quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Petição pública pelo aumento das condições de operacionalidade do Aeroporto da ilha do Pico


Acaba de ser lançada uma petição pública pelo aumento das condições de operacionalidade do Aeroporto da ilha do Pico, cujo conteúdo se anexa na íntegra a este post.

Esta iniciativa é dirigida aos órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores (Assembleia Legislativa Regional dos Açores e Governo dos Açores), sendo que os autores e primeiros subscritores desta petição pública irão fazer chegar a mesma aos destinatários em tempo oportuno.

Visto que a união faz a força, convidamos todos aqueles que concordam com esta petição em assinar a mesma em:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=melhor-aeroportopico
[nota: com o intuito de esta petição ser futuramente discutida em sede parlamentar regional, é necessário indicar o nome completo e a identificação — BI ou Cartão de Cidadão].

Adicionalmente, quem quiser pode contribuir na angariação de assinaturas em papel (que apenas serve para complementar a versão online, de forma a permitir que as pessoas que têm menor facilidade de acesso à internet também possam assinar). Para isso basta seguir as instruções disponíveis em:
http://www.caisdopico.pt/2016/09/versao-em-papel-da-peticao-publica-pelo.html

Haja saúde!

[Ecos desta petição na comunicação social: Diário Insular (8 de setembro; 14 de setembro), Ilha Maior (9 de setembro), Rádio Pico (9 de setembro), Correio dos Açores (9 de setembro), Jornal do Pico (11 de novembro), RDP/Açores (21 de novembro).]

["Última chamada" para aderir a esta petição]




Pelo aumento das condições de operacionalidade do Aeroporto da ilha do Pico

Para: Órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores

Exmos. Presidentes da Assembleia Legislativa Regional dos Açores e do Governo Regional dos Açores,

Ao longo dos seus 34 anos de existência, o Aeroporto da ilha do Pico tem desempenhado um papel cada vez mais importante no contexto socioeconómico da ilha montanha. Segundo os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores, o crescimento neste aeroporto em termos de passageiros movimentados tem sido progressivo, tendo inclusivamente registado nos últimos meses o maior crescimento percentual de toda a Região. Por outro lado, e fruto dos investimentos públicos realizados na década passada, atualmente é possível efetuar ligações aéreas diretas entre a ilha do Pico e o Continente, sendo que o número total anual de viagens na rota Lisboa/Pico/Lisboa tem vindo a aumentar a cada ano que passa. Adicionalmente, o verão do ano de 2016 ficará para sempre na história do Aeroporto da ilha do Pico devido ao facto de este ter recebido uma operação aérea regular com origem no estrangeiro, mais concretamente voos diretos desde Amesterdão.

Contudo, e apesar dos resultados notáveis mencionados anteriormente, o Aeroporto da ilha do Pico apresenta alguns condicionalismos ao nível da operacionalidade dos aviões, os quais tornam este aeroporto não só menos atrativo, mas também mais propenso a que existam cancelamentos de voos. Por um lado, e devido ao atual comprimento da pista, as aeronaves de médio curso tais como Airbus A320 ou Boeing 737-800 não conseguem descolar com o peso máximo permitido, o que implica o transporte de menos carga e/ou redução no alcance — a título de exemplo, com as condições atuais não é possível efetuar voos diretos Pico/Amesterdão com as aeronaves das famílias Airbus A320 e Boeing 737, aviões estes que são os mais utilizados mundialmente nas operações de médio curso. Por outro lado, existem algumas (mas não tão raras) condições meteorológicas que inviabilizam muitas aterragens, dando origem impreterivelmente a cancelamentos. Mais concretamente, não são só os efeitos induzidos pela montanha da ilha do Pico de ventos fortes e com direção variável que não permitem operações de aeronaves em condições de segurança, mas também a chuva por si só já contribuiu para vários dos cancelamentos verificados neste aeroporto.

Nunca é demais recordar que um qualquer voo cancelado não só causa transtorno aos passageiros e à respetiva companhia aérea (os quais têm que reprogramar toda a sua agenda), como também um cancelamento causa prejuízo à entidade gestora do aeroporto, a qual deixa de receber as taxas aeroportuárias devidas. Assim, é benéfico para todos (passageiros, companhias aéreas e gestão do aeroporto) que se diminua a probabilidade de cancelamentos de voos devido às condições de operacionalidade num aeroporto.

