segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Horários Atlânticoline — Linha Verde - inverno 2016/2017

Com o aproximar de novembro, os horários da Linha Verde da Atlânticoline são reajustados. A principal alteração a registar nesta linha que liga o "Triângulo" (Pico, São Jorge e Faial) prende-se com o facto de que as viagens da tarde passam a ser efetuadas mais cedo. Esta situação manter-se-á durante este inverno de 2016/2017.

Recorde-se que no separador "Barcos" deste blog é possível encontrar os horários dos navios de passageiros que servem a ilha do Pico de forma regular e dos navios de mercadorias que escalam o principal porto comercial da ilha do Pico.

Haja saúde!

domingo, 30 de outubro de 2016

Horários dos aviões na ilha do Pico — Inverno IATA 2016/2017

A mudança para a hora de inverno (último domingo de outubro) coincide também com o início da estação "Inverno IATA", onde são praticados novos horários nas ligações aéreas com a ilha do Pico.

Mais concretamente, o aeroporto da ilha montanha passa agora a ter (até 25 de março de 2017):
  • Uma ligação diária com a ilha Terceira;
  • Quatro ligações semanais com a ilha de São Miguel (segunda, quarta, sexta e domingo);
  • Duas ligações semanais com Lisboa (segunda e sábado).

Todos horários dos aviões que servem a ilha do Pico de forma regular encontram-se disponíveis no separador "Aviões" deste blog.

Haja saúde!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Vinha do Pico onde se produz o 'Czar' destacada como uma das "Vinhas Velhas de Portugal"

Acaba de ser lançado o livro "Vinhas Velhas de Portugal", da autoria de Luís Antunes, o qual vai "ao encontro de grandes vinhos provenientes de grandes vinhas, daquelas em que cada videira poderia ter um nome próprio, a tal ponto faz parte da família, e é acarinhada como tal".

A única presença açoriana nesta elite de 19 vinhas portuguesas fica na ilha do Pico, mais concretamente onde é produzido o vinho licoroso 'Czar'. Esta vinha cumpre os seguintes três critérios enunciados pelo autor do livro, os quais permitem que uma vinha seja considerada como uma vinha velha:

O livro "Vinhas Velhas de Portugal" é uma edição bilingue (português e inglês) do Clube de Colecionador dos Correios e pode ser adquirido através da internet via Loja Online dos CTT [link]. Mais informações sobre o vinho licoroso 'Czar' podem ser obtidas em: www.czarwine.pt

Haja saúde!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma magnífica reportagem brasileira sobre os Açores

O Globo Repórter é um programa jornalístico brasileiro produzido e exibido pela Rede Globo. Um dos seus mais recentes episódios foi dedicado aos Açores — "um dos segredos mais bem guardados do Atlântico".

A reportagem explica o modo de vida dos açorianos e desvenda alguns dos mistérios do arquipélago, tudo isto acompanhado de vistas panorâmicas, muitas delas aéreas, cujas imagens valem mais do que mil palavras — a título de exemplo, é mencionado que do topo da montanha do Pico é possível "observar as mais belas imagens do Atlântico".

Para visualizar este episódio sobre os Açores, basta clicar na imagem seguinte.

Haja saúde!

Post scriptum: Esta reportagem fez com que um brasileiro, pelo menos, viesse subir a montanha da ilha do Pico! [link para a descrição da aventura]

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Onda de quase 14 metros em dia de mau tempo no canal


O arquipélago dos Açores esteve ontem (domingo, 23 de outubro de 2016) debaixo de avisos amarelo, laranja e vermelho, sobretudo devido à agitação marítima. Parafraseando o título do magnífico romance de Vitorino Nemésio, a natureza decidiu mostrar o que é o mau tempo no canal entre as ilhas do Pico e do Faial.

Várias imagens foram recolhidas das gigantescas ondas que passaram por este canal [link], as quais inclusivamente levaram ao encerramento à navegação no porto da Madalena, na ilha montanha. Contudo, a rede de boias ondógrafo dos Açores registou a onda com altura máxima precisamente na boia ondógrafo do canal Pico/Faial: 13,72 metros!

