Segundo os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores relativos ao transporte aéreo, a ilha do Pico cresceu no mês de setembro, em termos de passageiros desembarcados, uns impressionantes 30,4% (quando comparado com o período homólogo de 2014). Apenas a ilha de São Miguel (31,4%) superou o Pico e somente estas duas ilhas mais o Corvo estão acima da média registada nos Açores (20,9% - ver tabela com dados sobre todas as ilhas açorianas).
Analisando os dados desde janeiro a setembro, a ilha do Pico mantém um crescimento notável (20,5%) de passageiros aéreos desembarcados, mais uma vez acima da média regional (18,5%) e apenas ultrapassada pela ilha de São Miguel (26,8%).
É costume dizer-se que as estatísticas valem o que valem e que às vezes não servem para nada... Contudo, parece que a SATA finalmente começa a reconhecer que há que melhorar as ligações aéreas para a ilha montanha, quer em quantidade, quer em qualidade, pois recentemente alterou a moda no que respeita às ligações interilhas e planeia no próximo ano fazer, entre maio e setembro, 3 voos Lisboa/Pico/Lisboa (2ª, 6ª e sáb.), no horário da manhã e sem escalas na ilha Terceira!
Haja saúde!
Blog sobre um pouco de tudo relacionado com a ilha montanha, sendo dado destaque à zona do Cais do Pico, à vila e ao concelho de São Roque do Pico
sábado, 31 de outubro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Alteração ao horário da viagem na Linha Verde este sábado, 31-10-2015, e viagem extra Velas/Horta no dia 01-11-2015
Comunicado da Atlânticoline:
Haja saúde!
A Atlânticoline, S.A. associou-se à organização da Triangle Adventure, prova de Trail Running que vai percorrer as ilhas do Triângulo no próximo fim-de-semana.
Nesse sentido, foi adaptada a viagem da Linha Verde de sábado, dia 31 de outubro, de modo a garantir a chegada dos atletas às Velas ao início da manhã. Assim, ao invés de sair do porto da Horta às 11h30, a viagem sairá às 07h00, ajustando-se o horário das escalas na Madalena e nas Velas, conforme o quadro abaixo.
Também no âmbito deste evento, haverá uma viagem extraordinária Velas/Horta no domingo, dia 1 de novembro, com saída das Velas às 07h00 e chegada prevista à Horta às 08h40.
A Atlânticoline, S.A. pede a compreensão de todos para estas alterações, ressalvando a importância que este evento tem para os Açores, uma vez que nele participam cerca de 80 atletas, muitos dos quais vindos do exterior da Região.
| Sai / Chega | Sai / Chega | Sai / Chega | Sai / Chega | Sai / Chega | Sai / Chega | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sábado, 31 de outubro de 2015 |
|||||||||||
| Horta | Madalena | Velas | Cais do Pico | Velas | Madalena | Horta | |||||
| 07:00 / 07:25 | 07:40 / 09:00 | 14:00 / 14:50 | 18:00 / 18:50 | 19:05 / 20:25 | 20:40 / 21:05 | ||||||
Haja saúde!
Local:
Cais do Pico, Portugal
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Canceladas viagens HOR/MAD (07H30), MAD/HOR (08H15) e HOR/MAD/SRO/VEL/SRO/MAD/HOR (07H00) amanhã, 30 de outubro
Comunicado da Atlânticoline:
Haja saúde!
A Atlânticoline, S.A. informa que, devido às condições meteorológicas que se fazem sentir, a Capitania do Porto da Horta encerrou o Porto da Madalena à navegação. Não existem, de momento, previsões sobre a sua reabertura.
Assim, estão canceladas, na Linha Azul, as viagens Horta/Madalena (07h30) e Madalena/Horta (08h15) desta sexta-feira, 30 de outubro.
Cancelada está também a ligação da manhã na Linha Verde.
A Atlânticoline agradece a compreensão dos passageiros, lamentando quaisquer transtornos que este cancelamento possa causar.
Haja saúde!
Local:
Cais do Pico, Portugal
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Carta aberta aos membros do Conselho de Administração da Atlânticoline sobre as escalas marítimas em São Roque do Pico
Excelentíssimos membros do Conselho de Administração da Atlânticoline,
O meu nome é Ivo Sousa, tenho 30 anos e sou natural da vila de São Roque do Pico. Desde 2002 que os estudos universitários, no início, e agora a minha atividade profissional levam-me a passar a maior parte do ano longe da ilha montanha. Contudo, não só sempre que me é possível estou de visita às minhas origens, mas também tento acompanhar à distância o que se passa na ilha do Pico.
