terça-feira, 31 de maio de 2022

Festas da Madalena 2022


Entre 20 e 24 de julho de 2022 têm lugar as "Festas da Madalena", as maiores festas do concelho homónimo da ilha do Pico.

Para além da festa em honra de Santa Maria Madalena (com a celebração da Fé a viver o seu momento mais alto a 22 de julho, dia da Padroeira da Vila), os cabeças de cartaz são:
  • Diogo Piçarra;
  • Turb’Ó Baile;
  • Quinta do Bill;
  • Insert Coin.

Esta edição conta ainda com a atuação de grandes djs, como Henry Josh e André N, a Feira do Vinho da Ilha do Pico e a estreia da Feira do Desporto, bem como desfile de marchas, tudo isto com entrada totalmente gratuita.

O programa completo das "Festas da Madalena 2022" pode ser encontrado na respetiva página de Facebook.

Haja saúde!

segunda-feira, 30 de maio de 2022

5.º voo Lisboa/Pico regressa esta quinta-feira (por volta das cinco da tarde)


Na próxima quinta-feira, 2 de junho de 2022, tem início a quinta ligação semanal entre Lisboa e o Pico, a qual opera da parte da tarde: saída da capital portuguesa às 14:55; chegada à ilha montanha às 16:40; partida do Pico às 17:35; e chegada a Lisboa às 21:05.

Apesar de esta não ser uma novidade absoluta, é-o em termos relativos: esta mesma operação foi estreada no ano passado, mas apenas teve lugar entre a última semana de julho e a primeira de setembro; agora, em 2022, este quinto voo terá lugar durante os meses de junho, julho, agosto e setembro. Por outras palavras, há claramente um aumento da oferta, o qual é igualmente um reflexo da elevadíssima procura pela ilha montanha.

Aliás, a rota Lisboa/Pico/Lisboa tem vindo a consolidar-se de forma inequívoca ao longo dos últimos anos:
Por fim, resta por ora ir observando as cinco ligações por semana entre a capital portuguesa e a ilha montanha, as quais têm lugar quase todos os dias, sendo terças e sextas-feiras as exceções.

Haja saúde!



sábado, 28 de maio de 2022

Jornais históricos do Caes do Pico


Na ilha montanha já se publicaram cerca de três dezenas de jornais desde 1874, sendo que à volta de um terço destes foram editados no lugar do Cais do Pico, vila de São Roque do Pico.

Excluindo o "Jornal do Pico", o periódico da vila nortenha da ilha montanha que foi fundado em 2004, bem como o "Cais Dez", o jornal associado à Escola B/S de São Roque do Pico e que foi fundado em 1987, todos os restantes jornais associados de alguma forma ao Cais do Pico já se extinguiram, sendo que todos estes têm igualmente a particularidade de terem sido fundados no século XIX, ou seja, na época onde o Cais era "Caes do Pico".