Nota ainda para o facto de esta onda em particular ter sido igualmente, no dia de ontem, a maior onda registada em Portugal. Curiosamente, isto ocorreu nas imediações do ponto terrestre português mais elevado — é caso para dizer que em terras e mares do Pico, a natureza é mesmo grande!

Haja saúde!

Boia ondógrafo Pico/Faial

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Campanha SOS Cagarro 2016


A Campanha SOS Cagarro 2016 já está em marcha! Esta campanha, que decorre até 15 de novembro, tem como principal objetivo envolver as populações e entidades no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade.

O cagarro é uma ave procelariforme migratória (ou seja, que habita o oceano aberto), sendo também a ave marinha mais abundante nos Açores. Aliás, é nas ilhas açorianas que se encontra a maior concentração mundial de cagarros (cerca de 75% da população mundial da subespécie Calonectris diomedea borealis e cerca de 65% da população mundial da espécie Calonectris diomedea nidifica nos Açores).

Sabia que todos os anos, por volta de março, os cagarros regressam à mesma ilha e ao mesmo ninho onde se reproduziram pela primeira vez? O parceiro é sempre o mesmo todos os anos e os rituais de reconhecimento e acasalamento são complexos. As crias nascem em maio, sendo que em outubro abandonam os ninhos rumo ao mar. Estas só regressam para se reproduzir passados 5 anos.

A conduta a seguir para o salvamento de um cagarro juvenil encontrado é:
  1. Aproximar-se lentamente da ave (de preferência por trás), para não a assustar;
  2. Com calma e segurança, cobrir o corpo do cagarro com um casaco, toalha ou manta;
  3. Sem magoar a ave, segurá-la pelo pescoço e pela cauda, de modo a envolver todo o seu corpo;
  4. Com cuidado, colocar o cagarro numa caixa de cartão (de preferência com furos para permitir a ventilação) e mantê-lo dentro da caixa durante a noite, em local tranquilo e escuro;
  5. Libertar a ave na manhã seguinte, junto ao mar, pousando-a com cuidado no chão (não se preocupe se o cagarro levar algum tempo a reagir e a voar para o mar, pois ele continuará a sua viagem quando se sentir preparado).

Este ano salve um cagarro. Faça um amigo!

Haja saúde!



Alguns recursos da Campanha SOS Cagarro [lista completa]

Canção "O Cagarro" [letra]:


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Promoção: 72 € nos voos Lisboa - Pico (ida e volta)

A época dos saldos aéreos chegou e com uma fantástica promoção: estão disponíveis voos de ida e volta entre Lisboa e a ilha do Pico por 72,14 €!

Este preço (que já inclui todas as taxas) está disponível para alguns voos diretos da Azores Airlines entre Lisboa e a ilha montanha, os quais são efetuados duas vezes por semana, mais concretamente à segunda-feira e ao sábado. Para conhecer todas as condições desta promoção, basta clicar na imagem seguinte.

Recorde-se que os horários dos aviões que servem a ilha do Pico de forma regular encontram-se disponíveis no separador "Aviões" deste blog.

Haja saúde!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Radar da PSP no Pico — outubro 2016

Segundo a PSP, neste mês de outubro de 2016 irão ser feitas operações de controlo de velocidade por radar na ilha do Pico, nomeadamente em:

  • 19 de outubro (quarta-feira) / 08h00 / Santa Luzia (São Roque do Pico).

Haja saúde!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Eleições Regionais Açores 2016


No próximo domingo, dia 16 de outubro de 2016, realizam-se as eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. De forma a que qualquer pessoa possa acompanhar, onde quer que se encontre, o escrutínio provisório desta eleição, estão disponíveis gratuitamente aplicações móveis para as plataformas iOS e Android (basta clicar numa das imagens seguintes para fazer o download da respetiva app).



