sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O picaroto que é o braço direito de George Lucas

Ângelo Garcia, natural do Pico, emigrou em 1971, com quinze anos, para os EUA. Formado em Engenharia Civil na San José State University, trabalhou para a Oracle nos anos oitenta, para a Adobe nos anos noventa e, em 2004, foi contratado por George Lucas. É hoje presidente da Lucas Real Estate Holdings e vice-presidente da Skywalker Properties. Pelo caminho, recusou por duas vezes trabalhar com Steve Jobs. Na Lucasfilm, liderou a construção do edifício SandCrawler, em Singapura, e cabe-lhe agora concretizar o sonho mais recente do ex-realizador de cinema: o Lucas Museum of Narrative Art, que abrirá portas em Los Angeles no fim de 2021.
Assim começa um artigo publicado no blog "As Palavras do Regresso" sobre Ângelo Garcia, o braço direito de George Lucas, um dos maiores realizadores de cinema de todos os tempos, e que a única coisa que exigiu a este último foi um mês completo de férias, todos os anos, para poder ir à ilha montanha — link para o artigo na íntegra: "No Pico, ainda sou o rapaz que emigrou"

Haja saúde!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

São Roque do Pico, Capital do Turismo Rural

São Roque do Pico, nos Açores, é detentor da marca Capital do Turismo Rural desde 2013. Esta iniciativa partiu do facto de este segmento de turismo ser o que tinha mais visibilidade neste concelho, devido existirem bastantes ruínas de traça arquitetónica tradicional que se poderiam reformar e transformar em casas de férias para alugar.
É assim que começa um artigo do jornal 'BOM DIA' (o primeiro e mais antigo jornal em linha das comunidades portuguesas) intitulado "São Roque do Pico, Capital do Turismo Rural" e que pode ser lido online clicando em qualquer imagem deste post.

Haja saúde!

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Tamanhos mínimos e períodos de defeso na pesca no mar dos Açores


A Portaria n.º 74/2015 (de 15 de junho), nomeadamente a sua mais recente versão alterada pela Portaria n.º 52/2020 (de 8 de maio), define os tamanhos mínimos e períodos de defeso aplicáveis a organismos marinhos que sejam capturados no território de pesca dos Açores, sem prejuízo dos tamanhos mínimos e períodos de defeso fixados por regulamentação comunitária, designadamente os relativos a outras espécies, ou referentes às espécies no âmbito da referida portaria, mas que sejam mais restritivos. Este é um conjunto de regras que se aplicam não só ao exercício da atividade da pesca comercial, mas também lúdica.

Apresenta-se, em anexo, um resumo dos tamanhos mínimos e períodos de defeso em causa, sendo que outras regras relativas à pesca lúdica podem ser encontradas noutros posts relacionados:

Haja saúde!



Disposições especiais relativas à pesca lúdica
(Atendendo também à Portaria n.º 30/2021, de 1 de abril de 2021 e à Portaria n.º 66/2021, de 5 de julho de 2021)
  • Excetua-se para a captura de Pagellus bogaraveo (Goraz / Peixão / Carapau), no exercício da pesca lúdica praticada desde terra firme, com linhas de mão ou canas de pesca, o tamanho mínimo previsto em anexo.
  • O esgotamento das possibilidades de captura das espécies, ou conjunto de espécies identificadas nos Anexos à Portaria n.º 30/2021 (de 1 de abril de 2021), implica a proibição imediata da respetiva captura no âmbito da pesca lúdica.
  • É proibida, no âmbito da pesca lúdica, a captura da espécie Rinquim/Anequim (Isurus oxyrinchus).
  • O exercício da pesca lúdica, nas modalidades de pesca de lazer, pesca desportiva e pesca turística, está sujeito ao limite máximo de capturas de um exemplar de mero (Epinephelus marginatus), por embarcação, por maré.
  • O exercício da pesca lúdica, em todas as suas modalidades, está sujeito ao limite máximo de capturas de um exemplar de badejo (Mycteroperca fusca), por embarcação, por maré.
  • No caso da pesca submarina, o máximo de capturas referidas no número anterior aplica-se a cada pescador submarino.

Tamanhos mínimos
(o link no nome científico remete para imagens das respectivas espécies marinhas)

