sábado, 27 de abril de 2019

Casa dos Sorrisos de Pedra abre ao público pela primeira vez


Sorrisos de Pedra de Helena Amaral é um projeto da MiratecArts que está a celebrar 4 anos, na ilha do Pico, este domingo 28 de abril - Dia Mundial do Sorriso.

Para marcar o acontecimento, pela primeira vez, a artista Helena Amaral vai abrir a Casa dos Sorrisos de Pedra e o seu Atelier de Artista, ao público em geral. Em forma de convívio, o público está convidado este domingo pelas 16h para entrar no mundo de esculturas que já tem presença em vários países e por todo o terreno de Portugal.

Sorrisos de Pedra de Helena Amaral são esculturas de bombas de lava da ilha montanha. Formadas de bagacina e basalto, a artista esculpe com rebarbadora. "É no rosto, no olhar, no sorriso de cada um de nós que as emoções explodem, desenham e gravam as rugas das alegrias e tristezas da vida" diz a artista Helena Amaral. "Sorrir é comunicar sentimentos íntimos e privados, é partilhar silêncios e olhares que só o rosto pode divulgar. Sorrisos de Pedra pretende oferecer o enorme potencial que é o sorriso nos rostos das crianças, dos adultos e dos mais velhos..."

Desde exposições, palestras e workshops à volta deste projeto, também já foi criada uma dança contemporânea. O roteiro, que enquadra mais de 160 esculturas dando a volta à ilha montanha, é um exemplo de como enquadrar a arte na natureza, e que surpreende os turistas que apreciam e voltam à ilha procurando conseguir encontrar mais Sorrisos. Uma exposição itinerante, que além de esculturas inclui uma série de fotografias de Pedro Silva, também já foi apresentada nas ilhas do Faial na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça e no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha de São Jorge no Atelier de Kaasfabriek, na ilha Terceira na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís Silva Ribeiro e, ainda, no Museu da Ilha Graciosa.

Haja saúde!

[Link para notícia relacionada da RTP-Açores]


sexta-feira, 26 de abril de 2019

"Mestre Jaime Feijó" já foi lançado à água


O novo navio da frota da Atlânticoline foi já lançado à água, no desenvolvimento normal do seu processo de construção. Após o seu lançamento à água, seguir-se-ão os acabamentos de equipamentos, máquinas e interiores, o aprestamento final, provas de mar e certificações, e posterior entrega do navio na Horta.

Tendo características muito semelhantes ao “Gilberto Mariano”, igualmente, construído pelos Astilleros Armon, o novo navio tem 41,2 metros de comprimento, ou seja, mais 120 centímetros que os navios de 40 metros e é o substituto do navio “Mestre Simão” que encalhou na Madalena do Pico. Por esse motivo, foi decidido preservar o nome de “Mestre Simão” para o navio malogrado e atribuir o nome de “Mestre Jaime Feijó” ao novo equipamento da Atlânticoline.

A atribuição desse nome, à semelhança do que acontecia com o “Mestre Simão”, pretende ser uma homenagem a uma das figuras de referência do quotidiano do transporte marítimo entre as ilhas do Faial e Pico, neste caso, também natural da ilha do Faial, e vem juntar-se ao “Gilberto Mariano”. Mestre Jaime da Rosa Lopes (Mestre Feijó), nasceu na freguesia das Angústias, no Faial, a 2 de janeiro de 1928, e destacou-se no desempenho de profissões marítimas e portuárias tendo sido estivador, baleeiro, contramestre e mestre de tráfego local.

Recorde-se que Jaime da Rosa Lopes foi Mestre da lancha baleeira “Walkiria” e, em 1964, ingressou na Empresa das Lanchas do Pico, primeiro como contramestre e depois como Mestre. Exímio navegador, conhecia como ninguém as embarcações “Calheta”, “Velas” e “Espalamaca”, bem como os portos, os canais, as marés e os ventos nas ilhas.