Estas aplicações móveis permitem visualizar os resultados eleitorais na Região Autónoma dos Açores aos níveis do arquipélago, de ilha, de concelho e de freguesia, sendo apresentados em gráficos e mapas geográficos. Para além disso, também é possível conhecer os candidatos, descobrir o local de voto e consultar o histórico dos resultados nos Açores em todo o tipo de votações passadas (Legislativas Regionais, Autárquicas, Presidenciais, Legislativas Nacionais, Europeias e Referendos).

Em alternativa, o escrutínio provisório das eleições Regionais Açores 2016 também pode ser acompanhado através do seguinte link:

WWW.REGIONAIS2016.AZORES.GOV.PT

E a consulta do número de eleitor pode ser feita em: www.recenseamento.mai.gov.pt/nome.html

Haja saúde!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Continua a crescer (e de forma impressionante) a procura pelo Aeroporto do Pico


Segundo os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores relativos ao transporte aéreo, a ilha do Pico continua a registar estatísticas impressionantes neste ano de 2016. À semelhança dos dados conhecidos para o movimento de passageiros aéreos (desembarcados e embarcados) em junho, julho e agosto deste ano, no passado mês de setembro per se, bem como desde janeiro até setembro (e comparando com os respetivos períodos homólogos do ano passado), a ilha do Pico não só voltou a crescer acima da média regional, como mais uma vez obteve o maior crescimento percentual a nível Açores!


Analisando o movimento de passageiros aéreos nos aeroportos açorianos apenas em setembro, atrás da ilha montanha (36,0%) mas acima da média regional (20,3%) ficaram Terceira (33,8%), Flores (27,7%), São Jorge (27,1%) e Graciosa (20,6%). Considerando agora todo o tempo já decorrido em 2016, apenas três ilhas superaram a média regional (21,2%): Pico (37,6%), Terceira (23,8%) e São Miguel (21,4%). Nota ainda para o facto de todas as ilhas açorianas terem registado um crescimento no que toca ao movimento dos passageiros aéreos face ao que foi registado em 2015.

Em suma, esta análise estatística permite revelar tendências, as quais neste caso são evidentes: a procura pelo Aeroporto da ilha do Pico tem vindo a crescer consistentemente, liderando de forma destacada a nível Açores; tudo isto não só contribui para justificar a petição pública pelo aumento das condições de operacionalidade do aeroporto da ilha montanha, bem como reforça mais uma vez que "o Pico está na moda"!

Haja saúde!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Balanço da operação sazonal de 2016 da Atlânticoline


A empresa pública de transporte marítimo de passageiros Atlânticoline efetuou neste ano de 2016 mais uma operação sazonal a ligar todas as ilhas dos Açores exceto Corvo, operação esta que se encontra ao abrigo das Obrigações de Serviço Público para Transporte Marítimo e que na prática é conhecida como Linha Amarela.

A operação sazonal de 2016 da Atlânticoline foi realizada recorrendo ao uso de dois navios, mais precisamente o Express Santorini e o Paraguana I, tendo tido início a 29 de abril e término no dia 26 de setembro. Segundo dados estatísticos desta empresa, foram realizadas 544 viagens ao longo desta operação, tendo sido transportados mais de 61.000 passageiros e aproximadamente 12.000 viaturas. Em termos de procura dos destinos, obtiveram-se as estatísticas que se apresentam na tabela seguinte.


Os dados estatísticos que são públicos mostram que a ilha de São Miguel foi a registou a maior procura, estando a ilha das Flores no extremo oposto. Contudo, estes dados não têm em consideração o factor "regresso a casa", ou seja, quando um qualquer açoriano compra uma viagem de ida e volta, o bilhete de regresso conta para as estatísticas como procura para a ilha de origem, desvirtuando assim a noção sobre que destinos têm efetivamente um maior poder de atração. A título de exemplo, se 100 micaelenses comprarem bilhetes de ida e volta para destinos variados como Santa Maria, Terceira e Pico — imagine-se uma distribuição de 60, 30 e 10 passageiros, respetivamente — todos eles teriam em comum 100 viagens de retorno a São Miguel, ou seja, para estas 200 viagens (100 de ida e 100 de regresso) obteria-se estatisticamente uma distribuição de 50% para São Miguel, 30% para Santa Maria, 15% para a Terceira e 5% para o Pico. Por outras palavras, neste pequeno exemplo ilustra-se como um destino com a maior procura segundo as estatísticas (no exemplo foi São Miguel) pode não ser o que tem maior poder de atração e para onde as pessoas se deslocaram temporariamente (no exemplo foi Santa Maria).

