quinta-feira, 31 de maio de 2018

Património Cultural Subaquático — Ilha do Pico


No arquipélago dos Açores estão registados cerca de mil naufrágios, alguns em locais acessíveis. Num documentário realizado pela RTP-Açores, alguns destes naufrágios são abordados recorrendo não só a testemunhos e a dados históricos, mas também a magníficas imagens subaquáticas.

Apresenta-se, em anexo, o episódio relativo à ilha do Pico deste roteiro sobre o Património Cultural Subaquático dos Açores.

Haja saúde!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Zonas Balneares Oficiais do Pico — 2018

Piscina do Cais do Pico

A Portaria n.º 30/2018, de 28 de março, procedeu à identificação das Zonas Balneares Oficiais dos Açores para 2018. Para o caso da ilha do Pico, as zonas identificadas são:

São Roque do Pico
Lajes do Pico
Madalena

Estas zonas têm como época balnear o período compreendido entre o início de junho e o final de setembro. Por outro lado, as zonas balneares da ilha montanha têm reconhecida qualidade superior, tal como comprovam os galardões de Bandeira Azul e a classificação com Qualidade de Ouro atribuídos a várias destas zonas balneares ao longo dos anos.

Mais informações sobre as águas balneares açorianas podem ser encontradas no portal da Direção Regional dos Assuntos do Mar [www.aguasbalneares.azores.gov.pt]. Adicionalmente, alguns dados sobre a qualidade da água nestas zonas balneares (e em todas as outras de Portugal) podem ser encontrados no site do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos [http://snirh.pt/].

Por fim, a melhor forma de averiguar a qualidade destas zonas balneares oficias do Pico, bem como das restantes (mais de meia centena) zonas de banhos da ilha montanha, é mesmo usufruir das mesmas!

Haja saúde!

Piscina do Cais


Poças de São Roque


Furna de Santo António

terça-feira, 29 de maio de 2018

Grooving já começou na pista do aeroporto do Pico


Começou recentemente, neste final de maio de 2018, a execução do grooving na pista do Aeroporto da ilha do Pico. Esta empreitada, a qual corresponde a ranhurar a pista numa orientação perpendicular ao eixo da pista, irá melhorar as condições de aderência e de escoamento das águas superficiais da pista.

Segundo informação aeronáutica, prevê-se que os trabalhos (os quais são realizados entre as 19h e as 7h) estejam concluídos no início de agosto próximo, ou seja, esta empreitada tem uma duração estimada de cerca de dois meses e meio.

Esta é uma excelente notícia para a infraestrutura aeroportuária da ilha montanha, pois muitos dos cancelamentos causados pela chuva (e que afetavam sobretudo os aviões de médio-porte) serão agora reduzidos. A título de exemplo, na operação da TUI em 2016 na ilha do Pico, todos os cancelamentos verificados ficaram a dever-se a pista molhada em excesso, sendo que se o grooving já existisse, então estes cancelamentos não teriam ocorrido.

Uma nota final para uma constatação factual: em setembro de 2016, os promotores da petição pública "Pelo aumento das condições de operacionalidade do Aeroporto da ilha do Pico" identificaram que esta infraestrutura aeroportuária (a maior que é totalmente detida pela Região) beneficiaria, e muito, se a sua pista fosse aumentada e se nela fosse implementado o grooving; o início desta empreitada veio comprovar como o trabalho de identificação das condicionantes do Aeroporto da ilha do Pico estava correto.

Por outras palavras, a petição em causa "levantou voo" rumo ao parlamento açoriano com o desejo de trazer de volta duas importantes melhorias para a infraestrutura aeroportuária da ilha montanha; uma delas — o grooving — já "aterrou" e está agora a "desembarcar", restando agora esperar pela "decisão de embarque" do aumento da pista do aeroporto do Pico!

Haja saúde!

Post scriptum: no início de agosto de 2018, a pista do aeroporto do Pico ficou dotada de grooving em toda a sua extensão.


Exemplo de um grooving.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pico em grande destaque na rota de serviço público aéreo com Lisboa em 2017


De entre as várias ligações aéreas entre os Açores e o Continente, existem três rotas que estão sujeitas a Obrigações de Serviço Público (OSP):
  • Lisboa / Santa Maria / Lisboa;
  • Lisboa / Horta / Lisboa;
  • Lisboa / Pico / Lisboa.
Atualmente, estas rotas sujeitas a OSP são operadas pela Azores Airlines, a qual integra o Grupo SATA — a transportadora aérea açoriana cujo único acionista é o Governo dos Açores. Assim, não só a SATA é, de certo modo, propriedade de todos os açorianos, bem como algumas das suas atividades podem ser alvo de análise por parte da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA). Devido a esta última razão, e em resposta a um requerimento apresentado na ALRAA, a SATA disponibilizou várias estatísticas relacionadas com estas três rotas entre os Açores e o Continente, as quais permitem uma análise aprofundada à operação realizada no ano de 2017.