Uma prova desta ligação fiel à minha terra natal foi a criação do blog "caisdopico.blogspot.pt", no início de 2014, onde disponibilizo, entre outras coisas, os horários dos barcos que servem regularmente a ilha do Pico. De forma a manter atualizada esta informação, a qual é a mais visualizada do meu blog, consulto regularmente diversas fontes, incluindo os horários e comunicados disponiblizados no website da Atlânticoline. Por outro lado, também sigo diversos navios através do website Vessel Finder, como forma de verificar na prática se disponho dos horários corretos.
Acontece que, sendo eu um investigador de profissão que passa o dia a correlacionar dados de forma a descobrir padrões, tenho sentido que muitas escalas em São Roque do Pico são canceladas de uma forma que nem eu nem a população em geral consegue compreender. Passo a apresentar factos para sustentar esta minha afirmação.
Em primeiro lugar, quero declarar que não sou especialista em navegação marítima nem afins. Apenas possuo carta de Patrão Local e socorro-me da minha experiência: cresci numa casa à beira-mar, no lugar do Cais do Pico, onde tinha como vizinho mais próximo a Delegação Marítima de São Roque do Pico; assim, habituei-me durante todos os dias da minha infância e juventude a olhar para o mar, para o porto do Cais do Pico e para o movimento de barcos na respetiva baía; atualmente, essa é uma das imagens que capto diariamente com o meu olhar sempre que regresso à minha terra natal.
Em segundo lugar, alguns dos factos reportam-se ao tempo em que a Atlânticoline ainda não incorporava a Transmaçor. Contudo, os mestres, restante tripulação e até alguns membros da administração que agora estão ao serviço da Atlânticoline são os mesmos que pertenciam à Transmaçor, sendo por isso válidas as considerações seguintes.
Entre os diversos cancelamentos registados no porto do Cais do Pico, destaco à partida aqueles relacionados com a operação simultânea de navios naquele porto. Eu observei várias vezes navios da Atlânticoline, nomeadamente o Cruzeiro do Canal, o Cruzeiro das Ilhas e o Gilberto Mariano, a operarem em simultâneo com navios de carga em São Roque do Pico. Ressalvando que a segurança marítima está em primeiro lugar, compreendo em parte que se cancele as operações da Atlânticoline quando um navio porta-contentores está atracado, apesar de no passado ter observado essa operação simultânea [ver foto]. Mesmo assim, gostaria de conhecer as razões que levaram à alteração deste procedimento e ao cancelamento das referidas escalas.
No entanto, não compreendo o cancelamento de algumas escalas em São Roque do Pico, mais concretamente da Linha Verde, quando opera um navio da empresa Transportes Marítimos Graciosenses (TMG) no porto do Cais do Pico: no inverno passado eram canceladas as escalas da Atlânticoline alegando a presença destes navios, quando estes navios da TMG deixam espaço suficiente para a operação da Atlânticoline e quando não existe cancelamento no porto de Velas numa situação idêntica, sendo que este último porto tem o mesmo comprimento de cais acostável do que o porto do Cais do Pico [mais informações aqui]. Ainda para mais, e durante o verão passado, estas escalas da Linha Verde em São Roque do Pico não foram canceladas quando também estiveram presentes navios da TMG [ver exemplo]. Eis que acaba o verão e a Atlânticoline volta a cancelar escalas (em cima da hora e em cima do porto, literalmente) quando se verifica esta situação dos TMG, levando muitos passageiros à incompreensão sobre o serviço prestado [mais sobre este assunto].
Também têm havido outros cancelamentos de escalas em São Roque do Pico que carecem de uma justificação mais aprofundada: os comunicados oficiais começam pela frase "Devido às condições meteorológicas que se fazem sentir (...)" mas quem observa a baía do Cais do Pico em alguns desses dias de cancelamentos nota que a mesma quase se assemelha a uma piscina [consultar vários exemplos]. Algo não bate certo para o comum dos passageiros, sendo que estes merecem uma justificação mais clara por parte da Atlânticoline.