Desta lista de jornais históricos fazem então parte os seguintes oito periódicos, cuja breve descrição aqui se apresenta [tendo por base a informação disponibilizada no site CulturAçores]:
  • O Eco Picoense
    • Folha política, instrutiva e noticiosa publicada semanalmente em São Roque do Pico. Iniciou a publicação a 20 de outubro de 1878, publicando 48 números no primeiro ano de existência. A numeração do segundo ano retoma o número um, tendo terminado com o número 21, a 18 de fevereiro de 1880. Foi seu editor J. F. d'Escobar. Era impresso em tipografia própria, na Canada das Almas, 10, naquela localidade. Nas suas quatro páginas procurou chamar a atenção para os principais problemas que afetavam a ilha, nomeadamente transportes marítimos, baldios e educação. Politicamente esteve próximo do Partido Progressista, apoiando o seu candidato. Publicou um folhetim, 'A cruz de prata e a cruz de ferro', da autoria de A. L. Bulcão. Foi seu colaborador Ernesto Rebello e inclui correspondência de outras ilhas. Formato 45,5 cm x 32,3 cm, 4 páginas a 3 colunas.
  • Boletim Judicial
    • Jornal quinzenal, literário e noticioso publicado em São Roque do Pico e impresso na Tipografia Picoense. Foi seu editor Manuel José Dias Júnior e proprietário Manuel Maria de Mello, também redator, com Arsénio Leonel de Medeiros, guarda-mor de saúde. Entre outros colaboradores, destaca-se Manuel Henrique Dias. Publicou o primeiro número em 16 de novembro de 1879 e o último a 5 de maio de 1885.
  • O Picarôto
    • Quinzenário, instrutivo e noticioso. O número 1 data de domingo 1 de janeiro de 1882. Folha pequena. A três colunas. Publicado em São Roque do Pico, Typ. do Boletim Judicial. Do número 13 em diante dobrou o formato com 5 colunas, passando a ser semanal e a imprimir-se na Typ. Picoense de Manoel Dias de Lima, rua do Caes, cujo nome só por acaso está declarado em alguns números salteados. Continuou pelo menos até 15 de fevereiro de 1883.
  • O Pico
    • Com a epígrafe «Semanal consagrado a todos os interesses desta ilha», foi fundado em S. Roque do Pico em 17 de maio de 1885, por Domingos Machado Soares e Manuel Henrique Dias. Em 1 de julho de 1885, Domingos Machado Soares passou a editor responsável e proprietário. Em 19 de maio de 1889, Manuel Emílio e D. Machado Soares aparecem como redactores e D. Machado Soares como proprietário e administrador. Era impresso na Typ. Picoense, rua do Caes, 39 (loja), onde também funcionava a redação. Formato 41 cm x 27 cm, 4 páginas, 4 colunas, a primeira página era ocupada pelo editorial com o título genérico "S. Roque do Pico". Incluía um folhetim, noticiário local e anúncios judiciais. Foi publicado, pelo menos, até 7 de julho de 1889.
  • O Independente
    • Jornal, semanário popular, que começou a ser editado na vila de São Roque em 28 de fevereiro de 1886. Manuel Henrique Dias era redator principal e proprietário. Formato 42,8 cm x 29,1 cm, primeiro, 38 cm x 28 cm, depois, ambos com 4 páginas, 4 colunas, inclui um editorial com o título genérico "Caes do Pico", notícias locais, folhetim, anúncios judicias e outros, muitos de editoras do continente. Era impresso na Typ. Popular, de João Francisco Escobar.
  • O Picoense
    • Semanal, com a epígrafe «Folha Progressista», começou a ser publicado em São Roque do Pico em março de 1890. Tinha como diretor Manuel Emílio e administrador A. Leal Júnior. Em 1899, M. Emílio Herz era administrador e M. d'Oliveira Júnior editor. A redação e a administração funcionaram na rua de S. Francisco, Caes do Pico. Era impresso em tipografia própria, no n.º 6 daquela rua. Formato, inicialmente, 38,4 cm x 25,5 cm, em 26 de abril de 1891 entrou no segundo ano de publicação, retomando o número 1 e passando ao formato 45 cm x 32,7 cm, inicialmente 2 páginas, depois, geralmente 4, 4 colunas. A primeira página é, em geral, ocupada pelo editorial com o título genérico «S. Roque». Inclui artigos de opinião política, notícias do Pico e do Faial e publicidade. A segunda série, iniciada em 1904, tem como epígrafe «Folha Semanal». Tinha como editor e administrador Manuel d'Oliveira Júnior e tipografia e administração na rua do Poço, 6, Caes do Pico. Em 1912 era redator principal, editor e proprietário João Bento de Lima e a redação, a administração e a impressão estavam no n.º 3 da rua do Poço. Em 1918, era proprietário João Pereira Dutra e editor Emílio Linhares de Andrade. Funcionava no mesmo local. Em 1929, João Pereira Dutra era administrador e proprietário e Gustavo Goulart diretor, redator e editor. A epígrafe passa a «Semanário Republicano». Em 1931, João Pereira Dutra era diretor, redator e editor, e proprietário-administrador. Continuava no mesmo local. Formato variável, cerca de 41,5 cm x 28,5 cm, 4 páginas, 4 colunas, deixou de incluir o editorial «S. Roque» mas continuou a interessar-se pelas questões locais. A 3.ª série começou em 29 de dezembro de 1932. Era publicada semanalmente com a epígrafe «O jornal mais antigo do distrito». João Pereira Dutra era diretor, redator e editor, e proprietário-administrador. Tinha redação e administração no mesmo local das séries anteriores. Era impresso nas oficinas da Empreza de O Telégrafo, na Horta. Formato 41,5 cm x 29 cm, 4 páginas, 4 colunas, inclui um folhetim, noticiário de várias proveniências e publicidade. Deixou de ser publicado em 1933.
  • O Popular
    • Jornal que começou a ser publicado em 8 de março de 1890, no concelho de São Roque do Pico, mas dele saíram poucos números. Tinha como redator e proprietário Manuel Henrique Dias. Prometia advogar a sua política e as suas ideias, sem descer a excessos de linguagem que julgava impróprios da imprensa. Ligado ao Partido Regenerador.
  • O Futuro
    • Folha espírita. Publicação quinzenal era propriedade de Manuel F. Goulart que administrava. Tinha redação e edição de F. A. Ramos da Silveira. A redação e a administração funcionavam na Typographia do Futuro, rua de S. Francisco, 2, Caes do Pico, onde era impresso. Começou a publicar-se em junho de 1894. Formato 43 cm x 31,6 cm, 4 páginas, 4 colunas. Publicava artigos sobre temas religiosos e anúncios.