Começando pelo número de voos, foram realizados um total de 1.113 voos, distribuídos por 200 na rota envolvendo Santa Maria (-6 face a 2016), 650 nas ligações com a Horta (+17 face a 2016) e 263 na rota com o Pico (+11 face a 2016). Em termos de passageiros transportados, obteve-se um total de 122.150 passageiros, distribuídos da seguinte forma:
  • Lisboa / Santa Maria / Lisboa — 13.731 pax (+1.834 face a 2016);
  • Lisboa / Horta / Lisboa — 78.554 pax (+1.683 face a 2016);
  • Lisboa / Pico / Lisboa — 29.865 pax (+2.618 face a 2016).
Com base no que foi referido anteriormente, verifica-se que a ligação entre a capital portuguesa e a ilha do Faial (onde está o Aeroporto da Horta) concentra quase dois terços dos passageiros das rotas sujeitas a OSP, sendo que as rotas envolvendo as ilhas do Pico e de Santa Maria representam cerca de um quarto e um décimo, respetivamente, dos passageiros transportados. Estes valores são os esperados, pois estão em concordância com o respetivo número de voos efetuados para cada rota.

Por outro lado, e comparando a evolução entre 2016 e 2017, verifica-se que um maior aumento no número de voos não significou um maior aumento no número de passageiros transportados: se na rota de Santa Maria até houve um aumento nos passageiros transportados (+1.834) existindo menos voos (-6), na rota da Horta, onde houve o maior incremento no número de voos (+17), foi onde se registou o menor aumento nos passageiros (+1.683); no Pico, onde houve um menor incremento no número de voos (+11), verificou-se o maior aumento nos passageiros transportados (+2.618).

Outro dado estatístico interessante, e que foi tornado público, prende-se com o valor médio da tarifa. Como a tabela seguinte indica, a rota de Santa Maria foi, regra geral, a mais económica ao longo de todo o ano de 2017, apresentando, por isso, o valor médio anual mais baixo (81 €). No caso das outras duas rotas, o valor da tarifa média anual foi igual em ambas (95 €). Contudo, e focando a análise entre junho e setembro — são apenas quatro meses, mas representam um período de tempo onde viajaram cerca de metade dos passageiros, isto é, correspondem à época alta do turismo e onde muitos passageiros (porventura a maioria) são não residentes — a rota Lisboa / Pico / Lisboa foi a que registou sempre o preço mais elevado.

Valor médio da tarifa.

Atendendo ao caso particular em que as ilhas do Pico e do Faial são servidas por ligações marítimas regulares entre elas, quem pretende chegar, partindo de Lisboa, a uma destas duas ilhas (ou vice-versa), pode facilmente utilizar o aeroporto da ilha vizinha. Isto significa que, tendo em conta o ano de 2017, a ligação entre Lisboa e estas duas gateways do "Triângulo" foi mais económica via Pico nos meses de inverno, sendo que no verão tornou-se mais barato viajar via Faial.

Do ponto de vista de uma companhia de aviação, falta analisar um dos mais importantes dados estatísticos: a taxa de ocupação. Este normalmente resulta de uma conjunção de fatores — preço, horários, atratividade do destino, etc. — cuja relação entre eles não é de fácil modelação. Em todo o caso, a taxa de ocupação permite perceber qual o sucesso de determinada rota e a sua tendência evolutiva. A tabela seguinte apresenta a taxa de ocupação, em 2017, relativa às rotas sujeitas a OSP em análise.

Taxa de ocupação.

Se apenas for considerada a taxa de ocupação média anual, a rota da Horta apresentou o melhor desempenho (75%), seguida de muito perto pela rota do Pico (74%), sendo que a ligação com Santa Maria registou a pior taxa de ocupação média anual (56%). Contudo, e analisando os dados mensais, algumas das conclusões que se podem tirar são as seguintes:
  • A rota Lisboa / Santa Maria / Lisboa apresentou em 11 dos 12 meses de 2017 a pior taxa de ocupação;
  • O valor mais baixo de taxa ocupação foi registado na rota Lisboa / Santa Maria / Lisboa — 39% (março de 2017);
  • A rota Lisboa / Pico / Lisboa apresentou em 7 dos 12 meses de 2017 a melhor taxa de ocupação;
  • O valor mais elevado de taxa ocupação foi registado na rota Lisboa / Pico / Lisboa — 92% (julho de 2017).
Para além de taxas de ocupação médias anuais semelhantes nas rotas envolvendo o Pico e o Faial, note-se que em ambos os casos, e considerando cada mês de 2017, a taxa de ocupação nunca foi inferior a 54%. No caso do Pico, um outro destaque vai ainda para o facto de esta rota ter sido a única que ultrapassou a barreira dos 90% de taxa de ocupação, nomeadamente em julho e agosto de 2017, bem como nos meses de verão (de junho a setembro) foi a que apresentou sempre o melhor desempenho.