A coragem do Mestre Feijó foi muitas vezes testada pela necessidade de evacuação urgente de doentes em situações de muito mau tempo. Para além da sua competência e coragem, ganhou a afeição dos muitos passageiros que transportava, pela facilidade no trato com que com eles lidava. O Mestre Jaime Feijó foi publicamente homenageado por diversas vezes, no Faial e no Pico, destacando-se a sua imortalização na toponímia da cidade da Horta, com a nomeação de uma rua em sua homenagem. Foi ainda agraciado com a Medalha da Ordem de Mérito em 1989, pelo então presidente da República Dr. Mário Soares. Faleceu na Horta, a 12 de outubro de 1998.

O navio “Mestre Jaime Feijó” terá capacidade para transportar 333 passageiros e 15 viaturas, duas das quais com peso bruto até 5,5 toneladas.

[Fonte: Atlânticoline | cantabricshipping]

Haja saúde!






quinta-feira, 25 de abril de 2019

Pico Zen 2019


De 2 a 5 de maio de 2019 decorre a 3.ª edição do "Pico Zen", o festival mais saudável dos Açores. É uma iniciativa em busca do ser ligado à natureza, proporcionando hábitos, atividades e experiências saudáveis como praticas de Yoga, Meditação, Caminhadas pelos trilhos, Trail Run, workshops, palestras, alimentação saudável, terapias naturais, Coach, cozinha vegetariana, BioContrução, música e tradição da ilha montanha.

Serão, assim, 4 dias de atividades relacionadas com saúde e relaxamento, desfrutando da natureza e recursos naturais da ilha do Pico. Mais informações em:

Haja saúde!


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Apresentação no Pico dos livros "OBAMA: An Intimate Portrait" e "SHADE: A Tale of Two Presidents"


No próximo dia 25 de abril de 2019, pelas 20:30, serão apresentadas no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, as obras OBAMA: An Intimate Portrait e SHADE: A Tale of Two Presidents, de Pete Souza.

Pete Souza, açor-descendente, com ascendência na ilha de São Miguel, é natural de Massachusetts, estado norte-americano onde reside uma vasta comunidade açoriana. Foi fotógrafo oficial dos Presidentes norte-americanos Ronald Reagan e Barack Obama e é ex-diretor do Gabinete de Fotografia da Casa Branca (Chief Official White House Photographer). Trabalhou ainda como correspondente do Chicago Tribune, foi freelancer e professor de fotojornalismo.

A sessão contará com uma apresentação pelo autor e com espaço aberto a debate/conversa.

Haja saúde!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Visitarte 2019 — O Festival de Artes em Casas Rurais


A terceira edição do Visitarte, o festival de artes em casas rurais, vai ter lugar na freguesia de Santo Amaro, concelho de São Roque do Pico, nos dias 26 e 27 de abril de 2019. A MiratecArts, promotora deste evento, incentiva mais uma vez o público a conhecer as freguesias da ilha montanha de uma forma diferente, onde as casas de alojamento abrem as suas portas para mostras de arte e ações artísticas.

Na sexta-feira, dia 26, o convite é para, às 18h00, as pessoas visitarem o novo empreendimento Lava Homes e inaugurar a nova escultura de Sorrisos de Pedra de Helena Amaral na propriedade. Logo de seguida, haverá jantar no restaurante Magma (apenas com reserva prévia), o qual será acompanhado por guitarradas dos tocadores da Casa da Música da Candelária.

No sábado, dia 27, o diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, vai percorrer a freguesia e entrar onde for acolhido. "Vamos ver quem nos abre a porta," diz Terry Costa. "Santo Amaro é a freguesia mais criativa, per capita, por isso interessa-me imenso conhecer as pessoas e seus trabalhos, nesta que também é a freguesia com menos população na ilha do Pico." Ao final da tarde, visitas oficiais, em que o público é bem-vindo, inclui, pelas 17h00, a Adega do Canto (Casas Goulart) e, pelas 19h30, a Adega da Varanda Alta, que tem uma das melhores vistas para toda a freguesia e ilha de São Jorge. Cada evento terá surpresas artísticas e bom convívio.

