevereiro de 2022, por unanimidade, a criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA), apresentada pelo Governo tendo em vista a “moderna e ajustada estruturação” do setor.
Na reunião plenária da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), que está a decorrer na cidade da Horta, ilha do Faial, o secretário regional da Agricultura, António Ventura, esclareceu que o instituto público regional pretende ser uma “iniciativa estruturante na definição e planeamento” da vitivinicultura no arquipélago, com três Regiões Demarcadas (Pico, Graciosa e Biscoitos).
António Ventura explicou estar em causa uma “alteração jurídica para operacionalização de políticas para o setor”, ao mesmo tempo que racionaliza os meios, “eliminando algumas duplicações”.
O governante destacou que este é um “setor prestigiantes para os Açores, quer como produto, quer como destino turístico”.
“Já não é possível não haver IVVA”, frisou, explicando que o Laboratório de Enologia vai ser integrado na nova estrutura.
De acordo com o secretário, o vinho é uma “nova fileira” que pode ajudar a tirar os Açores das dificuldades em que se encontram ao nível do “despovoamento e falta de fixação de jovens”.
“Seremos, com o IVVA, uma referência internacional porque temos dos melhores vinhos do mundo produzidos nos Açores”, vincou.
O deputado Marco Costa, do PSD, saudou a aposta do Governo na vitivinicultura e a instalação do IVVA na ilha do Pico.
“Não restam dúvidas de que todas as ilhas contam. Ficará instalado na ilha do Pico e estará ao serviço de todos os viticultores”, afirmou, referindo que o IVVA vai concentrar serviços até agora “distribuídos por, pelo menos, quatro organismos regionais”.
Gustavo Alves, do PPM, elogiou o novo instituto “para congregar uma série de elementos e elevar o setor a um novo patamar”.
Mário Tomé, deputado do PS, considerou estar em causa um “momento muito importante para o setor vitivinícola dos Açores”, lembrando o “longo caminho que foi necessário percorrer e se iniciou com o anterior Governo Regional [socialista]”.
O deputado único do Chega, José Pacheco, defendeu a necessidade de “aposta nos produtos regionais, pela qualidade”.
“Temos de apostar na promoção. Fazer um trabalho mais bem feito em prol do setor do vinho e combater as linhas brancas”, disse.
Nuno Barata, da Iniciativa Liberal (IL), considerou que o setor “não deixa ainda de ser incipiente no contexto agrorrural açoriano”, embora tenha conquistado “relevo e notoriedade nos últimos anos”.
“Não é do espírito da IL a criação de mais institutos públicos, ainda mais sendo um setor tão incipiente. Mas não queremos ser desmancha prazeres, aprovaremos na generalidade, e apresentamos propostas de alteração”, explicou.
Para Rui Martins, do CDS-PP, o instituto “irá certamente trazer muita qualidade à produção de vinho e bebidas espirituosas”, permitindo ainda “clarificar uma certa confusão nos procedimentos”.
António Lima, do BE, considerou esclarecidas as dúvidas relativamente a uma eventual duplicação de estruturas.
Carlos Furtado, deputado independente, defendeu que o IVVA se “deve limitar a funções mínimas”, pois “não deve o Estado estar onde não deve”.
[Fonte: LUSA]
Nota final para o facto de a criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores representar igualmente um momento histórico: pela primeira vez não só a ilha montanha terá a sede de um instituto da Administração Pública Regional, mas também este instituto será o único que estará localizado fora das ilhas onde se situavam as antigas capitais de distrito (São Miguel, Terceira e Faial). Por outras palavras, a ilha do Pico passará, assim, a ser um centro de decisão regional, neste caso no âmbito da vitivinicultura, o que também contribui para um desenvolvimento mais harmonioso dos Açores.
Haja saúde!
Post scriptum: Decreto Legislativo Regional n.º 6/2022/A de 22 de março de 2022 — Cria o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, IPRA [versão consolidada].
Post post scriptum: Decreto Legislativo Regional n.º 5/2025/A de 20 de janeiro de 2025 — Primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 6/2022/A, de 22 de março, que cria o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, IPRA.