Nome comum Nome científico Tamanho mínimo
Peixes
Alfonsim Beryx splendens
350 mm
Atum-rabilho Thunnus thynnus
1.150 mm ou 30 kg (linhas de mão) /
750 mm ou 8 kg (salto e vara)
Atum-patudo Thunnus obesus
10 kg
Badejo Mycteroperca fusca
500 mm
Besugo Pagellus acarne 180 mm
Boca-negra Helicolenus dactylopterus dactylopterus
300 mm
Boga Boops boops
150 mm
Cavala Scomber spp.
200 mm
Congro /
Safio
Conger conger
1.400 mm ou 5,5 kg
Espadarte Xiphias gladius
1.250 mm ou 25 kg
Garoupa Serranus spp.
300 mm
Goraz /
Peixão
Pagellus bogaraveo
330 mm
Imperador Beryx decadactylus
350 mm
Mero Epinephelus marginatus
600 mm
Pargo Pagrus pagrus
300 mm
Raia Raja spp. e Leucoraja spp.
520 mm
Salema Sarpa salpa 180 mm
Salmonete Mullus surmuletus
150 mm
Sardinha Sardina pilchardus
110 mm
Sargo Diplodus spp.
150 mm
Veja Sparisoma cretense
300 mm
Crustáceos
Cavaco Scyllarides latus 77 mm
Lagosta Palinurus elephas 95 mm
Santola Maja brachydactila 100 mm
Moluscos
Amêijoa-boa Ruditapes decussatus 40 mm
Búzio Murex trunculus 50 mm
Lapa-brava Patella aspera 50 mm
Lapa-mansa Patella candei gomesii 30 mm
Polvo Octopus vulgaris 750 g


Como medir o tamanho dos organismos marinhos?
(consultar imagem no início deste post)
  • As dimensões dos peixes são medidas da ponta do focinho até à extremidade da barbatana caudal na sua posição natural;
  • As dimensões do cavaco correspondem ao comprimento da carapaça medido da parte anterior da inserção do pedúnculo ocular até ao ponto central do bordo distal da carapaça;
  • As dimensões da lagosta correspondem ao comprimento da carapaça;
  • As dimensões das santolas são medidas, pelo comprimento da carapaça, ao longo da linha mediana, desde o bordo da carapaça entre os rostros até ao bordo distal da carapaça;
  • As dimensões da amêijoa-boa, do búzio, da lapa-brava e da lapa-mansa são medidas ao longo da maior dimensão da concha.

Períodos de defeso
(o link no nome científico remete para imagens das respectivas espécies marinhas)

Nome comum Nome científico Período de defeso
Cavaco Scyllarides latus 1 de maio a 31 de agosto
Cavaco-anão Scyllarides arcturus
Lagosta Palinurus elephas 1 de outubro a 31 de março
Santola Maja brachydactila
Amêijoa-boa Ruditapes decussatus 15 de maio a 15 de agosto
Lapa-brava Patella aspera 1 de outubro a 31 de maio
Lapa-mansa Patella candei gomesii


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Maravilhas

© Guillaume Baviere

Consultando o dicionário, uma maravilha é definida como "algo que provoca admiração". No entanto, nenhum exemplo é dado em concreto, tornando-se, assim, um tanto ou quanto difícil definir como são as maravilhas na prática. Deste modo, pretende-se agora resolver essa questão da definição de maravilhas.

Tendo por referência o local que dá nome a este blog, o Cais do Pico, considere-se o seu eterno vizinho em frente, São Jorge, e o mar que os separa. Neste caso, as ilhas do Pico e de São Jorge podem ser consideradas como estando, cada uma, em lados opostos de uma autêntica avenida de água do mar.

Dito de outro modo, temos três palavras-chave: (1) mar, (2) avenida e (3) ilhas; combinando as três, e recorrendo a uma abreviatura muito usual, obtém-se o seguinte:

MAR + AV. + ILHAS = MARAVILHAS

Haja saúde!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Festas do Padroeiro São Roque 2018


Aqui fica o cartaz com o programa das Festas do Padroeiro São Roque 2018, que decorrem na vila de São Roque do Pico entre 15 e 17 de agosto.

Haja saúde!


domingo, 12 de agosto de 2018

Ilha do Vinho, Ilha da Baleia, Ilha da Montanha

Berço de escritores e baleeiros, o Pico é talvez a ilha dos Açores que se tem desenvolvido de um modo mais sustentável. E esta é a melhor forma de o descobrir...
Todas as ilhas são, na verdade, montanhas no meio do Oceano. Mas esta parece representar esse facto da forma mais dramática possível – “estão a ver? É assim que se faz uma ilha.” Para além das lições de geologia, o Pico ensina-nos muita coisa sobre vinhos e baleias.
É assim que começa um artigo da revista 'Time Out - Lisboa' sobre a ilha montanha, intitulado "As melhores coisas para fazer no Pico", e que pode ser lido online clicando na imagem deste post.

Haja saúde!

sábado, 11 de agosto de 2018

Vista aérea da vila de São Roque do Pico (vídeo)


Apresenta-se, de seguida, um vídeo da autoria de António Faria, datado de 7 de agosto de 2018, o qual mostra imagens aéreas da vila de São Roque do Pico.

Haja saúde!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Aeroporto do Pico entra no top mundial dos aeroportos mais movimentados


A OAG, a maior base de dados de voos do mundo, tem disponível análises estatísticas sobre os aeroportos mais movimentados do mundo. E é aqui que, pela primeira vez, o Aeroporto da ilha do Pico é mencionado, entrando assim e oficialmente para o top mundial dos aeroportos mais movimentados!