Por fim, atente-se ao cancelamento de escalas em São Roque do Pico ocorrido no dia de ontem, 27 de outubro de 2015, o qual consegue reunir o melhor das situações acima descritas. Devido ao fecho da barra da Madalena a toda a navegação (e que só veio a reabrir bastante mais tarde), a Atlânticoline decidiu e bem, a meu ver, procurar uma solução que permitisse ligar por via marítima as ilhas do Pico e do Faial. Acontece que a escolha de um porto alternativo na ilha montanha recaiu sobre o porto das Ribeiras, tendo a Atlânticoline realizado viagens extraordinárias. Levantou-se em mim uma questão: porque não pôde ser utilizado o porto do Cais do Pico? Vejamos algumas vantagens:
Haja saúde!
Post scriptum: Esta carta aberta foi enviada para o correio eletrónico da Atlânticoline, com cópia para o correio eletrónico da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, a qual tem a tutela desta empresa pública de transportes marítimos.
O meu nome é Ivo Sousa, tenho 30 anos e sou natural da vila de São Roque do Pico. Desde 2002 que os estudos universitários, no início, e agora a minha atividade profissional levam-me a passar a maior parte do ano longe da ilha montanha. Contudo, não só sempre que me é possível estou de visita às minhas origens, mas também tento acompanhar à distância o que se passa na ilha do Pico.
Uma prova desta ligação fiel à minha terra natal foi a criação do blog "caisdopico.blogspot.pt", no início de 2014, onde disponibilizo, entre outras coisas, os horários dos barcos que servem regularmente a ilha do Pico. De forma a manter atualizada esta informação, a qual é a mais visualizada do meu blog, consulto regularmente diversas fontes, incluindo os horários e comunicados disponiblizados no website da Atlânticoline. Por outro lado, também sigo diversos navios através do website Vessel Finder, como forma de verificar na prática se disponho dos horários corretos.
Acontece que, sendo eu um investigador de profissão que passa o dia a correlacionar dados de forma a descobrir padrões, tenho sentido que muitas escalas em São Roque do Pico são canceladas de uma forma que nem eu nem a população em geral consegue compreender. Passo a apresentar factos para sustentar esta minha afirmação.
Em primeiro lugar, quero declarar que não sou especialista em navegação marítima nem afins. Apenas possuo carta de Patrão Local e socorro-me da minha experiência: cresci numa casa à beira-mar, no lugar do Cais do Pico, onde tinha como vizinho mais próximo a Delegação Marítima de São Roque do Pico; assim, habituei-me durante todos os dias da minha infância e juventude a olhar para o mar, para o porto do Cais do Pico e para o movimento de barcos na respetiva baía; atualmente, essa é uma das imagens que capto diariamente com o meu olhar sempre que regresso à minha terra natal.
Em segundo lugar, alguns dos factos reportam-se ao tempo em que a Atlânticoline ainda não incorporava a Transmaçor. Contudo, os mestres, restante tripulação e até alguns membros da administração que agora estão ao serviço da Atlânticoline são os mesmos que pertenciam à Transmaçor, sendo por isso válidas as considerações seguintes.
Entre os diversos cancelamentos registados no porto do Cais do Pico, destaco à partida aqueles relacionados com a operação simultânea de navios naquele porto. Eu observei várias vezes navios da Atlânticoline, nomeadamente o Cruzeiro do Canal, o Cruzeiro das Ilhas e o Gilberto Mariano, a operarem em simultâneo com navios de carga em São Roque do Pico. Ressalvando que a segurança marítima está em primeiro lugar, compreendo em parte que se cancele as operações da Atlânticoline quando um navio porta-contentores está atracado, apesar de no passado ter observado essa operação simultânea [ver foto]. Mesmo assim, gostaria de conhecer as razões que levaram à alteração deste procedimento e ao cancelamento das referidas escalas.
No entanto, não compreendo o cancelamento de algumas escalas em São Roque do Pico, mais concretamente da Linha Verde, quando opera um navio da empresa Transportes Marítimos Graciosenses (TMG) no porto do Cais do Pico: no inverno passado eram canceladas as escalas da Atlânticoline alegando a presença destes navios, quando estes navios da TMG deixam espaço suficiente para a operação da Atlânticoline e quando não existe cancelamento no porto de Velas numa situação idêntica, sendo que este último porto tem o mesmo comprimento de cais acostável do que o porto do Cais do Pico [mais informações aqui]. Ainda para mais, e durante o verão passado, estas escalas da Linha Verde em São Roque do Pico não foram canceladas quando também estiveram presentes navios da TMG [ver exemplo]. Eis que acaba o verão e a Atlânticoline volta a cancelar escalas (em cima da hora e em cima do porto, literalmente) quando se verifica esta situação dos TMG, levando muitos passageiros à incompreensão sobre o serviço prestado [mais sobre este assunto].
