sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Exposição "Mestre João Silveira Tavares – o bote baleeiro açoriano: uma viagem e um olhar"

É inaugurada hoje (Sexta-feira, dia 31 de Outubro), pelas 21h30, no Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico, a exposição "Mestre João Silveira Tavares – o bote baleeiro açoriano: uma viagem e um olhar". Esta exposição permanecerá neste pólo do Museu do Pico até dia 30 de Novembro.

Mestre João Tavares é, pela dimensão, abrangência geográfica e qualidade da sua obra, um dos grandes construtores de botes baleeiros dos Açores, e o mais conhecido, estudado, divulgado e mediático (à escala internacional) construtor de botes baleeiros no Arquipélago. O seu nome aparece, frequentemente, associado a livros, filmes, documentários, artigos de jornais e revistas, publicações especializadas e museus, facto que o legitima como uma referência histórica incontornável desta arte e desta tradição na Região.

Esta exposição poderá ser visitada no seguinte horário:
  •  3ª a 6ª feira: 09h15 – 12h30 e 13h30 – 17h00; 
  • Sábados e Domingos: 09h15 – 12h30.

Haja saúde!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mercado de Trocas e Baldrocas em São Roque do Pico

No próximo dia 2 de Novembro, das 14h às 19h, haverá um mercado de trocas no Jardim Municipal de São Roque do Pico.

Haja saúde!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Carta aberta ao Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores sobre ligações aéreas entre os Açores e Lisboa

Excelentíssimo Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores,

Cumprindo o ditado popular "não há duas sem três", aqui estou eu, Ivo Sousa (investigador natural da ilha do Pico), a lhe enviar uma terceira carta aberta. Após me debruçar sobre distâncias na ilha do Pico na primeira carta e sobre ligações marítimas no Triângulo na segunda carta, desta vez o assunto que irei abordar é o das ligações aéreas entre os Açores e Lisboa.

O transporte aéreo é da maior importância não só para quem visita o arquipélago dos Açores, mas sobretudo para os açorianos. Aliás, o PIT (Plano Integrado dos Transportes dos Açores) explicita claramente esta importância: "A mobilidade dos cidadãos na Região está fortemente dependente do transporte aéreo, sendo este, por vezes, a única forma de assegurarmos a deslocação interna, bem como de e para o exterior do arquipélago". O PIT acrescenta ainda que "A realidade geográfica do arquipélago, associada ao desenvolvimento planeado da região, que privilegia a coesão social, económica e territorial, originou a necessidade de construção de infraestruturas aeroportuárias em todas as ilhas, visando para além da mobilidade interna, a melhoria das acessibilidades e contribuindo assim para que, de forma equitativa, todos pudessem entrar e sair da Região".

Recentemente foi anunciado por Vossa Excelência o novo modelo de Obrigações de Serviço Público nas ligações aéreas entre os Açores e o Continente. Uma das principais novidades anunciadas é a "melhoria das condições de encaminhamentos no interior da Região de passageiros que pretendam aceder a qualquer Gateway com ligação ao exterior". Estes encaminhamentos são fundamentais para garantir um serviço justo para todos os açorianos e para quem nos visita. Mas melhorar o encaminhamento não é só garantir que se chega ao destino; é também essencial que se chegue dentro de um horário razoável.

Quando se consideram as entradas e as saídas da região, a origem e o destino mais comum é a capital portuguesa: Lisboa é onde muitos turistas nacionais ou estrangeiros apanham o avião para os Açores e vice-versa; Lisboa é onde muitos açorianos se deslocam para tratamentos médicos; Lisboa é onde muitos estudantes açorianos apanham o autocarro, o comboio ou outro meio de transporte para chegarem ao seu local de estudo. É por isso da maior importância garantir que as ligações entre todas as ilhas dos Açores e Lisboa são de qualidade.

No caso da realidade que melhor conheço, a da ilha do Pico, existe um sentimento generalizado da população de que chegar a Lisboa demora muito tempo e de que se chega muito tarde. Sendo eu uma pessoa "dos números", decidi averiguar não só se este sentimento correspondia à realidade, mas também o que se passa nas restantes ilhas do arquipélago, recorrendo a um estudo estatístico feito por mim que quero partilhar consigo.

O estudo está dividido em duas partes:
  • A primeira avalia a viagem de uma pessoa que pretende sair de Lisboa e chegar a qualquer ilha dos Açores; 
  • A segunda parte avalia o percurso dos Açores para Lisboa.