Mais concretamente, o relatório de pontualidade referente ao mês de julho de 2018 da OAG indica que no aeroporto da ilha montanha registou-se 54.0% das partidas até 15 minutos da hora anunciada, sendo que (de entre os aeroportos considerados) foi a melhor classificação de pontualidade a nível Açores e a terceira melhor a nível nacional:
  • Funchal — 61.9%
  • Faro — 57.1%
  • Pico54.0%
  • Porto — 48.2%
  • Ponta Delgada — 45.1%
  • Horta — 44.4%
  • Terceira — 44.1%
  • Lisboa — 33.3%

É de salientar que, no mês de julho em questão, o aeroporto do Pico não só teve de horário 31 voos semanais (um número recorde), bem como recebeu inúmeros voos de reforço — aliás, foi o maior reforço que se verificou no contexto dos Açores.

O resultado deste crescimento do movimento aéreo na ilha montanha está agora à vista, com a entrada no top mundial dos aeroportos mais movimentados e logo com um desempenho muito positivo em termos de pontualidade.

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

[Adenda: No mundo há cerca de 17 mil aeroportos (isto é, que recebem voos comerciais); a OAG publica estatísticas apenas para os 1200 aeroportos mais movimentados; daqui resulta que o Pico, em julho de 2018, entrou para a lista do top 7% dos aeroportos mais movimentados a nível mundial!]

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

1, 2, 3... olh'ós barcos outra vez no Porto do Cais do Pico


No passado dia 6 de agosto de 2018, a situação vivida uma semana antes (curiosamente à mesma hora) voltou a repetir-se no Porto do Cais do Pico, localizado na vila de São Roque do Pico: três navios precisaram de operar na mesma altura no principal porto comercial da ilha montanha, a saber:
Ora bem, devido às limitações desta infraestrutura portuária, apenas pode operar um destes navios de cada vez no Porto do Cais do Pico, o que implicou (1) que operasse primeiro o 'Mega Jet', recorrendo à rampa ro-ro, enquanto os restantes aguardavam ao largo, (2) depois foi a vez do 'Gilberto Mariano' fazer uso do porto, bem como da respetiva rampa ro-ro, e (3) finalmente o 'São Jorge' pôde descarregar graneis líquidos.

Esta situação volta a mostrar como a operação simultânea de navios no Porto do Cais do Pico não é pontual, mas sim recorrente, reforçando, uma vez mais, a necessidade de melhorar o complexo portuário do Cais do Pico, dotando-o de mais um ponto de atracação — as gentes do "Triângulo" assim o querem, falta que a decisão deixe de ser um sonho (e se torne realidade) para que a obra possa nascer!

Haja saúde!



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Relatório do GAMA aponta mau tempo como causa para o acidente do "Mestre Simão"


O Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos e da Autoridade para a Meteorologia Aeronáutica (GAMA) já divulgou o seu relatório de investigação técnica ao acidente ocorrido com o navio “Mestre Simão” no porto da Madalena, a 6 de janeiro deste ano, apontando como causa as condições de tempo e mar imprevistas que se fizeram sentir naquele porto.

O relatório agora divulgado vai ao encontro daquele que foi realizado internamente pela Atlânticoline e apresentado em maio deste ano, aponta a empresa dos Açores em comunicado.

Desta forma e de acordo com o GAMA, o navio “foi colhido por três vagas de altura superior à altura significativa prevista” para o dia em questão. Assim, o novo relatório corrobora as conclusões apresentadas em maio, pela Atlânticoline, de que a imprevisibilidade da ondulação no momento da entrada do navio na Madalena, nomeadamente a ocorrência de ondas de altura superior à altura significativa prevista, esteve na origem do acidente.

O relatório destaca que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos pelo Mestre da embarcação, nomeadamente, a utilização de todos os recursos e procedimentos disponíveis para contrariar o desgoverno do navio, bem como o cumprimento de todos os procedimentos necessários à evacuação dos passageiros em segurança.

Ressalvado também ficou o correto funcionamento do navio, não sendo apontada qualquer falha ou deficiência operacional que tenha contribuído para a ocorrência do acidente, sublinha a nota.

Assim, o relatório recomendou à Atlânticoline o complemento do Sistema de Gestão de Segurança com uma lista de verificação das condições de tempo e de mar, para apoiar a avaliação dos Mestres às condições de segurança para a realização das viagens.

Apesar dos elementos a verificar na referida lista já serem, antes do acidente, disponibilizados rotineiramente, a Atlânticoline já integrou uma lista de verificação com as características descritas pelo GAMA nos procedimentos de segurança a bordo de todos os navios.

[Fonte: Açoriano Oriental]

Tudo sobre o encalhe do navio "Mestre Simão" pode ser encontrado em:
http://www.caisdopico.pt/2018/01/navio-mestre-simao-encalha-na-madalena.html

Link para Relatório de Investigação Técnica GAMA 2018-007 — MESTRE SIMÃO, IMO 9690482

Haja saúde!