Com este programa, a MiratecArts pretende incentivar a partilha e convívio através das artes, dar a conhecer melhor o local através de suas gentes criativas e abrir as portas para que os empreendedores de alojamento nas freguesias se conheçam e apoiem o desenvolvimento dos locais através da cultura. "Nos programas passados houve sempre a surpresa de encontrar artistas desconhecidos, ou aqueles que se escondem, e assim se juntarem também em futuros festivais da associação cultural", admite Terry Costa.

Haja saúde!

[Link para reportagem pós-evento; adicionadas fotos do evento em anexo]




segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pico tem as uvas mais caras de Portugal e a área produtiva não pára de aumentar


O vinho do Pico, nomeadamente o licoroso, atingiu uma tão grande fama mundial no início do século XIX que o levou a ser exportado para Inglaterra e colónias, Estados Unidos e Rússia, entre outros — a título de exemplo, os czares russos muito apreciavam este produto, tendo estes enviado propositadamente barcos à ilha do Pico para ir buscar o vinho, não só para degustação mas também para receitas médicas. Hoje em dia, a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico é um sítio classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, sendo que os respetivos muros, se alinhados, dariam duas voltas à linha do Equador.

Estando feito o enquadramento histórico e o devido reconhecimento desta autêntica lição de vida, a questão que se coloca é: o que está a acontecer à vinha do Pico e como atestar a unicidade atual dos seus vinhos?

Em 2004, aquando da classificação da UNESCO, cerca de 120 ha da ilha montanha estavam afetos à vitivinicultura; depois desta classificação veio uma revolução: alargou-se tremendamente a área de vinha, desmatou-se para reativar currais [ver vídeos em anexo] e houve um renovado interesse nas castas autóctones: Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico. Atualmente, mais de 700 ha de vinha estão em produção no Pico e estima-se que, dentro de poucos anos, quando a totalidade das vinhas estiverem em produção, a ilha terá cerca de 1000 hectares em pleno funcionamento (a título comparativo, a Madeira não vai além dos 450 ha de vinifera).

No entanto, não foi apenas a quantidade que aumentou, mas também a qualidade: numa era onde aquilo que é único, fora de série e que muitos desejam se traduz em ser necessário pagar mais por esse bem, as uvas do Pico são nada mais nada menos (e de longe) as mais caras de Portugal — em 2018, o quilo de Arinto dos Açores foi pago a 3,60 €, o de Verdelho a 4,70 € e o de Terrantez do Pico a 4,80 € (a título comparativo, o quilo de uvas raramente ultrapassa o valor de 1 € nas castas mais valorizadas, como o Antão Vaz ou o Alvarinho no Continente).

Posto isto, quando se poderia pensar que a ilha montanha seria apenas um pequeno lugar, no meio do Atlântico, onde se produz um qualquer vinho, a verdade é que não só é no Pico se que produz mais de 80% dos vinhos certificados dos Açores, como também as respetivas uvas são as mais valiosas do país!

Assim, não será de admirar que os vinhos do Pico estejam (merecidamente) a subir de preço, um comportamento natural atendendo à excecional qualidade deste néctar dos deuses.

Em suma, os números não enganam: a vinha e o vinho do Pico estão na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 41.854 do 'Diário dos Açores', de 23 de abril de 2019, bem como na edição n.º 781 do 'Jornal do Pico', de 26 de abril de 2019.


sábado, 20 de abril de 2019

Vista aérea de Santo António


Apresenta-se, em anexo, um vídeo da autoria de António Faria, o qual mostra imagens aéreas da freguesia de Santo António, concelho de São Roque do Pico, incidindo particularmente no centro da respetiva freguesia e no lugar da Furna, sendo que esta última constitui também uma zona balnear de excelência da ilha montanha.