Assim, torna-se interessante analisar os dados do ponto de vista dos destinos com maior poder de atração. Para esse efeito, primeiro vai ser assumido que se pode desprezar as viagens só de ida e que a origem dos passageiros é diretamente proporcional à população da ilha de onde partem (tendo por base os Censos 2011) — estas aproximações eventualmente não estarão muito longe da realidade, tendo em consideração que a grande maioria dos passageiros que usualmente recorrem à Linha Amarela da Atlânticoline são residentes nos Açores que compram bilhetes de ida e volta. Em segundo lugar, e para obter os dados pretendidos, subtrai-se a percentagem da população de cada ilha relativamente ao todo regional às estatísticas apresentadas na tabela anterior, obtendo-se assim a procura dos destinos excetuando o regresso a casa — os resultados finais são apresentados de seguida, onde para o caso das Flores também se subtraiu a percentagem da população relativa à ilha do Corvo.


Estas estatísticas agora obtidas revelam alguns factos curiosos que vale a pena destacar. Em primeiro lugar, existem duas ilhas, mais concretamente São Miguel e o Faial, que podem ser consideradas como locais que apresentaram um saldo negativo entre os que lá se deslocaram e os que de lá sairam temporariamente; por outras palavras, estas duas ilhas foram exportadoras de turistas internos. Por outro lado, a ilha de Santa Maria pode ser considerada como a ilha que apresentou o maior poder de atração, seguida da ilha do Pico e notando também que as ilhas de São Jorge e da Graciosa registaram um excelente saldo positivo no que respeita aos visitantes que receberam versus quem saiu a partir destes locais; assim, estas quatro ilhas foram os principais polos de atração no que respeita à operação sazonal da Atlânticoline de 2016.

Finalmente, e atendendo agora ao caso particular da ilha montanha, os dados estatísticos mostram claramente como, no âmbito do slogan "faça férias cá dentro", a ilha do Pico foi a mais procurada do "Triângulo" e a segunda com maior poder de atração a nível Açores, comprovando-se mais uma vez que esta ilha está na moda!

Haja saúde!

sábado, 8 de outubro de 2016

Azores Triangle Adventure 2016 — Etapa do Pico


Nesta sexta-feira passada, dia 7 de outubro de 2016, teve início mais uma edição do Azores Triangle Adventure — um evento desportivo de trail running que se disputa em três etapas distribuídas pelas três ilhas do "Triângulo": Pico, São Jorge e Faial.

Batizada como "Da Vinha à Montanha", a primeira etapa desta prova decorreu na ilha do Pico e contou com a participação de 49 atletas (10 femininos e 39 masculinos) que fizeram um percurso com cerca de 28 km desde o nível do mar até ao ponto mais alto de Portugal, passando também pela paisagem património mundial pela UNESCO [link para mais informações sobre o percurso].

O grande vencedor da etapa da ilha montanha foi Thibaut Baronian, com um fantástico tempo de 02h55m22s! Em relação às senhoras, Sandra Koblmueller atingiu a meta ao fim de 03h44m52s, naquele que foi o sexto melhor tempo da classificação geral.

Aqui fica um resumo em vídeo do primeiro dia do Azores Triangle Adventure 2016, bem como alguns links relacionados com esta prova:

Haja saúde!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma visão do Pico por 4 fotógrafos da ilha

No âmbito de mais um projeto da MiratecArts, quatro jovens fotógrafos apresentam imagens da montanha mais alta de Portugal numa exposição fotográfica patente na Casa da Montanha da ilha do Pico.

Até ao final de janeiro, entre as 8h e as 18h, é possível visitar as fotografias de Davide Sousa, Jaime deBrum, José Feliciano e Pedro Silva na exposição "Uma visão do Pico por 4 fotógrafos da ilha".