Também têm havido outros cancelamentos de escalas em São Roque do Pico que carecem de uma justificação mais aprofundada: os comunicados oficiais começam pela frase "Devido às condições meteorológicas que se fazem sentir (...)" mas quem observa a baía do Cais do Pico em alguns desses dias de cancelamentos nota que a mesma quase se assemelha a uma piscina [consultar vários exemplos]. Algo não bate certo para o comum dos passageiros, sendo que estes merecem uma justificação mais clara por parte da Atlânticoline.
Por fim, atente-se ao cancelamento de escalas em São Roque do Pico ocorrido no dia de ontem, 27 de outubro de 2015, o qual consegue reunir o melhor das situações acima descritas. Devido ao fecho da barra da Madalena a toda a navegação (e que só veio a reabrir bastante mais tarde), a Atlânticoline decidiu e bem, a meu ver, procurar uma solução que permitisse ligar por via marítima as ilhas do Pico e do Faial. Acontece que a escolha de um porto alternativo na ilha montanha recaiu sobre o porto das Ribeiras, tendo a Atlânticoline realizado viagens extraordinárias. Levantou-se em mim uma questão: porque não pôde ser utilizado o porto do Cais do Pico? Vejamos algumas vantagens:
- A viagem Horta - Ribeiras durou cerca de 2h30 no Cruzeiro das Ilhas; para São Roque do Pico (e saíndo da Horta) demoraria 1h30 no mesmo barco, ou seja, poupava-se uma hora de mar aos passageiros (só ida) e duas horas à tripulação (ida e volta), caso a Atlânticoline tivesse escalado o porto do Cais do Pico.
- A Atlânticoline também pouparia uma quantidade significativa de combustível se realizasse uma viagem mais curta (seriam 3h de navegação via São Roque do Pico, face às 5h navegadas entre Horta - Ribeiras - Horta).
Então e qual foi a justificação para preterir este porto da costa norte da ilha do Pico?
- O comunicado oficial referia a famosa frase "(...) devido às condições meteorológicas que se fazem sentir (...)", a qual faria todo o sentido se o canal Pico - São Jorge estivesse intransitável, segundo as boas práticas de segurança, pois o porto em São Roque do Pico estava apto a receber navios, tal como se verá seguidamente; acontece que a Atlânticoline realizou uma viagem Horta - Velas - Horta, provando que o problema não estava no canal (refira-se ainda que o cancelamento da escala da Linha Verde em São Roque do Pico inviabilizou também a ligação entre as ilhas do Pico e de São Jorge).
- O porto do Cais do Pico recebeu no mesmo dia a escala do navio de carga Ponta da Barca, propriedade da TMG, o qual esteve cerca de 9h atracado em São Roque do Pico, calma e serenamente a efetuar o seu serviço, provando que este porto tinha reunidas as condições necessárias e suficientes para receber navios [fotografia desta escala no final deste post].
Assim, foi notório que este cancelamento não teve uma justificação sólida, gerando mais uma vez incompreensão junto da população.
Posto isto, o que solicito à Atlânticoline é que passe a justificar detalhamente porque cancela as escalas em São Roque do Pico ou em qualquer outro porto, que condições não estão reunidas para o sucesso de uma escala e que deveriam estar, bem como diligenciar esforços junto da empresa Portos dos Açores para que haja uma boa comunicação e articulação de meios humanos e materiais, de forma a retomar operações em simultâneo no porto do Cais do Pico.
A Atlânticoline termina os seus comunicados de cancelamento dizendo "A Atlânticoline agradece a compreensão dos passageiros,
lamentando quaisquer transtornos que esta alteração
possa causar." Eu termino dizendo que se as medidas sugeridas anteriormente forem postas em prática, não só eu mas também a maioria dos passageiros marítimos compreenderão e apoiarão as decisões da Atlânticoline. Esta é uma empresa pública, logo de todos nós, e é cimentando confiança nela por parte da população que se alcança o sucesso pleno, desejo máximo de qualquer administração empresarial.
Haja saúde!
Post scriptum: Esta carta aberta foi enviada para o correio eletrónico da Atlânticoline, com cópia para o correio eletrónico da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, a qual tem a tutela desta empresa pública de transportes marítimos.
| Navio "Ponta da Barca" a operar no porto do Cais do Pico em 27/10/2015 (esteve atracado cerca de 9h). |
Local:
Cais do Pico, Portugal
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Vídeo de descolagem noturna na ilha do Pico
Com a recente entrada em vigor dos horários de inverno dos aviões que servem regularmente a ilha do Pico, e devido à mudança de moda por parte de SATA, o aeroporto da ilha montanha passou a ter, pela primeira vez, voos noturnos regulares.