Haja saúde!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Navio de cruzeiro "Serenissima" novamente em São Roque do Pico


À semelhança de anos anteriores, o Porto do Cais do Pico, na vila de São Roque do Pico, recebeu nesta Quarta-feira Santa de 2019 (17 de abril) a visita do navio "Serenissima".

Este é um navio de cruzeiro com capacidade para cerca de 100 passageiros, o qual está a realizar um itinerário pelas 9 ilhas dos Açores — "Island Hopping in the Azores" — englobado numa excursão de 12 noites a bordo, com embarque na ilha de São Miguel (após um voo desde Londres) e desembarque em Lisboa (seguido de voo de retorno a Londres).

O público alvo é o do mercado britânico, sendo que o custo deste cruzeiro pelos Açores (incluindo viagem aérea desde Inglaterra + estadia a bordo + refeições + excursões em terra) varia entre as 4.695 libras (cerca de 5.420 euros) e as 7.495 libras (cerca de 8.650 euros).

Nota ainda para o facto de, à saída da ilha do Pico, os turistas terem tido a oportunidade de observar a respetiva majestosa montanha coberta com alguma neve, tal como as imagens em anexo comprovam.

Mais informações:

Haja saúde!






quinta-feira, 18 de abril de 2019

Conversas informais: a vida na ilha


Em parceria com a Pousada da Juventude do Pico, localizada em São Roque do Pico, irá ocorrer esta 6.ª feira, dia 19 de Abril, entre as 18:30 e as 20:30, uma conversa informal sobre os desafios de viver numa ilha.

Promovido por 'Sentido de Ser', aqui fica a apresentação deste evento:
A saúde mental e o bem estar pessoal são urgentes e estão cada vez mais na ordem do dia. Mais do que tecer opiniões com base em preconceitos e ideias vagas da realidade, convido a sociedade a participar neste debate através de conversas informais com as populações locais. Quero conhecer os desafios de uma vida que me é desconhecida através das vozes daquelxs que os experienciam e formular potênciais soluções com xs mesmxs.
Esta será uma conversa totalmente livre e informal, na qual a partilha de experiências e histórias de vida será o foco principal. Irei também partilhar a minha história e a minha causa, apresentando o projecto que se tornou para mim numa missão. Estou certa de que no fim todxs sairemos mais ricos e felizes.
Tragam os vossos petiscos e fazemos disto uma festa para celebrar a vida e todas as possibilidades que ela tem!

Haja saúde!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Zonas Balneares Oficiais do Pico — 2019

Piscina do Cais do Pico

A Portaria n.º 26/2019, de 29 de março, procedeu à identificação das Zonas Balneares Oficiais dos Açores para 2019. Para o caso da ilha do Pico, as zonas identificadas são:

São Roque do Pico
Lajes do Pico
Madalena

Estas zonas têm como época balnear o período compreendido entre o início de junho e o final de setembro. Por outro lado, as zonas balneares da ilha montanha têm reconhecida qualidade superior, tal como comprovam os galardões de Bandeira Azul e a classificação com Qualidade de Ouro atribuídos a várias destas zonas balneares ao longo dos anos.

Mais informações sobre as águas balneares açorianas podem ser encontradas no portal da Direção Regional dos Assuntos do Mar [www.aguasbalneares.azores.gov.pt]. Adicionalmente, alguns dados sobre a qualidade da água nestas zonas balneares (e em todas as outras de Portugal) podem ser encontrados no site do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos [http://snirh.pt/].

Por fim, a melhor forma de averiguar a qualidade destas zonas balneares oficias do Pico, bem como das restantes (mais de meia centena) zonas de banhos da ilha montanha, é mesmo usufruir das mesmas!

Haja saúde!

Piscina do Cais


Poças de São Roque


Furna de Santo António