Por fim, torna-se também interessante analisar a evolução da taxa de ocupação média anual de cada uma destas rotas com Lisboa sujeitas a OSP, tendo por base os dados conhecidos para os últimos três anos completos (de 2015 a 2017) — vide gráfico.


Procedendo a uma análise por rota, é possível concluir o seguinte:
  • Lisboa / Santa Maria / Lisboa — Esta rota apresentou sempre a taxa de ocupação média anual mais baixa, mas este valor não só tem vindo sempre a crescer desde 2015, bem como foi a rota que teve o maior aumento, em pontos percentuais, na taxa de ocupação média anual entre 2016 e 2017 (+20 pp). Em todo o caso, vale a pena recordar que esta rota permanece, desde 2015 até ao presente, com a mesma frequência semanal (2 voos por semana), bem como na esmagadora maioria dos casos é efetuada uma escala em Ponta Delgada (ilha de São Miguel).
  • Lisboa / Horta / Lisboa — Esta rota, a mais antiga e mais consolidada das três em análise, apresentou sempre a taxa de ocupação média anual mais elevada. No entanto, esta rota parece ter estabilizado e o aumento de voos ao longo dos anos tem sido o adequado, pois desde 2015 que a taxa de ocupação média anual se mantém praticamente inalterada (teve apenas um pequeno decréscimo de três pontos percentuais de 2015 para 2016 e outro decréscimo de um ponto percentual de 2016 para 2017).
  • Lisboa / Pico / Lisboa — Esta rota, tal como a de Santa Maria, tem vindo a apresentar uma taxa de ocupação média anual sempre a crescer ao longo dos anos. Contudo, e ao contrário do que acontece com a rota de Santa Maria, o número de ligações Lisboa / Pico / Lisboa não só tem vindo a crescer, bem como foi suprimida, em 2017, a escala na ilha Terceira que existia em muitos dos voos.
Por outras palavras, o resultado da rota do Pico é ainda mais espetacular, ora vejamos: no caso de Santa Maria, houve mais passageiros transportados para aproximadamente o mesmo número de voos, o que naturalmente resultou numa maior taxa de ocupação; no caso da rota da Horta, houve mais passageiros transportados, mas também houve mais voos, o que deu origem a uma taxa de ocupação praticamente inalterada; no caso do Pico, houve mais voos, mas os passageiros transportados conseguiram crescer de tal forma (mesmo sendo a rota mais cara no verão) que mesmo assim a taxa de ocupação aumentou!

Resumindo, os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: Esta análise foi igualmente publicada na edição n.º 41.577 do 'Diário dos Açores', de 29 de maio de 2018.

domingo, 27 de maio de 2018

"ECO freguesias" do Pico — 2017


O concurso "ECO Freguesia, freguesia limpa", organizado pelo Governo dos Açores, tem como principal objetivo reconhecer e distinguir a limpeza das freguesias açorianas e o bom desempenho dos cidadãos e das diversas entidades na preservação da qualidade ambiental.

Na edição de 2017 deste concurso, e considerando as 17 freguesias da ilha do Pico, obtiveram-se os seguintes resultados [link para a lista completa das classificações das 146 freguesias açorianas participantes]:
  • 7 freguesias foram premiadas com um galardão (uma bandeira e um certificado), sendo que três delas (Prainha, Santo Amaro e São Caetano) obtiveram o certificado de excelência — o reconhecimento mais elevado do concurso;
  • 9 freguesias obtiveram um diploma de reconhecimento pelos esforços no âmbito do programa (atribuído nos casos em que não tenham sido cumpridos os objetivos mínimos por razões que não sejam diretamente imputáveis às juntas de freguesia);
  • 1 freguesia não atingiu os objetivos constantes no regulamento do concurso.

Destaque ainda para o facto de a freguesia da Prainha, no concelho de São Roque do Pico, pertencer ao restrito grupo de três freguesias dos Açores — a par do Corvo e da freguesia de Porto Martins (Praia da Vitória, Terceira) — que obtiveram sempre certificado de excelência de "ECO Freguesia, freguesia limpa" desde que existe este reconhecimento máximo.

Haja saúde!

"ECO freguesias" do Pico em 2017.

sábado, 26 de maio de 2018

Zonas Balneares do Pico com Qualidade de Ouro — 2018


Neste ano de 2018, a Quercus distinguiu uma zona balnear da ilha montanha com o galardão Qualidade do Ouro [link para a listagem nacional]:

Lajes do Pico

Esta avaliação de Qualidade de Ouro efetuada pela Quercus é mais limitada em comparação com os múltiplos critérios para atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, sendo contudo mais exigente neste aspeto em específico, para além de incluir todas as águas balneares, não envolvendo qualquer processo de candidatura.

Recorde-se que na ilha do Pico existem outras duas zonas balneares onde estará hasteada a Bandeira Azul em 2018:

São Roque do Pico

Estes galardões comprovam, assim, a qualidade das zonas balneares da ilha montanha — mas a melhor forma de averiguar esta situação é mesmo usufruir das zonas balneares do Pico!