Post post post scriptum: Decreto Regulamentar Regional n.º 11/2025/A de 12 de março de 2025 — (...) aprova os Estatutos do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, IPRA, bem como o respetivo quadro de pessoal dirigente e de chefia.
Post post post post scriptum: Cláudio Lopes é o primeiro Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores | Nomeação do Conselho Diretivo do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Nascer do sol sem palavras [no topo de Portugal]
Um dos mais espetaculares espetáculos da natureza que se pode observar em Portugal é o nascer do sol no topo da montanha da ilha do Pico, ou seja, no ponto mais alto do país.
Graças à Friends House 'Up2Pico', é possível viver um pouco dessa experiência através do vídeo anexo; contudo, não há nenhum registou audiovisual nem outro que supera a sensação de observar este fenómeno in loco, pois ele deixa qualquer um sem palavras!
Haja saúde!
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Não haverá zonas balneares do Pico com Bandeira Azul em 2022
Ao contrário do que tem sido habitual ao longo dos últimos anos, onde zonas balneares da ilha montanha têm sido galardoadas com Bandeira Azul — nomeadamente a Piscina do Cais e a Furna de Santo António, ambas em São Roque do Pico — em 2022 não se repetirá essa distinção nesta ilha.
Mais concretamente, das 42 candidaturas açorianas de zonas balneares à Bandeira Azul, nenhuma engloba as ilhas do Pico, São Jorge, Flores ou Corvo. No caso particular da ilha montanha, o abandono das candidaturas das zonas balneares supramencionadas deve-se à falta de nadadores-salvadores.
Esta é uma situação que, à primeira vista, poderá não ter grande impacto junto da comunidade local, pois a mesma sabe da qualidade das suas zonas balneares — não por acaso, a Piscina do Cais integra uma lista nacional das melhores piscinas naturais de Portugal.
Contudo, a ausência de zonas balneares da ilha montanha com Bandeira Azul em 2022 significa que o Pico ficará igualmente ausente de inúmeros guias de verão que indicam onde se podem tomar belos banhos no mar, o que demonstra que não basta ter qualidade, é preciso dá-la a conhecer!
Haja saúde!
Post scriptum: Afinal, Pico terá uma Bandeira Azul em 2022 [mas na categoria "Portos de Recreio e Marinas"].
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Ilha montanha deverá receber 14 escalas de navios cruzeiros em 2022
Segundo o blog 'Azores Cruise Club', todas as ilhas açorianas irão receber em 2022 escalas de operadoras que possuem navios de expedição e de cruzeiros temáticos e que neste arquipélago encontram um conjunto de ilhas capazes de despertar o maior interesse e curiosidade junto de um segmento de alto poder económico e que, regra geral, prefere este tipo de cruzeiros.
No caso do Pico, estão previstas as seguintes 14 escalas:
- Março
- 22 — VASCO DA GAMA
- 22 — HAMBURG
- 28 — HAMBURG
- Abril
- 03 — VASCO DA GAMA
- 06 — LE CHAMPLAIN
- 16 — WORLD EXPLORER
- 24 — WORLD EXPLORER
- 27 — HANSEATIC SPIRIT
- Maio
- 02 — WORLD EXPLORER
- 02 — EUROPA
- 08 — HANSEATIC SPIRIT
- 16 — VASCO DA GAMA
- 21 — HANSEATIC SPIRIT
- Setembro
- 28 — HANSEATIC SPIRIT
De salientar que em alguns dias haverá escalas duplas na ilha montanha, ou seja, serão verdadeiros "dias de Sãos Vapores"!
Haja saúde!
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domingo, 6 de fevereiro de 2022
A insensibilidade de um sindicato
Como é publicamente sabido, desde o dia 1 de dezembro de 2021 que está em vigor uma greve dos trabalhadores da Atlânticoline, a qual tem afetado as ligações marítimas entre Faial, Pico e São Jorge. Em particular, o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitários e Pesca (SIMAMEVIP) apresentou até ao momento três avisos prévios de greve respeitantes à totalidade dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, respetivamente.
Ressalvando que o direito à greve é algo inalienável e que nunca pode ser posto em causa, há no entanto um pormenor sobre esta greve que se tornou público, graças a uma resposta do Governo Regional a um requerimento relacionado, e que merece ser destacado.