Por fim, apresenta-se o que foi escrito no primeiro número do editorial do jornal 'O Pico', em 1885, com o título "S. Roque do Pico" e assinado «A redacção» — palavras de quem decidiu dar do seu tempo em prol da sua terra e que também são válidas para a motivação subjacente ao blog 'Cais do Pico':
A ideia da criação de um periódico nesta vila que advogasse os interesses morais e materiais dela, assim como os da ilha em geral, sempre em nós predominou e hoje é posta em acção. E se bem que outras iguais já o fossem nesta localidade e de pouca dura, todavia não é isso motivo para nós, que nos achamos possuídos dos desejos ardentes de ser prestável a esta terra, não avançarmos este passo na vanguarda do progresso e da civilização, quanto mais vendo que ela, pelas suas actuais circunstâncias, bem merece tudo quanto em seu benefício se tratar.

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 945 do 'Jornal do Pico', de 17 de junho de 2022.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Adega de Santana conquista três medalhas de ouro com os seus licores


A Adega de Santana conquistou na passada semana três medalhas de ouro com os seus licores.

As distinções foram atribuídas pelo Qualifica Origin Portugal e Centro de Exposições e Mercados Agrícolas aos licores de amora, limão e néveda.

Esta foi uma conquista em pleno, pois a Adega de Santana participou com estes três licores e revalidou a medalha de ouro na amora, o limão passou de bronze para ouro e a néveda de prata para ouro.

[Fonte: Rádio Pico]

Sob o lema "O sabor do Pico em cada garrafa!", a Adega de Santana — sediada no concelho de São Roque do Pico (mais precisamente no lugar de Sant’Ana, freguesia de Santo António) — consegue, assim, reforçar o sentimento de que o que se faz e produz na ilha montanha é de excelência.

Haja saúde!




quinta-feira, 26 de maio de 2022

Montanha do Pico, os humores da montanha [by National Geographic]


Todos os dias, o Pico parece diferente. Um viajante descreve a sua ascensão nocturna, procurando chegar ao cume antes de o Sol nascer.

É assim que António Luís Campos inicia a descrição, na prestigiada revista National Geographic, da sua 12.ª ascensão ao ponto mais alto de Portugal — link para artigo na íntegra.

Haja saúde!