O primeiro destes voos realizou-se no passado dia 25 de outubro (domingo), sendo que irão se repetir todas as sextas-feiras e domingos.
Aqui fica um registo vídeo da descolagem deste voo (filmado a partir do interior do avião), acompanhado de uma fotografia do exterior da aeronave, de forma a mais tarde recordar mais um dia histórico no aeroporto da ilha do Pico.
Haja saúde!
Nota importante: as imagens foram gravadas durante uma altura do voo em que a SATA solicita aos passageiros para que desliguem os equipamentos eletrónicos. No entanto, foi utilizado um telefone inteligente em "modo de voo" para esta gravação. A Comissão Europeia deu orientações, em dezembro de 2013, para que as companhias aéreas permitissem o uso de aparelhos eletrónicos, tais como telefones inteligentes, durante todas as fases do voo (incluindo a rolagem, a descolagem e a aterragem) desde que estes aparelhos estivessem em "modo de voo". Seguindo estas diretivas, a TAP permite o uso destes equipamentos em "modo de voo" durante todas as fases do voo desde janeiro de 2014. Assim, é do meu entendimento que todas as normas de segurança foram acauteladas durante a realização do vídeo que se apresenta de seguida.
O primeiro destes voos realizou-se no passado dia 25 de outubro (domingo), sendo que irão se repetir todas as sextas-feiras e domingos.
Aqui fica um registo vídeo da descolagem deste voo (filmado a partir do interior do avião), acompanhado de uma fotografia do exterior da aeronave, de forma a mais tarde recordar mais um dia histórico no aeroporto da ilha do Pico.
Haja saúde!
Nota importante: as imagens foram gravadas durante uma altura do voo em que a SATA solicita aos passageiros para que desliguem os equipamentos eletrónicos. No entanto, foi utilizado um telefone inteligente em "modo de voo" para esta gravação. A Comissão Europeia deu orientações, em dezembro de 2013, para que as companhias aéreas permitissem o uso de aparelhos eletrónicos, tais como telefones inteligentes, durante todas as fases do voo (incluindo a rolagem, a descolagem e a aterragem) desde que estes aparelhos estivessem em "modo de voo". Seguindo estas diretivas, a TAP permite o uso destes equipamentos em "modo de voo" durante todas as fases do voo desde janeiro de 2014. Assim, é do meu entendimento que todas as normas de segurança foram acauteladas durante a realização do vídeo que se apresenta de seguida.
domingo, 25 de outubro de 2015
Atualização de horários dos aviões - Inverno IATA 2015/2016
A mudança para a hora de inverno (último domingo de outubro) coincide também com o início da estação "Inverno IATA", onde são praticados novos horários nas ligações aéreas com a ilha do Pico.
Mais concretamente, o aeroporto da ilha montanha passa a ter as seguintes ligações (até 26 de março de 2016):
De seguida apresenta-se uma tabela com o resumo destes novos horários, sendo que todos os horários já atualizados encontram-se disponíveis no separador "Aviões" deste blog.
Haja saúde!
Legenda: PIX - Pico | PDL - Ponta Delgada | TER - Terceira | LIS - Lisboa |
* - hora do continente | ** - o voo Pico/Lisboa efetua uma escala na ilha Terceira
Mais concretamente, o aeroporto da ilha montanha passa a ter as seguintes ligações (até 26 de março de 2016):
- Uma ligação diária com a ilha Terceira;
- Duas ligações semanais com a ilha de São Miguel (sextas e domingos);
- Duas ligações semanais com Lisboa (segundas e sábados).
De seguida apresenta-se uma tabela com o resumo destes novos horários, sendo que todos os horários já atualizados encontram-se disponíveis no separador "Aviões" deste blog.