Em concreto, no dia 15 de novembro de 2021, o SIMAMEVIP informou a Atlânticoline que entregou um aviso prévio de greve, sob a forma de paralisação total ao trabalho (entre as 00h00 do dia 01 de dezembro de 2021 e as 24h00 do dia 31 de dezembro de 2021), tendo igualmente o sindicato comunicado que apenas estava disponível para assegurar os serviços mínimos necessários para garantir a segurança das embarcações e instalações, bem como a realização de operações de transporte determinadas por situações de emergência.
Por outras palavras, este sindicato esqueceu-se que não existe forma de conexão e mobilidade alternativa direta entre as ilhas de São Jorge, do Pico e do Faial, bem como a necessidade de assegurar o número mínimo diário de ligações que permitam garantir a satisfação das necessidades sociais de mobilidade impreteríveis, por motivos de saúde e laborais.
Este poderia ter sido um lapso, mas não foi: na reunião subsequente de tentativa de conciliação da fixação dos serviços mínimos, o SIMAMEVIP foi inflexível, tendo o Tribunal Arbitral entrado em ação e fixado os serviços mínimos de acordo com o proposto pela Atlânticoline: a primeira e a última viagem do dia na Linha Azul, e uma viagem no período da manhã, todos os dias, na Linha Verde.
No dia 15 de dezembro de 2021, o sindicato apresentou um novo aviso prévio de greve, para entre os dias 1 e 31 de janeiro de 2022, refutando novamente a necessidade de assegurar viagens de transporte de passageiros, ao abrigo de serviços mínimos. Adicionalmente, na reunião subsequente de tentativa de conciliação da fixação dos serviços mínimos, o sindicato recusou novamente a prestação de serviços mínimos nos termos das decisões anteriores do Tribunal Arbitral, havendo necessidade de solicitar novamente que o Tribunal Arbitral se pronunciasse e impusesse às partes o cumprimento dos mesmos serviços mínimos.
Como não há duas sem três, no 13 de janeiro de 2022, o SIMAMEVIP voltou a emitir novo aviso prévio de greve, para os dias 1 a 28 de fevereiro de 2022, tendo novamente recusado a prestação de serviços mínimos de transportes de passageiros, em qualquer circunstância, só prevendo serviços mínimos para viagens para situações de emergência (urgência hospitalar, naufrágio, intempérie ou outra situação de força maior). Todavia, desta vez, na reunião subsequente de tentativa de conciliação da fixação dos serviços mínimos, o sindicato acabou por aceitar os termos dos anteriores acórdãos do Tribunal Arbitral para a prestação dos serviços mínimos.
Façamos agora uma análise de toda esta situação. Em primeiro lugar, uma greve em transportes públicos pode (e até é normal) perturbar o dia a dia dos respetivos passageiros, mas nunca deve impedir que estes possam chegar ao seu local de trabalho ou, ainda mais importante do que isso, que as pessoas sejam privados de aceder a cuidados de saúde. A título de exemplo, se o Metro de Lisboa estiver em greve total, sem qualquer serviço mínimo, um qualquer passageiro tem à sua disposição alternativas na capital portuguesa como os autocarros, os táxis, os TVDE e, nalguns casos, a própria viatura — claro que pode incorrer em custos extra, mas as alternativas estão lá. No caso de um paciente do Pico que tenha de se deslocar ao Hospital da Horta para uma consulta, exame ou tratamento agendado há meses, caso estivesse em vigor os serviços mínimos que foram propostos sucessivamente pelo SIMAMEVIP (isto é, só haveria barco em casos de emergência), esse paciente não teria nem autocarro, nem táxi, nem TVDE, nem mesmo poderia usar a própria viatura para chegar ao hospital!
Por outro lado, poder-se-ia dizer que este sindicato eventualmente consideraria que morar na ilha montanha e ter de ir ao Hospital de Horta para, por exemplo, um tratamento regular contra uma neoplasia seria um caso de força maior; todavia, se assim fosse, então o SIMAMEVIP teria certamente proposto algum tipo de viagens regulares nos serviços mínimos, o que nunca ocorreu.