De salientar ainda que encontram-se abertos ao público vários concursos da MiratecArts, nomeadamente (o link associado a cada concurso remete para mais informações sobre o mesmo):

Haja saúde!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Escala de navios de mercadorias no Porto do Cais do Pico — outubro 2016

A Transinsular publicou no seu site a escala para o mês de outubro de 2016 dos navios de carga que efetuam a ligação Continente - Açores (clique na imagem para conhecer esta escala).


Os navios e as datas em que os mesmos vão visitar o Porto do Cais do Pico, na vila de São Roque do Pico, encontram-se indicados na tabela seguinte (clicando no nome do navio abre uma nova janela com a localização atual do mesmo).

DiaNavio
07 de outubro (sexta-feira)Insular
13 de outubro (quinta-feira)Ponta do Sol
18 de outubro (terça-feira)Insular
26 de outubro (quarta-feira)Furnas

Previsão de entradas e saídas de navios - Porto do Cais do Pico: Todas estas informações encontram-se igualmente disponíveis no separador "Barcos" deste blog, apresentando-se também em anexo um mapa contendo, em tempo real, as embarcações que navegam na vizinhança da ilha montanha.

Haja saúde!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

100 Sorrisos de Pedra dão a volta à ilha do Pico


O Roteiro dos Sorrisos de Pedra, um projeto de Helena Amaral e da associação MiratecArts, alcançou um novo patamar: o número de esculturas, as quais dão a volta à ilha do Pico, chegou a 100, sendo que esta marca foi atingida com a última montagem na nova rotunda em São Roque do Pico.

Segundo a artista Helena Amaral, são "cem pedras, cem olhares, cem emoções a espalhar sorrisos pela ilha. Isto é possível só quando a arte nos seduz e nos faz explodir de alegria e criatividade. Estes sorrisos estão a conquistar as pessoas e a transformar a ilha numa autêntica galeria de esculturas públicas."

Os Sorrisos de Pedra são esculpidos nas bombas de lava da ilha montanha e a artista devolve-os à natureza sob a forma de escultura. Este projeto iniciou-se em abril de 2015 e hoje estas obras estão presentes em mais de 30 localidades.

De seguida indicam-se os locais onde os Sorrisos de Pedra podem ser encontrados e o videospot desta iniciativa, sendo que mais informações podem ser encontradas através do seguinte link: Facebook oficial dos Sorrisos de Pedra.

Haja saúde!


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Navio "Paulo da Gama" operando no Pico (27 de setembro de 2016)

Apresentam-se de seguida algumas fotografias, da autoria do amigo Rui Miranda, relativas à operação do navio de carga "Paulo da Gama" na terça-feira da semana passada (27 de setembro de 2016) no Porto do Cais do Pico, na vila de São Roque do Pico.

Recorde-se que a previsão de entrada e saída de navios neste porto comercial, bem como os horários dos navios de passageiros que servem a ilha do Pico de forma regular, podem ser encontrados no separador "Barcos" deste blog.

Haja saúde!




segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Carta aberta aos Secretários Regionais da Solidariedade Social e da Saúde sobre os cuidados continuados na ilha do Pico


Excelentíssima Senhora Secretária Regional da Solidariedade Social e Excelentíssimo Senhor Secretário Regional da Saúde,

O meu nome é Ivo Sousa, tenho 31 anos e sou investigador de pós-doutoramento no Instituto de Telecomunicações, polo do Instituto Superior TécnicoUniversidade de Lisboa. No entanto, o que tenho mais orgulho, e que indico sempre na minha biografia de artigos científicos dos quais sou autor, é o facto de ser natural da ilha do Pico.

Apesar de passar a maior parte do tempo a cerca de 1700 km da minha terra natal, tento seguir atentamente o que acontece na ilha montanha e o que tem impacto no dia a dia dos picarotos. Por este motivo, presto particular atenção às noticias sobre a minha ilha e foi assim, através da comunicação social, que tive conhecimento da entrada em funções da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da ilha do Pico neste mês de outubro de 2016. Como fiquei intrigado com o modo de funcionamento desta unidade, decidi analisar em profundidade este tema e partilhar convosco as conclusões a que cheguei.

