domingo, 14 de março de 2021

Voo especial Lisboa - Pico - Lisboa (Páscoa 2021)


Na época pascal deste ano de 2021, a Azores Airlines vai efetuar um voo especial na rota Lisboa - Pico - Lisboa, mais concretamente no dia 31 de março (Quarta-feira Santa). O horário deste voo especial é:

OrigemPartidaDestinoChegadaDuraçãoN.º Voo
31 de março (Quarta-feira Santa)
Lisboa07:45*Pico09:30(2h45)S4 141
Pico10:25Lisboa13:55*(2h30)S4 140
* Hora local de Lisboa (+1h vs. Açores).

Recorde-se que os horários dos aviões que servem a ilha do Pico estão disponíveis no separador "Aviões" deste blog.

Haja saúde!

sábado, 13 de março de 2021

Wi-Fi gratuito em espaços públicos de São Roque do Pico


A instalação de uma rede gratuita de acesso à internet sem fios nas cinco freguesias do concelho de São Roque do Pico ficou concluída no final do passado mês de fevereiro de 2021.

O projeto, que visa proporcionar um acesso de qualidade à internet, resulta de uma candidatura ao projeto ‘WiFi4EU’ da Comissão Europeia que suportou em 15 mil euros a instalação dos pontos de acesso, ficando os custos de manutenção da rede a cargo do Município de São Roque do Pico.

Incluindo o acesso de fibra ótica e os respetivos equipamentos, a instalação possibilita que espaços públicos de referência fiquem dotados com uma rede gratuita de internet e coloca o concelho de São Roque do Pico entre os pioneiros deste projeto, que permite democratizar o acesso às novas ferramentas de comunicação, contribuindo para a qualificação do espaço público, o desenvolvimento e a inclusão social.

O investimento permite disponibilizar a partir de agora 11 pontos de acesso gratuitos e seguros nas seguintes zonas: Lajido e Largo da Igreja de Santa Luzia; Parque de Campismo da Furna (Santo António); Praceta dos Baleeiros, Piscina do Cais, Largo da Igreja e Poças de São Roque; Poça Branca e Largo da Igreja da Prainha; Porto e Largo da Igreja de Santo Amaro.

[Fonte: CMSRP]

Haja saúde!



sexta-feira, 12 de março de 2021

Associação sediada no Pico recebe prémio internacional


A Associação MiratecArts, fundada em 2012 na ilha montanha, foi recentemente galardoada com o prémio 'Best International Art Festivals & Event Management Company - Portugal' [Melhor Empresa Internacional de Gestão de Eventos e Festivais de Arte], isto no âmbito dos 'Global Excellence Awards 2020' promovidos pela revista britânica LUX Life.

Vale a pena recordar que a MiratecArts apresenta vários festivais de renome internacional como o Montanha Pico Festival, com arte e aventuras na temática da cultura montanhosa; Azores Fringe, "o festival mais democrático do país" a acontecer nas 9 ilhas dos Açores; o mais galardoado evento musical na região autónoma, o Cordas World Music Festival, que acontece anualmente em setembro na ilha do Pico; AnimaPIX, o festival de animação do livro à tela; entre muitos outros projectos, incluindo uma propriedade ao ar-livre, na ilha montanha, com mais de 26 mil metros quadrados para experimentação e inspiração aos artistas visitantes. A programação preenche um calendário repleto de atividades e projetos durante todo o ano.

Haja saúde!

quarta-feira, 10 de março de 2021

Vinho do Pico reconhecido a nível nacional


A 'Revista de Vinhos', uma das referências no mercado nacional, colocou o vinho 'Terrantez do Pico', do ano de 2019, produzido pela Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico [1695 garrafas] no top 4 de excelência, na categoria melhores do ano que a publicação atribui anualmente.

Uma casta que esteve quase em extinção e agora vê o reconhecimento de toda a sua qualidade por quem mais entende de vinhos no nosso país.

O terrantez do Pico é uma casta única e de uma produção bastante complexa, pela sua sensibilidade, mas com um trabalho rigoroso tem vindo a crescer de ano para ano aumentando assim o número de garrafas produzidas.

