terça-feira, 23 de abril de 2019

Visitarte 2019 — O Festival de Artes em Casas Rurais


A terceira edição do Visitarte, o festival de artes em casas rurais, vai ter lugar na freguesia de Santo Amaro, concelho de São Roque do Pico, nos dias 26 e 27 de abril de 2019. A MiratecArts, promotora deste evento, incentiva mais uma vez o público a conhecer as freguesias da ilha montanha de uma forma diferente, onde as casas de alojamento abrem as suas portas para mostras de arte e ações artísticas.

Na sexta-feira, dia 26, o convite é para, às 18h00, as pessoas visitarem o novo empreendimento Lava Homes e inaugurar a nova escultura de Sorrisos de Pedra de Helena Amaral na propriedade. Logo de seguida, haverá jantar no restaurante Magma (apenas com reserva prévia), o qual será acompanhado por guitarradas dos tocadores da Casa da Música da Candelária.

No sábado, dia 27, o diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, vai percorrer a freguesia e entrar onde for acolhido. "Vamos ver quem nos abre a porta," diz Terry Costa. "Santo Amaro é a freguesia mais criativa, per capita, por isso interessa-me imenso conhecer as pessoas e seus trabalhos, nesta que também é a freguesia com menos população na ilha do Pico." Ao final da tarde, visitas oficiais, em que o público é bem-vindo, inclui, pelas 17h00, a Adega do Canto (Casas Goulart) e, pelas 19h30, a Adega da Varanda Alta, que tem uma das melhores vistas para toda a freguesia e ilha de São Jorge. Cada evento terá surpresas artísticas e bom convívio.

Com este programa, a MiratecArts pretende incentivar a partilha e convívio através das artes, dar a conhecer melhor o local através de suas gentes criativas e abrir as portas para que os empreendedores de alojamento nas freguesias se conheçam e apoiem o desenvolvimento dos locais através da cultura. "Nos programas passados houve sempre a surpresa de encontrar artistas desconhecidos, ou aqueles que se escondem, e assim se juntarem também em futuros festivais da associação cultural", admite Terry Costa.

Haja saúde!

[Link para reportagem pós-evento; adicionadas fotos do evento em anexo]




segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pico tem as uvas mais caras de Portugal e a área produtiva não pára de aumentar


O vinho do Pico, nomeadamente o licoroso, atingiu uma tão grande fama mundial no início do século XIX que o levou a ser exportado para Inglaterra e colónias, Estados Unidos e Rússia, entre outros — a título de exemplo, os czares russos muito apreciavam este produto, tendo estes enviado propositadamente barcos à ilha do Pico para ir buscar o vinho, não só para degustação mas também para receitas médicas. Hoje em dia, a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico é um sítio classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, sendo que os respetivos muros, se alinhados, dariam duas voltas à linha do Equador.

Estando feito o enquadramento histórico e o devido reconhecimento desta autêntica lição de vida, a questão que se coloca é: o que está a acontecer à vinha do Pico e como atestar a unicidade atual dos seus vinhos?

Em 2004, aquando da classificação da UNESCO, cerca de 120 ha da ilha montanha estavam afetos à vitivinicultura; depois desta classificação veio uma revolução: alargou-se tremendamente a área de vinha, desmatou-se para reativar currais [ver vídeos em anexo] e houve um renovado interesse nas castas autóctones: Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico. Atualmente, mais de 700 ha de vinha estão em produção no Pico e estima-se que, dentro de poucos anos, quando a totalidade das vinhas estiverem em produção, a ilha terá cerca de 1000 hectares em pleno funcionamento (a título comparativo, a Madeira não vai além dos 450 ha de vinifera).

No entanto, não foi apenas a quantidade que aumentou, mas também a qualidade: numa era onde aquilo que é único, fora de série e que muitos desejam se traduz em ser necessário pagar mais por esse bem, as uvas do Pico são nada mais nada menos (e de longe) as mais caras de Portugal — em 2018, o quilo de Arinto dos Açores foi pago a 3,60 €, o de Verdelho a 4,70 € e o de Terrantez do Pico a 4,80 € (a título comparativo, o quilo de uvas raramente ultrapassa o valor de 1 € nas castas mais valorizadas, como o Antão Vaz ou o Alvarinho no Continente).