Haja saúde!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Museu do Pico apresenta as exposições de fotografia 'Código postal: A2053N' e 'Na rota das grandes manchas'


Serão apresentadas ao público, pelo Museu do Pico, duas exposições fotográficas da autoria do galardoado fotógrafo açoriano, natural da ilha de Santa Maria, Pepe Brix.

No Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico, será inaugurada, a 25 de maio, a exposição 'Código postal: A2053N'. Pepe Brix documentou durante três meses e meio a vida a bordo do 'Joana Princesa', um dos 13 sobreviventes da frota portuguesa de navios de pesca longínqua. Chamou ao trabalho 'Código Postal: A2053N', a matrícula do navio. Construída em 1970, esta embarcação de 80 metros por 12,5 continua a desafiar os mares gelados do Atlântico Noroeste, como tantas outras antes dela. A exposição estará patente ao público até dia 26 de agosto.

Por sua vez no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, no dia 26 de maio, será inaugurada a exposição 'Na rota das grandes manchas'. Trata-se de um documentário realizado para a National Geographic Portugal, sobre a pesca do atum no arquipélago dos Açores. Pepe acompanhou a embarcação 'Mestre Soares', de Vila do Porto, durante uma semana, numa jornada que navegou a norte das ilhas Terceira e Graciosa. Ao contrário da maioria dos atuneiros da frota açorina, esta conseguiu encontrar a tão procurada "mancha de atum" que lhe valeu um mês e meio de permanência sobre a mesma e 96 toneladas de atum capturado. À semelhança do que acontece nos arquipélagos da Madeira e Cabo Verde, os açorianos continuam a dar o exemplo ao mundo, praticando a arte do "Salto e Vara", para a captura do atum, uma das mais seletivas e sustentáveis entre todas as artes de pesca utilizadas. A exposição estará patente ao público até dia 2 de setembro.

Depois de publicada na edição de Outubro de 2016 da revista National Geographic Portugal, o documentário fotográfico entrou num circuito de exposições que conta com o alto apoio da Direção Regional das Pescas, Direção Regional da Cultura, do Município de Vila do Porto, e da National Geographic Portugal.

Pepe Brix, de 33 anos, um "vagamundo" como é definido, já realizou vários trabalhos fotográficos pelo mundo, os quais foram tema para exposições e livros, nomeadamente na revista National Geographic, da qual é colaborador. Foi vencedor do Prémio Gazeta 2015 na categoria Fotojornalismo.

Contando com a presença do fotógrafo, as sessões de inauguração estão previstas para as 21:30h, podendo ser apreciadas no horário de funcionamento dos Museus (de terça-feira a domingo - 10h-17h30).

Haja saúde!



quinta-feira, 24 de maio de 2018

Novo regulamento de acesso à montanha do Pico


A Portaria n.º 52/2018, de 23 de maio de 2018, vem incrementar os mecanismos de responsabilização individual aplicáveis aos visitantes e ajustar as taxas de acesso à montanha do Pico. As principais novidades introduzidas no regulamento de acesso ao ponto mais alto de Portugal são as seguintes:

  • Capacidade máxima de carga de 320 visitantes por dia no acesso à montanha do Pico;
  • Pernoita na cratera da montanha do Pico condicionada a um máximo de 32 visitantes por dia, à realização de reserva e ao pagamento de taxa suplementar;
  • Aumento do valor das taxas de acesso à montanha do Pico (nomeadamente subida à cratera e subida ao Piquinho), com a ressalva de que os visitantes que sejam residentes na Região Autónoma dos Açores estão isentos do pagamento destas taxas.

As novas regras produzem efeitos a partir de 1 de junho de 2018. Mais informações sobre o acesso à montanha do Pico podem ser encontradas em:


Haja saúde!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Desmantelamento do navio "Mestre Simão"


Aqui fica um registo fotográfico (datado de 19 de maio de 2018) relativo ao desmantelamento do navio "Mestre Simão".

Os trabalhos consistem no desmantelamento no local da embarcação encalhada, com recurso a uma barcaça instalada junto à mesma, na qual se encontra um equipamento articulado que serve de auxílio durante o processo de remoção dos escombros. Prevê-se que todo este processo esteja concluído em cerca de mês.

Todas as informações relativas ao encalhe do navio "Mestre Simão" (em 6 de janeiro de 2018) podem ser encontradas em:
http://www.caisdopico.pt/2018/01/navio-mestre-simao-encalha-na-madalena.html

Haja saúde!




terça-feira, 22 de maio de 2018

Festa do Divino Espírito Santo no Cais do Pico — 2018


Todos os anos, 51 dias depois da Páscoa, celebra-se a Segunda-feira do Espírito Santo — dia de Feriado Regional na Região Autónoma dos Açores e dia de Festa do Divino Espírito Santo no Cais do Pico, vila de São Roque do Pico.