Em primeiro lugar, e devido ao facto de não ser clínico nem especialista nesta área, debrucei-me sobre tentar descobrir o que significa e quais os benefícios de existir uma unidade de cuidados continuados integrados na ilha do Pico. Esta minha pesquisa levou-me ao Decreto Legislativo Regional n.º 16/2008/A, o qual criou a rede de cuidados continuados integrados da Região Autónoma dos Açores e onde está expresso que esta rede pretende "garantir a coordenação das áreas de saúde e ação social, potenciadoras de soluções enquadradas nas respetivas prestações típicas e adequadas às necessidades das pessoas idosas, das pessoas com perda de funcionalidade e dos doentes terminais".

Assim, e tendo em conta o elevado índice de envelhecimento da população da ilha do Pico — aliás, a ilha montanha regista o segundo maior índice de envelhecimento a nível regional, sendo apenas superada pela ilha das Flores — pude concluir que a implementação de uma unidade de cuidados continuados integrados na ilha do Pico é claramente uma mais-valia para os picarotos. Por esse motivo, quero desde já saudar Vossas Excelências por, como decisores políticos, terem contribuído para que esta nova valência da ilha do Pico seja uma realidade.

Porém, a notícia da entrada em funções da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da ilha do Pico também suscitou em mim outras questões. Recordando que foi anunciado que esta unidade está instalada no Centro de Saúde da Madalena, sendo composta por 10 camas para internamentos de média duração e reabilitação (IMD) e por 15 camas para internamentos de longa duração e manutenção (ILD), perguntei a mim próprio se esta mais-valia não poderia ser distribuída por outros locais da ilha montanha, ficando assim ainda mais próxima dos picarotos. Voltando a lembrar que não sou um entendido na área da saúde, mas também não deixo de ser um paciente que deseja sempre obter o melhor serviço possível, decidi então comparar o que foi implementado no Pico com o que existe no restante território açoriano, tendo obtido conclusões surpreendentes, as quais passo a apresentar.

Neste meu estudo, comecei por tomar nota das linhas mestras para o funcionamento da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados, as quais foram apresentadas publicamente por Vossas Excelências no dia 26 de janeiro de 2015. Na altura, foi mencionado que esta rede abrangeria nesse ano todas as ilhas dos Açores e funcionaria todos os dias do ano, sendo composta, entre outros, por 15 unidades de internamento de cuidados continuados, incluindo algumas unidades sediadas em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Para melhor compreender a distribuição destas unidades de internamento de cuidados continuados, consultei então o documento oficial associado a esta apresentação pública, mais concretamente o Despacho n.º 198/2015, o qual detalha como são criadas as unidades de internamento em questão, e extraí os seguintes dados:
  • Excetuando a ilha do Corvo, todas as restantes ilhas dos Açores são contempladas com pelo menos uma unidade de internamento, perfazendo efetivamente um total de 15 unidades, sendo que este tipo de valência na Terceira e no Faial, bem como em alguns casos em São Miguel, está sediado em IPSS;
  • Para a ilha montanha estão indicadas 10 camas IMD e 15 camas ILD para uma única unidade sediada no Centro de Saúde da Madalena;
  • Novamente excetuando o Corvo, dos restantes concelhos açorianos onde existem centros de saúde, apenas os de São Roque do Pico e das Lajes do Pico não são contemplados com camas para internamentos de cuidados continuados.
Com base nestas informações, o que posso concluir é que as unidades de internamento em questão não necessitam de estar sediadas em centros de saúde, que o total de camas previstas para a ilha do Pico coincide com as existentes na unidade recentemente criada no Centro de Saúde da Madalena e que os restantes centros de saúde da ilha montanha não terão esta valência. Esta última conclusão foi bastante surpreendente para mim, pois entendo que a mesma entra em contradição com um ponto do comunicado da Secretaria Regional da Saúde sobre o serviço de saúde na ilha do Pico, emitido no final de 2014, e onde estava expresso o seguinte:
Nos centros de saúde em que não está prevista a presença física de um médico 24 horas [São Roque do Pico e Lajes do Pico], o internamento será garantido nos moldes dos cuidados continuados, em que há acompanhamento de enfermagem 24 horas por dia.
Contudo, durante este meu estudo descobri um outro documento intrigante: no dia seguinte à divulgação do despacho supracitado, foi publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores a Declaração de Retificação n.º 6/2015, a qual refere que esse despacho que criou as unidades de internamento de cuidados continuados saiu com "inexatidões". Mais concretamente, esta retificação somente abordou o caso concreto da ilha do Pico e apenas substituiu a distribuição de camas para este tipo de internamento, mantendo um total de 10+15 camas (IMD+ILD) mas integrando unidades sediadas nos três centros de saúde da ilha montanha, de acordo com a tabela seguinte.