[Fonte: RTP-Açores]

De recordar que esta não é a primeira vez (e muito provavelmente não será a última) que o vinho produzido na ilha montanha é reconhecido, quer a nível nacional, quer mesmo a nível internacional.

Haja saúde!


terça-feira, 9 de março de 2021

Recolha seletiva de biorresíduos no Pico


A rede de ecopontos da ilha montanha, nomeadamente nos concelhos de São Roque do Pico, da Madalena e das Lajes do Pico, foi recentemente reforçada com contentores de cor castanha — o biocontentor.

Com o intuito de aumentar a recolha seletiva e diminuir a sua presença no lixo indiferenciado, nestes contentores de cor castanha podem ser depositados resíduos biodegradáveis, como por exemplo sobras de plantas de jardim, restos de legumes, cascas de fruta, peixe/carne cozinhada, sobras de pão e bolos, borras de café, sacos de chá, cascas de ovos, guardanapos e tolhas de papel sujo.

Este tipo de resíduos deve ser devidamente acondicionado em saco de plástico antes da sua deposição no ecoponto castanho. 

A ideia subjacente a este novo contentor para a recolha seletiva de lixo é muito simples: permitir que os resíduos de origem orgânica possam ser transformados em composto, podendo ser utilizados de forma segura como fertilizante natural em jardins, canteiros, hortas e campos agrícolas.

Esta separação e valorização dos resíduos orgânicos, à semelhança do que já acontece com o plástico, metal, papel/cartão, vidro e óleos usados, coloca o Pico na linha da frente das práticas ecológicas nos Açores.

Haja saúde!






segunda-feira, 8 de março de 2021

'Monstro' estreou no meio da mata do Pico


'Monstro', uma peça teatral de um Homem só, começa no meio de uma mata com audiência a uma distância de mais de 20 metros do epicentro do palco natural. Após um longo silêncio, uma série de personagens, cujas vidas parecem estranhamente relacionadas, visitam este local e transportam os seus visitantes para várias paragens no mundo. Explorando os medos que impedem o ser humano de ser feliz, desafiando as audiências a questionarem as suas vivências e os seus preconceitos do que é teatro, Terry Costa apresentou, em formato de teatro em desenvolvimento, a estreia mundial da obra na sua ilha de residência, o Pico.  
 
"Não havia telemóveis, nem bombons, nem sacos ou sacolas" explicou Terry Costa, "apenas seres humanos dispostos a comungar uma abundância de imagens e sons, ao ar-livre, no meio da mata da MiratecArts Galeria Costa." 

Uma experiência única para uma audiência limitada, devido às múltiplas restrições em era de pandemia, Costa apresentou nos últimos dois meses várias vezes este novo trabalho, sempre retocando, e ainda com espaço para momentos improvisados ou incentivados pela audiência. "Nesta primeira saída ao público, eu escolhi ser uma audiência que não nos conhecíamos pessoalmente, assim estando na mesma situação uns para com os outros, e eu próprio como artista, também conseguir uma relação diferente para com quem se aventurou." As pessoas tiveram que se registar com antecedência para serem escolhidas como audiência e tinham que se apresentar sozinhas no local combinado para o evento. 

"Quando cheguei à propriedade e pediram o meu telemóvel e me revistaram fiquei logo a pensar no que me vim meter" escreveu o J, no livro de notas em que todos os participantes tinham que deixar algo escrito antes de abandonarem a experiência, enquanto Mariana deixou uma página de emoções para o artista: "...fez-me rir, pensar e chorar... Tenho que digerir melhor o que acabou de acontecer, é que não pareceu ser real, mas estávamos e estamos todos consigo." 

Monstro Monster é um projeto em coprodução com entidades do Canadá, Japão e MiratecArts em Portugal, com imagem promocional por Helder Gonçalves. Esta fase do projeto, com o apoio da Direção Regional da Cultura, termina na ilha do Pico este mês de Março. Terry Costa pretende desenvolver a peça para futuras apresentações além dos Açores. 