Neste ano de 2018, a festa ocorreu no dia 21 de maio e teve os seguintes momentos-chave:
  • Confeção das Sopas na cozinha da Filarmónica Liberdade do Cais do Pico;
  • Saída do Coroa a partir da Esquadra da Polícia de Segurança Pública de São Roque do Pico;
  • Missa da Coroação na Igreja do Convento de São Pedro de Alcântara;
  • Almoço no salão da Filarmónica Liberdade do Cais do Pico;
  • Arraial pela Filarmónica Liberdade do Cais do Pico;
  • Distribuição de vésperas junto à sede desta mesma filarmónica.

A reportagem fotográfica da festa de 2018 no Cais do Pico, que a seguir se apresenta, pretende mostrar um pouco de o que é a ilha do Pico estar "rendida" ao Divino Espírito Santo: uma enorme vivência comunitária e uma tradição sentida profundamente pelos açorianos.

Haja saúde!

Hino do Divino Espírito Santo


(clicar nas fotos para aumentar a resolução)













domingo, 20 de maio de 2018

Azores Fringe Festival 2018


De 25 de maio a 1 de julho decorre o Azores Fringe Festival 2018: um conjunto de eventos e trabalhos proporcionados por mais de uma centena de artistas de 38 países, incluindo 18 exposições que inclui pintura, fotografia e escultura; a dança, o teatro e a música também estarão presentes.

Nesta sexta edição, mais uma vez é possível ter uma explosão artística dos Açores para o mundo, sendo que o festival iniciar-se-á com um momento de silêncio "para lembrar que o mundo sem arte não existe".

Estão agendados 85 eventos públicos nos 9 cantinhos dos Açores, além de uma turma de 40 artistas que vão estar em residência no epicentro do festival na ilha do Pico, criando os seus próprios momentos na praça pública, escolas, centros de acolhimento de crianças, lares de terceira idade e pelas portas que se abrem à experimentação artística.

Para a edição de 2018, um novo programa destaca ilustradores e pretende promover as ilhas através de Ilustrar Açores; o programa Arte Viva, já conhecido em São Miguel, desta vez vai até ao Pico, onde mais programação acontecerá na MiratecArts Galeria Costa: 24 mil metros quadrados na natureza; e, programas que já arrancaram em outras edições e continuam bem vivos neste certame inclui o Encontro Pedras Negras dedicado a escritores, Expedição Fotográfica, +Arte Corvo, e o shorts@fringe que apresenta 58 curtas cinemáticas e videos.

Aqui fica o programa deste festival, sendo que mais informações podem ser encontradas em: www.azoresfringe.com

Haja saúde!


sábado, 19 de maio de 2018

Ilha do Pico em destaque para uma escapadinha

É a segunda maior ilha do arquipélago dos Açores, onde está a maior montanha de Portugal. A Montanha do Pico é um estratovulcão com 2.351 metros de altitude. O contacto com a natureza, por mar ou terra, é uma constante nesta ilha, que conta também com uma paisagem Património da Humanidade: a cultura da vinha da Ilha do Pico.
É com este texto que é destacada a ilha do Pico (e o único local dos Açores) de entre um conjunto de 13 destinos portugueses para uma escapadinha, os quais foram eleitos pelo portal Sapo Viagens e que têm em comum o contacto com a natureza.

Haja saúde!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pico — uma montanha de promessas


Com os seus 2351 metros de altitude, a montanha da ilha do Pico é o ponto mais alto de Portugal. Mas, para além disso, como chegar ao seu topo requer um esforço físico médio/elevado — o trilho tem uma extensão total de cerca de 7600 m (3800 m desde a base até ao cume) e um desnível de 1100 m — esta montanha é frequentemente palco de pagamento de promessas através da respetiva subida (e descida).

Recentemente, o estratovulcão da ilha do Pico serviu para este mesmo efeito, mais concretamente para o pagamento de uma das promessas mais públicas de sempre a envolver a montanha mais alta de Portugal: o presidente do Clube Desportivo Santa Clara, sediado na ilha de São Miguel, tinha prometido que a respetiva equipa de futebol profissional, técnicos e dirigentes subiriam a montanha do Pico caso esta equipa do Santa Clara subisse à primeira divisão nacional, o que veio a ocorrer no início de maio de 2018.

Assim, no passado dia 16 de maio de 2018, vários elementos do Santa Clara cumpriram a sua palavra e subiram a montanha do Pico — a promessa ficou paga!

No entanto, o pagamento desta promessa implicou uma certa logística, a qual vale a pena ser analisada. Como se estar a falar de um clube sediado noutra ilha que não o Pico (mais concretamente a cerca de 300 km de distância), houve que assegurar o transporte — neste caso aéreo, para ser mais cómodo e rápido — entre São Miguel e o Pico. Mas, numa altura em que os voos estavam esgotados entre a maior ilha dos Açores e a mais alta de Portugal, eis que foram programados, de véspera, dois voos extraordinários Ponta Delgada / Pico / Ponta Delgada (um bem cedo e outro ao final da tarde), de forma a permitir, no mesmo dia, acordar em São Miguel, subir o Pico e regressar de novo a São Miguel!