Haja saúde!
| Horas | 2.ª | 3.ª | 4.ª | 5.ª | 6.ª | Sáb | Dom |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 08:00* 09:40 |
LIS PIX |
||||||
| 10:25 14:50* |
PIX LIS** |
||||||
| 10:30 11:05 |
TER PIX |
TER PIX |
TER PIX |
||||
| 10:40 11:15 |
TER PIX |
TER PIX |
TER PIX |
||||
| 11:30 12:05 |
PIX TER |
PIX TER |
PIX TER |
||||
| 11:40 12:15 |
PIX TER |
PIX TER |
PIX TER |
||||
| 12:00* 13:40 |
LIS PIX |
||||||
| 14:25 18:50* |
PIX LIS** |
||||||
| 17:00 17:35 |
TER PIX |
||||||
| 17:45 18:35 |
PDL PIX |
PDL PIX |
|||||
| 18:00 18:35 |
PIX TER |
||||||
| 19:05 19:55 |
PIX PDL |
PIX PDL |
|||||
| Horas | 2.ª | 3.ª | 4.ª | 5.ª | 6.ª | Sáb | Dom |
Legenda: PIX - Pico | PDL - Ponta Delgada | TER - Terceira | LIS - Lisboa |
* - hora do continente | ** - o voo Pico/Lisboa efetua uma escala na ilha Terceira
![]() |
| Aterragem do voo S4 4043 (Lisboa-Pico) em 24/10/2015. |
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Atlânticoline vai deixar de escalar São Roque do Pico de segunda a quinta
Já é conhecido o novo horário da Linha Verde, respeitante ao transporte marítimo de passageiros nas ilhas do Triângulo (Pico, São Jorge e Faial), e que estará em vigor desde o próximo dia 1 de novembro até 14 de junho de 2016 (no fim deste post encontra-se cópia deste horário).
Entre as novidades, o novo horário apenas mantém duas ligações diárias no Triângulo às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto os restantes dias da semana contam somente com uma ligação diária.
Mas uma análise mais minuciosa a este novo horário revela que o porto do Cais do Pico, localizado na vila de São Roque do Pico, apenas será escalado às sextas-feiras, sábados e domingos. Esta é uma medida que penaliza todos aqueles que pretendem se deslocar entre as ilhas do Pico e de São Jorge, tal como foi demonstrado numa carta aberta ao Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores sobre ligações marítimas no Triângulo.
Recorde-se que, em junho passado, o Secretário Regional do Turismo e Transportes reconheceu a importância da ligação São Roque do Pico - Velas, tendo o Governo Regional dos Açores dado instruções à então Transmaçor para repôr essa ligação durante todos os dias da semana exceto às quartas e quintas-feiras, dias em que geralmente operam os navios porta-contentores, o que inviabiliza a operação por questões de segurança.
Como curiosidade, imagine-se uma pessoa que uma vez por semana faz uma viagem de ida e volta entre São Jorge e o Pico. Se a fizer via porto da Madalena, o tempo de mar (1h20) é 30 minutos superior para cada lado do que se for feito via porto do Cais do Pico (0h50). Por outras palavras, essa pessoa gasta mais uma hora em cima do mar (ida e volta) se o navio não escalar São Roque do Pico. Se essa mesma pessoa fizer este trajeto durante a vigência deste novo horário (de 1 de novembro de 2015 até 14 de junho de 2016), então durante sete meses e meio gastará uma hora extra por semana, o que significa que nessas 32 semanas perdeu 32 horas em cima do mar - mais do que um dia completo na sua vida!
Haja saúde!
Entre as novidades, o novo horário apenas mantém duas ligações diárias no Triângulo às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto os restantes dias da semana contam somente com uma ligação diária.
Mas uma análise mais minuciosa a este novo horário revela que o porto do Cais do Pico, localizado na vila de São Roque do Pico, apenas será escalado às sextas-feiras, sábados e domingos. Esta é uma medida que penaliza todos aqueles que pretendem se deslocar entre as ilhas do Pico e de São Jorge, tal como foi demonstrado numa carta aberta ao Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores sobre ligações marítimas no Triângulo.
Recorde-se que, em junho passado, o Secretário Regional do Turismo e Transportes reconheceu a importância da ligação São Roque do Pico - Velas, tendo o Governo Regional dos Açores dado instruções à então Transmaçor para repôr essa ligação durante todos os dias da semana exceto às quartas e quintas-feiras, dias em que geralmente operam os navios porta-contentores, o que inviabiliza a operação por questões de segurança.
Como curiosidade, imagine-se uma pessoa que uma vez por semana faz uma viagem de ida e volta entre São Jorge e o Pico. Se a fizer via porto da Madalena, o tempo de mar (1h20) é 30 minutos superior para cada lado do que se for feito via porto do Cais do Pico (0h50). Por outras palavras, essa pessoa gasta mais uma hora em cima do mar (ida e volta) se o navio não escalar São Roque do Pico. Se essa mesma pessoa fizer este trajeto durante a vigência deste novo horário (de 1 de novembro de 2015 até 14 de junho de 2016), então durante sete meses e meio gastará uma hora extra por semana, o que significa que nessas 32 semanas perdeu 32 horas em cima do mar - mais do que um dia completo na sua vida!