As condições do estudo são muito simples:
  • Uma pessoa dirige-se ao aeroporto da origem e apanha somente aviões para chegar ao seu destino, podendo utilizar qualquer combinação de companhias aéreas; 
  • A viagem escolhida corresponde àquela que permite chegar o mais cedo possível ao destino, ou seja, a preferência pode recair sobre voos não directos.

Em anexo encontram-se várias tabelas compiladas por mim, onde estão expressos dados referentes às horas mínimas de chegada ao destino para todos os dias da semana e para todas as ilhas dos Açores. Estes dados são baseados nos horários da época de Inverno IATA 2014/2015 (que entrou em vigor no último Domingo de Outubro, dia 26) que obtive através do site da SATA. Certamente que nesta época do ano existem menos ligações devido à menor procura, mas isso não significa que não tenham de ter a melhor qualidade possível, pois muitos problemas de saúde surgem de repente e necessitam de tratamento em Lisboa, as reuniões de negócios muitas vezes têm aviso prévio na véspera e ainda há os turistas que nos visitam no Inverno (poucos mas felizmente existem).

Considerando as ligações de Lisboa para os Açores, decidi realçar as chegadas a uma determinada ilha depois das 13h. Este limite dá a sensação de passar metade do dia já no destino, permite o check-in imediato nos hotéis e permite um almoço de negócios ou um almoço de família (por experiência própria digo-lhe que esta é uma sensação particularmente gratificante para quem está longe e regressa à terra natal).

A primeira conclusão que se pode extrair dos dados é que apanhando somente o avião é impossível chegar ao Corvo em quatro dias da semana, incluindo os fins-de-semana. Considerando as restantes ilhas do arquipélago, observa-se que aos Domingos é possível chegar a todas elas antes das 13h excepto a Santa Maria e ao Pico, e que aos Sábados apenas não se consegue chegar antes das 13h à ilha Montanha (curiosamente Sábado é o único dia em que existe voo directo Lisboa – Pico...).

Em relação aos dias úteis, em todas as ilhas existe pelo menos um dia em que se chega antes das 13h, sendo que a ilha de Santa Maria está no limite das 13h (à Quinta-feira, único dia em que existe voo directo Lisboa – Santa Maria). Em termos médios (onde para a ilha do Corvo apenas contam os dias em que há voos), os dados mostram que apenas as ilhas de Santa Maria, da Graciosa e do Pico apresentam uma hora média de chegada depois das 13h; se no caso da Graciosa e do Pico ainda se pode argumentar que a hora média está próxima do limite (13h06 e 13h31, respectivamente), no caso de Santa Maria a média de chegada nos dias úteis situa-se às 18h12!

Atendendo agora às ligações dos Açores para Lisboa, decidi realçar as chegadas a Lisboa depois das 14h, destacando também as chegadas após a meia-noite. Este limite das 14h permite a um viajante com destino final diferente de Lisboa apanhar as mais diversas ligações (seja comboio, autocarro ou mesmo outro avião) e permite a um passageiro com destino à capital portuguesa chegar a tempo de apanhar serviços públicos abertos, ter consultas médicas, em suma, a tempo de usufruir de praticamente metade de um dia útil.

Novamente verifica-se que a ilha do Corvo é servida de forma diferente do resto do arquipélago, pois em quatro dias da semana, incluindo os fins-de-semana, é impossível chegar a Lisboa apanhando somente o avião. Também se observa que apenas para as seis ilhas menos populosas (Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Pico, Flores e Corvo) muitas das horas de chegada são depois da meia-noite (desde a minha juventude que oiço dizer que estas eram "as ilhas do futuro" mas não percebia bem o conceito; agora fez-se luz: partindo de avião destas ilhas, muitas vezes a hora mínima de chegada a Lisboa é na madrugada do dia seguinte, ou seja, no futuro!).

Em relação aos dias úteis, as ilhas do Pico, das Flores e do Corvo são as únicas em que não existe pelo menos um dia em que se chegue a Lisboa antes das 14h, sendo que a hora de chegada mínima é por volta das 18h, ou seja, sempre depois do fecho dos serviços públicos e da última hora de muitos comboios que partem de Lisboa. Considerando apenas os fins-de-semana, unicamente as ilhas de São Miguel e da Terceira cumprem o limite das 14h em pelos menos um dos dias.

Em termos médios (onde para a ilha do Corvo apenas contam os dias em que há voos), os dados mostram que apenas a ilha de São Miguel apresenta uma hora média de chegada a Lisboa inferior às 14h (quer para dias úteis quer para fins-de-semana). As horas de chegada a Lisboa para as restantes ilhas do arquipélago são bastante elevadas, sendo que a maior é registada no Pico aos dias úteis, 22h58, o que confirma o sentimento dos picarotos de que se chega muito tarde a Lisboa.