Ora bem, não está em causa utilizar a montanha do Pico para o pagamento de promessas — aliás, esta iniciativa do Santa Clara é louvável e veio dar uma dimensão mais açoriana ao feito alcançado pela subida de divisão! A questão é que os picarotos sentiram que esta dimensão açoriana também poderia ter sido vivida como os habitantes da ilha do Pico a vivem durante a maioria do tempo: ter de ficar em lista de espera nos voos e não poder viajar nos dias pretendidos; ter de pernoitar noutra ilha quando não há possibilidade de ir e vir no mesmo dia (ou mesmo em situações de trânsito, seja interilhas ou para fora do arquipélago); e, finalmente, ter de passar por tudo isto sem que a maioria da população açoriana entenda esta dupla insularidade.

O Pico e os picarotos sabem bem receber; prova disso é que o Santa Clara foi "brindado" com uma montanha se apresentou maioritariamente descoberta, o dia estava magnífico e a experiência proporcionada por guias picarotos certamente ficará não só na memória dos atletas, técnicos e dirigentes, mas também na história dos Açores.

Por outro lado, os habitantes da ilha montanha, os quais são os principais responsáveis por garantir que existem as mais variadas condições no Pico para que se suba ao ponto mais alto de Portugal (deste transportes terrestres, alojamento, alimentação, etc.), registaram como se faz, por exemplo, para ir e vir no mesmo dia, até em dias de viagens esgotadas, caso tenham de se deslocar a um local fora da sua ilha de origem. Aliás, as primeiras sugestões de picarotos não se fizeram esperar, tais como a promessa de visitar o Algar do Carvão, quando for preciso ir ao Hospital de Angra do Heroísmo, ou a promessa de fazer o trilho da Lagoa do Fogo, quando for preciso ir ao Hospital de Ponta Delgada...

Em suma, ninguém se importa que a montanha do Pico seja palco de pagamento de promessas — é, de certa forma, uma outra forma de turismo — mas os picarotos também têm o direito de que a sua "montanha de promessas" relacionadas com o Pico — tais como melhores acessibilidades, melhores infraestruturas, melhores cuidados de saúde, etc. — seja também cumprida!

Haja saúde!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Alunas de São Roque do Pico vencem Sessão Nacional do Concurso Euroscola 2018


As alunas Carlota Ávila e Inês Ponte, da Escola Básica e Secundária de São Roque do Pico, foram umas das vencedoras da Sessão Nacional do Concurso Euroscola 2018.

Decorreu nos dias 14 e 15 de maio, na Assembleia da República, a Sessão Nacional do Concurso Euroscola, com a presença de 20 escolas (que representaram todos os distritos e regiões autónomas).

As escolas apresentaram os seus trabalhos perante o júri nacional, constituído por representantes do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens.

Os trabalhos tiveram como tema «Igualdade de Género».

Foram seis as escolas vencedoras, onde se inclui a Escola BS de São Roque do Pico — a única de fora do território continental. Assim, os respetivos alunos vencedores (onde se incluem as picarotas Carlota Ávila e Inês Ponte) irão participar em diversas sessões de um dia, no Hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França). Em cada sessão participam cerca de 500 jovens, representando escolas dos vários Estados-membros da União Europeia.

O concurso "Euroscola" tem como objetivo contribuir para a formação de uma consciência europeia junto dos alunos que frequentam o ensino secundário regular e o ensino profissional sobre as possibilidades que lhes oferece a sua cidadania europeia, bem como sobre o papel que o Parlamento Europeu desempenha no processo de decisão europeu.

[Recorde aqui a reportagem sobre o Concurso Euroscola 2018 - Círculo dos Açores]

Haja saúde!

Post scriptum: Voto de Congratulação, da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, dirigido a estas alunas vencedoras da Sessão Nacional do Concurso Euroscola 2017/2018.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Greve na Atlânticoline durante as principais festas de 2018


NOTA: Esta greve foi desconvocada em 20 de julho de 2018.

Comunicado da Atlânticoline:
Na sequência do pré-aviso de greve emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca (SIMAMEVIP), relativo aos colaboradores da Atlânticoline, S.A., nos períodos correspondentes às festividades do Espírito Santo e às principais festas de verão do Triângulo, o Tribunal Arbitral determinou, esta segunda-feira, as viagens marítimas a constar dos serviços mínimos a assegurar nestes períodos.
Assim, no período de greve, estão garantidas, na Linha Azul, a realização de duas viagens diárias Horta/Madalena/Horta, às 07h30 e às 17h15. Nos dias em que está prevista no horário a ligação Horta/Madalena/Horta das 20h15, mantém-se também a realização dessa viagem [horário em anexo].
Na Linha Verde, será assegurada uma viagem diária, entre Horta, Madalena e Velas, que se realizará sempre no período da tarde (saída da Horta às 18h45) [horário em anexo].
A greve está agendada para os seguintes períodos:
  • Das 00h00 do dia 20/05/2018 às 24h00 do dia 23/05/2018;
  • Das 00h00 do dia 05/07/2018 às 24h00 do dia 08/07/2018;
  • Das 00h00 do dia 20/07/2018 às 24h00 do dia 22/07/2018;
  • Das 00h00 do dia 27/07/2018 às 24h00 do dia 29/07/2018;
  • Entre as 00h00 e as 24h00 do dia 06/08/2018;
  • Das 00h00 do dia 10/08/2018 às 24h00 do dia 12/08/2018.
Os serviços mínimos preveem também a fixação de uma tripulação de prevenção para a realização de operações de transporte determinadas por situação de emergência.
A Atlânticoline aconselha os passageiros que pretendem viajar nos períodos de greve a adquirirem os seus bilhetes com antecedência, preferencialmente para as viagens asseguradas pelos serviços mínimos.