Posto isto, quando se poderia pensar que a ilha montanha seria apenas um pequeno lugar, no meio do Atlântico, onde se produz um qualquer vinho, a verdade é que não só é no Pico se que produz mais de 80% dos vinhos certificados dos Açores, como também as respetivas uvas são as mais valiosas do país!

Assim, não será de admirar que os vinhos do Pico estejam (merecidamente) a subir de preço, um comportamento natural atendendo à excecional qualidade deste néctar dos deuses.

Em suma, os números não enganam: a vinha e o vinho do Pico estão na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 41.854 do 'Diário dos Açores', de 23 de abril de 2019, bem como na edição n.º 781 do 'Jornal do Pico', de 26 de abril de 2019.


sábado, 20 de abril de 2019

Vista aérea de Santo António


Apresenta-se, em anexo, um vídeo da autoria de António Faria, o qual mostra imagens aéreas da freguesia de Santo António, concelho de São Roque do Pico, incidindo particularmente no centro da respetiva freguesia e no lugar da Furna, sendo que esta última constitui também uma zona balnear de excelência da ilha montanha.

Haja saúde!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Navio de cruzeiro "Serenissima" novamente em São Roque do Pico


À semelhança de anos anteriores, o Porto do Cais do Pico, na vila de São Roque do Pico, recebeu nesta Quarta-feira Santa de 2019 (17 de abril) a visita do navio "Serenissima".

Este é um navio de cruzeiro com capacidade para cerca de 100 passageiros, o qual está a realizar um itinerário pelas 9 ilhas dos Açores — "Island Hopping in the Azores" — englobado numa excursão de 12 noites a bordo, com embarque na ilha de São Miguel (após um voo desde Londres) e desembarque em Lisboa (seguido de voo de retorno a Londres).

O público alvo é o do mercado britânico, sendo que o custo deste cruzeiro pelos Açores (incluindo viagem aérea desde Inglaterra + estadia a bordo + refeições + excursões em terra) varia entre as 4.695 libras (cerca de 5.420 euros) e as 7.495 libras (cerca de 8.650 euros).

Nota ainda para o facto de, à saída da ilha do Pico, os turistas terem tido a oportunidade de observar a respetiva majestosa montanha coberta com alguma neve, tal como as imagens em anexo comprovam.

Mais informações:

Haja saúde!






quinta-feira, 18 de abril de 2019

Conversas informais: a vida na ilha


Em parceria com a Pousada da Juventude do Pico, localizada em São Roque do Pico, irá ocorrer esta 6.ª feira, dia 19 de Abril, entre as 18:30 e as 20:30, uma conversa informal sobre os desafios de viver numa ilha.

Promovido por 'Sentido de Ser', aqui fica a apresentação deste evento:
A saúde mental e o bem estar pessoal são urgentes e estão cada vez mais na ordem do dia. Mais do que tecer opiniões com base em preconceitos e ideias vagas da realidade, convido a sociedade a participar neste debate através de conversas informais com as populações locais. Quero conhecer os desafios de uma vida que me é desconhecida através das vozes daquelxs que os experienciam e formular potênciais soluções com xs mesmxs.
Esta será uma conversa totalmente livre e informal, na qual a partilha de experiências e histórias de vida será o foco principal. Irei também partilhar a minha história e a minha causa, apresentando o projecto que se tornou para mim numa missão. Estou certa de que no fim todxs sairemos mais ricos e felizes.
Tragam os vossos petiscos e fazemos disto uma festa para celebrar a vida e todas as possibilidades que ela tem!

Haja saúde!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Zonas Balneares Oficiais do Pico — 2019

Piscina do Cais do Pico

A Portaria n.º 26/2019, de 29 de março, procedeu à identificação das Zonas Balneares Oficiais dos Açores para 2019. Para o caso da ilha do Pico, as zonas identificadas são:

São Roque do Pico
Lajes do Pico
Madalena

Estas zonas têm como época balnear o período compreendido entre o início de junho e o final de setembro. Por outro lado, as zonas balneares da ilha montanha têm reconhecida qualidade superior, tal como comprovam os galardões de Bandeira Azul e a classificação com Qualidade de Ouro atribuídos a várias destas zonas balneares ao longo dos anos.