Haja saúde!
HORÁRIO DA LINHA VERDE
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Canceladas escalas da Linha Verde em São Roque do Pico esta sexta-feira, dia 23 de outubro
Comunicado da Atlânticoline:
[Nota sobre este comunicado: ao contrário do que tinha sido prática comum até aqui, a Atlânticoline deixou de publicar no seu website estes comunicados relativos ao cancelamento de escalas em São Roque do Pico, apresentado-os apenas no Facebook, o que limita o alcance destes avisos aos possíveis interessados.]
[Nota sobre este comunicado: ao contrário do que tinha sido prática comum até aqui, a Atlânticoline deixou de publicar no seu website estes comunicados relativos ao cancelamento de escalas em São Roque do Pico, apresentado-os apenas no Facebook, o que limita o alcance destes avisos aos possíveis interessados.]
A Atlânticoline, S.A. informa que, devido à presença de um navio de contentores em São Roque durante esta sexta-feira, 23 de outubro, foram canceladas as escalas da Linha Verde naquele porto. O itinerário e o horário da Linha Verde para sexta-feira são, assim, reajustados de acordo com o quadro seguinte.
A Atlânticoline agradece a compreensão dos passageiros, lamentando quaisquer transtornos que este cancelamento possa causar.Haja saúde!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Picuense, Piquense, Picoense ou Picaroto?
Entre as diversas curiosidades relacionadas com a ilha do Pico, o gentílico dos naturais da ilha montanha (nome designativo da ligação de alguém relativamente ao lugar - país, região, estado, cidade - onde nasceu, habita ou ao qual pertence) não só é bastante original, como também foge a todas as regras do vocabulário da língua portuguesa.
Nos Açores existem diversos gentílicos (Santa Maria - mariense; São Miguel - micaelense; Terceira - terceirense; Graciosa - graciosense; São Jorge - jorgense; Faial - faialense; Flores - florentino; Corvo - corvino), sendo que os naturais da ilha do Pico não têm um mas sim dois gentílicos à disposição: picoense e picaroto!
O gentílico picaroto é aquele que normalmente gera mais curiosidade para quem o ouve pela primeira vez. Deve ler-se "picarôto" e, segundo o dicionário, esta palavra também pode ser utilizada como sinónimo de ponto mais alto de monte, montanha, etc.
Em relação ao gentílico picoense, este é aquele que se segue a regra maioritariamente aplicada nos Açores, mas que curiosamente não está definido no dicionário [*ver nota no final]. No seu lugar encontra-se a palavra picuense, a qual, apesar de corresponder à forma de como se deve ler picoense, não é um termo que seja utilizado na ilha do Pico. Este é um claro exemplo de como os dicionários não refletem a realidade local, pois na ilha montanha o que se pode encontrar é «Farmácia Picoense», «Panificadora Picoense», «Electrificadora Picoense», etc.
No site Ciberdúvidas (espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa) já foi levantada esta questão de no dicionário constar picuense ao invés de picoense. A resposta não poderia ser mais surpreendente: picuenses é a forma consagrada pelo uso para designar os naturais da ilha do Pico, mas a forma correta seria... piquenses! Curiosamente, esta forma supostamente correta também não está definida no dicionário.
Em suma, quem é da ilha montanha é picoense ou picaroto, mas se tiver alguma dúvida pode sempre dizer que é... da ilha do Pico!
Haja saúde!
*Nota: Alguns meses após a publicação deste post, o gentílico picoense passou a fazer parte do dicionário, mostrando assim que a língua portuguesa é primordialmente feita, e deve continuar a ser, pelos falantes da mesma.
Nos Açores existem diversos gentílicos (Santa Maria - mariense; São Miguel - micaelense; Terceira - terceirense; Graciosa - graciosense; São Jorge - jorgense; Faial - faialense; Flores - florentino; Corvo - corvino), sendo que os naturais da ilha do Pico não têm um mas sim dois gentílicos à disposição: picoense e picaroto!
O gentílico picaroto é aquele que normalmente gera mais curiosidade para quem o ouve pela primeira vez. Deve ler-se "picarôto" e, segundo o dicionário, esta palavra também pode ser utilizada como sinónimo de ponto mais alto de monte, montanha, etc.