Haja saúde!

domingo, 7 de março de 2021

2000.º post


Todo o tempo, esforço e dedicação despendidos para escrever neste blog traduziram-se, ao longo do tempo, em inúmeros posts, sendo que este ocupa uma posição simbólica: é o dois milésimo post!

Ao longo dos últimos 86 meses (sete anos e dois meses), vários foram os temas abordados neste blog, tendo sempre como inspiração tudo aquilo que esteja relacionado com a ilha montanha, com destaque para a zona do Cais do Pico, para a vila e para o concelho de São Roque do Pico.

Por outras palavras, em média foram publicados cerca de 23 posts por mês, o que significa que com uma regularidade praticamente diária (a cada 1,3 dias) existiu um artigo diferente publicado no blog "Cais do Pico". Além disso, existe um trabalho paralelo e constante de manter atualizadas as páginas deste site, com destaque para os horários dos barcos e dos aviões que servem a ilha montanha de forma regular.

É assim uma enorme satisfação poder celebrar 2000 posts e sentir que os mesmos têm tido um retorno fantástico: não só o número total de visualizações deste blog supera atualmente as 2.240.000, mas também o "Cais do Pico" foi classificado como um dos 50 blogs mais lidos de Portugal!

Por fim, não vou me alongar sobre tudo o aqui foi falado, deixando isso para os balanços anuais passados [2014 / 2015 / 2016 / 2017 / 2018 / 2019 / 2020] e futuros, mas gostaria de terminar destacando e reproduzindo apenas um post — o primeiro de todos, intitulado "Bem-vindos!":
Desde tempos remotos que a zona do Cais do Pico serve como o principal ancoradouro da ilha do Pico. Porta de entrada e saída de pessoas e bens, local fronteiriço entre o interior e o exterior da ilha montanha, no Cais do Pico muita coisa já aconteceu, acontece e acontecerá!
Este blog pretende fazer jus ao seu título: ser um ponto de comunicação do que se passa dentro da ilha do Pico e do que é notícia fora da ilha mas que influencia os picarotos, dando especial destaque à zona do Cais do Pico, à freguesia e ao concelho de São Roque do Pico.
Mais uma vez, bem-vindos! Voltem sempre!
Haja saúde!


sábado, 6 de março de 2021

Triângulo Magazine — janeiro 2021

Apresenta-se, em anexo, a edição online, de janeiro de 2021, da revista açoriana Triângulo Magazine.

Haja saúde!


sexta-feira, 5 de março de 2021

Estará uma delegação da IROA a caminho do Pico?


O Governo dos Açores indigitou recentemente Hernâni Costa para a Presidência do Conselho de Administração da IROA, S.A., uma sociedade anónima de capitais públicos que sucedeu ao antigo Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA). Na respetiva audiência por parte da Comissão de Economia (uma obrigação no âmbito desta indigitação), Hernâni Costa adiantou uma novidade: o presidente indigitado considerou que se deve equacionar a abertura de uma delegação da IROA na ilha do Pico.

Merece agora ser enquadrada qual é a missão da IROA, S.A.: esta sociedade tem como objetivos a promoção do desenvolvimento sustentável das zonas rurais e o incentivo à modernização e diversificação da agropecuária, contribuindo, assim, para a melhoria da competitividade e da qualidade laboral dos agricultores açorianos. Em termos de competências, destacam-se as seguintes:
  • Realização de estudos de ordenamento agrário e fundiário;
  • Projeção, planeamento e execução de obras de ordenamento agrário, nomeadamente, a construção e beneficiação de caminhos agrícolas, de rede de abastecimento de água e eletrificação agrícola;
  • Desenvolvimento e promoção do emparcelamento fundiário e redimensionamento das explorações agrícolas;
  • Gestão da Reserva Agrícola Regional, nos termos regulados na legislação em vigor;
  • Condução de programas de apoio à reestruturação do sector primário, nomeadamente, a reforma antecipada e o regime de incentivo à compra de terras agrícolas.
De entre as competências enunciadas acima, vale a pena enaltecer aquelas que resultam em ações onde predominam investimentos de Obras Públicas: Abastecimento de Água, Caminhos Agrícolas e Eletrificação Agrícola. E porquê destacar estes investimentos? Porque eles representaram nos últimos anos (mais concretamente de 2016 a 2019, inclusive) cerca de 85% do orçamento total da IROA.