Haja saúde!

Horários dos navios nos dias da greve
Maio: 20, 21, 22, 23.
Julho: 5, 6, 7, 8 | 20, 21, 22 | 27, 28, 29.
Agosto: 6 | 10, 11, 12.

LINHA AZUL
Sai Chega Sai Chega
Horta Madalena Horta
07:30 / 08:00 08:15 / 08:45
17:15 / 17:45 18:00 / 18:30
20:15* / 20:45* 21:00* / 21:30*
* Não se realiza a 21 e 23 de maio

LINHA VERDE
Sai Chega Sai Chega Sai Chega Sai Chega
Horta Madalena Velas Madalena Horta
18:45 / 19:10 19:25 / 20:45 21:00 / 22:20 22:35 / 23:00

LINHA AMARELA
Dia Sai Chega Sai Chega Sai Chega Sai Chega
  Horta Cais do Pico Velas Cais do Pico Horta
20/05 07:15 / 08:30 09:00 / 09:45 22:30 / 23:15 23:45 / 01:00
22/05 14:00 / 15:15 15:45 / 16:30 19:00 / 19:45 20:15 / 21:30
23/05 07:00 / 08:15 08:45 / 09:30    
05/07 07:30 / 08:45 09:15 / 10:00 18:45 / 19:15 19:45 / 20:45
06/07 07:30 / 08:30 09:00 / 09:30 21:00 / 21:45 22:15 / 23:30
07/07 14:30 / 15:45 16:15 / 17:00 17:30 / 18:15 18:45 / 20:00
08/07 22:00 / 23:15 23:45 / 00:30    
20/07     18:45 / 19:15 19:45 / 20:45
27/07 07:30 / 08:30 09:00 / 09:30    
06/08     18:45 / 19:15 19:45 / 20:45
10/08 07:30 / 08:30 09:00 / 09:30 14:15 / 15:00 15:30 / 16:45
11/08 14:30 / 15:45 16:15 / 17:00 17:30 / 18:15 18:45 / 20:00
12/08 07:30 / 08:45 09:15 / 10:00    

terça-feira, 15 de maio de 2018

Encalhe do "Mestre Simão" deveu-se a "infortúnio do mar"


O encalhe do navio "Mestre Simão" no porto da Madalena do Pico, em janeiro, ficou a dever-se a um "infortúnio de mar", que resultou da dimensão e da energia das ondas no local, conclui um relatório recentemente divulgado.

"A nossa tese é que houve aqui um conjunto de ondas que deixaram o navio sem governo, aquilo a que os homens do mar designam por infortúnio do mar", explicou Carlos Faias, presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, empresa proprietária do navio, em conferência de imprensa tida hoje na Horta.

Segundo aquele administrador, o relatório interno ao acidente com o navio "Mestre Simão", ocorrido em 06 de janeiro deste ano, à entrada do porto da Madalena, na ilha do Pico, exclui qualquer responsabilidade do mestre da embarcação ou dos restantes elementos da tripulação, que foram até elogiados pela rápida retirada de todos os passageiros que seguiam a bordo.

"Em momento algum há, pelo menos em nosso entender, qualquer mínima evidência que possa ser apresentada, de alguma culpabilidade ou de alguma negligência à tripulação", insistiu Carlos Faias, garantido que os tripulantes do "Mestre Simão" procederam de forma correta durante a aproximação e entrada no porto.

De acordo com o relatório interno agora divulgado, o navio, de 40 metros de comprimento, estava a aproximar-se da entrada do porto, quando uma "sucessão de ondas" empurrou a embarcação para a rocha, impedindo-a de guinar a bombordo, para poder manobrar em segurança.

O documento recomenda agora a instalação de uma câmara no porto da Madalena para que, à saída da Horta, seja possível antever as condições no local.

O presidente do conselho de administração da Atlânticoline adiantou que o mestre do navio ainda tentou colocar a máquina à ré, para evitar o encalhe, mas que a máquina não terá correspondido, "por uma questão de segurança", já que a embarcação se encontrava em andamento (a uma velocidade de 15 nós) quando encalhou.