Mais informações sobre as águas balneares açorianas podem ser encontradas no portal da Direção Regional dos Assuntos do Mar [www.aguasbalneares.azores.gov.pt]. Adicionalmente, alguns dados sobre a qualidade da água nestas zonas balneares (e em todas as outras de Portugal) podem ser encontrados no site do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos [http://snirh.pt/].

Por fim, a melhor forma de averiguar a qualidade destas zonas balneares oficias do Pico, bem como das restantes (mais de meia centena) zonas de banhos da ilha montanha, é mesmo usufruir das mesmas!

Haja saúde!

Piscina do Cais


Poças de São Roque


Furna de Santo António

terça-feira, 16 de abril de 2019

Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro do Pico exporta para Inglaterra


A Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro, situada na freguesia homónima do concelho de São Roque do Pico, tem vindo a aumentar a venda de peças para Inglaterra. Este é um novo mercado que se abre para o artesanato picoense e que veio compensar as quebras inerentes à época baixa do turismo.

Em anexo apresenta-se uma reportagem da RTP-Açores sobre este mesmo assunto, sendo que quem quiser saber mais sobre as duas irmãs gémeas picarotas que fundaram esta escola, e que têm uma vida dedicada ao artesanato, pode simplesmente seguir este link.

Haja saúde!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Edifícios licenciados nos Açores em 2018


De entre os vários dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, o número de edifícios licenciados permite analisar não só como vai a construção no arquipélago açoriano, mas também a dinâmica existente em cada ilha.

No todo regional, em 2018 foram licenciados 778 edifícios, o que correspondeu a um crescimento de 20,1% face a 2017 (mais 130 edifícios licenciados). Analisando por ilha, em São Miguel foi onde se registou o maior número de edifícios licenciados (424 licenças — 55% do total), seguindo-se o Pico (117 licenças — 15% do total) e depois a Terceira (91 licenças — 12% do total).


Torna-se também interessante comparar estes dados estatísticos com a população de cada ilha, de forma a inferir que ilhas apresentam uma dinâmica de crescimento no que toca a novas construções. Para o efeito, apresenta-se de seguida, e no mesmo gráfico, as percentagens, por ilha, de edifícios licenciados e de população.


Como é possível comprovar, o Pico destaca-se claramente por apresentar uma dinâmica de construção muito maior em relação ao que seria expectável — a ilha montanha regista a maior diferença positiva entre a percentagem de edifícios licenciados e a respetiva população (9 pontos percentuais). Outra forma de tornar evidente esta fantástica dinâmica observada no Pico é notar o seguinte exemplo: na ilha montanha reside cerca de 6% da população dos Açores, mas nesta ilha existiram mais edifícios licenciados em 2018 do que os registados na Terceira, ilha onde residem 23% das pessoas na Região!

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Este artigo foi igualmente publicado na edição n.º 41.849 do 'Diário dos Açores', de 17 de abril de 2019.

domingo, 14 de abril de 2019

109.º Aniversário da Filarmónica Liberdade do Cais do Pico


Desta semana que agora findou, o dia 10 de abril de 1910 tem um lugar especial na história do lugar do Cais do Pico, vila de São Roque do Pico: neste dia foi fundada a Filarmónica Liberdade do Cais do Pico.


(Hino da Filarmónica Liberdade do Cais do Pico)

Esta instituição de utilidade pública, a qual celebrou agora o seu 109.º aniversário, conta com um longo historial [link] e atualmente mantém em funcionamento a sua principal atividade — a Banda Filarmónica e a Escola de Música — sob a batuta do maestro Paulo Freitas e a presidência de Fernando Andrade.