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Azores Fringe Festival 2022


De 1 a 30 de junho de 2022 é Fringe nos Açores, este ano a celebrar 10 anos de vida, e com foco no seu epicentro, a ilha montanha. São 60 eventos nas 9 ilhas e a apresentação de 56 filmes curtas, incluindo uma sessão especial com o novo trabalho de Margarida Gil, que foi filmado na ilha do Pico.

Além das sessões de SHORTS@FRINGE, que levam imagens de todo o mundo pelo arquipélago, o programa acolhe artistas de desenho, ilustração e pintura, performance às terças no Museu dos Baleeiros do Pico, o Encontro Pedras Negras com uma dúzia de escritores, e ainda música incluindo as bandas Urro das Marés e WE SEA, para celebrar o décimo aniversário Fringe na Praça da Madalena, e Wave Jazz Ensemble, que pisam o palco do Auditório da Madalena. Programas de desenvolvimento com artistas a construir instalações e peças de arte para alimentar a MiratecArts Galeria Costa trazem artistas familiares à ilha mas também novos rostos. Visitarte, uma secção do festival que visita as oficinas de artistas e apresenta online, começou por causa da pandemia mas veio para ficar devido ao interesse de promover o que se faz em cantinhos desconhecidos. Diogo Rola acompanha o festival, criando um vídeo diário a ser partilhado através da página do facebook da MiratecArts e ainda na RTP Açores.

Visite www.azoresfringe.com e junte-se nas redes sociais para seguir o festival "de um ponto de vista diferente", porque o Azores Fringe é "uma explosão artística dos Açores para o mundo", como o seu mote diz. Vamos ao Fringe!

Haja saúde!

terça-feira, 24 de maio de 2022

Museu do Pico apresenta o projeto Arquivo de Memórias da Baleação


O Arquivo de Memórias da Baleação é um projeto de história oral, da autoria de Francisco Henriques e Luís Bicudo, e que teve como objetivo a recolha e salvaguarda das memórias dos últimos baleeiros vivos no arquipélago dos Açores, “homens de outro planeta”.

Um legado feito de memórias e saberes dos homens que viveram a baleação na primeira pessoa. Esses homens são os derradeiros testemunhos de uma atividade que deixou de existir não só nos Açores, mas também a uma escala global.

Além da salvaguarda de múltiplas histórias de vida, o Arquivo de Memórias da Baleação abre caminho para novas áreas de pesquisa sobre a História Contemporânea dos Açores e os hábitos quotidianos das suas comunidades. As memórias da baleação enriquecem o património cultural da Região, na medida em que exibem um sistema de valores, crenças e experiências únicas que representam o nosso passado.

O projeto, financiado pela Direção Regional da Cultura, teve início em 2015. Numa primeira fase de trabalho de campo foram realizadas 70 entrevistas em todas as ilhas do arquipélago. Uma segunda fase decorreu entre 2020 e 2022, com o tratamento e sistematização de toda a informação. O arquivo inclui as entrevistas recolhidas por Luís Bicudo na preparação do documentário Baleias e Baleeiros (2013).

Francisco Henriques é historiador, licenciado em História pela Universidad de Cantábria, mestre em História Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa e com doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Desenvolve investigação nas áreas da História Económica e Social, Património e Museus, em particular sobre a baleação nos Açores. Em 2016 publicou o livro A Baleação e o Estado Novo. Industrialização e organização corporativa (1937-1958). Coordena o projeto Arquivo de Memórias da Baleação, em conjunto com Luís Bicudo.

Luís Bicudo, cineasta, empreendedor e guia de turismo ativo, licenciou-se em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Foi selecionado para as seis edições da Mostra Açoriana Labjovem e ganhou o 1º prémio em duas edições. Em 2013 realizou o documentário “Baleias e Baleeiros”. Recebeu a Menção Honrosa da 1ª edição do Prémio Ayres D’Aguiar com o filme “O Funeral Artístico do Projecionista”.