Em relação ao gentílico picoense, este é aquele que se segue a regra maioritariamente aplicada nos Açores, mas que curiosamente não está definido no dicionário [*ver nota no final]. No seu lugar encontra-se a palavra picuense, a qual, apesar de corresponder à forma de como se deve ler picoense, não é um termo que seja utilizado na ilha do Pico. Este é um claro exemplo de como os dicionários não refletem a realidade local, pois na ilha montanha o que se pode encontrar é «Farmácia Picoense», «Panificadora Picoense», «Electrificadora Picoense», etc.
No site Ciberdúvidas (espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa) já foi levantada esta questão de no dicionário constar picuense ao invés de picoense. A resposta não poderia ser mais surpreendente: picuenses é a forma consagrada pelo uso para designar os naturais da ilha do Pico, mas a forma correta seria... piquenses! Curiosamente, esta forma supostamente correta também não está definida no dicionário.
Em suma, quem é da ilha montanha é picoense ou picaroto, mas se tiver alguma dúvida pode sempre dizer que é... da ilha do Pico!
Haja saúde!
*Nota: Alguns meses após a publicação deste post, o gentílico picoense passou a fazer parte do dicionário, mostrando assim que a língua portuguesa é primordialmente feita, e deve continuar a ser, pelos falantes da mesma.
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| Foto original da autoria de Taus. |
Local:
Cais do Pico, Portugal
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Navio "Mestre Simão" em docagem durante seis semanas; "Cruzeiro do Canal" fica no seu lugar
O navio "Mestre Simão" irá estar cerca de seis semanas longe dos Açores, mais concretamente em Aveiro, devido a um processo de certificação obrigatório. Durante este tempo, diversas ligações no Triângulo serão asseguradas pelo navio "Cruzeiro do Canal".
A viagem do navio "Mestre Simão", entre os Açores e Aveiro, pode ser acompanhada clicando neste link.
Apresenta-se de seguida e na íntegra o respetivo comunicado da Atlânticoline (datado de 19 de outubro de 2015):
A viagem do navio "Mestre Simão", entre os Açores e Aveiro, pode ser acompanhada clicando neste link.
Apresenta-se de seguida e na íntegra o respetivo comunicado da Atlânticoline (datado de 19 de outubro de 2015):
O ferry “Mestre Simão”, da Atlânticoline, S.A., partirá hoje [segunda-feira, 19 de outubro] com destino ao continente português para docagem, procedimento obrigatório de dois em dois anos, para efeitos de certificação do navio.
Durante a estada do “Mestre Simão” em doca seca, que deverá prolongar-se por cerca de seis semanas, as ligações marítimas diárias no Triângulo serão asseguradas pelo “Gilberto Mariano” e pelo “Cruzeiro do Canal”.
Assim, de segunda a sexta-feira, o “Cruzeiro do Canal” fará a viagem da manhã na Linha Verde, até São Jorge, bem como a última ligação do dia na Linha Azul, com saída às 17h15 da Horta e às 18h00 da Madalena. Nestes dias o “Gilberto Mariano” fará a ligação da tarde na Linha Verde, operando nas três primeiras viagens do dia na Linha Azul.
Ao sábado o “Gilberto Mariano” fará todas a viagens da Linha Azul, enquanto que o “Cruzeiro do Canal” fará a viagem da Linha Verde. Ao domingo será o ferry a viajar até São Jorge, bem como a realizar as três primeiras ligações da Linha Azul, com o “Cruzeiro do Canal” a fazer a última ligação do dia no Canal.
Após a chegada do “Mestre Simão”, será a vez do “Gilberto Mariano” partir para a docagem obrigarória, mantendo-se o esquema de alternância entre o ferry e um dos “Cruzeiros” na operação.
Inicialmente, os prazos definidos pela Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos coincidiam com a época alta da operação. Por essa razão, a Atlânticoline pediu a prorrogação dos prazos, para que as docagens pudessem passar a acontecer nesta altura do ano.
Estas docagens representam ainda custos muito consideráveis para a empresa. Para além dos custos com o estaleiro, a docagem dos dois ferries implica gastos adicionais com deslocação de tripulações, combustíveis, materiais e com as próprias certificações que serão emitidas. Os custos totais da docagem dos dois ferries ascendem a cerca de 250 mil euros. Este procedimento é absolutamente imperativo para a certificação do “Mestre Simão” e do “Gilberto Mariano”. Enquanto decorre a docagem, a Atlânticoline aproveitará para fazer alguns trabalhos de manutenção nos navios.Haja saúde!
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