Através deste post, aproveito esta data para prestar uma homenagem não só à filarmónica homónima deste blog, mas também a todas as sociedades filarmónicas da ilha montanha, desejando os maiores êxitos para todas estas instituições, as quais são um valioso património do Pico, em particular, e dos Açores, em geral:
  • Liberdade do Cais do Pico
  • União Artista de São Roque
  • Recreio União Prainhense
  • Recreio Santamarense
  • Musical e Cultural da Piedade
  • Lira Fraternal Calhetense
  • Recreio Ribeirense
  • União Ribeirense
  • Liberdade Lajense
  • Recreio dos Pastores
  • Lira de São Mateus
  • União e Progresso Madalense
  • Lira Madalense

Haja saúde!

sábado, 13 de abril de 2019

Sobre a "guerra" entre São Miguel e Terceira nas ligações aéreas


Transcreve-se, em anexo, um artigo da autoria de Bruno Rodrigues, publicado na edição n.º 41.844 do Diário dos Açores, de 11 de abril de 2019, o qual aborda a questão de não haver mais incentivos para a existência de mais voos para as ilhas do "Triângulo" — São Jorge, Pico e Faial — isto quando este sub-conjunto do arquipélago já representa, em termos de camas turísticas, o segundo principal destino a nível Açores — dados comprovativos do Serviço Regional de Estatística também em anexo.

Haja saúde!



Sobre a "guerra" entre São Miguel e Terceira nas ligações aéreas

Há uma “pseudo-disputa” instalada entre São Miguel e Terceira para ver quem tem mais voos do exterior. Aliás as “queixas” partem da Terceira. Neste jornal foram publicadas as ligações aéreas (voos diretos) 2018/19, com base numa lista da Associação do Turismo dos Açores (ATA). Nesse artigo refere-se que de Outubro 2018 a Outubro 2019 São Miguel recebe voos da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Espanha, Finlândia, Holanda, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos (ligações de 10 países portanto). Por seu turno a Terceira recebe voos de Amesterdão, Toronto, Boston e Oakland (ligações de 3 países). Entretanto a Secretária Regional do Ambiente e Turismo já veio anunciar o regresso da operação entre Madrid e a Terceira no próximo Inverno, ou seja, a Terceira passará a estar ligada a 4 países distintos.
É indiscutível a atratividade turística que São Miguel tem, assim como é indiscutível a importância que o Aeroporto de Ponta Delgada tem atualmente como o principal Hub dos Açores. As rotas internacionais que servem Ponta Delgada conseguem comprovadamente servir a Diáspora e as restantes ilhas via SATA Air Açores. Por via disso é natural que existam mais ligações internacionais a São Miguel e é aliás natural que continuem a aumentar no futuro.
No sentido de responder à procura da Diáspora, é natural que a Terceira disponha também de ligações a Toronto, Boston e Oakland. Felizmente a operação de Boston tem também sido utilizada por operadores para combater a sazonalidade do Turismo no Inverno. O mesmo se aplica com a operação da TUI (Amesterdão) e Madrid a partir do próximo Inverno. No entanto, estas operações charter servem apenas e só a ilha Terceira, não servem as restantes ilhas.
Com isto a questão: estando o Triângulo (São Jorge, Pico e Faial) servidos apenas pela Azores Airlines (via gateways do Pico e Horta) com regularidade e alguma qualidade no Verão IATA para Lisboa (e com necessidade de reforços, com os quais a Azores Airlines não se consegue comprometer), e sendo o Turismo do Triângulo ainda bastante sazonal (com procura bem baixa entre final de Outubro e meados de Março), o que está o Governo a preparar, em conjunto com as outras partes interessadas, para no futuro (1, 2, 3 anos, o tempo necessário para se montar uma operação com pés e cabeça) combater a sazonalidade com operações charter semelhantes àquelas que existem para a Terceira, nos referidos meses de menor procura? A Terceira tem 3782 camas que precisam de ser rentabilizadas na época baixa. No triângulo o número de camas ultrapassa atualmente as 5011.
Dá que pensar o porquê de tanta preocupação em encher onde há menos oferta e não servir melhor - leia-se, com mais voos - os que têm oferta, como o Triângulo, mas cujas ligações aéreas esgotam e não permitem tirar o máximo partido do potencial turístico.