A apresentação deste projeto decorrerá no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, no próximo dia 26 de maio de 2022, pelas 21h00. O projeto será igualmente apresentado no dia seguinte, 27 de maio, pelas 21:00h, na Museu da Indústria Baleeira.

[Fonte: CulturAçores]

Haja saúde!

segunda-feira, 23 de maio de 2022

A ligação marítima histórica Cais do Pico / Velas


No âmbito do lançamento para breve da nova linha sazonal da Atlânticoline — a Linha Laranja, a qual corresponde a uma ligação dedicada entre as ilhas do Pico e de São Jorge, vale a pena recordar que, no século passado, já houve algumas obrigações impostas a quem se dispunha a transportar passageiros entre a ilha montanha e a ilha das fajãs.

Mais precisamente, o Decreto n.º 40.344, de 18 de outubro de 1955, tinha como sumário "Aprova e manda pôr em execução o Regulamento para o Tráfego de Passageiros entre o Porto do Cais do Pico (Ilha do Pico) e o Porto das Velas (Ilha de S. Jorge)".

De entre os 19 artigos do regulamento supracitado, não deixa de ser curioso atentar aos seguintes pontos:
Art. 6.º O número de viagens de ida e volta entre o porto do Cais do Pico e o porto das Velas é fixado no mínimo de duas por semana durante o Inverno e de uma viagem diária durante o Verão, exceptuados os domingos, desde que as condições do tempo o permitam, o que será verificado pelas autoridades marítimas.
§ 1.° O horário é fixado pela Capitania do Porto da Horta, de acordo com o horário das carreiras de camionagem nas ilhas do Pico e S. Jorge, e será tornado público em edital e em anúncios publicados nos jornais das ilhas do Pico, Faial e S. Jorge, respectivamente pela Capitania e pelos proprietários das embarcações aprovadas para as carreiras.
(...)
§ 4.º Para transporte dos passageiros que excedam a lotação da embarcação designada para determinada viagem do horário, deverão ser efectuadas, em desdobramento, as viagens necessárias.
Art. 7.° O preço das passagens entre o porto do Cais do Pico e o porto das Velas, para as embarcações do horário, é de 12$ por pessoa (...).
Daqui retiram-se as seguintes notas relevantes: havia uma preocupação de, pelo menos no verão, haver uma ligação diária entre Pico e São Jorge (exceptuando domingos); os horários estavam ajustados a outros meios de transporte, designadamente com os horários dos autocarros públicos; eram efetuados desdobramentos para garantir que ninguém ficava em terra; e o preço de uma ida Cais do Pico / Velas (ou vice-versa) custava, calculado à data de hoje, cerca de 7 € (os 12 escudos mencionados sem inflação corresponderiam hoje a apenas 0,06 €!) [nota adicional: a mesma viagem custa agora 10,50 €, ou seja, o seu custo aumentou, em termos práticos, 50% face à década de 50 do século passado].

Por fim, referir que esta rota chegou a ser explorada pela Empresa Lanchas do Pico, Lda [recorrendo maioritariamente às embarcações "Velas" e "Calheta"], empresa esta que não só ligou outras ilhas e portos no Grupo Central dos Açores, mas também foi uma das percursoras da Transmaçor e, consequentemente, da Atlânticoline

Em suma, a nova Linha Laranja não é um capricho, mas sim o retomar de uma ligação histórica, com a curiosidade adicional de que, passados quase 70 anos, ainda é válida a informação "a travessia do canal faz-se em 60 minutos".

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 942 do 'Jornal do Pico', de 27 de maio de 2022.


domingo, 22 de maio de 2022

Rotas Açores


Confrontados com uma Natureza esfuziante, os Açorianos moldaram-na e moldaram-se às suas vicissitudes ao longo dos séculos: desenvolvimento de cidades, vilas e freguesias em sopés de vulcões, práticas agrícolas exploradoras de um solo tão particular, atividades económicas assentes na vida do Oceano.
Agora, com as Rotas Açores – Itinerários Culturais e Paisagísticos pode finalmente descobrir e experimentar a Cultura tão singular deste Arquipélago Atlântico, sempre na perspetiva dos seus habitantes e da sua forçada adaptação a esta circunstância geográfica tão singular: afinal, a Natureza dos Açores são, antes de tudo, as Pessoas.


