segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Manuel Francisco de Serpa: cinco décadas de festa e vida nas entrelinhas de uma pauta

Intitulado “Manuel Francisco de Serpa: cinco décadas de festa e vida nas entrelinhas de uma pauta”, este estudo parte de uma homenagem pessoal, da autora ao seu irmão, mas não evita tornar-se uma referência que define uma geração. De facto, o percurso da biografia de Manuel Francisco de Serpa — português, açoriano, picoense e prainhense — acompanha 50 anos da vida deste músico (1968-2018), mas Ana Isabel Serpa pincela os traços biográficos com indicadores geracionais de cinco décadas em plena transformação, que são ilustradas em três momentos específicos da vida do presente homenageado.
Assim se construíram 50 anos de vida artística. São décadas de dedicação, milhares de horas em prol de um ofício tão simples e tão complexo e tudo de forma tão profissional, apesar de tecnicamente classificado como amador. Amador, sim, mas entendido como aquele que ama a música e que sempre aspira à perfeição da sia composição e execução. Assim, descobrimos, talvez, um novo tipo de picoense: tal como os baleeiros, que largavam os campos para se lançarem aos cachalotes, Manuel Francisco de Serpa é o protótipo do picoense agromúsico, o que salta dos campos para as colcheias, tornado-se jardineiro de flores e de melodias cultivadas nas entrelinhas da pauta de uma vida plena.

Estes são excertos extraídos do prefácio (da autoria de Susana Goulart Costa) do livro lançado no passado dia 13 de outubro de 2018, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Roque do Pico, e que homenageia Manuel Francisco de Serpa e os seus 50 anos dedicados à música: desde aprendiz a regente, passando até pelo cargo de presidente, este "Mestre" deixa um legado inconfundível por onde passou e com quem conviveu, sobretudo nas filarmónicas Sociedade Recreio União Prainhense e Sociedade Filarmónica Liberdade do Cais do Pico.

Por fim, uma nota pessoal: Manuel Francisco de Serpa foi professor da Escola de Música e maestro da Filarmónica Liberdade do Cais do Pico durante quase 25 anos; nesta instituição, foi ele quem me ensinou a tocar clarinete e quem me ensaiou durante mais de 23 anos, até se retirar; foram inúmeras as histórias que partilhámos e os ensinamentos que aprendi com ele, muitos dos quais recorro frequentemente; por tudo isso, quero agradecer-lhe publicamente: Obrigado, "Mestre"!

Haja saúde!

[Notícia relacionada: Mais do que Maestro, Mestre: Lançamento do livro em homenagem a Manuel Francisco de Serpa]




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