A Atlânticoline já assinou, entretanto, um contrato com os "Astilleros Armon", em Espanha, que tinham construído o "Mestre Simão", para a construção de um navio substituto, que terá capacidade para transportar 333 passageiros e 15 viaturas (mais sete do que o navio encalhado), e que irá custar cerca de 10,2 milhões de euros.

[Fonte: Açoriano Oriental]

Tudo sobre o encalhe do navio "Mestre Simão" pode ser encontrado em:
http://www.caisdopico.pt/2018/01/navio-mestre-simao-encalha-na-madalena.html

Haja saúde!

Post scriptum: Relatório Nº01/2018 - DETMAR (Investigação ao acidente do Navio Mestre Simão na manobra de entrada para atracação no Porto da Madalena - 6/01/2018)

domingo, 13 de maio de 2018

Recolha de DNA picaroto


Para todos os homens que tenham antepassados da ilha do Pico (e também da ilha Terceira), existe uma oferta de testes de DNA gratuitos, cujo objetivo é descobrir as origens anteriores à colonização dos Açores.

Este projeto é liderado por Doug da Rocha Holmes, de Sacramento (EUA), especializado nas famílias do Pico e da Terceira e especialista no uso do DNA para conectar as famílias. Quem estiver interessado, e for contemplado com um teste de DNA, aprenderá as suas origens antigas (haplogrupo), bem como se há outras pessoas que se conectam com a sua linha paterna.

Para mais informações, contactar o seguinte e-mail: terceira@dholmes.com

Haja saúde!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Maio ainda nem vai a meio... mas o Pico já começa a esgotar!


De entre todas as rotas aéreas interilhas nos Açores, assume uma importância acrescida a ligação entre Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e uma qualquer outra ilha açoriana, ora vejamos:
  • A ilha de São Miguel, por ser a dos Açores que tem mais população (e a maior em área, inclusivamente é a maior ilha de todo o território português), tem naturalmente mais ligações aéreas não só para o exterior da Região (Continente, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Europa, Estados Unidos da América e Canadá) mas também para as restantes ilhas açorianas. Mais ainda, a esmagadora maioria das viagens low-cost entre o Continente e os Açores é efetuada para esta ilha;
  • Assim, uma boa ligação aérea ao Aeroporto João Paulo II, considerando qualquer outra ilha açoriana que não São Miguel, é sinónimo de um passageiro poder alcançar facilmente um vasto leque de destinos nacionais e internacionais saindo da sua ilha, ao mesmo tempo que também significa que turistas e emigrantes podem chegar rapidamente às ilhas mais pequenas.
Por outras palavras, quando não existe forma de chegar, por via aérea, de São Miguel ao restante arquipélago, essas outras ilhas ficam, de certa forma, bastante mais isoladas. E este não é um fenómeno raro, antes pelo contrário: durante a "época alta" do turismo, costuma ser habitual haver vários destes dias de "isolamento" — neste aspeto, a ilha do Pico é uma verdadeira recordista, pois este destino é aquele que, nos últimos anos, tem esgotado mais rapidamente nos Açores.

Mas, e já agora, como estão as ligações aéreas interilhas entre São Miguel e as restantes ilhas nesta "época intermédia"? Por exemplo, para a semana de 13 a 19 de maio deste ano de 2018, em quantos dias se consegue partir de São Miguel e chegar a outra ilha açoriana (quer seja voo direto ou com escalas)? Pois bem, fazendo uma simulação no website da Azores Airlines, os resultados são os seguintes [cópias das simulações em anexo, as quais foram efetuadas em 10 de maio de 2018]:

Semana de 13 a 19 de maio de 2018 — partida de São Miguel
Ilha N.º dias
com ligação de
São Miguel
N.º dias
por semana
com voos
Dias de "isolamento"
devido a voos esgotados
Corvo 0 3 3
Flores 3 7 4
Faial 3 7 4
Pico 1 7 6
São Jorge 2 7 5
Graciosa 3 7 4
Terceira 3 7 4
Santa Maria 4 7 3

As conclusões a tirar são muito interessantes: embora o Corvo possa ser considerada a ilha mais "isolada" de São Miguel (pois nos três dias em que tem voos com o exterior, não é possível chegar da maior à mais pequena ilha açoriana em nenhum deles), o Pico volta a assumir a liderança no "número de dias de isolamento devido a voos esgotados"!

Dito de outra forma, a ilha montanha volta a bater o ser próprio recorde, pois se antes era o primeiro destino a esgotar na "época alta" e no Natal, agora maio ainda nem vai a meio, mas o Pico já começa a esgotar! Alguns dirão que é conjuntural, outros dirão que pode ser um sinal de que a "época alta" está a alargar, etc.

Uma coisa é certa, pois os números não enganam: o Pico está na moda!

Haja saúde!

Post scriptum: No dia seguinte à publicação deste post, a Azores Airlines reajustou a sua programação de forma a minimizar a impossibilidade de se chegar ao Pico durante a semana em questão — link para mais informações.