Espero que este estudo lhe seja útil no processo em curso de revisão das obrigações de serviço público, sobretudo ao nível de horários. As obrigações poderiam tentar garantir uma verdadeira equidade de horários entre as várias ilhas do arquipélago no que respeita ligações com o exterior, nomeadamente com Lisboa. Existem casos simples de solucionar, tais como Santa Maria e Pico, onde por imposição de horários nas obrigações de serviço público, as respectivas Gateways poderiam servir melhor as respectivas populações. Os limites apresentados (13h com chegada aos Açores e 14h com chegada a Lisboa) podem ser exigentes, mas é tentando melhorar ao máximo em direcção ao ideal que se atinge a solução óptima.

Pelo que referi no início desta carta, termino, Senhor Presidente, com o sentimento de que cumpri a minha parte dos ditados populares. Espero que Vossa Excelência tenha a amabilidade de cumprir a sua parte e responder a uma carta minha, pois como diz o povo "à terceira é de vez"!

Haja saúde!

Post scriptum: Esta carta aberta, à semelhança das anteriores, foi enviada para os correios electrónicos do Governo Regional dos Açores e da Presidência do Governo Regional, bem como via formulário electrónico de contacto do Governo Regional, sendo estes os contactos que estão disponíveis na página oficial do Governo Regional dos Açores.

(ver também:

domingo, 26 de outubro de 2014

Actualização de horários dos aviões - Inverno IATA 2014/2015

A mudança para a hora de Inverno (último Domingo de Outubro) também é sinónimo de início do Inverno IATA 2014/2015. Assim, os aviões que servem a ilha do Pico passam a funcionar da seguinte forma:
  • Uma ligação diária com a ilha Terceira;
  • Duas ligações semanais com a ilha de São Miguel (à Segunda e à Sexta);
  • Uma ligação semanal com Lisboa (ao Sábado).

Todos os horários já actualizados encontram-se disponíveis no separador "Aviões" deste blog.

Haja saúde!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Festa de Santa Terezinha

Nos dias 25 e 26 de Outubro há festa em São Roque do Pico, dedicada a Santa Terezinha. O programa é:
  • Dia 25 (Sábado) - 22h00 - Baile de chamarrita
  • Dia 26 (Domingo) - 12h30 - Almoço de sopas do Espírito Santo
  • Dia 26 (Domingo) - 15h00 - Missa
  • Dia 26 (Domingo) - 17h00 - Procissão

Haja saúde!

Viagem no tempo a 1984 - vídeo de São Roque do Pico, Prainha e Santo Amaro

No Youtube é possível encontrar vídeos que permitem viajar no tempo...

Um excelente exemplo é este vídeo publicado por José Costa, onde é possível ver como era São Roque do Pico, Prainha e Santo Amaro em 1984! Apertem o cinto de segurança porque a viagem é um pouco atribulada...



Haja saúde!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Está tomada a decisão política de construir o Terminal de Passageiros no Porto de São Roque do Pico

O Presidente do Governo dos Açores garantiu hoje que está tomada a decisão política de construir um Terminal de Passageiros no Porto de São Roque do Pico, mas salientou que, pela sua complexidade, esta obra só deve avançar depois de assegurada a melhor solução técnica possível.

Vasco Cordeiro avançou também que ainda este ano devem ocorrer os ensaios de laboratório para comprovar a adequação do projeto-base que tem sido desenvolvido. Segundo palavras do Presidente do Governo dos Açores, esta é uma obra demasiado importante e bastante exigente do ponto de vista técnico.

Registo audio das declarações do Presidente do Governo dos Açores sobre este assunto:


Haja saúde!

Funcionamento do novo terminal marítimo de passageiros na Madalena

A Transmaçor informa que a partir de amanhã, Quarta-feira dia 22 de Outubro, toda a operação de embarque e desembarque de passageiros na Madalena do Pico passa a ser efectuada no novo Terminal Marítimo 'João Quaresma', inaugurado hoje de manhã.

Assim, a partir desta data serão implementados novos procedimentos, nomeadamente:
  • Hora limite de embarque - até 5 minutos antes da hora da partida; 
  • Aquisição de bilhetes - na bilheteira ou no posto de venda automática; 
  • Bagagem de porão - deverá ser depositada pelo passageiro, munido do seu bilhete, nos balcões de "check-in", até 10 minutos antes da hora de partida; 
  • Cargas não acompanhadas - deverão ser entregues até 30 minutos antes da hora de partida. 