Considerando o caso particular da ilha montanha, e atendendo aos anos de 2016 e 2017, o volume de despesa da IROA respeitante ao Pico não ultrapassou os 5% (3,2% e 4,3%, respetivamente) face ao orçamento global, pese embora a Reserva Agrícola da ilha montanha represente cerca de 5,3% do total dos Açores, bem como a torna na quarta maior a nível regional; esta é uma classificação que nesse período de tempo (2016 e 2017) não teve correspondência no orçamento da IROA, pois o Pico foi a sétima e a quinta ilha, respetivamente, a obter a maior fatia do orçamento. Em 2018 e 2019, a situação alterou-se (eventualmente fruto das críticas efetuadas nessa altura pelas autarquias picoenses): o Pico teve direito a 10,7% e a 8,6%, respetivamente, do orçamento da IROA nesses anos (o que correspondeu à terceira e quinta ilha, respetivamente, por ordem decrescente do dinheiro gasto).

Em todo o caso, os investimentos da IROA no Pico não são tão abrangentes como em algumas outras ilhas. Mais especificamente, nenhum investimento relativo a Caminhos Agrícolas e a Eletrificação Agrícola se encontra plasmado nos relatórios e contas de 2016 a 2019 (os únicos publicamente disponíveis à data). Mesmo notando que, na ilha montanha, os principais caminhos rurais sejam Caminhos Florestais, logo fora da alçada da IROA, bem como o facto de ser no Pico que mais se produz Carne dos Açores IGP, logo um tipo de exploração agrícola que não necessita de eletrificação, não deixa de ser digno de registo esta ausência de investimentos por parte da IROA na ilha montanha.

Pergunta-se, então, qual o interesse/necessidade de abrir uma delegação da IROA no Pico? Uma resposta pode ser dada atendendo aos investimentos no âmbito do Abastecimento de Água. Concretizando, a partir de 2018, a ilha montanha passou a ser a segunda do arquipélago onde a IROA mais aplicou recursos financeiros no âmbito do Abastecimento de Água (indo ao encontro, de certo modo, ao que era reivindicado pelos autarcas picoenses).

Outro fator a pesar na balança é o facto de que presentemente a IROA tem sede na ilha de São Miguel e uma delegação na ilha Terceira, o que significa que embora sirva convenientemente e de forma direta a maioria dos exploradores da Reserva Agrícola Regional (nomeadamente 72% desta), uma delegação na ilha montanha iria permitir alargar esta percentagem até cerca de 94%, pois todas as ilhas do Triângulo (Pico, Faial e São Jorge) passariam a estar bem servidas. Além disso, cumprir-se-ia igualmente o desígnio de descentralizar/desconcentrar a Administração Pública Regional.

Adicionalmente, e para além da já mencionada Carne dos Açores IGP, é também no Pico que se produzem outros produtos agro-alimentares de excelência, como é exemplo, para além do vinho e do mel, o Queijo do Pico, um produto com Denominação de Origem Protegida e que foi considerado como um dos melhores queijos de Portugal, bem como possui potencial probiótico, nomeadamente bactérias do ácido láctico capazes de baixar o colesterol e a histamina. Posto isto, a presença da IROA na ilha montanha certamente iria alavancar ainda mais todo o potencial já comprovado do Pico como um dos principais centros da excelência dos produtos agro-alimentares açorianos.

Resta agora esperar que este anúncio de equacionar a abertura de uma delegação da IROA, S.A., na ilha montanha acabe por resultar na respetiva instalação, uma decisão que seria muito favorável para os picarotos, sobretudo para os seus agricultores; por outro lado, também se deseja que este anúncio não seja como aqueles rumores das contratações futebolísticas, onde muitas vezes ou não se concretizam, ou então acabam indo para outro clube...

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 42.420 do 'Diário dos Açores', de 6 de março de 2021.

Post post scriptum: Em setembro de 2021 foi anunciado que o Governo Regional iria avançar com a criação da delegação do IROA na ilha do Pico.