No caso particular do Aeroporto do Pico, saliente-se o seguinte:
a) A grande maioria dos passageiros que utilizam esta infraestrutura aeroportuária são açorianos;
b) Atualmente, todos os voos regulares que servem este aeroporto são efetuados pela SATA, a transportadora aérea açoriana cujo único acionista é o Governo dos Açores, ou seja, a SATA é propriedade de todos os açorianos;
c) De todas as infraestruturas aeroportuárias existentes nos Açores, apenas quatro (Pico, São Jorge, Graciosa e Corvo) são totalmente geridas, exploradas e desenvolvidas pela Região (concretamente através da SATA), sendo que o Aeroporto da ilha do Pico é, de entre estes quatro, aquele com maiores infraestruturas e com maior movimento de passageiros — por outras palavras, o Aeroporto da ilha do Pico é a maior infraestrutura aeroportuária totalmente açoriana.
Com base nos elementos enumerados anteriormente, é fácil deduzir que um qualquer voo cancelado para o Aeroporto da ilha do Pico causa, direta ou indiretamente, um prejuízo a qualquer açoriano! Por outro lado, tirar o máximo proveito desta estrutura aeroportuária é, direta ou indiretamente, benéfico para todos os açorianos!

A engenharia e a tecnologia atual permitem efetuar alguns melhoramentos no Aeroporto da ilha do Pico, nomeadamente aumentar o comprimento da pista e ranhurar a mesma (também conhecido por grooving). Com estes melhoramentos, esta infraestrutura aeroportuária ficaria mais bem preparada para enfrentar algumas condições meteorológicas adversas, bem como seriam aumentadas as condições de operacionalidade para os voos noturnos, consequentemente fazendo baixar o número de voos cancelados. Por outro lado, não só as restrições atualmente existentes para a operação de algumas aeronaves de médio curso seriam suprimidas/atenuadas, como também poderiam no futuro ser efetuados alguns voos de longo curso (por exemplo, para a diáspora açoriana), tornando assim este aeroporto mais atrativo, inclusivamente para companhias aéreas estrangeiras. Mais ainda, devido à sua localização privilegiada praticamente equidistante das ilhas vizinhas do Faial e de São Jorge (note-se que em menos de uma hora e em menos de uma hora e meia, respetivamente, é possível chegar a estas ilhas recorrendo ao transporte marítimo regular), o "Triângulo", em particular, e os Açores, em geral, teriam uma porta de entrada (totalmente gerida, explorada e desenvolvida pela Região) para servir condignamente as ligações aéreas com o exterior, quer para o território nacional, quer para o estrangeiro.

Considerando tudo o que foi mencionado até agora, os cidadãos abaixo assinados solicitam aos órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores que envidem todos os esforços para dotar o Aeroporto da ilha do Pico com mais e melhores condições de operacionalidade, nomeadamente:
1) Que o comprimento da pista seja aumentado, de forma assegurar a operação sem limitações de payload para as aeronaves das famílias Airbus A320 e Boeing 737;
2) Que a pista seja ranhurada (implementação de grooving) em toda a sua extensão, de forma a minorar os efeitos adversos para as aterragens provocados pela chuva que frequentemente cai sobre o território açoriano.

O Aeroporto da ilha do Pico tem mostrado ao longo da sua existência que todo o investimento público nele feito tem dado os seus frutos. Tendo por base este historial, atendendo ao crescimento acentuado de passageiros que se tem registado ultimamente nesta infraestrutura aeroportuária e tendo em conta o previsível aumento dos fluxos turísticos derivado dos investimentos locais nesse sector, é nossa firme convicção que investir no Aeroporto da ilha do Pico para aumentar as suas condições de operacionalidade trará ainda mais benefícios para todos nós açorianos!


1 comentário:

  1. Joao Gabriel,Lemos de Sousa8 de setembro de 2016 às 04:19

    ja deveria de ter sido feito, mas nunca e tarde para os Picoences, os triangolences, Acoreanos, Portugueses, e bom para todos,

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