Dito de outra forma, este sindicato ou não conhece de todo a realidade do transporte marítimo do Triângulo, o que se estranha, ou então ignorou por completo muitos passageiros (quiçá a maioria mesmo) que garantem indiretamente o sustento dos trabalhadores associados.
Contudo, e por falar em trabalhadores, estes merecem uma palavra de apreço: segundo os dados apresentados pelo Governo Regional, até ao momento, do universo de trabalhadores da empresa, 26 fizeram greve em algum momento, o que corresponde a 25% do total de trabalhadores, sendo que a Atlânticoline tem 34 trabalhadores sindicalizados no SIMAMEVIP. Põe-se então a seguinte questão: porque é que existe esta relativamente baixa adesão por parte dos trabalhadores? Talvez seja porque são eles que diariamente têm como companhia nas viagens marítimas quem mora numa ilha do canal Pico/Faial e trabalha na outra, bem como observam todos os dias dezenas e dezenas de pessoas, às vezes centenas, que só ali estão na embarcação por causa de uma ida ao hospital. Por outras palavras, os trabalhadores sabem que o serviço que prestam é deveras essencial, sobretudo às gentes da ilha montanha, que o consideram mesmo como o primeiro momento imprescindível de uma qualquer ida ao seu hospital de referência — e se num hospital tem de haver serviços mínimos adequados aquando de uma greve, na Atlânticoline não poderia ser de outra forma!
Em suma, a greve atualmente em vigor já cancelou cerca de 17% das viagens, um número que felizmente não chegou nem poderia chegar a 100% graças à intervenção do Tribunal Arbitral; 100% só mesmo o nível de insensibilidade deste sindicato, ao nunca ter proposto serviços mínimos condignos nos seus avisos prévios de greve.
Haja saúde!
Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 42.670 do 'Diário dos Açores', de 8 de fevereiro de 2022.
Post post scriptum: Esta greve apenas terminou em 14 de março de 2022.
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sábado, 5 de fevereiro de 2022
Vista aérea da Manhenha [vídeo]
Apresenta-se, em anexo, um vídeo da autoria de António Faria, datado de fevereiro de 2022, o qual mostra imagens aéreas da Manhenha, uma zona que integra a chamada "Ponta da ilha" (extremo leste) e que pertence à freguesia da Piedade, concelho das Lajes do Pico.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Um picaroto entre atuns
Paulo Afonso, picaroto natural de Santo Amaro, tem habituado amigos e seguidores aos vídeos gravados entre cardumes no mar, nos quais é o protagonista; um magnífico exemplo é o vídeo apresentado em anexo, onde atuns formam como que um vórtex centrado neste recordista mundial em caça submarina.
Haja saúde!
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Poeiras do Saara chegam ao Pico
Por estes dias o céu sobre a ilha montanha ficou com tons castanhos e, em alguns casos, houve poeiras a cobrir ruas, carros e casas; este não é um fenómeno inédito e deve-se à invasão de poeiras do deserto Saara nos Açores, as quais devem desaparecer em breve.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Vista aérea de São Caetano [vídeo]
Apresenta-se, em anexo, um vídeo da autoria de António Faria, datado de janeiro de 2022, o qual mostra imagens aéreas da freguesia de São Caetano, concelho da Madalena.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Escala de navios de mercadorias no Porto do Cais do Pico — fevereiro 2022
A Transinsular publicou no seu site a escala para o mês de fevereiro de 2022 dos navios de carga que efetuam a ligação Continente - Açores (clique na tabela seguinte para conhecer esta escala).
Os navios e as datas em que os mesmos vão visitar o Porto do Cais do Pico, na vila de São Roque do Pico, encontram-se indicados na tabela seguinte (clicando no nome do navio abre uma nova janela com a localização atual do mesmo).
| Dia | Navio |
|---|---|
| 03 de fevereiro (quinta-feira) | Corvo |
| 10 de fevereiro (quinta-feira) | Ponta do Sol |
| 17 de fevereiro (quinta-feira) | Corvo |
| 24 de fevereiro (quinta-feira) | Furnas |
Movimento portuário - Porto do Cais do Pico:
Todas estas informações encontram-se igualmente disponíveis no separador "Barcos" deste blog.
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