Considerando esta retificação oficial e tendo também em atenção tudo o que já mencionei até agora, posso então tirar novas conclusões, nomeadamente:
  • Segundo os serviços competentes do Governo Regional dos Açores, os centros de saúde de São Roque do Pico e das Lajes do Pico não só tinham capacidade para receber camas para internamentos de cuidados continuados, bem como foi determinado oficialmente que efetivamente iriam receber essa valência;
  • A retificação referida anteriormente vai de encontro ao que foi mencionado no comunicado da Secretaria Regional de Saúde, implicando também que o número total de unidades de internamento de cuidados continuados nos Açores deveria ser 17 e não 15;
  • Isto significa que, aquando da apresentação pública das linhas mestras para o funcionamento da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados, deve ter havido um lapso porque apenas foram anunciadas a criação de 15 unidades de cuidados continuados na Região;
  • Por fim, e atendendo ao que se verifica no presente, está-se perante uma nova contradição, pois a ilha do Pico tem neste momento todas as camas associadas a esta valência concentradas no Centro de Saúde da Madalena.
Decerto concordarão comigo que existe alguma incoerência entre o que foi publicado em jornal oficial e a realidade. No entanto, também sei que os recursos da Região (humanos, financeiros, etc.) não são ilimitados e que é preciso racionalizar os mesmos. Todavia, é do meu entendimento que deve haver equidade para todos os açorianos, independentemente da ilha em que residem. Por outras palavras, entendo ser razoável que se concentre as camas para internamentos de cuidados continuados em questão na ilha montanha desde que isso signifique que os picarotos estão, em média, dentro da mesma ordem de grandeza de distância a esta valência comparativamente com qualquer outra ilha. Como gosto de números e estes são o meu instrumento de trabalho, decidi por isso investigar a que distância da unidade de cuidados continuados integrados mais próxima da sua residência estão os habitantes de cada uma das ilhas dos Açores que também possuem este tipo de unidades de internamento.

Seguindo o mesmo método indicado na carta aberta ao Senhor Secretário Regional da Saúde sobre o serviço de saúde na ilha do Pico, a qual foi por mim redigida no início de 2015 e que entreguei em mão ao destinatário nessa mesma altura, apresento de seguida duas estatísticas para cada ilha, assumindo para o caso da ilha montanha a concentração de camas para internamentos de cuidados continuados no Centro de Saúde da Madalena (a situação que se verifica atualmente): a primeira estatística corresponde à média ponderada da distância de condução pela densidade populacional, ou seja, corresponde à soma dos produtos entre a distância à unidade de cuidados continuados mais próxima e a população de cada freguesia a dividir pelo número total de habitantes da respetiva ilha; a segunda estatística corresponde à distância máxima de condução entre uma certa freguesia em cada ilha e a respetiva unidade de cuidados continuados que lhe é mais próxima.