A empresa lembra ainda que, com a entrada em funcionamento do novo terminal, terá início o transporte de viaturas de e para a Madalena. A aquisição de bilhetes para viaturas implica a apresentação do Livrete ou Certificado de Matrícula da mesma e do documento de identificação civil do responsável. As viaturas devem comparecer para embarque com a antecedência mínima de 20 minutos antes da hora da partida.

Haja saúde!

domingo, 19 de outubro de 2014

Vinho licoroso 'Czar' de 2009 é uma dádiva dos deuses

A produção de 2009 do vinho licoroso do Pico 'Czar' ficará certamente para a história: após 10 meses de fermentação e um estágio de 4 anos, surgiu numa das dez barricas um vinho totalmente natural com uma graduação de 20 graus álcool, um produto único em todo o mundo!

Segundo o produtor, Fortunato Garcia, esta "agradável partida da natureza" não tem comparação: "fiz buscas relacionadas com vinhos totalmente naturais, sem serem aguardentados, e não consigo encontrar registos".

Este lote muito especial e com carácter único é um importante instrumento para valorizar a Região Açores e os produtos açorianos, mostrando que vale a pena a preservação e continuação do trabalho heróico dos nossos antepassados - "o testemunho de gerações de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, criaram um modo de vida sustentável e um vinho muito apreciado" (palavras do relatório de um órgão consultivo da UNESCO).

A produção de 2009 do vinho licoroso 'Czar' está dividida em dois lotes:
  • Meio Doce - 18,5 graus (2400 garrafas)
  • Seco - 20,0 graus (200 garrafas)
A apresentação pública do 'Czar' de 2009 será feita no Wine in Azores, de 24 a 26 de Outubro, em Ponta Delgada. Trata-se do maior festival de vinhos dos Açores, com uma forte componente gastronómica.



Descrição do vinho licoroso 'Czar', de José Duarte Garcia

O vinho Verdelho do Pico e o 'Czar', em particular, é um vinho peculiar pela morfologia do solo onde as suas videiras se expandem, ao clima e à minuciosidade do tratamento das suas vinhas, à forma como é feita a sua vindima e até a maneira como é elaborado e guardado. Daí que seja único no seu aroma, no seu paladar na sensação que deixa em quem o degusta e como tal incomparável pela sua singularidade.

Por se tratar de um vinho totalmente natural, sem adição de qualquer tipo de álcool, açúcar ou leveduras, a sua composição varia de acordo com o grau de maturação e as condições climatéricas incertas de cada ano, podendo aparecer como seco, meio seco, meio doce ou doce.

Provém de uma vinha centenária que se encontra na zona dos lajidos da Criação Velha, da ilha do Pico, zona património mundial classificada pela UNESCO em 2004 devido às suas características únicas.

É um vinho que naturalmente atinge 18% de graduação e às vezes mais. Essa virtude, deve-se às características peculiares das uvas de que é feito, Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantês do Pico, ao tipo de solo de pedra vulcânica (lajido), à desfolha realizada alguns dias antes da vindima tardia, para permitir uma maior exposição solar dos cachos, ajudando na sobre maturação das uvas.

Já ganhou vários prémios sendo considerado por muitos como o melhor licoroso dos Açores. A sua medalha de ouro mais recente foi ganha numa feira internacional de vinhos em Moscovo em Novembro de 2011. Também já foi considerado como um dos melhores vinhos Portugueses pela revista "Néctar" em 2005. Mais recentemente, em Novembro de 2013 o conceituado crítico de vinhos Português, Nelson Moreira, considerou a colheita de 2008 como um fenómeno da natureza, que certamente irá ficar na história de vinhos dos Açores.

Foi-lhe dado o nome 'Czar', porque após a revolução Russa em 1917, foi encontrado vinho licoroso da ilha do Pico nas caves do palácio do último Czar, Nicolau II. Este vinho era embarcado em barricas na ilha do Pico, por barcos enviados propositadamente pelos Czares para os seus banquetes reais. Chegou a constar de receitas médicas como cura para certos males e até Tolstoi o menciona no seu livro “Guerra e Paz”.

Contacto: verdelhoczar@yahoo.com | www.czarwine.pt

Haja saúde!

Post scriptum: links para notícias relacionadas — "Vinho licoroso 'Czar' de 2009 — edição premium em garrafa de cristal" | "Czar coloca o Pico nos picos do mundo vitivinicola".

Visita estatutária do Governo Regional dos Açores à ilha do Pico

O Governo Regional dos Açores inicia Terça-feira, dia 21 de Outubro, a visita estatutária à ilha do Pico. Com a duração de 3 dias (termina Quinta-feira, dia 23), o programa completo desta visita pode ser encontrado clicando neste link.

Haja saúde!