sábado, 20 de outubro de 2018

Lancha "Espalamaca" está mais próxima do mar


Em breve a "Espalamaca" deverá voltar a ter motores. O objetivo da Associação Amigos do Canal é que a lancha volte a navegar já este verão.

Esta semana, foi dado mais um passo para que a histórica lancha "Espalamaca" volte a navegar. Os motores do salva-vidas cedido pela Marinha à Região foram retirados na terça-feira e estão à espera da construção dos tanques para que sejam colocados na lancha, segundo revelou ao Diário Insular o presidente da Associação Amigos do Canal, Manuel Tomás. “Os motores foram colocados numa oficina para serem revistos, porque não podem ir de imediato para a "Espalamaca". Antes, têm de ser colocados os tanques de combustível e de água”, adiantou, acrescentando que, segundo os técnicos, os motores “estão boas condições”.

Os tanques já começaram a ser construídos, mas só deverão estar concluídos dentro de um mês. Também as hélices foram enviadas para Lisboa para serem afinadas e a associação aguarda agora por um orçamento para saber quanto custará a restante operação.

No verão do ano passado, a Marinha cedeu à Região o salva-vidas “Sota-patrão António Crista”, que seria abatido e que teria dois motores que poderiam ser aproveitados pela "Espalamaca" [link para mais informações]. Só agora, no entanto, a Associação Amigos do Canal conseguiu angariar verbas para avançar com a transferência dos motores, graças a donativos anónimos.

O objetivo da associação é que a lancha regresse ao mar no próximo verão, mas para que isso seja possível precisa de angariar mais fundos. Segundo Manuel Tomás, para que o processo continue a avançar é também “indispensável” que a "Espalamaca" seja classificada como Património Marítimo Regional, porque disso depende a aquisição de equipamentos e as licenças, por exemplo. “Temos expectativas de que a nova diretora regional da Cultura resolva este assunto mais depressa”, frisou, alegando que a associação já aguarda pela classificação desde janeiro. O que se pretende não é que a lancha volte a navegar para transporte regular de passageiros, mas que tenha uma atividade turístico-cultural.

Inicialmente, estava previsto que a "Espalamaca" fosse recuperada apenas para “fins museológicos e expositivos”, mas várias vozes se levantaram contra a colocação da lancha em terra, incluindo o mestre responsável pela restauração, João Alberto Neves, que alertou para a possibilidade de ela se degradar no espaço de dois anos.

[Fonte: Diário Insular | em anexo vídeo e imagens do processo de retirada dos motores do salva-vidas “Sota-patrão António Crista”]

Recorde-se que a "Espalamaca" encontra-se a ser restaurada nos estaleiros navais de Santo Amaro, ilha do Pico [link para fotos] — vale a pena relembrar que, durante muitos anos, grande parte das ligações marítimas entre as três ilhas do "Triângulo" (Pico, Faial e São Jorge) foram efetuadas pela "Espalamaca", uma embarcação construída em madeira, com 17 metros de comprimento e quatro de largura, e que tinha capacidade para transportar cerca de uma centena de passageiros (com bom tempo), com uma tripulação de apenas quatro homens.

Haja saúde!

Post scriptum: Governo Regional avança com classificação da lancha "Espalamaca"


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