Os resultados obtidos são deveras reveladores da discriminação que os picarotos sofrem em relação à restante realidade açoriana. Imaginando uma pessoa no Pico que pretenda visitar um familiar seu que se encontra internado em cuidados continuados, esta tem de se deslocar, em média, mais do dobro (21,2 km) do que qualquer outra pessoa residente noutra ilha (menos de 10 km). Adicionalmente, um residente na ilha montanha dista da respetiva unidade de cuidados continuados, no máximo, um pouco mais de 50 km (52,0 km), o que corresponde a mais de 21 km do que o pior caso verificado nas restantes ilhas (30,7 km). Naturalmente que é preciso também ter em conta a viagem de regresso, acentuando ainda mais a diferença entre a situação existente na ilha do Pico comparativamente ao que se passa no resto da Região.

Os exemplos elencados anteriormente podem não servir, do ponto de vista estritamente medicinal, como justificação para determinar a localização de unidades de cuidados continuados. Cumprindo de certa forma com o ditado popular "não há duas sem três", sublinho novamente que sou um leigo em termos de conhecimentos clínicos e assumo que são sobretudo os avanços da medicina que contribuem para o bem-estar de um qualquer paciente. No entanto, também sei que não existe nenhum medicamento mágico que induza instantaneamente boa disposição num doente, apesar de achar que o sorriso de um amigo ou de um familiar por vezes consegue esse "milagre". Posto isto, a situação que se verifica presentemente na ilha do Pico claramente irá contribuir para que menos pessoas visitem os seus familiares internados, para além de reforçar o sentimento existente na sociedade picoense de que os cuidados de saúde estão distantes da população.

Termino esta minha missiva apelando a Vossas Excelências para que reflitam sobre as conclusões a que cheguei e para que tomem as medidas adequadas de forma a que não só os picarotos sintam que o que está escrito é para ser cumprido, bem como percecionem que, como açorianos, estão em pé de igualdade com os habitantes de outras ilhas considerando situações equivalentes. Despeço-me atenciosamente recorrendo a um dito muito antigo mas sempre atual:

Haja saúde!

Post scriptum: Esta carta aberta foi enviada para os correios electrónicos das Secretarias Regionais da Solidariedade Social e da Saúde, contactos esses que estão disponíveis na página oficial do Governo Regional dos Açores. Adicionalmente, esta carta aberta foi publicada na edição n.º 41.095 do 'Diário dos Açores', de 5 de outubro de 2016. No dia 31 de outubro de 2016 foi noticiado que a Unidade de Cuidados Continuados Integrados da ilha do Pico não está ainda a funcionar em pleno [link]. Nota ainda para um agradecimento ao amigo Rui Pedro Ávila, por ter ajudado a divulgar esta carta aberta através do seu espaço de opinião no 'Jornal do Pico', edição n.º 653, de 4 de novembro de 2016. No dia 21 de novembro de 2016, a Secretaria Regional da Solidariedade Social respondeu informando que o conteúdo da carta fora reencaminhado para a Secretaria Regional da Saúde, "por ser matéria que se insere no âmbito de competência daquele Departamento Governamental". No dia 28 de março de 2017, a Secretaria Regional da Saúde respondeu informando que "mantém-se a previsão de estabelecer resposta ao nível de cuidados continuados nos três Centros de Saúde" e que "a opção de iniciar o processo de implementação no Centro de Saúde da Madalena prendeu-se com o facto de dispor, no imediato, dos recursos humanos e físicos necessários a este tipo de cuidados".

domingo, 2 de outubro de 2016

sábado, 1 de outubro de 2016

Horários Atlânticoline — Linha Azul - inverno 2016/2017

Com a chegada de outubro, a Linha Azul da Atlânticoline passa a dispor de menos viagens entre as ilhas do Pico e do Faial.

Mais concretamente, são suprimidas as viagens correspondentes ao "barco das oito da noite", ficando agora em vigor um total de quatro ligações diárias de ida e volta entre o Faial e o Pico. Esta situação manter-se-á durante este inverno de 2016/2017.

Recorde-se que no separador "Barcos" deste blog é possível encontrar os horários dos navios de passageiros que servem a ilha do Pico de forma regular e dos navios de mercadorias que escalam o principal porto comercial da ilha do Pico.

Haja saúde!