É assim que se apresenta o programa "Rotas Açores", o qual pretende divulgar itinerários culturais e paisagísticos em todas as nove ilhas açorianas, os quais se agrupam em três grupos: Rota da Baleação, Rota dos Vulcões e Rota das Vinhas.

No caso particular do Pico, esta ilha está representada em todas as rotas supracitadas, designadamente pelos seguintes itinerários:



Mais informações podem ser encontradas em rotas.azores.gov.pt ou através do seguinte e-mail: rotasacores@azores.gov.pt

Haja saúde!

sábado, 21 de maio de 2022

Eis a nova Linha Laranja da Atlânticoline: a ligação marítima dedicada São Jorge / Pico


No próximo dia 17 de junho de 2022 será estreada uma nova linha sazonal da Atlânticoline: a Linha Laranja. Esta corresponderá a uma ligação marítima dedicada entre as ilhas de São Jorge e do Pico, mais propriamente entre Velas e São Roque do Pico (Porto do Cais do Pico), e que se prolongará até meados de setembro.

Em particular, todos os dias, exceptuando quartas e quintas-feiras, haverá duas viagens diárias no itinerário Velas/São Roque/Velas, sendo uma de manhã e outra ao final da tarde.

VIAGENS LINHA LARANJA
(17 de junho — 18 de setembro)
OrigemParteDestinoChegaObs.
Velas 07:45 Cais do Pico  08:45 Todos
os dias
exceto
4.ª e 5.ª
Velas 18:00 Cais do Pico  19:00 

Cais do Pico  09:00 Velas 10:00 
Cais do Pico  19:15 Velas 20:15 


Dito de outra forma, esta é uma linha que vem trazer qualidade e conforto a todas as pessoas que pretendem se deslocar entre São Jorge e o Pico, pois será muito mais cómodo e rápido chegarem ao seu destino final, bem como a regularidade do horário (sempre à mesma hora em todos os dias de operação) tornará muito mais fácil o planeamento de qualquer viagem, quer para os locais, quer para as agências de viagens, quer inclusivamente para as empresas que desejem transferir mercadorias entre estas duas ilhas.

Além disso, apesar de não ser possível transportar viaturas nesta linha pelo facto de serem utilizados apenas os Cruzeiros, o histórico destes navios leva a antever uma elevada fiabilidade na operação; assim, não só haverá uma maior mobilidade de pessoas, bem como elas sentir-se-ão mais confortáveis para fazer uso de outros meios de transporte, como seja jorgenses usarem mais o aeroporto do Pico e vice-versa no que toca aos picarotos, sempre que isso se afigure como uma boa alternativa. Aliás, esta nova Linha Laranja irá permitir algo inédito: os jorgenses e quem visita São Jorge, partindo no mesmo dia desta ilha por via marítima, passarão a poder usufruir das ligações aéreas Pico/Lisboa que saem pela manhã.

Esta é uma excelente novidade e vai de encontro (à semelhança do que já acontece entre Madalena e Horta [Linha Azul]) ao que as forças vivas locais sempre defenderam: ter uma ligação estável e previsível entre São Roque do Pico e Velas é a melhor forma de ligar o Pico a São Jorge.

Por fim, nota para o facto de que o surgimento desta nova Linha Laranja não implicará redução de oferta na Linha Verde da Atlânticoline, a qual liga todas as ilhas do Triângulo (Faial, Pico, São Jorge); por outras palavras, o Triângulo ficará ligado, unido e coeso de uma forma nunca antes vista durante o verão de 2022, reforçando assim o seu estatuto de expoente máximo da sensação de arquipélago dentro dos Açores.

Haja saúde!

[Post realcionado: A ligação marítima histórica Cais do Pico / Velas]